domingo, 31 de janeiro de 2016

RELAÇÕES HUMANAS..



Muito se tem discutido nos últimos anos sobre as relações humanas, sobre as relações dos citadinos, das pessoas com  outras da mesma categoria, com as instituições públicas ou privadas e com o Estado (organização político-administração de um povo). Não se esquecendo também uma criação classificatória (não exclusiva do Brasil), a que se chama de cidadão. No aqui nomeado, cidadão  é aquele indivíduo,  pessoa; no gozo ou usufruto de direitos civis e políticos e que volta e meia, mas que deveria ser uma constante  que é  também a consciência e obrigação de deveres e obediência às normas e leis dessa nação de que ele ,cidadão (ã) faz parte .
Quando se fala em cidadão, lembra-me a cidade de Roma, na época de seu esplendor, antes da ruína do império Romano. O termo cidadão foi criado no auge da instituição política daquele povo. Receber o título de cidadão romano era uma credencial honorifica de alta dignificação. Era um passaporte de trânsito para o mundo.
 Quanta decadência e depreciação nessa categoria de pessoas. Para o estamento e legislação brasileira (constituição, código civil) cidadão(ã) é todo o que porta um RG, título de eleitor e CPF, nada mais é exigido. Até presidiário (de cadeias), com tornozeleira eletrônica ou domiciliar são considerados cidadãos. Antes do trânsito em julgado, eles têm direito a tudo; até votar e escolher nossos representantes do poder executivo e legislativo. São fatos e verdades exclusivas do Brasil; igual a Jabuticaba, mensalão e petrolão. Só vingam em nossas terras.
 Não muito diferente se tornaram as relações do indivíduo; aqui falamos mais das crianças e jovens no ambiente das famílias e com toda forma de instituições pedagógicas. Escolas de maneira exemplar. A escola era uma etapa tão importante (deveria ainda estar com esta importância nos dias desta crônica ) na formação do indivíduo que o sonho de muitas famílias era deixar o adolescente no colégio em regime de internato. Alguns se notabilizaram nessa tão nobre missão pedagógica que foram objeto de filmes e livros. Cito um como exemplo, o Ateneu de Raul Pompéia. Penso eu que o primeiro grupo social e instituição determinante, preponderante e capital na constituição , na  formação , na  conduta e do caráter da pessoa humana seja a família. Com algumas exceções, nós somos o corolário, o produto, a arte final de nossa família. Cada um é uma extensão da educação recebida dos pais.  Isto, bem entendido, em todos os atributos que iremos levar para sempre em nossas vidas. Dos mais simples gestos e atitudes como educação alimentar, higiene, disciplina e organização com nossos pertences e objetos pessoais e domésticos, até com nossos sentimentos de afeto, generosidade, honestidade e senso de civilidade com as pessoas, com as instituições públicas ou privadas e com o meio ambiente.
O segundo grupo social com o qual o ser humano estabelece um vínculo de grande significado se chama escola. Tal contato e convivência ganha relevo e influência não só na formação de conhecimentos técnico-científicos, mas no perfil e qualificação civil (de civilidade), moral e ética, do indivíduo nomeado pela constituição como cidadão.
Ao que assistimos hoje, na era da internet e das tecnologias massivas da informática?  Todos assistimos ao também massivo apodrecimento dos valores cívicos  e formação moral e ética  de nossas crianças e jovens.   Obrigações e exigências estas, não dos estabelecimentos de ensino; mas de forma criteriosa, severa e continuada das famílias.
As relações pais/filhos nestes tempos de tanta tecnologia têm se resvalado para a absoluta tolerância, leniência e ausência de qualquer limite. Sejam esses limites nas atitudes as mais comezinhas no ambiente doméstico, no tratamento com os membros parentais , nos espaços públicos ou privados.
O Brasil chegou a um descalabro tão aviltante nas relações humanas que se criou por exemplo o instituto da prisão domiciliar e da tornozeleira eletrônica. Além das instâncias judiciais( 1a , 2a, 3a..) , até prescrição dos crimes ou indulto de natal. Na deseducação das crianças e jovens o Estado (judiciário) também deu a sua contribuição. Foram criados a estatuto da criança e adolescentes (ECA) e a lei da palmada. Através dessas leis, as crianças e jovens podem denunciar os pais por algum corretivo infracional.
Enfim, pelo cheiro da brilhantina, pela leniência e omissão das famílias, pela distração crescente dos pais; especialmente aqueles entretidos juntos aos filhos em seus smartphones, em suas redes sociais; por tudo isso e também  corroborado pelo  Estado estamos cada vez mais criando monstrinhos e deformados de caráter e de cidadania (termo em moda) em nossa sociedade.  Quão triste!

Jan/2016            joão joaquim 

GLUTONARIA.. POR QUÊ...

NOSSAS FARRAS E ORGIAS DA BOCA E DO BACO VÊM DAS RUÍNAS DO IMPÉRIO ROMANO.

João Joaquim  


A cada passagem de natal e ano novo torna-se inevitável não remontar ao início de nossa era cristã, mais precisamente à época do antigo Império Romano, século II e III d.C; e com isto fazer algumas comparações de costumes, hábitos e modos de vida, daqueles e de nossos tempos.
Intrigas, confabulações e confidências da história, mas tudo cheira ao verossímil. A civilização romana então viveu o seu apogeu(zênite), mas foi também às profundezas do inferno, pela degradação da moral, das leis e toda sorte de devassidão e maledicência. Uma das marcas das muitas formas de degeneração comportamental dos romanos da época era o hábito da glutonaria. As orgias alimentares, de se refestelar em comidas, noites e dias a fio era uma forma de prazer de todas as pessoas da época.
Essa era uma marca que estratificava as pessoas. Quanto mais ricas as famílias, mais elas se chafurdavam no pecado da gula.
A essa altura dessa leitura qualquer leitor já tira de pronto alguma conclusão. Por que a lembrança dos romanos em sua decadência? A historiografia nos dá essa resposta. O excessivo apego que os ocidentais têm ao prazer de comer vem dos costumes daquela época. E aí teve uma ideia  as indústrias e mercados de alimentos em explorar essa debilidade sensorial das pessoas, em ter no paladar, na degustação, na farra alimentar e libações de bebidas uma forma de  “felicidade”, diversão e prazer. A busca dessa satisfação, do instinto de comer mais e mais , além das necessidades nutricionais, num mero comportamento de prazer , do sentido do paladar é uma busca, um subterfúgio para muitas formas de angústia, de ansiedade, das dores existenciais que abatem sobre as pessoas .
Dois outros fatos também verossímeis herdados da ruína do Império Romano merecem registro nesta crônica. Trata-se de duas doenças  psiquiátricas encontradiças nas clínicas de psicologia e psiquiatria. Uma, a bulimia (do grego, boulimia= fome de boi ou fome devoradora). Trata-se de um distúrbio mental no qual a pessoa come a la  pantagruel ou gargântua ( vide em obras de François Rabelais)  . Em seguida sentindo-se mal, tipo empachamento gástrico ou náuseas, a pessoa vai ao banheiro e provoca vômitos, no sentido de se livrar daquele excesso de alimentos. Nas farras do decadente e corrupto Império Romano, tal prática era comum, tendo em vista a reingestão de mais e mais comida e perpetuação dos prazeres da boca e do baco( deus do vinho e das orgias alimentares e gustativas).
A outra doença, ao avesso da bulimia é a anorexia nervosa . Trata-se daquele distúrbio psíquico ou fobia mórbida de muitos alimentos, com o terror e preocupação de que todos façam a pessoa engordar. Esse transtorno psiquiátrico tem sido encontradiço em jovens que trabalham como modelo, pelo rígido padrão de beleza, baseado em silhueta magra.
Enfim, e voltando aqui para nosso império ou república brasileira e nestes tempos de tanta ruína política e moral, onde tão poucas pessoas têm tanto dinheiro e pouca honestidade; não há como não fazer esse paralelo com a derrocada e esboroamento das instituições públicas e civis do povo romano daqueles tempos( decadência moral e institucional e toda sorte de devassidão, entre elas as  libações alcoólicas e gastronômicas ).
O Natal ou Ano-novo pode ser apenas uma de muitas datas, senão todos os dias, em que se deve refletir sobre o exagerado apego, culto ou quase religião ao hábito e cultura da ingestão prazenteira, orgíaca( ou dionisíaca)  e festiva de alimentos, libações alcoólicas e muita bebedeira, quando não com um adjunto nocivo e destrutivo, que são as drogas ilícitas. Aliás, ilícitas , por enquanto , porque pelo cheiro das decisões de nosso supremo tribunal(STF), em breve, tudo pode se tornar permitido e lícito , inclusive o uso e posse de canabis sativa( maconha), e outros baseados.
Em tempo, é bom que se registre . Não se quer e não se pretende condenar e censurar ninguém por uma nutrição saudável. Ela faz parte de nossa saúde. O que se deve buscar é o equilíbrio e gosto racional no prazer de qualquer forma de alimento e bebidas. Em pequenas doses ,uma taça de vinho por exemplo tem até efeitos terapêuticos.
O natal e muitas outras datas festivas poderiam bem servir para que prolongássemos nossa generosidade e partilha. A terra que continua tão generosa tem espaço e alimentos para todos. Trata-se apenas de menos desperdício, menos glutonaria, menos bulimia e saber melhor dividir o feijão, o arroz e o pão com todos. Essa poderia ser uma boa promessa e mudança de meta em nossas vidas em cada ano , do começo ao fim. Que seja um mero pãozinho ou sobra que fosse para o lixo e déssemos a quem precisa . Isto já seria um gesto de muito sentido  de minorar e saciar a fome de quem pouco ou nada tem para comer em completo abandono pelas ruas. Isto vale muito para os pais em relação aos filhos. O mundo melhor que pretendo construir  para os meus filhos vai depender dos filhos melhores que vou deixar para esse mundo.

Jan/2016

João Joaquim

DEUS..


                                                         O QUE É DEUS
  João Joaquim  




Lá no livro de Genesis está assim consignado “ E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o espírito de Deus se movia sobre a face das águas (1 ,2).  Genesis 1, 26-24 E disse Deus: façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra. E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou.
O que é Deus? Se fizermos esta pergunta para diferentes pessoas, de diferentes culturas e credos; obviamente que iremos ouvir diferentes nomes para designar, seguindo a memória coletiva do gênero humano, nomes os mais díspares para indicar um princípio, uma inteligência, uma força, uma onipotência sobre todas as coisas e seres do planeta e do universo. Para os cristãos seria então Deus, para os indígenas Tupi seria Tupã (trovão), para os Iorubás e muitas tradições afrodescedentes seriam os orixás;  para os vedas e induistas seriam vishna e osires, para os muçulmanos seria Alá.
Como se vê são muitos os nomes e designações para essa força motriz e suprema que se incumbiu de ,a partir do caos, e das trevas, criar o universo (ou os múltiplos universos, porque, se acredita,  não é apenas um ) e tudo de harmônico, belo e prodigioso nele(s) contido. A terra e o homem são mostras desse logos, dessa inteligência e razão suprema que em nossa cultura se chama Deus.
Para melhor percepção e comparação, pensando naquelas pessoas ateias ou que duvidam da existência de Deus, vamos fazer aqui um paralelo, uma comparação entre o que era aquela balbúrdia ou pandemônio pré-humanidade a que a Bíblia chamava caos e a terra hoje com suas formas de vida. Para mais clareza de entendimento pensemos o gênero humano nivelado aos outros animais. Isto é: o homem com o mesmo cérebro, os mesmos instintos e inteligência dos ditos animais irracionais. Imaginemos se fôssemos do mesmo QI ou poder de pensar e criativo daqueles outros bichos que nos rodeiam, os cães, os bois, os muares, as aves, etc.
E assim refletindo e pensando, vamos imaginar a inexistência de Deus. Eu como racional imagino e penso que se  manteria aquele estado caótico e disforme de trevas e abismo de que a inteligência e cognição humana não tem como avaliar o que seria e de maneira tal tudo se perpetuaria como dantes .
Vamos por último pensar na terra tendo o gênero humano sem as espécies  homo habilis, erectus e sapiens. Nós seríamos como outros símios e primatas, sem nenhum atributo que caracteriza o homem atual, o homo sapiens. Não fosse pela plurinteligência da criação divina, pensando apenas na terra, certamente ela continuaria no mesmo caos pré-humano.
Vamos pensar na segunda tese do planeta terra com todos os animais, e o homem  nivelado aos  irracionais. Duas possibilidades imediatistas. Primeira, que o planeta estaria mais natural e puro sem os riscos de destruição por parte de homens que acham que pode tudo; inclusive depredar, predar e destruir a terra lenta e gradualmente. É ao que estamos assistindo, com a poluição crescente,  os milhões de toneladas de gases de efeito estufa, a desertificação de áreas férteis, a extinção de muitas espécies de plantas e animais, etc.  A Segunda possibilidade , que estaríamos no mesmo estádio dos homens diluvianos ou das cavernas.
 Em conclusão e com esse paralelismo dá-se para ter uma vaga noção o que seria o universo sem a mão criadora de Deus e a terra sem o engenho, a razão e atitudes criadores dessa criatura divina que somos nós ,o homem, dotado que é de razão, elevado QI, alma e coração.
Se bem que parte dos homens anda saindo da linha (razão) e fazendo certas coisas que até Deus se arrependeu da concepção de sua criatura. Noé com sua arca é prova disto. Basta voltar e ler no Genesis. E o que é pior, tem gente que continua acreditando que a terra surgiu de uma big explosão , e toda forma de vida veio de gerações espontâneas. Bem, se bem que intuição e crença são livres.       Jan./2016    



João Joaquim de Oliveira  médico e articulista do DM



PERDA DE ALIMENTOS ...

A Fome no Mundo
joao joaquim


Assistindo ao marketing , cada vez mais  apelativo,  e convivendo com o mundo do consumo nos dias de hoje, vem-me à lembrança a teoria de um economista britânico Thomas Robert  Malthus (1766-1834). Sua tese era de que  se não houvesse um controle de natalidade, a população cresceria em ritmo acelerado (progressão geométrica) enquanto a produção de alimentos se daria numa proporção menor (progressão aritmética). O resultado é que pobreza, miséria, fome e subnutrição seriam inevitáveis. Numa análise rasa, sem argumentos complexos, podemos concluir que tinha e não tinha razão e cientista Malthus. A um tempo tinha motivo a sua teoria porque de fato, no mundo temos milhões de pessoas desnutridas por não ter os alimentos básicos em sua dieta diária. Essa é uma triste constatação em muitos países de 3º mundo, na África e Ásia por exemplo, e mesmo no continente Sul Americano.
Ao mesmo tempo pode-se afirmar que a previsão malthusiana estava errada no sentido de que alimentos para todos existem, o que não há é uma justa distribuição e provimento dos suprimentos nutritivos às pessoas, na medida de suas necessidades.
E por que da não exatidão das profecias do economista inglês? Dois dados explicam bem esta conclusão. Estudos e estatísticas bem conduzidos mostram que da colheita até às centrais de abastecimentos (CEAGESP, por exemplo) se perde de 30% a 40% dos alimentos. Dessas centrais até as mãos do consumidor se perde mais 20% a 30% dos produtos alimentícios. Ou seja, de tudo que é colhido (grãos, frutas por exemplo) perde-se mais da metade.
As etapas desse desperdício e apodrecimento de muitos alimentos se tornam bem perceptíveis e de fácil entendimento. Sãos estratégias na colheita e armazenamento de grãos, frutas e hortaliças, o transporte, a qualidade dos recipientes e conserva dos produtos; entre outros fatores. Nessas questões tem culpa por exemplo o governo com suas políticas , diretrizes e leis voltadas para o setor agropecuário. Imagine por exemplo o produtor de leite e derivados. Vez e outra presenciamos pecuaristas jogando o leite fora, haja vista o preço quase sempre injusto percebido por esses insumos, essenciais na alimentação dos brasileiros. São protestos contra as políticas do Ministério da Agricultura. Agora, um conselho a esses protestantes , deem esses produtos para os mais pobres e instituições filantrópicas.
Uma outra etapa da grande perda alimentar está na própria mesa do consumidor. Claro, fica estabelecido que do consumidor que pode gastar e consumir. Notadamente, é bom que se diga em letras caixa alta, aquele consumista que tem na comida a primeira ou única  fonte de prazer e felicidade. Há uma classe de gente para a qual a última diversão na vida são as orgias alimentares e libações alcoólicas de dar má digestão e ressaca. São influências da ruína do Império Romano.
Eu nunca vi pesquisa ou estatística sobre essa avarenta e desumana forma de desperdício de alimentos. De que modo ela se dá? A primeira etapa são as sobras de comida servida à mesa. Quanto de alimento é  jogado fora, a todo dia, das mesas de famílias e restaurantes? A reciclagem e doação desses excedentes para instituições filantrópicas são tímidas e exceção ao que deveria ser uma generosidade e partilha de todos.
 A segunda etapa desse desditoso desperdício se chama gulodice das pessoas. Se cada pessoa pegasse um pouco do muito a mais que ela come todos os dias, a fome no mundo estaria saciada e saneada. Nessa atitude de tirarmos um pouco do excesso que comemos e oferecer aos que passam fome estamos até reduzindo nossa obesidade;  é o caso da maioria das pessoas; e melhorando nossa pressão, nosso colesterol e os diabetes que não são poucos , e  que matam mais do que formicida.
Olha o quanto cada um pode fazer para contrariar a teoria malthusiana!   Jan./2016  



João Joaquim - médico - articulista DM

O BEM SUPERA O MAL


                EXEMPLOS  DE MALDADE  E GENEROSIDADE HUMANA

João Joaquim  


A imprensa mostrou com imagens e vídeos os casos de dois cadeirantes. Um verdadeiro, de fato deficiente físico, em São Paulo, na cidade de Jundiaí . Trafegando pelas ruas, esse segurado e aposentado do INSS(sr. Benedito do Carmo , 53 anos)  foi brutalmente assaltado por um marginal que na aproximação simulou alguma ajuda à vítima. O assaltante surrupiou-lhe dinheiro e a carteira e ainda o arremessou ao chão . O lado bom dessa história é que em seguida o meliante foi preso e responderá pelos crimes cometidos. O segundo caso ocorreu em Vancouver , Canadá , onde um policial( sargento Mark Horsey) se fez passar por um deficiente físico e se pôs em vias públicas, como cadeirante,  com pertences e algum dinheiro à mostra no sentido de ver a reação de assaltantes  e ladrões, frequentadores dessas ruas,  que pudessem assaltá-lo considerando-o uma presa fácil.
Os dois casos registrados, o de fato deficiente físico, de Jundiaí   e o cadeirante no papel de ator, no Canadá, aliás muito bem encenado são emblemáticos da natureza, dos sentimentos, da torpeza e virtude do bicho homem, ainda tido, classificado e aclamado como inteligente, racional e constituído da dualidade corpo e alma.
Vamos novamente reportar ao que foi documentado e veiculado pelas TVs. Na entrevista com a vítima de São Paulo( Sr Benedito), passados o susto e os ferimentos leves da agressão do assalto, foram-lhe mostradas as cenas do cadeirante-ator, do policial canadense que se fez passar como deficiente .
Como nessa simulação( Canadá) o propósito era registrar as atitudes, as reações e comportamento de quem deparasse aquele homem em condição vulnerável, todos os que o abordaram puderam ser entrevistados e inquiridos do por quê em  ter agindo dessa e de outra maneira.
Foram apresentadas cerca de 10 cenas. Alguns desses transeuntes que abordaram o cadeirante eram pessoas de alta periculosidade, pelo visto criminosos com processos na justiça. E então eis que vêm as surpresas. E assim se expressa o cadeirante sobrevivente do assalto em São Paulo quando vê o primeiro pedestre se aproximar do ator-cadeirante   - Meu Deus, esse sujeito vai roubar-lhe a bolsa, o seu dinheiro, como aconteceu comigo.
Estupefação e espanto de quem assiste aos vídeos. O primeiro que encosta no cadeirante tenta confortá-lo e  o consola generosamente. Mais que gestos de amparo, ele  reza com a “vítima”. E assim sucessivamente os estranhos e anônimos que falam e oferecem ajuda ao nosso ator-cadeirante o advertem na guarda de sua bolsa e do dinheiro que propositalmente tinha sido deixado de forma a facilitar um furto. O certo é que ao final das cenas mostradas nosso cadeirante em simulação tinha 24 dólares a mais, recebidos como esmola.
O que nós humanos, humanos que somos, e humanos que devemos buscar ser em nossas relações podemos extrair e aprender com as cenas reais de tais documentários? Assim penso eu, como cronista que se motivou em tais cenas para esta mensagem. O ser humano por mais perverso que ele tenha sido em alguma atitude ou ação contra o outro, resta-lhe sempre alguma chispa de virtude e generosidade.

Acredita-se que todo indivíduo nasce predestinado ao bem, excetuando  os casos patológicos; e estes existem numa estatística menor e não desprezível. Crimes existem de tamanha hediondez que só graves transtornos de personalidade e psicopatias para explicá-los. A esses tais eu me recuso a nomeá-los de humanos e racionais.
As questões e causas da perversidade, da maldade e delinquência de um grupo menor de pessoas têm implicações múltiplas, indo de elementos genéticos,  filogenéticos, ontológicos, até os sociais, educacionais entre outros.
O que podemos tirar de aprendizado dos relatos que abrem esta crônica é que sempre devemos acreditar na potencialidade do animal humano como uma criatura da qual esperar uma ou muitas atitudes de bondade e generosidade.
Nessa visão e esperança, da generosidade contida no íntimo e no coração de cada um,  do bem guardado em cada pessoa é que vem-me à lembrança a pequena Anne Frank, vítima do holocausto( morreu aos 15 anos de idade). Sobrevivente de tanta crueldade, ela escreveu em sua agenda diária “Apesar de tudo eu ainda creio na bondade humana” 
Tal afirmação de tão generoso espírito ( Anne Frank) nos encoraja a ser melhores. Sempre!  Jan. /2016  



João Joaquim - médico - articulista DM 

CORCUNDAS....

OS CORCUNDAS DE NOTRE.... 

JOÃO JOAQUIM


Na conversa que tive com aquele renomado médico o assunto não saiu dos distúrbios de alinhamento da coluna vertebral, mais seletivamente a parte cervical ou pescoço das pessoas mais jovens.
Aliás, eu queria entender melhor, mas minha coluna no jornal é restrita, o porquê de tantos significados para uma palavra de muita  graça, de muita  afetação. Isto é que se pode chamar de termo presunçoso .  Até os derivados são de muita  galhardia , colunata, colunelo, colunista. Trata-se na verdade do princípio da polissemia, um termo com um sem-número de signos e significados . Tem-se por exemplo o pilar do prédio, uma pilha , ruma ou coluna de objetos, uma coluna liquida do recipiente e assim por diante.
O sujeito tem lá um espaço no jornal, referimo-nos a ele como coluna do fulano de tal. Vai-se fazer uma fezinha na esportiva tem lá a coluna direita, do meio e da esquerda. Tem-se uma construção imobiliária pomposa, entre um e outros arranjos tem-se lá as colunas para adornar  e sustentar aquele imóvel(pilar).
A coluna mais histórica e ruidosa do Brasil foi a coluna Prestes. Ela foi capitaneada pelo maior de nossos comunas, o Sr Luiz Carlos Prestes. Sua coluna foi praticamente imobilizada e fraturada na ditadura Vargas ( 1930-1945) e na última tirania militar  de 1964-1985. Nesses tempos não havia coluna que aguentasse tanto peso e tamanha opressão.
Mas, torno então à minha coluna propriamente em questão e já de plano lembrar que em verdade temos três: a de cima (cervical), a do meio(lombar) e a de baixo (lombo-sacra). A extremidade inferior da coluna se chama cóccix. Palavrinha feia, talvez pela origem desse segmento do corpo humano. O cóccix é na verdade um resquício de nosso rabo. Com a evolução do homem ele acabou se atrofiando e ficamos sem rabo. Mas também imagina, se fôssemos dotados de rabo, quanto de gente a mais não teria de rabo preso. A Antropologia e  sociologia , e mesmo  a política tem as suas prevenções. Com a evolução perdemos o rabo. Foram modificações que se fizeram de cabo a rabo.   E por falar em prevenção e profilaxia nada melhor para as afecções e desvios da coluna vertebral ( agora a que sustenta o corpo humano) do que os cuidados com a postura e cargas de peso e trabalho a que ela é submetida.
A alocução que tive com o Dr. Idiolino Fuentes, um brasiguaio ,  fora justamente sobre o porquê dos crescentes casos de dores e encurvamento da coluna. Uma prevalência que vem se verificando sobretudo na população de adolescentes e jovens.
Em tempo e para melhor entendimento. Quando a coluna se desvia para o lado direito ou esquerdo tem-se a escoliose. Quando se dá para frente tem-se a lordose. Para trás, cifose. Entretanto, vale lembrar que existem as curvaturas normais na parte cervical (lordose do pescoço) e lombar (na altura do abdome), dentro de limites normais de função e anatomia. A esse excesso de curvatura é que se dá o nome de lordose disfuncional . Então pode-se ter uma lordose normal ou fisiológica e a patológica .
Dr. Idiolino referiu-me que há cerca de 10 anos vinha enfrentando e buscando deslindar a razão do aumento preocupante de casos de cifose cervical. Eram jovens e adolescentes corcundas. Eram queixas não só dos consulentes, mas dos pais que percebiam aquele desnível de postura na coluna dos filhos. Muitos jovens eram levados à clínica ortopédica do dr Idiolino não por essa ou aquela dor ou desconforto que o valha, mas tanto mais pelo lado estético. Era comum ao final da consulta os acompanhantes fazer a capital pergunta: Dr.,  meu filho ou filha não vai ficar corcunda?  Ao que retorquia o médico de espírito fleumático, igual ao corcunda  de Notre Dame, não!
E assim prosseguia-se o diligente e criterioso ortopedista. Eram tratamentos com anti-inflamatórios, relaxantes musculares, sessões de fisioterapia, reeducação postural de coluna(RPC) e nenhum resultado corretivo daquela que era  uma epidemia   nas doenças posturais da coluna cervical de pacientes tão jovens .
Eis que houve um congresso de Medicina Alternativa em São Paulo. Ali iam se apresentar, se não renomados, mas experientes profissionais chineses e indianos. Os temas iam da  Terapia ayuvérdica  a medicina  quântica. Oportunidade em que se apresentou um médico chinês, professor Qiang xuleve. Dr. Qiang falou de sua experiência com lumbago (ou lombalgia para nós) e dores cervicais da cifose (encurvamento posterior do pescoço, postura cabisbaixa). Na íntegra  foi feita uma preleção histórica. A cifose tinha sido descrita já em idos a.C, quando os antigos monges e sacerdotes  tinham por hábito estudar horas a fio numa mesma posição de quase debruçamento sobre os textos e pergaminhos. Não era incomum a tal postura cabisbaixa , até pelos achados arqueológicos de múmias. A cifose é uma doença de priscas eras , concluiu o professor Qiang .
E assim para alívio dos presentes, naquele quase anônimo congresso de terapias alternativas arrematou o sábio Qiang Xuleve, a cifose é um defeito de postura da idade do próprio homem . Ela já era descrita nos tempos pré-socráticos, singrou pelos dias dantescos e se repete com recrudescimento preocupante no século XXI. A cifose da era digital e da internet se dá não por hábito da leitura e culpa dos livros ou pergaminhos . Ela se dá em nossa juventude diuturnamente antenada e conectada aos objetos de mídia e das redes sociais. Todos estão ali cabisbaixos, plugados e cifóticos . São crianças e jovens  presos e ensarilhados na grande rede, nas garras da virtualidade, eles são vitimas das conquistas da modernidade
 Se essa constatação vai ajudar o Dr. Idiolino e seus pacientes com cifose, o futuro responderá!


João Joaquim  - médico e articulista do DM

CHILE, A SUÍÇA SULAMARICANA

  POR TERRA E DE OLHO NOS ANDES DO CHILE
 João Joaquim


E  assim eu fiz mais alguns avanços no meu périplo pelo Mercosul. Desta feita percorri o Chile, considerado a Suíça da América do Sul. Em cada viagem que faço fora do Brasil eu constato que não valemos nada. Ou melhor, não valemos nada como ser humano, como pessoa. Trata-se daquela relação onde somos não-pessoas. O que valem mesmo são nossos cartões de crédito, os dólares que trocamos pelos reais entre outros códigos e direitos pré-pagos( passagens aéreas, hotéis etc).
 No meu caso, desta feita, foi até com um leve susto e pitoresco. No departamento da Polícia Federal, área de imigração do aeroporto de Guarulhos São Paulo , passei por uma ligeira detenção. Ao consultar meu passaporte o agente de plantão da PF me informou, o sr. consta como procurado pela justiça. Aí pensei, uai!  será que matei alguém culposamente e não estou sabendo? Feitas as devidas averiguações, consultado o meu dossiê e currículo civil , o policial me tranqüilizou. Não, não;  trata-se de um homônimo e homógrafo. As mães são diferentes. Olha o quanto as mães são importantes até nesses tipos de  apuros.
De resto, tirando algumas turbulências e a fetidez corporal (cê-cê) de um indiano que exalava no avião, o mais  correu tudo normal. Nesse ponto, fiquei matutando, a Índia além das águas do Ganges tem tantos outros rios, por que o povo de lá só toma banho a cada 7 dias?
Falando especificamente do Chile. Tem razão o seu cognome de Suíça sulamericana. Antes de suas virtudes, vamos aos seus vícios e defeitos. Primeiro, as variações climáticas que são terríveis. A temperatura vai de neve ao calor escaldante do Saara Africano (até 55ºc). O país é estreito (média de 160km), mas tem mais de 4000km de extensão. Outro ponto ruim é a gastronomia. São alimentos de má qualidade e caros. Em quase todo prato a batata (palla, em Espanhol) entra como iguaria. Ainda na culinária, não se tem os restaurantes “self-service”; tudo a la carte”.
As belezas naturais e a arquitetura são de padrão Fifa e com muita influência europeia. Uma curiosidade , o país tem um expediente e atitude de segurança em relação ao gás de cozinha e etanol com apenas 4 acidentes domésticos de  incêndio caseiro,  em 20 anos. Ao final eu conto a razão desta peculiaridade.
A balança em termos de qualidade de vida é altamente favorável. Não é à toa que a nação tem um IDH  próximo dos países escandinavos ( Islândia, Dinamarca, Suécia, Noruega). O trânsito é extremamente organizado, com baixíssimo índice de acidentes. Detalhe, crime de tráfego tem punições pesadas. Omissão de socorro e embriaguez ao volante são qualificadoras de elevada gravidade; nenhum atenuante de primariedade ou responder em liberdade por esses delitos.
A limpeza urbana e destinação dada aos lixos se equiparam ao visto em países europeus. Praças e parques naturais são mantidos como se fossem jardins residenciais. As pessoas são extremamente gentis e receptivas com os turistas.
 Os pontos turísticos mais frequentados são os parques naturais e as vinícolas. Os vinhos são de ótima qualidade e de baixo custo.
Os principais vinhedos estão nos arrabaldes de Santiago como Concho y Toro, Santa Rita , Vale de Maipo etc .
Por fim, duas coisas eu exalto daquele povo: primeira, o quanto as pessoas valorizam os seus verdadeiros herois e personagens da cultura. Andando pela cidade deparamos com muitos monumentos, bustos e estátuas daqueles que lutaram pela independência e outros feitos pela pátria.
 Na cultura por exemplo, fiquei admirado com as casas (museus) de Pablo Neruda e Gabriela Mistral (prêmios Nobel  de Literatura).
A segunda proeza chilena a se registrar se refere a um presente da natureza; falo de um trecho da cordilheira dos Andes. Sua imponência e magnificência deixam embevecido qualquer amante da natureza.
O esplendor dos Andes me causou tamanho deslumbramento que veio em mim a suposição de que aquelas montanhas e picos foram talhados e esculpidos não por abalos sísmicos, como teorizam;  mas pelas mãos de Deus. Ali me senti tão minúsculo que declamei para mim mesmo um verso de Castro Alves: “ Eu sou pequeno, mas só fito os Andes”. O país não tem etanol nem gás de cozinha.  Os 4 acidentes domésticos com este combustível  , em 20 anos , teve uma origem  clandestina. Algum latino entrou no Chile  com botijões de gás e os utilizava de forma ilegal. Pelo menos é o que me contou um guia local, ele não soube me  assegurar se era algum brasileiro.    Jan/16



João Joaquim de Oliveira  médico e articulista do DM  

EDUCAÇÃO E INSTRUÇÃO...

A CULPA DA FALTA DE EDUCAÇÃO E  DE CIDADANIA É DAS FAMÍLIAS                                                

João Joaquim  


Eu penso ser uma premissa consensual e fundamental entre pensadores e educadores mais antigos ( de pré-socráticos, até  idade média) de que o processo educacional do indivíduo está centrado no núcleo familiar onde ele é criado. A razão  desta afirmação certamente conflita com uma cultura  de grande parcela de nossa sociedade que tem uma tendência em delegar ou terceirizar toda a formação de uma criança e jovens a esta e outra escola contratada para o que sempre foi, é e será uma  nobre e indelegável missão, a educação e formação do indivíduo. É oportuno que façamos aqui, para clareza de entendimento a distinção de dois conceitos.
Êi-los.  Educação se refere àquele conjunto de ensinamentos conferido a toda criança, desde o nascimento, capacitando-a nas suas relações sociais, desde as mais simples e naturais até aquelas com o mundo, com os estranhos e com o meio ambiente onde ela se acha inserida. Nessa educação ,que é tarefa intransferível da família, vamos pontuar alguns exemplos. O exercício da ética, da generosidade e da virtude. Esses são aprendizados que devem ser repassados  e exercitados em família. Todo indivíduo nasce com um potencial para ser bom ou mau. O cultivo ou exercício  de uma ou outra tendência é que o tornará generoso e bom ou egoísta, predador e mau.
Outro conceito que não se deve confundir com educação se chama instrução. Instrução envolve escolarização, aquisição de conhecimentos e formação profissional. Fica patente que em todas as etapas da escolarização (missão das instituições de ensino) entram também os expedientes e estratégias da educação (códigos de conduta, ética, leis, disciplina de convívio em sociedade, etc.).
Nunca se pode perder de consideração - é importante ter esta questão como pacificada - que a família é parceira da escola no conjunto educacional da criança e vice-versa. Todavia, a responsabilidade maior nas etapas de educação do indivíduo é da família. Os pais e/ou cuidadores, parentais ou não, terão papel decisivo, marcante e eterno no conjunto educacional da criança e jovem; influências estas que vão moldar , inclusive o caráter e personalidade dessa pessoa no futuro.
Como andam a Educação e Escolarização de nossas crianças e jovens no atual mundo de tanta globalização ?  Com pretextos e justificativas de que o mundo para todos se tornou acelerado e competitivo; de que o pai e mãe precisam trabalhar fora para fazer face ao orçamento doméstico cada vez mais apertado e caro; enfim de que a mulher se equipara ao homem em direitos e deveres, os filhos têm sido criados e educados por terceiros. Trata-se de um ponto sobre o qual não se diverge.  Essa transferência na criação e educação dos filhos tem sido deixada para as  babás, os  parentes (avós na maioria dos casos) e instituições de ensino. Instituições essas que começam nas creches, que no âmbito dos órgãos públicos (prefeituras, Estados e União) são muito mal equipadas e geridas por pessoas amadoras. Ou seja, fala-se aqui no Estado Brasil. As primeiras escolas para alfabetizar, instruir e “educar” nossas crianças têm em sua gestão e administração pessoas, muitas vezes, amadoras que estão ali como monitoras e guardadoras desses filhos, sem nada ou pouco a lhes oferecer no que se refere à formação, educação e alfabetização desses menores.
Com razões e motivadas pelas mudanças do mundo em que vivemos; qual seja a era da celeridade em tudo, do capitalismo e competitividade em todos os níveis; as etapas mais importantes da educação, da instrução e escolarização do indivíduo (entenda-se desde o fase de berço) têm sido atribuídas aos órgãos de ensino. Sejam esses órgãos públicos ou privados. Órgãos públicos  que, repita-se, no caso Brasil se não são os piores, estão entre os piores do mundo. Isto pode ser assim entendido quando se olha os índices de avaliação de alunos e escolas brasileiras(Pisa, Ideb, Prova Brasil). Estamos sempre na 2º página de avaliação; 50º ou 75º lugar, em pesquisas de ONGs independentes, ONU e UNESCO, por exemplo.
 Há outros pontos a se questionar e influenciar na Educação  e Instrução de nossas crianças e jovens. O progresso, os avanços socioculturais e as conquistas de direitos de opinião, de livre manifestação, de participação em tantas questões da vida civil,  etc, ao que nos sugerem,  vem contaminando todas as etapas na formação e construção de nossos cidadãos. E cidadania se faz não apenas, repita-se, em escolas, mas de forma permanente desde o berço, com a Educação dada pela família.
Muitos dos avanços tecnocientíficos e dos direitos humanos não se deram sem efeitos colaterais nocivos na criação, educação e instrução  de nossos filhos. Basta citar uma dessas aberrações no bojo dos direitos humanos, a chamada lei da palmada. É o Estado (petista como bola da vez, poderia ser o partido x ou y também ) interferindo num princípio pétreo ou sagrado do pátrio-poder da Educação .
Dentro , por consequência ,  dessa triste realidade, cada vez mais as famílias brasileiras têm se amparado no código de defesa do consumidor e orientações do MEC com a seguinte argumentação: Srs professores,  Srs diretores de escolas;  a relação que estabelecemos( relação pais/escolas)  é de consumo; se eu  pago, o meu filho tem que passar de ano, tenha ele alcançado a nota mínima ou não!
Todo esse contexto  aqui referido tem  o amparo legal e beneplácito de nossas políticas educacionais. Resumo de enredo; somado o papel e diretrizes do Estado ( no momento o PT como mandatário ), mais o subtotal  das lições do submundo de nosso mundo Brasil e os apelos das baixarias e putrefação das redes sociais da internet, cada vez mais estamos criando verdadeiros monstrinhos  e idiotas sociais.  Jan./ 2016  


João Joaquim - médico - articulista DM