sexta-feira, 30 de junho de 2017

Crack...

A Tragédia da Narcodependência( Maconha, Crack)  na Cracolândia de São Paulo
Conforme jurisprudência do STF, ser usuário já é tri legal, falta tornar o traficante também Legal. É o prenúncio do fim dos tempos. 
João Joaquim  

Todos nós vivemos tempos tão estranhos e esquisitos que há  momentos e dias que pelo que ouvimos, vemos e lemos nos jornais temos o direito e a normalidade a alguns questionamentos e perguntas. Sejam tais questões e dúvidas as mais naturais e inocentes possíveis. Não estou aqui a questionar a ida do homem a marte que já considero uma extravagância , nem algum terremoto ou furação que fazem parte das tragédias naturais, desde que o mundo é mundo. Nada dessas intempéries e desastres naturais me preocupa porque simplesmente provam as teses do filósofo Heráclito de Éfeso que cravou a máxima:” A única coisa permanente no mundo é a mudança”.( Teoria do Devir, de tudo que se transforma).
O que tem me causado pasmo e muitas interrogações nos últimos tempos tem sido o papel ou atuação do homem. E aqui me refiro a muitas pessoas. Desde um simples pedinte de rua ou Barnabé aos homens que ocupam posições de líderes, presidentes de empresas, de autarquias  ou sobretudo os chefes e gestores de órgãos públicos, enfim os representantes do povo. Ou os supostos tais representantes, contra os quais sinto-me no direito de indagar: representantes de quem? Baseado no que tenho visto dessa classe de gente, representantes meus eles não são! E nem sei se vou ter opção de escolher alguém que me represente nas próximas eleições. A julgar pelos que estão hoje nos governos de Estados( unidades da federação) ou da União, nenhum deles reúne condições éticas e morais para representar os eleitores, sequer cuidar de bens públicos, porque como refere o termo, público é  de todos, da comunidade, da nação e não de nenhum interesse privado.
Eu não quero ocupar minha coluna no jornal com as nefandas e repetidas manchetes de jornais e televisão narrando os crimes cometidos por políticos de todos os poderes como prevaricação, malversação, lavagem de dinheiro,  peculato, crime de corrupção ativa ou passiva. Tais ocorrências, às pessoas de bem e honestas, têm causado náuseas e engulho, pelas tantas repetições, como num seriado de filmes de horrores.
Eu quero, enfim, ocupar aqui de um tema que esses dias ganhou as manchetes do Brasil e do mundo. Falo da intenção e do expediente da prefeitura de São Paulo( na pessoa do prefeito João Doria) em acabar com a cracolândia naquela populosa cidade. Analisando vulgarmente tal questão de saúde pública. A que ponto se chegou tal tragédia humanitária. Existe um local público, insidiosamente construído pelos usuários e traficantes, um local destinado ao consumo e tráfico de uma das drogas ilícitas a  mais nociva e destrutiva do ser humano. A cocaína na sua forma mais viciante e indutora da dependência psíquica e orgânica. E assim o é porque ela tem uma meia vida curta; e o usuário pela reuso rápido da substância, mais rápido também se torna extremamente dependente, porque o efeito passa rápido .
E aqui frente a mais esse capítulo da tragédia que é o uso de drogas, qualquer que seja essa substância, eu mostro meu espanto e minha surpresa com os homens. Notadamente aqui, com os homens do judiciário. O supremo tribunal federal (STF) já tem uma jurisprudência no sentido de não criminalizar o uso de drogas. Só faltou um detalhe nessa decisão suprema, porque da suprema corte de justiça: quanto em gramas, o sujeito pode portar em seu bolso, na bolsa, na cueca, nas meias, na condição de usuário. Porque, assim decidiram os juízes do STF, ser usuário é legal e Legal. Ou até tri legal, quem sabe !
Ou seja nem uma tragédia social, sanitária e individual como essa da cracôlandia de são Paulo  será capaz de fazer nossa corte máxima de justiça rever sua posição. Ser usuário é duplamente legal( bacana e lícito), ok.
Agora minha indagação mais importante. Consumir qualquer produto, significa comprá-lo de algum distribuidor, no caso o traficante. Para quem defende o uso descriminalizado das drogas ilícitas só faltou esse detalhe da jurisprudência do STF, tornar o traficante pelo menos Legal( de acordo com a Lei). Vender também seria Legal. Nesse caso não precisaria nem quantificar, o quanto ele pode transportar para atender seus clientes consumidores,  porque os usuários são aos milhares.
E então me resta afirmar: só mesmo no Brasil poderia sair decisão desse quilate, desse disparate e desse desplante. Junho/2017. 

João Joaquim médico e cronista DM -  whatsApp (62) 9.8224-8810   

Um comentário:

Cardiologista disse...

muito legal esse blog e tudo mais envolvendo cardiologista