sexta-feira, 30 de junho de 2017

Guerras

APELO À ONU E  AOS ESTADISTAS De BEM

João Joaquim 


Há vários tipos de infortúnio que vêm ocupando as manchetes de jornais dos quais dei de falar neste artigo. São sofrimentos que vêm acometendo a humanidade, contra os quais todos os que escrevem, os que emitem opiniões não podem deixar  de manifestar.
Ainda que uma andorinha só não faça verão, ela não deixa de exercer o seu papel e continuar seu voo de consciência limpa e em paz com as demais do bando. Por isso o meu protesto veemente e de indignação.
O sofrimento que trago à memória de todos refere-se ao que acomete as vítimas de guerra. E  são vários conflitos em andamento em várias partes do mundo. Aliás, se fôssemos ser mais exatos há muitos países que nem guerras têm com emprego de armas de fogo. E nem precisam, mas a violência e desrespeito aos Direitos Humanos são uma constante.. Em muitos casos têm-se as vítimas de regimes tirânicos, das ditaduras perpétuas ou vitalícias. São exemplos muitas nações africanas, a Coréia do Norte, vários estados da Ásia e Oriente Médio.
Para ser mais exato, existem até nações que se intitulam democráticas, mas na verdade são governantes autocráticos, autoritários e que cooptam e controlam todos os poderes, ministério público e judiciário; e governam como autênticos imperadores e déspotas;  sem obediência ao que rege a constituição. Muitos governantes emendam a própria constituição e tornam-na alinhada com suas ideologias e jeito arbitrário de governar.
São  os casos por exemplo na América do Sul de uma Venezuela, de um Equador e Bolívia. Para tanto basta ler o que tem ocorrido nesses países vizinhos.
Falando então do ponto nevrálgico, sofrimento das vítimas de guerra. Dois grupos de vítimas existem dos quais eu  gostaria de relembrar, um que envolve e conflito entre Sudão e Sudão do Sul. E essas não têm sido objeto de manchetes e discussão de organismos como a ONU. Tendência  "normal" com os povos da África. Afinal são nações pobres, sem petróleo e sem interesse para nações de primeiro mundo como EUA e Rússia. O segundo grupo refere-se às vítimas da guerra da Síria versus Estado Islâmico e rebeldes contra o regime de Bashar Al-Saad.
Do mundo inteiro já sabido, o governo Sírio fez mais um daqueles horrores e hediondezes próprias de guerras. Só que desta feita com o emprego de armas químicas. Ainda está fresquinho na memória das pessoas que veem noticiários de guerra.  Um dos expedientes mais nefastos e macabros porque atingem indistintamente os inimigos; mas, ao mesmo tempo muitas pessoas inocentes, entre elas crianças, idosos, doentes e grávidas. São cenas as mais terrificantes a apavorantes como as mostradas de pessoas e crianças agonizantes. 
Essas bombas químicas liberam gases que causam queimaduras e paralisias respiratórias. Ou se morre rapidamente ou sobrevive com graves sequelas pelas queimaduras ou pneumonite química. Frente ao que já sabemos dos 6 anos dessa pavorosa tragédia da guerra Síria, mais de 5 milhões de refugiados, mais de 500 mil mortos, milhões de órfãos e mutilados; tornam-se instigantes algumas perguntas. E elas são dirigidas aos chamados homens bons e não aos sanguinários governantes que perpetuam no poder.
Vós governantes que detêm o poder das nações civilizadas. Especialmente os EUA. Até quando a ONU vai permitir essa barbárie que espanta e pasma o mundo inteiro? Até quando? Até quando um regime ditatorial como esse de Bashar Al Saad continuará  cometendo milhares de crimes, de indignidades e massacres contra civis e crianças! Torna-se necessária e urgente uma intervenção para deter tanta infâmia e atrocidade contra a população civil e contra as crianças em sua pureza e inocência. É o mínimo que a consciência civilizada e generosa do estadistas do bem  podem fazer.
Junho /2017.

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