sexta-feira, 31 de março de 2017

SAPIENS

A ANTIFINALIDADE DO HOMO SAPIENS

João Joaquim  


Uma questão que é intrínseca ao próprio homem é a preocupação com a finalidade de cada coisa, ser, ação e atitude. É tão importante que existe um sistema filosófico nesse sentido, o finalismo. É um modelo de pensamento que tem por objetivo simplesmente essa relevante matéria: a finalidade de tudo quanto há nesse mundo de meu Deus, ou mesmo do diabo. Deus e o diabo por exemplo entram nos questionamentos do finalismo. É de todos sabido por exemplo que o embate bem versus mal é uma luta eterna, desde que o mundo é mundo, desde o surgimento do homem.
Aplicar a finalidade a toda forma de existir pode-se principiar pela existência do próprio  gênero humano, mais seletivamente pelo homo sapiens sapiens. Ou seja, desse animal humano, pensante, inteligente e considerado superior a todas as outra espécies de vida do planeta.
A introdução foi longa, mas não à toa, dado que o tema é complexo, inextricável em sua plenitude  e despertante de atenção, discussões e permanentes estudos e reflexões no campo das ciências e ramos da filosofia(finalismo, metafísica, existencialismo).
 Uma eterna pergunta que envolve finalidade refere-se aquela inerente a própria presença do homem no planeta: de onde vim? Onde estou? O que sou? Para onde vou? Na verdade são quatro questões emblemáticas do por quê, que finalidade tem a  existência do bicho homem neste planeta.
Em se falando em  tais assertivas da finalidade das coisas e das ações humanas vamos em tese e de forma mais compreensível deixar algumas proposições e resultados de muitas coisas e empreendimentos cometidos pelos humanos.
Iniciemos  pelo próprio fim (destino, razão, finalidade, do homem). Tem-se que o objetivo era cuidar, povoar e administrar o planeta e toda a forma de vida animal e vegetal. No quesito povoar se começou e continua mal porque há lugares que têm gente de mais, outros de menos. Uns têm muito o que comer outros morrem de fome e de sede; catastrófico!
No quesito cuidar e administrar a terra e os outros viventes. Aqui também temos outras derrapadas e fracassos. A terra na verdade pede socorro. São degradações do meio ambiente, poluição de rios, mares e ar.
 A coisa anda tão feia que corre-se o risco de extinção da vida no planeta e ter-se aqui extensões de deserto e de calor. Condições incompatíveis com qualquer forma de vida. Ainda catastrófico!
Por falta de espaço e licença vamos afinar e afunilar para o mundinho de cada um, no seu dia a dia. Que finalidade por exemplo vê um indivíduo de baixos teres e haveres em ter uma prole de dois, quatro ou sete filhos? Seria aumentar o rebanho de analfabetos, desempregados e desqualificados? Já não bastam os que aí existem aos milhões? Já não chegam os membros nem, nem ,nem? Aqueles que nem estudam, nem trabalham, nem ânimo têm para ambas as coisas?
Assim então temos nesses exemplos a anti-finalidade das coisas e ações do homem ou mulher, no senso de isonomia e responsabilidade entre os dois sexos . Ainda catastrófico!
Adentrando e particularizando como conclusões dessa digressão da finalidade de tudo existente e vivente. Tem-se lá um casal. Não importa o status social e econômico,  Casal que  mora num apertado e restrito apê. Vida que anda muito difícil, de muitos impostos, prestações vincendas e cartão de crédito inadimplente. Pergunta final de finalidade: por que ter e criar um bicho de estimação, um pet? Por quê? Qual a finalidade? Por gentileza, quem estiver me ouvindo e  tiver as respostas que me as  traga , que continuo curioso e intrigado!

Concluo: Juntando guerras perpetradas pelo homo sapiens, governos tirânicos que matam até os de próprio sangue com gás VX, guerra da Síria contra civis com 300 mil mortos em 05 anos, desgoverno do presidente parlapatão e histriônico Donald Trump, corrupção de bilhões no Brasil. Catástrofe humana, mais catástrofe , ainda catástrofe , Sempre catastrófico. Fevereiro/2017

EDUCAÇÃO DE CASA...

ESTÁ FALTANDO EDUCAÇÃO DE BERÇO
João Joaquim  
  
Segundo Aristóteles o homem é um animal social. Em outras palavras quis cravar o grande pensador que os humanos se caracterizam por formar sociedades. Mais do que formar sociedade a convivência é  essencial à sobrevivência das pessoas. Viver sozinho como um leopardo é quase impossível a qualquer indivíduo . A humanidade é uma sociedade. E quando nos referimos ao coletivo de pessoas usamos esse mesmo termo, sociedade. E de permeio como reforço dessa teoria da sociabilidade dos indivíduos bastam ser lembrados os inúmeros adjetivos sociais pospostos como qualificativos de muitas condições, empresas e organismos públicos ou privados.
Só como exemplos: serviço social, dialetologia social, mobilidade social, capital social, ciências sociais, evolucionismo social, previdência social, razão social, escória social. Imagine-se bem ! até para aqueles lá na mais baixa escala de classificação há um qualificativo, escória social . Tem umas certas excelências paladinas ali no distrito federal que não passam de excrescências e , grosso modo, podem ser incluídas nessa categoria, escória social .
 Enfim, esse é o animal humano, concebido e vocacionado ao convívio com os semelhantes de sua espécie e com tantos outros bichos de diferentes espécies. Agora torna-se útil colocar em evidência que esse convívio, esse vínculo com outras pessoas, não tem a vocação da harmonia, do perene compromisso de paz e amor. Muito ao contrário! As relações sociais das pessoas são marcadas por muitas contendas, desavenças, conflitos e tormentos. São   agressões  de toda natureza, nos mais variados graus. E tal eterno conflito se dá até  por exemplo com animais de outras espécies. Parece uma insanidade , mas o homem como animal racional é o maior predador de outros animais e da natureza. Uma autêntica aberração e maluquice! O homem que deveria ser o maior cuidador da terra e da fauna e flora , se tornar o seu maior algoz e destruidor. É o que ele mais tem feito.
De forma sumária, dado que o tema é dos mais amplos, podemos pontuar que as anomalias, disfunções e deformações nas relações interpessoais iniciam na infância com incisiva influência no processo educacional da criança. Na certa o comportamento, o estilo de relação e mesmo o caráter de cada pessoa têm dois componentes: o genético e o do meio ambiente; ambiente aqui entendido como todo o aprendizado de família, das escolas e da esfera social global. Basta lembrar da teoria da lousa em branco ou tábula rasa, do pensador  John Locke. Todos nascemos absolutamente ignorantes. Como se fôssemos um disco rígido virgem e sem nenhum registro ou arquivo salvo. Com o tempo é que vamos gravando todas as informações sensoriais e aprendizados que os pais, as escolas e meio social vão nos transmitindo. A ética, a virtude, o comportamento são ensinamentos de família, escolas e meio social. Ninguém, absolutamente nenhuma pessoa nasce sabendo o certo e o errado, o ético e antiético. São valores e atributos ensinados e exercitados desde a infância .
O componente genético tem uma participação no comportamento e caráter do indivíduo. Mas, ele pode ser remodelado com todo o processo educacional que, obviamente, se inicia na infância. A educação que a criança recebe, primeiro, dos pais e cuidadores, depois das instituições de ensino (escolas) será decisiva e definitiva em todo o conjunto comportamental dessa criança no futuro. Assim, o indivíduo é muito o produto de todo o conjunto de aprendizado da família, das escolas e do meio social. Essa percepção é inescapável de qualquer teoria do conhecimento voltado para o ser humano. Basta revisitar as ideias de um Rousseau, de um Piaget, de um Paulo Freire, de um Aristóteles que estão lá cravadas essas teses da formação e educação do indivíduo .
Uma educação adequada, corretiva, com preleção e treinamento de limites e códigos de ética ,  de conduta honesta em tudo tornará essa criança, esse educando e aluno um futuro cidadão com grandes chances de sucesso e integração social harmônica, civilizada e fraterna. Porque são as regras de boa conduta e boa ética que permitirão uma relação social mais humanizada, sem conflitos e generosa, num sistema de mão dupla, de doação e recepção de acolhimento e generosidade.
Como  têm se dado as relações sociais nesses esquisitos e funestos tempos digitais, das tão alienantes e nocivas redes sociais?
Primeiro, as famílias vêm banalizando e terceirizando a educação dos filhos. Muitos pais dos tempos digitais( gerações Y, Z) têm delegado a educação dos filhos às escolas.
Esta é a mais nefasta característica das novas gerações. Ou seja, há uma certa omissão  ou ausência da  primeira , da mais eficaz e decisiva educação da criança, aquela de uma família bem estruturada e civilizada.  Assim, com essas novas mentalidades de que  tudo pode, é proibido proibir;  já estamos assistindo aos frutos desta deseducação. Daí uma geração de jovens e já adultos sem limites nos atos e atitudes sociais, numa absoluta banalização de comportamento nas  relações humanas, independentemente  do interlocutor dessa criança; se com os pais, idosos em contato com esses pequenos.
E assim o é não por culpa de um fator genético, mas por um falho processo educacional e corretivo quando se fazia urgente e necessário (infância e adolescência). E então , nesses termos, aquele previsto animal do filósofo Aristóteles se tornou um pervertido. Aquele sujeito concebido como amorável, amistoso, fraterno e generoso tem se convertido em um animal intratável, conflituoso e antissocial. Que triste, não? Eu fico triste e preocupado. Você que lê e me ouve  não fica ? Se não é porque está faltando educação.  Março /2017. 

BONS E INÚTEIS..

DOS BONS E BENFAZEJOS AOS INÚTEIS E IMPRESTÁVEIS 
João Joaquim  

   
Eu inicio esta crônica fazendo como que uma provocação ou exaltação às pessoas nas seguintes questões: da finalidade e importância das coisas (seres inanimados) e das pessoas. O realce será exatamente nessas últimas, nas pessoas. Não importa que tais pessoas (estas ou aquelas) estejam próximas (afetivamente ou fisicamente) ou distantes. E aqui já faço um adicional explicativo.
A importância e proximidade não carecem que alguém esteja perto de mim para que esse alguém me represente alguma coisa, que tenha  um significado, um valor, um apoio, um consolo, uma referência. Quantas pessoas não as temos presentes fisicamente, mas elas nos servem de um referencial, de um padrão de atitudes e comportamento! São inúmeros os exemplos que cada um pode nomear em sua vida, nas suas relações e vivências diárias . Pode ser os casos de um Dalai Lama, de uma irmã Dulce, de uma Teresa de Calcutá, de um Mahatma Gandhi entre outros.
É evidente que muitos  modelos de vida  poderão ser para o bem ou para o mal. Vão  depender da inclinação, desejo, projeto de vida e livre-arbítrio de cada um. A escolha é espontânea e depende do cabedal moral, ético e “cultural” de cada optante.
No tocante à finalidade, à importância de cada pessoa nesse mundo. Friso a expressão nesse mundo. Porque aqui podemos fazer um paralelo, uma comparação mesmo. Trata-se da finalidade comparada. A exemplo do que se faz nas ciências jurídicas( Direito Comparado).
Cada coisa, cada objeto ou invenção nesse planeta tem a sua finalidade, o seu propósito e destino. Imaginemos a serventia de uma coisa ínfima;  aquelas hastes com um chumaçozinho de algodão na ponta  chamadas de cotonetes. Para que servem? Para nada! Ou melhor, para machucar a pele dos ouvidos e do tímpano e para remover-lhes a proteção antibiótica natural, a cera. Ou quando muito para retocar o rímel, o esmalte das unhas e maquiagem dos olhos.
Para que servem bulas de remédios, manual de instrução, contrato de cartão de crédito (instruções) e informações em saúde do dr google? Para nada. Trazem mais um desserviço aos usuários do que alguma orientação útil e confiável. Então há coisas, objetos, invenções que merecidamente deveriam receber o prêmio ignóbil ( ou igNobel), dada a sua inutilidade. 
Torno ao foco do papel e importância da pessoa neste planeta. Para tanto tomo de empréstimo algumas propostas e ideias do filósofo e educador Mário Sérgio Cortela, da PUC São Paulo. Pensamentos que dão título a um de seus livros. “Se você não existisse que falta faria?”
Em tese, a provocação da obra do autor é essa, qual a finalidade de cada pessoa em sua própria existência, em sua trajetória de vida, em sua comunidade, em seu meio social, em seu círculo profissional, para as pessoas à sua volta?
E então no próprio conceito do autor, do professor Cortela devemos distinguir a fama da importância. Tem pessoas  famosas que não trazem a menor importância para outras pessoas. Muita vez são inúteis até para si próprias e para  os próprios familiares à sua volta. A internet e mídias sociais, de nossos tempos digitais, estão repletas e infestadas desses classificados de ídolos, heróis e famosos. Existem pessoas tão inúteis que elas se tornam até ao contrário, além da frivolidade e inutilidade que elas representam são em muitos contextos nocivas e prejudiciais aos membros parentais, à sociedade, e até, acreditem, ao Estado. Tendo, a depender das circunstâncias um peso parasitário, de ônus e despesas para a previdência social, eventualmente sem uma plena razão para tal. 
Ao contrário desses tais, temos inúmeros e anônimos indivíduos de grande importância e valor. São pessoas simples e sem grandes posses, mas riquíssimas de generosidade, gentileza e compaixão pelo outro, pelos mais carentes e necessitados de solidariedade, comida e abrigo.  Muitas instituições filantrópicas e ONGS de voluntariado têm esses belos exemplos de gente que faz a diferença, que tem uma enorme importância porque doam o seu tempo, o seu carinho e suporte, o suporte do cuidado e do amor. Esses importantes e sem fama quando morrem fazem muita falta.
Em homenagem a esses autênticos heróis e heroínas sem fama, sem mídias instantâneas , mas de grande importância , vamos citar alguns exemplos , referindo a eles pela profissão. São desse grupo um bombeiro civil ou militar, um professor de periferia, um médico que faz da profissão um ideal e um sacerdócio, um educador, um escritor que leva suas ideias a todos que acessam os seus escritos, um policial que mal pago não se corrompe no seu labor diário, um simples porteiro de um condomínio, um trabalhador braçal que cuida das lavouras e nos garante os grãos que ingerimos diariamente, um gari de rua que recolhe os nossos lixos , os mais imundos e poluídos etc .  
Há pessoas, e são muitas, que são tão materialistas, egoístas e inúteis que se comprovam como tais quando elas se vão deste mundo, quando morrem. Elas não fazem a menor diferença, a menor falta. Algumas fazem até um benefício quando morrem, porque em vida além de inúteis elas são nocivas e repulsivas aos outros.
E melancolicamente todos nós temos esses tais à nossa volta e em  nosso convívio. A muitos dos aqui referidos  temos até que dar de comer e os abrigar porque faz parte da nossa generosidade. Agora que têm muitos folgados, isso é verdade. Pior ! Pode ser também um carma que a pessoa esteja pagando. Eu acredito nessa possibilidade, uma espécie de penitência ou purgatório a que alguns podem estar predestinados. O bom dessa vida é que a virtude e generosidade não tenham identidade.  Março/2017. 

BESTEIROL...

COMO ACREDITAR NO BESTEIROL DAS MÍDIAS ANTISSOCIAIS

João Joaquim  

  O nosso cérebro e  nossa inteligência emocional têm uma certa  propensão em acreditar em quase tudo que nos é apresentado. Tratam-se de mecanismos os mais complexos e inextricáveis de nossas faculdades cognitivas e de nossa percepção das coisas. É o circuito fisiológico de compreensão do   mundo  concreto, do abstrato; de tudo sensitivo à nossa volta .
São estruturas, conexões, sinapses nervosas e psíquicas que são postas à luz para estudo das ciências médicas, da neurociência, da neurofisiologia. Contudo, jamais se tornarão compreendidas na sua inteireza, de como se dá o processo na mente e cérebro de cada pessoa.
Três são os conceitos que se fazem necessários para melhor situar tais questões . Temos assim a intuição, a fé e a  ciência em cada realidade. Usaremos cada uma dessas a depender da realidade que se nos  apresenta e do cabedal moral, educacional, e de formação do indivíduo. Intuição e fé se confundem. Se tenho algum fenômeno ou concepção que não  posso ver, palpar e comprovar , eu vou me valer da fé ou da intuição para ter aquilo como real e verdadeiro. Deus por exemplo. Eu não o vejo, mas tenho fé e intuição que ele existe. É impossível à ciência provar a existência de  Deus.
Assim ocorre com outras ideias, possibilidades e promessas que se nos apresentam. Tudo vai depender então do nível educacional, da sugestionabilidade, da sensibilidade e vulnerabilidade pessoal em se tornar crente, crível e acreditador no que se ouve, vê e percebe.
Sem se valer de termos muito fosfóricos ou meramente retóricos ,vamos tomar alguns exemplos práticos e repetitivos nos cenários sociais, políticos , recreativos e até religiosos para clarear mais as teses postas na abertura dessa matéria.
No âmbito social.  Como explicar o fato de um personagem que  de uma hora para outra, se torna uma referência e padrão nos comportamentos e num estilo de vida o mais esperado da sociedade? Aqui pode-se tomar vários itens como o corte de cabelo, o tom da gravata, o tipo de roupa; até nos adereços estéticos como tatuagens e cor das roupas. O poder de influência é tão rápido e tamanho que muitos se tornam profissionais e mercadores de tais tendências. A internet e redes antissociais (ou sociais) estão  povoadas desses exemplo. Há os tipos para todos os gostos. Até “ dress personal ou sexy personal”( técnicos de roupas pessoais e técnicos sexuais) se encontram. Acesse a internet, ligue em alguns canais de TV, e tem-se lá o gosto de cada consumidor.
No mundo político, como compreender a manipulação que muitos líderes e governantes fazem com as multidões e massas populares? Tem-se o nome do processo, mas como a psiquiatria e sociologia desnudariam a tal da lavagem cerebral a que muitas são submetidos?
Tomemos os casos concretos e próximos de nós. O fenômeno atrativo e de influência provocado pelo ex-presidente Lula da Silva e do deputado (capitão reformado do exército) Jair Bolsonaro? Com tudo que se sabe da personalidade, da ideologia, do projeto político dessas figuras públicas;  como entender a mente e discernimento dos seus seguidores e legiões de eleitores que eles detêm? São rebanhos e claques aos milhões que eles arregimentam em cada discurso, em cada preleção de suas ideologias.
No cenário recreativo, de entretenimento e “cultural”. Como se dá a gênese e funcionamento cerebral (emocional) dos milhões de adeptos aos tais “ídolos” e “heróis” desses e outros ramos de diversão, do esporte, da música, das modas de roupa, da culinária e outros usos e utensílios na rotina de vida das pessoas?
Palavras de honra! Por mais que me esforce, eu não consigo alcançar tal entendimento!
No vasto mundo das religiões, das crenças e das doutrinas. Nesse cenário estão os exemplos mais numerosos e explícitos dos fenômenos da acreditação, da inteligência emocional e fé das pessoas. O processo aqui é o mesmo que empregam os profissionais da política. É a força exercida da oratória, pelos discursos ornados das grandiloquentes figuras de linguagem. A influência retórica é a mesma empregada pelos pastores, pregadores e evangelistas.
Um bom padre, pastor evangélico e bom orador vão se valer em suas homilias, pregações e prédicas desses efeitos persuasivos e aterrorizantes das palavras e conceitos expressos a causar impacto e obediência tácita de quem se torna contrito e sugestionável a esse processo. Assim viviam os sofistas da antiga Grécia, assim pregava o grandiloquente Padre Vieira, que com seus sermões fazia tremer até os peixes de rios e mares.
São os mesmos princípios e influência empregados por Shakespeare e Miguel de Cervantes em suas obras Hamlet e Dom Quixote. Por isso que são obras de arte e tragédias de valor e efeitos atemporais. Porque elas são emblemáticas do que são o cérebro, a mente e alma (psique) das pessoas; Falado assim , parece até que sou ferrenhamente cético. Não sou , eu também acredito em muita coisa. Vá lá explicar!   Março/2017. 

AULA DE ÉTICA...

 Hermenêutica  e Exegese da Corrupção

João Joaquim 

Eu já inicio esta crônica explicando os termos do título para os que não estão costumados a empregá-los. Para tanto vamos remontar aos primórdios da mitologia greco-romana. Na verdade uma forçação de barra, porque se desconhece os anos de sua origem. Tipo o universo. Como somos parvos e tacanhos em inteligência, relativamente ao logos criador, referimos  ao cosmos como um mundo  infinito.
Lá na mitologia grega então temos o deus hermes (mercúrio dos romanos). Ele era o mensageiro dos outros deuses, e de zeus, o maioral deles. Zeus era uma espécie de chefe das divindades.
Mas, atenção! Era também mercúrio  o emissário do comércio, da eloquência (oratória) e da mentira, ou seja, ele era o maior sofista e dissimulado dos deuses. E muito, mas vamos colocar imensidão nisso! Ele era cheio de segredos. Muitas façanhas dele eram feitas à sorrelfa, à socapa, às escondidas.
É do radical herma (latim) e hermes (grego) que vêm os cognatos hermético, hermenêutico e hermenêutica (substantivo). Hermético traz a conotação de misterioso, obscuro, enigmático, fechado. Por isso dizemos por exemplo  tal frasco ou recipiente está hermeticamente lacrado ou arrolhado. Já hermenêutica significa exatamente a habilidade ou disciplina da interpretação de textos ou leis de difícil compreensão para as pessoas comuns não afeitas a tais textos, legislação, códigos e citações.
No direito por exemplo se emprega muito a hermenêutica. A exegese se assim pode falar é sinônima de hermenêutica. Ela se encerra também na arte de analisar, de interpretação de textos rebuscados, muito técnicos em qualquer ramo do conhecimento. Assim pode se dar com um texto legislativo, uma passagem bíblica, até com verbetes muito tecnicistas ou jargões profissionais. É aquele hábito, se certo  profissional pode falar mais inteligível, por que rebuscar tanto? É o caso dos operadores do Direito e da Justiça.
Explicitados então as duas palavras do título torna-se mais fácil o objeto da crônica.
Se falar em universidade federal do Paraná, poucos dela se lembram. Se fala em operação lava-jato e juiz Sérgio Moro, desses viventes todos têm plena ciência e sabem o que eles fazem. Por isso dispensam interpretação. Entretanto, merecem um adendo. O incorruptível e impávido   Sérgio Moro, na 13º vara de Curitiba vem praticando o que se pode chamar de escola ou preleção da ética e da honestidade. Em outras palavras ele tem exercido magistralmente, sem trocadilho, a exegese ou hermenêutica dessas duas virtudes. Muito além do que interpretação dessas qualidades. Moro tem mostrado também como se pune aqueles que andam na contramão desses princípios  que dignificam e enaltecem o homem.
Agora, lá na Universidade Federal  do Paraná há pessoas que vinham praticando e ensinando exatamente o contrário de Sérgio Moro. Esses, ao modo do deus mercúrio, vinham atuando na surdina, em secreto, às escondidas. Se bem que nem tanto no escuro porque em 3 anos de existência tudo veio às claras, ao conhecimento das autoridades e da sociedade. E vários foram presos.
As fraudes investigadas pela Operação Research, chegaram a R$ 10 milhões nos cofres da Universidade Federal do Paraná (UFPR), segundo a Polícia Federal. Entre 2013 e 2016, o esquema pagou bolsas irregulares a um grupo de 27 pessoas - entre eles cabeleireiros, taxistas, donos de salão de beleza - sem qualquer vínculo com a universidade. Algumas sem curso superior.
O fato é que professores e pesquisadores daquela até então acreditável universidade instalaram uma comissão ou camarilha, enfim  uma quadrilha que desviava dinheiro de bolsas concedidas a alunos e pós graduandos. Veio a público agora em início de 2016, como o declaram a Polícia Federal e Ministério Público Federal. Enfim, tais docentes (agora indecentes) praticavam uma hermenêutica do mal, da corrupção. Uma autêntica cabala, uma trama do roubo que fica a pouca distância da operação lava-jato de Curitiba. Uma curiosidade e esdrúxula coincidência: o juiz Sérgio Moro é professor de direito e código penal na UF do Paraná. Já imaginou se tais cruzamentos começam a incrementar pelo Brasil a fora!  É muito azaração do  Brasil e dos brasileiros.    Março/2017.

O BOM E FÚTIL DA NET...

A CONSTRUÇÃO OU FUTILIZAÇÃO DA PESSOA PELO USO DA INTERNET E MÍDIAS SOCIAIS

João Joaquim  


O século XXI tem sido exaltado e aclamado como a era da informática e da informação. Tal nominação se deve ao aprimoramento da internet e toda a sua prole de meios de comunicação. Assim temos como exemplos as redes sociais mais populares:  facebook, instagram e whatsApp, além do tão difundido correio eletrônico (e-mail).
 Outro instrumento de comunicação tão massivo e tão popular é o telefone celular. A telefonia móvel se tornou aliada e parceira da internet. A prova desta realidade é que o aparelho de celular se tornou na verdade um computador portátil. As pessoas portam ele onde bem entender, no bolso, na bolsa, no pescoço ou grudado entre os dedos. Andar de mãos dadas com o celular não é força de expressão, mas pura e a mais frequente realidade.
Falar em web, em virtualidade, em internet, em conectividade ubíqua (em todo lugar ao mesmo tempo), se tornou até um lugar-comum e mais um do mesmo assunto. Entretanto, eu trago a esta matéria a questão da infinidade de dados, de informações, de notas, comunicados e mensagens de toda natureza de infindáveis fontes.
A grande questão ou grande pergunta que se pode propor seria a seguinte: frente a tanta informação recebida e acessada, o que fazer com elas? Ou em outros termos: ante tantas notícias e notificações que nos chegam ou a que se tem acesso de forma fácil 24 horas por dia,  em que sentido a posse  desses dados pode melhorar a vida das pessoas? Será que fazendo um paralelo com as informações e dados diários que as pessoas tinham na era pré -internet, houve ou está havendo acréscimo de valores, quer sejam no âmbito cultural, social e profissional, na vida das pessoas?
Primeiro, no papel de advogado defensor, eu confirmo que em questões de participação popular, no âmbito político e social a internet e todas as mídias e redes sociais têm contribuído e muito para que todos deem a sua cota  de contribuição. Por exemplo ,denunciando toda forma de desvio de conduta dos representantes no parlamento, do executivo e órgãos públicos em geral.
Nesse sentido até mesmo algumas leis surgiram dessa massificação das informações pelas redes sociais. Caso por exemplo, da lei Maria da Penha, na punição de agressões à mulher e a tão difundida lei da ficha-limpa, que impede réus de assumir cargos públicos por voto popular. Isto se ele já for um réu em alguma instância. O que é uma falha, porque se o sujeito tem muitos indícios de desonestidade, já não é um bom indicativo para um gestor público.
Muitas outras utilidades podem ser auferidas das mídias e redes sociais da internet. É o bom uso que muitas pessoas e classes profissionais fazem desse hoje todo poderoso e universal meio de comunicação. Ou seja, aqui se fala com toda propriedade da banda saudável e bem pensante da humanidade que utiliza a Internet.
Por fim ,como advogado acusatório ou do diabo, não posso perder de conta o lado putrescível ou já necrosado de nossa sociedade que recebe um turbilhão, um sem-número de mensagens, notícias, informações e outros comunicados, mas cuja importância e significado resultam em pura futilidade ou neutralidade na vida e rotina dessas pessoas. Nas palavras do eminente escritor e semiólogo Umberto Eco(1932-2016) “ a Internet e redes sociais permitiram a que surgisse uma legião de idiotas, que dizem todas as asneiras não pensadas”.
Para tanto, nessas considerações das inutilidades e ninharias de tantos dados frívolos ou inócuos ficam sem respostas as seguintes perguntas: com tantas mensagens e notificações recebidas, sejam num balanço mensal ou anual, o que tais informações agregam de valor à vida desses internautas e contatos das redes sociais  ? O que de bom e útil melhorou em sua profissão? Na vida social e financeira?  Que valores foram acrescidos com a continuada conexão com a internet e redes sociais?
Que as respostas sejam a de cada um conforme o uso que o sujeito faça desses modernos instrumentos de contato e comunicação! Mas que a Internet e redes antissociais viraram um campo minado e sem lei, ah, isto virou .   março/2017.     

POSSESSÃO CIBER...

O EXORCISMO DA POSSESSÃO CIBERNÉTICA
João Joaquim  


Desde os primórdios e de seu nascimento eu venho acompanhando duas conquistas, na verdade, três conquistas tecnológicas da humanidade, que são o telefone celular, a informática e a internet. Eu quero cravar sem hesitação que nunca uma invenção, qualquer uma dessas três, dominou tanto as pessoas. Ou seja, a evolução se deu assim: primeiro, o homem dominou plenamente a sua criação. Uma vez concebida (a criatura), essa invenção dominou completamente quem dela se apoderasse. Houve uma inversão de posse, ,as tecnologias se apoderaram de seus usuários. Basta olhar no bolso, na bolsa, no pescoço, nas mãos das pessoas. Alguma dessas tecnologias estão ali como um parasita, carrapato ou carrapicho. Ela não desgruda de seu ex dono( de possuidor o sujeito se tornou possuído, uma possessão digitoeletrônica).
Eu perguntaria, sobretudo para as gerações pós internet, quem em sã consciência ,daria conta de viver, de se locomover, de trabalhar e se comunicar sem um desses recursos digitais? Do telefone móvel, de um instrumento de informática ou de conexão com a internet? Basta verificar quando falta um desses recursos na vida das novas gerações. Há um deus-nos-acuda, um bafafá, uma mobilização que lembra um enxame de formiga-correição .
Experiências já têm sido possível nesse sentido, em deixar o indivíduo sem celular e sem internet. Os resultados têm se mostrado o quanto nós humanos criamos uma dependência de certos objetos e dispositivos à semelhança do que se dá com os chamados adictos (viciados) em qualquer droga lícita (psicotrópicos) ou ilícita (efeitos psicodélicos e alucinatórios) como é o caso de uma cocaína ou maconha.
No caso da criação da informática. Aqui, entendemos como todo instrumento, máquina ou dispositivo com a finalidade de  gravar e armazenamento de dados. Ela foi concebida pelo francês Philippe Dreyfus em 1962. Os componentes de informática é o que hoje popularmente se conhece por hardwares. São os componentes físicos de um computador destinados ao armazenamento de toda informação (daí o termo informática).
A internet tem uma história curiosa e empolgante. Foram vários engenheiros e tecnólogos na sua gestação. Ela foi idealizada para ser utilizada pelas forças armadas americanas, para guardar segredos de Estado, na chamada guerra fria EEUU versus URSS.  J. C. R. Licklider, do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT), foi o primeiro idealizador. O objetivo era a transmissão de dados de forma instantânea e confiável. Assim, um recurso que imaginou-se de uso restrito de segurança estatal,  se tornou em um conjunto de redes de computadores interconectados de acesso público e gratuito por toda a humanidade.
Por último o telefone celular; o quão impactante foi tal invenção. A intenção inicial era apenas esta( ligações telefônicas), o indivíduo ter um equipamento portátil, leve e pequeno, com o qual ele pudesse falar de onde ele estivesse, inclusive dos presídios e hospícios. Tem-se ali em Bangu I, Rio de Janeiro, um traficante preso, ele que dar uma ordem pra seu grupo em São Paulo. Pronto, o celular a mão é a solução imediata. Ordem dada e veem-se lá assassinatos, ônibus queimados, assalto a bancos, joalherias etc.
Agora com os criadores e tecnologias da telefonia móvel, pode-se dizer sem hesitação que ninguém vai errar. Ao que sugerem os novos tempos, e as tendências, baixaram nos inventores do celular todos os espíritos mercantis e mercenários. Gradativamente foram sendo criados um marketing e atrativos que excitassem  e induzissem as pessoas ao consumo e posse do aparelho. Senão vejamos.
Primeiro então o celular servia apenas como ligações telefônicas. Eu estou aqui numa pescaria mas preciso falar com alguém na cidade. Pronto, com a telefonia móvel está resolvido. As indústrias do aparelho percebendo esse fabuloso mercado consumidor teve um clarão criativo, que os americanos chamam de “insight” ou a popular intuição.
- Opa, esse negócio tá dando lucro! Criaram então as primeiras mensagens eletrônicas( as sms) . O negócio ficou melhor ainda. Pensaram então em outro filão de consumidores, as crianças. Inventaram então os games para celular. Conquistaram então a adesão da garotada. Coitados dos pais e das notas escolares. Os índices de avaliação escolar tipo Ideb, prova Brasil, Pisa despencaram. Culpa dos inventores e dos pais que dão celulares aos filhos muito cedo. Pontos para as industrias e mercadores desses apetrechos.
Ah, não esqueçamos que todos esses recursos foram desenvolvidos em cartel com as operadoras de celulares.
Bem, imaginemos agora juntando as três invenções : a informática, a internet e o celular. Que estalo criativo tiveram essas pessoas, esses cientistas, as indústrias e empresas de telefonia móvel.
O telefone celular, hoje, ainda o chamam assim, se tornou o objeto mais inseparável das pessoas. É o maior sonho de consumo das pessoas, principalmente das crianças e juventude. Enfim, ele representa uma compactação das três invenções , a informática, o celular e a Internet. Falar nisso, celular agora nem chamam-no mais deste nome e sim  smartphone, iPhone, tablet ;  o uso dele é para tudo mais menos ligações telefônicas.
Para exorcizar tanta possessão , de tantas tecnologias, de tantos instrumentos digitais que se apoderaram de nossas mentes e corações, há mais prevenção do que cura. O tratamento da webdependência já existe nas clínicas psiquiátricas e psicológicas. Mas, o mais eficaz , duradouro e efetivo está na prevenção .
Por isso advirto aos pais, aos educadores, aos tios, padrinhos e cuidadores. Nesse ponto eu assevero com todo rigor: não dê um celular , um tablet, um iPad, um instrumento eletrônico ou digital para uma criança de baixa idade; antes do 12 anos. Esses recursos , para esses pequenos os tornarão  eternamente dominados e possuídos por tais tecnologias. Como se uma possessão demoníaca fosse. Aí o exorcismo de tais objetos se tornará muito mais difícil. Pensem nisso e ajam na construção de uma sociedade e de pessoas mais pensantes, conscientes e humanizadas umas com as outras.   março/2017.   

VEGETAL FORTE...

TODOS AO VEGETARIANISMO

João Joaquim  

O Estado brasileiro está sendo destituído ignominiosamente de sua credibilidade, de sua honra, de seu respeito, de sua grandeza como nação soberana. Faltava alguma coisa para essa desclassificação, para esse depauperamento. Não falta mais. Um grupelho de homens públicos e privados se encarregou da empresa. Uma de nossas principais commodities foi colocada em cheque. E não é culpa dessa mercadoria de primeira necessidade, a carne.
Ao contrário do que foi intitulada a operação da polícia federal , “operação carne fraca”, outro nome deveria ter sido criado. Deveria ter sido nominada operação mentes fracas. Tal o grau de insanidade e sandice dos que perderam o uso da massa encefálica cinzenta; os alienados, idiotas, néscios, tolos, parvos e mentecaptos. Os que tiveram a infeliz ideia de fazer o que? Trocar etiquetas com validades vencidas, injetar água no frango, revitalizar as carnes com ácido sórbico, embalar as carnes com papelão e outros trambiques a mais. Ideias de  doidivanas. Poderiam ao menos ter sido mais inventivos, e não foram.
O que deliberei de ora avante é me tornar vegetariano ou vegano. Nada de proteína que venha de bicho que esperneia, nem tão pouco proteínas  que cheirem a carne pútrida ou revitalizada com tais e outros produtos químicos. Muito sintomático e sediciosos foram os diálogos editados e publicados pela Policia Federal nos áudios autorizados pela justiça.
Agora imaginem muitos outros inauditos e propositadamente deixados fora dos  autos, não divulgados para nós consumidores.

Supositiciamente,  temos o seguinte:

- Fulano: E aí, sicrano, como estão aqueles lotes de alcatra fora do freezer há 7 dias?
- Sicrano: Uai chefe, (sicrano mineiro, pelo uso do uai) têm vários cortes já com bichos-varejeira.
- Fulano: Não tem de quê. Tudo é proteína. Tal qual o bicho-de-goiaba. Tasca nessas carnes aí umas porções de ácido bórico( se fosse sórbico, inda ia bem, mas bórico) e nitrosaminas, cozinhe tudo e faça salsichas. Fica bom que é uma beleza.
- Sicrano: Arre, deu-me até engulho. Fim da ligação.

Eu fico de cá a imaginar os adeptos e aficionados de um bom churrasco, aquela picanha, aquele cupim. Um detalhe positivo é que ninguém terá deficiência de vitamina C, o mesmo ácido ascórbico.
E as sugestões das carnes com colônias de salmonelas/ as bactérias campeãs de gastroenterocolites?  Aquele quadro do chamado piriri com  diarreia, cólicas abdominais, desidratação e outros achaques nada agradáveis. Outro diálogo bem emblemático :
- Faça cocção de tudo e produza linguiças e salsichas. Ordenou um outro gerente de um frigorifico investigado. Ao cabo e no frigir das carnes e dos ovos tudo se encerra em proteínas, em comida muito sadia( sem trocadilho com uma das marcas sob suspeita).

O que concluo depois de tanta putrefação, azedume e fermentação é que vou me sustentar com  alimentação do reino vegetal. Sequer quero comer ovos, leite e derivados. Porque não sei como são criados pintos e frangos. Nem que ração são oferecidas à aves.
E faço mais algumas exigências. Alface e grãos sem agrotóxicos. Porque ainda tem os riscos dos defensivos agrícolas. O grande mal de tais inseticidas, é que são promotores de graves doenças  como câncer, leucemias, aplasia (destruição, atrofia) de medula óssea e insuficiência hepática ou renal.
Vegetais orgânicos. São essas as minhas opções alimentares. São hortaliças, legumes e grãos cultivados sem agrotóxicos, sem pesticidas e sem fertilizantes. Ao natural e com as forças e nutrientes do meio ambiente. De preferência cultivados em estufas de casa ou em jardineiras, porque aí tenho certeza da origem dos vegetais.
Enfim, meus compatrícios, esta é uma oportunidade única. De todos se aderir ao princípio da vegetarianismo. Esqueçam essa história de carne fraca. Convertam-se ao mundo e à pureza do vegetarianismo, porque ele é muito mais forte e não apodrece fácil. Março/2017

DIREITOS E...

DEFORMAÇÕES DAS DEMOCRACIAS E DOS DIREITOS HUMANOS

João Joaquim  


A humanidade vai evoluindo em muitos  sentidos benéficos. Agora,   de roldão vai levando também um monte de aquisições, direitos e regalias que acabam por deformá-la. Tal registro se vê em todas as áreas, seja na política, na sociedade civil e vida cultural das pessoas. Nada escapa a essas deformações, a esses vícios e defeitos.
 No exemplo da política. Quem disse que a democracia como a brasileira é a melhor forma de governo ou o melhor regime?  E democrática temos várias outras nações. Seja a de um Congo da África ou da nossa vizinha e conturbada Venezuela. Mas, na prática e em direitos... Ainda na sua representação e forma de comando central:  presidencialismo ou parlamentarismo? No mais recente exemplo do Brasil, vimos o quanto é penoso, oneroso e traumático destituir um(a) presidente do cargo. Fosse no parlamentarismo tudo seria mais ameno e natural.
Quando analisamos nosso regime democrático, com muitos partidos e independência dos poderes, temos o direito de questionar se nossa Democracia é a melhor forma de governo. Temos por exemplo liberdade de imprensa e opinião, o estado democrático de direito, etc e tal. Agora, o que parece de ruim é que muitos políticos (“mandatários”) se acham com mais direitos que os seus pares e outros gestores de outros órgãos de Estado. Por exemplo, um presidente de senado ou câmara se achar que é o sal da terra, que está acima do bem e do mal e que pode tudo. Tal realidade e comportamento soam inaceitáveis.  Inclusive fazer chacota e diminuir um membro do judiciário, por autorizar( esse juiz) a investigar a polícia legislativa de senado, que supostamente estava fazendo espionagem contra sindicâncias e investigações legais da Justiça de 1ª instância( no caso a operação Lava-Jato, que investiga empreiteiros e parlamentares).
Outra deformação de nossa democracia pluripartidária. Por que certos figurões guardam uma certa aura de intocáveis? Porque são populares, ou têm lá a sua trupe ou claque de bajuladores!  Ou outros que são ricos e membros desse ou aquele poder!   São autênticas deformações de nosso regime, classificado de democrático, que permite direitos e regalias a muitos; e por outro turno  deveres e os rigores da lei para outros sem nenhuma aura de imunidade ou intocabilidade. Bom seria que a constituição e o cumprimento das leis penais fossem iguais para todos. Mas definitivamente não é.  Por que uma presidiária tem direito a cumprimento de pena domiciliar e outra não, se ambas têm filhos menores de idade?
Uma outra distorção que constatamos em nosso sistema ou regime democrático se alude a tantos direitos e prerrogativas de certos grupos ou guetos de pessoas. Aqui novamente entra a classe de políticos e certas autoridades. São parlamentares ou autoridades,  magistrados, militares de alta patente e empresários milionários. Fica a sensação de que código civil foi criado para os ricos e o penal para os pobres e outros tipos sociais iniciados pela letra p.
Fora do âmbito político e das autoridades,  com nossa evolução política e social  surgiram os grupos ou movimentos dos chamados direitos humanos. Todos esses grupos e sequazes , encampados pela ordem dos advogados, os chamados operadores do direito, e outros grupelhos de uma e outra categoria de pessoas. Por exemplo, os homoafetivos, os afrodescendentes, os índios, os sem isso, sem aquilo.
A coisa se dá mais ou menos assim, em se falando da atuação dos grupos de Direitos Humanos: o meliante de 17 anos, 11 meses e 29 dias de idade comete um estupro, um latrocínio ou um feminicídio. Ele é detido em flagrante. Primeiro cuidado se toma com os adjetivos. O energúmeno delinquente é apreendido e não preso. Dele não se pode mostrar o rosto e ter entrevista. Por fim, não será processado, mas receberá medidas socioeducativas. Todos saem piores das chamadas casas de recuperação. Tudo isto são direitos humanos dos criminosos.
Fica a pergunta: quando será proposto pela OAB e congresso o instituto dos  chamados direitos das vítimas? Talvez nas calendas brasileiras! À semelhança das calendas gregas .
Por fim, a evolução e o progresso em todos os níveis dos povos,  têm permitido na área dos costumes e da educação um outro direito, o dos filhos e alunos não receberem nenhuma disciplina corretiva, nenhuma repreensão educacional ou reprovação escolar. Em resumo: é proibido qualquer forma de censura, limite ou castigo ao filho e aluno infrator, ao menor vadio e desobediente. Essa nova forma de pedagogia tem sido encampada por escolas, famílias, psicólogos e os chamados pais da hipermodernidade. Tudo pode, é proibido proibir.
Ou seja, esses alunos e filhos da modernidade serão os chefes de famílias, os gestores públicos e os governantes de nosso futuro  mundo e do Brasil .
Se hoje eles já queimam índios, ônibus e outros bens públicos e privados, imaginem o que eles poderão fazer quando detiver o poder e as leis em mãos! Quem sobreviver até lá verá. Se é que alguém sobreviverá, a depender dessa nova classe de  pessoas, do futuro mundo. Eu estou preocupado.   ABRIL- 2017