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GENTE INSERVÍVEL

    João Dhoria Vijle Lisboa Aqui na cultura nordestina, predestinada, destinada, de muita identidade quando se depara com certos tipos sociais, notadamente os mais jovens, os sem apego ao cooperativismo, ao partilhar de ônus e bônus, a gente dá uma peia neles e costumam melhorar. Temos assim, a geração mais jovem, os sem empatia pelo outro, pelos mais idosos e quem os sustenta. Caso daquela jovem mulher, recém-casada que se passava por uma hóspede de luxo na casa dos sogros! Dormir, levantar, café do bom e do melhor, almoçar, se empanturrar de bons pratos, levantar, ir para o sofá, dormir, mais, telas de celular! Foi quando levou um peia do sogro e sogra e se retirou! Foi tarde. Acontece aqui NE.

NOS DÁ UM DÓ

Assistindo a certas pessoas em suas posturas e expedientes, convivendo com outras, a gente vê o quanto faz tanta falta a chamada educação de berço nos quesitos mais elementares de uma humana e saudável ética familiar. E essa precária ou insuficiência absoluta dos sentimentos de empatia pelo outro, nos gestos mais rotineiros e comezinhos da convivência mostra que essas pessoas não têm culpa. Trata-se aqui de um defeito de formação originário (uma forma de pecado originário primário da família).  

A DESUMANIZAÇÃO NO ATENDIMENTO MÉDICO DO BRASIL

 Se existe um setor mais desumanamente vítima da chamada burocracia e desorganização administrativa no Brasil, este setor é a saúde. E não importa se pública ou privada. Como o brasil continua na rabeira nesse quesito de administração e organização. Trata-se de uma das piores chagas na cultura, nos hábitos e expedientes de nosso país. Gestores públicos e privados deveriam aprender e copiar os excelentes exemplos, tanto aqui como em outros países e outras sociedades e culturas.

INDIGÊNCIA DE CONTEÚDO CULTURAL

É bem cediço e uníssono que a Natureza é nossa melhor mestra. Ela nos ensina a partir principalmente do mundo animal. Por exemplo na organização dos grupos, nos cardumes de baleias, nas matilhas dos lobos selvagens, no treinamento das águias com seus filhotes. Os humanos por exemplo. Bem que nós poderíamos aprender melhor com a cooperação das matilhas de lobos e sermos os chamados pais-águias. A águia vai treinando o filho para o voo, chega ao final, a mãe empurra o filhote do ninho. Traduzindo seu gesto, ela diz: voe, cuide-se, agora é com você! Chega de viver às custas de minhas caçadas e debaixo de minhas asas. Olha o quanto de pedagógico para os humanos na criação, na engorda e formação dos filhos e filhas.

FATOS PUTREFATOS DO FUTEBOL BRASILEIRO

  Quando assistimos levas e rebanhos de brasileiros torcendo pela nossa seleção de futebol, ficam-nos algumas reflexões. Uma dessas é a memória das pessoas sobre os crimes financeiros, subornos e arranjos fraudulentos de resultados para que o Brasil/Futebol chegasse aos títulos que obteve. Os torcedores mais idosos hão de lembrar de duas nefastas figuras de FIFA e CBF. João Havelange (1916-2016), por longos anos comandou o futebol mundial como presidente da FIFA e muita influência na administração da CBF e seleção brasileira. Ricardo Teixeira (1947-), genro de Havelange, dirigiu e desmandou na CPF uma eterna temporada. Quanto esforço e ingerência houve para que o Brasil obtivesse os 5 títulos nas copas do mundo! Quantos arranjos, quantos resultados engendrados!

FAUCE HIANTE

  É bem cantado e decantado que hienas gostam de savanas. Não importa que hora seja, mas elas, se surgir um azo, elas estão ali, regozijando, se refestelando do bom e do melhor. De preferência às custas de algum parental, nomeadamente se for parental e paredista ingênuo e paspalhão. Porque assim a exploração fica patente e deixa o golpista e folgado mais relaxado e tranquilo.

GENTES FOLGADAS

Entre os estudos das relações humanas, alguns delineiam de como se deve dar o grau de afinidade ou desavença ou incompatibilidade entre as pessoas. Há como que, assim o afirmam esses braços de estudos, uma energia além do compreensível e ordinário para as pessoas simples e comuns (para as inteligências comuns e medianas). Não são apenas as Ciências que demonstram e discutem essas nuanças, essa natureza de interação social, o grau de afinidade, confluência de interesses, ideias e sentimentos. No outro polo existem a desafeição, a inarmonia, as antipatias, os atritos de gostos, preferências (até sexuais e estilo de vida, modus vivendi). Fala-se aqui da alteridade, da disparidade que exsurge interespécie, gênero e individual.