segunda-feira, 7 de junho de 2021

vavan

 #Rébus.cada # esotéricas

 VIVANDEIROS

 

Na busca da imortalidade de suas realidades, não são poucos os que esquadrinham sublinhar cada feito de seu idioleto. E o fazem com mãos e meneios episcopais. São como liturgias de curiais. Muitos, quejandos, lançam mesmo suas energias recônditas e viscerais aos lobos de estepe por eles mesmo erados, ou se não os houver, jogam-nos às alcachofras e urtigas as mais urentes, e de forma muita vez fremente.

Enquanto aqui como ordinários viventes, não infrequentes, assistimos a feitos e façanhas no melhor regalo e regateio em que vicejam tais e quais gentes. Ao se consultar o seu repositório de valores, ou sua ucharia de provisões, veem-se como se quadram entre vivandeiras que possuem como viáticos as composições espirituosas de apenas deleite, e sem nenhum descrimine. Sintomáticos de passados de terráqueos e sicários gentios.

Embeiçado e embevecido por tais mediocridades, não passam de sapiens sapiens que subsumem na mesma pachorra de nitentes enganosas e pérfidas significâncias. Tudo e todos reverberando nas suas incontidas caganificâncias. Para tanto é suficiente um olhar atento aos seus sisíficos meneios, com logros, com negaças, no mesmo corolário de não quero, dissimulados, obviamente. Pérfidas assertivas e compassivos estribam nas reiteradas penetrâncias.

Trata-se de um basto estilo de subsistência. Contínuos modus vivendi. São indivíduos de intelectos, como os próprios portadores; Mentecaptos? Não e não. Na mensuração do quociente de racionalidade são como eles próprios. Meão, meã, e sem retrocesso, conduzem como pessoas ardentes ou languidas de moralidade na mais prosaica e lasciva diretriz da existência. Afinal, esta está no zênite de uma cúpida essência.

Aos olhos de comensais e escudeiros se passam sempre por onírico e delíquios, na epidérmica formosa, resoluta e ressumando sectário audaz em todas as lides verborrágicas. Foi bem ali distante, na opulenta Adem que cantou Filinto Elisio. Acautelem-se todos os que os seguem. Na estultice de um pato-real, muitos são os embusteiros, que sendo no fundo genuínos sicários, buscam, nimiamente, fazer de seus acólitos, como se esses fossem os seus “Similias Similubus”. Acautelem-se.

 

Santo Antônio já ensinava  ou o filósofo Antônio Gramsci. Uma orientação dele me marca: “Ser cético na razão, mas com esperança no coração.” De alguma maneira, era o que a vida quase inteira tentei fazer: duvidar mas esperançar

sábado, 5 de junho de 2021

COM MARTELOS

Como solicitados por leitores; vejam os leitores; outros artigos em meu blog de Filosofia-

Ali uoa um estilo nimiamente cáustico, com certas ferrametas, ora de ourives , ora de carpinteio.

Martelo, enxó, refilador, puas

Curtam lá, e não se sintam no contexto

sábado, 29 de maio de 2021

ILUMINURA.ÇÃO

 

 

 

 

AURORA DO ENTARDECER

 

João Joaquim  

 

Nos momentos vespertinos saio pelas ruas

Pouco me interessam as luzes artificiais

Contemplo o céu; embevecido vejo nuvens

Elas vão dispersas, em metamorfoses, nuas

 

Cada horizonte, com os raios refulgentes

Dádivas finais de mais um dia alvadio

Nada tenho nos bolsos, de mãos vazias

Transeuntes frenéticos; alguns indigentes

 

As estrelas; paulatinas vão se acendendo

Pássaros; em séquitos, buscam abrigos

As luzes dos postes se acendem frias

Elas vão iluminando; a cidade anoitecendo

 

Cai de todo a noite; volto para meu abrigo

As luzes que iluminam as casas vêm de fora

Mas, procuro não apagar a minha chama

Que me ilumina e está sempre comigo

sexta-feira, 28 de maio de 2021

De Santo Antônio..

 #Rébus.cada#Esotérica

REsponso

 João Joaquim


Sempre foi de meu jaez e cânones de urbanidade dissertar sem o interdito de outras conexões. Sabido e cônscio que algumas bigorrilhas, algures, nos contraditarão. Referida coercibilidade viceja ubiquamente. Isto é correntio e penteado.

Inobstante a pátina tavernosa tisnar meu repositório neurítico, está cognoscível e alvadio que não sucumbirei ungido que me torno a cada assacadilha.

Bizarros e bisbórrias são os mentecaptos com suas fartas necedades que fazem de não convivas as metonímias e anacolutos da própria existência.

Profícuo e beatifico torna o sujeito que mesmo sem ser boquirroto se estende do jarretismo epidérmico. Os jarretas andam de esguelha com dialógico ou em solilóquios.

Muitos a seu inerme e imarcescível talento, de geratriz de ordálias, fazem da vida um meio-soldo que subsume à sua permanência. São tenças e mantenças do status quo.

Gravados de fideicomisso alguns se transformam em legatários sem evencer do intitulado apresto e guarnimento. No zimbório de um braquicéfalo, referidos tipos não passam de atarantados. São como tábulas rasas do ser ou não ser.

“Abre-te sésamo” deblaterava o indigitado Ali-Babá e seus sectários de mesma caterva. Dizia ele: seja mais banzar que resmungar. Não terceirize os seus aleives. Não se guie com metas muito álacres nem hipnagógicas. Pátinas tavernosas tisnam vidas alienígenas.

Ali tentada via est. Veritas odiam parit. Por end esta Cantu Cognoscitur avis.

 

Santo Antônio já ensinava  ou o filósofo Antônio Gramsci. Uma orientação dele me marca: “Ser cético na razão, mas com esperança no coração.” De alguma maneira, era o que a vida quase inteira tentei fazer: duvidar mas esperançar

 

ÉTICA -Ethos-Ecos

 

A FAMÍLIA É A GRANDE ESCOLA ÉTICA DOS FILHOS

João Joaquim  

Quando falamos em formação do indivíduo dois são os fatores determinantes: a genética e sua herança ética. Formação aqui compreendida como os valores abstratos e imateriais da pessoa. A saber: seus costumes, suas crenças, seu cabedal moral; enfim, todos os seus atributos de relações humanas e com o meio ambiente.

   Assim como a genética determina as características físicas, biológicas e anatômicas do ser humano a herança ética será decisiva no conjunto de valores abstratos do sujeito, ou seja, na sua personalidade e no seu caráter. É o que esse indivíduo será como pessoa e nada vinculado ao seu biótipo e descrição anatômica e biológica ( por herança genética).

   Quando se refere à formação ética da pessoa, essa aquisição, em se tratando das qualidades morais e de caráter, ela se sobrepõe a herança genética. A formação ou educação ética  vai ter influência na estrutura psíquica, nos valores morais e de caráter do sujeito. Todos  os estudos de sociologia, de psicologia do comportamento demonstram que o processo educacional (herança ética) se sobrepõe àquela (herança genética).

Quando se fala em herança ética faz-se necessária uma explicitação conceitual. Ela se fundamenta na trajetória educacional do sujeito. Tudo se origina na tão importante educação de berço ou formação ética familiar. Na chamada educação de berço, a família, sobretudo as ações da mãe e do pai, serão preponderantes. São as primeiras informações sensoriais percebidas pela criança: a fala, as primeiras palavras, o ambiente doméstico, o nome de tudo que circunda a criança em desenvolvimento. Temos aqui a teoria da tábula rasa, da lousa em branco: ao nascer a criança é analfabeta absoluta, ela não tem nenhuma informação, nenhum registro de memória. Ela se tornará ciente pelos sentidos, pelo que lhe for ensinado.

   Na formação ética, uma importante escola foi a dos empiristas, composta pela tríade David Hume (1711-1776), John Locke e George Berkeley. Eles foram protagonistas do chamado iluminismo escocês. Para esses pensadores, em termos práticos e compreensíveis, ninguém nasce sabendo alguma coisa. A criança se tornará ciente, consciente e informada e formada, a partir do contato com as pessoas à sua volta: pais, babás, cuidadores, escolas, sociedade, ambiente social de toda natureza.

   Em preleção mais simples ainda; o sujeito, a pessoa será o reflexo, o produto final, o corolário da família. Pais e cuidadores com baixa formação escolar, com conteúdo ético precário, de sofrível formação ética, social e cultural, tendem, propiciam a que os filhos tenham o mesmo destino. É a família, o meio social, os contatos pessoais, a sociedade como determinantes hereditários éticos na constituição do sujeito.

LOAS a um notável brasileiro

 

BRUNO COVAS MORREU SEM IMUNIDADE

João Joaquim  

 

Há pessoas que deveriam ter imunidade contra morte. Sim, há pessoas tão úteis, tão benfazejas, tão laboriosas que deveriam ter a prerrogativa da vida eterna, ainda nesta existência terrena. São pessoas que nascem não para si, mas para os outros, para a meio ambiente, para o próximo, para o bem estar de todos, do meio social onde vivem e para a proteção e saúde do planeta.

Na data de 16/05/2021, faleceu o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (abril 1980-maio 2021). Ele era neto do ex senador e ex governador de São Paulo Mario Covas (1930-2001). Bruno herdou do avô muitas virtudes como pessoa. E levou essas virtudes e predicados de honestidade e honradez para sua trajetória política. Atributos em escassez em nosso país desde muitos anos e nestes tempos, em todos os âmbitos da administração pública e privada.

   “Infeliz a nação que precisa de heróis.” São palavras do escritor alemão Bertolt Brecht (1898-1956). O que vem a ser um herói? Seria uma espécie de semideuses, um Demiurgo. Enfim, um personagem capaz e apto a feitos e proezas épicas. Entre outras virtudes: bravura, coragem, desprendimento, altruísmo, solidariedade.

   Vamos aqui de forma singela, analisar essa tese ou princípio do grande dramaturgo e escritor alemão. Fica como primeira noção, a ideia de que um povo, um país, uma nação; uma sociedade qualquer, ao precisar de um herói; esta mesma sociedade é composta de pessoas incapazes, frágeis, subservientes e o que é mais aviltante: dependente de pessoas superiores, operosas, laboriosas, trabalhadoras, produtivas. Com esses argumentos resumidos, fica, de fato, a impressão de que se eu necessito de alguém para viver e subsistir eu só posso me sentir infeliz mesmo; porque sou pequeno, inferior e subalterno. Ou preciso de outro para a minha sobrevivência.

   Uma outra noção que traz a afirmação brechtiana é a da subserviência. É de conhecimento histórico que o Brasil sempre foi um país patrimonialista e clientelista. Tais adjetivações se referem à seara política, das relações do público com o privado; dos interesses que permeiam as ligações dos agentes públicos de cargos eletivos com os eleitores. Uma relação de mercancia e venalidade. Eu candidato sou rico e posso comprar o seu voto. Eis o princípio dissimulado.

   Muitos são os agentes públicos que só chegam aos cargos administrativos pela subserviência de quem (eleitor) os elege. Muitas são as promessas utópicas, irrealizáveis, falsas. Porque são incompatíveis com sua concretização, outras tantas não compridas, embora factíveis. Muitos são os gestores públicos, governadores, parlamentares, presidentes da República que se elegem pela exclusiva subserviência dos eleitores. O cidadão vota naquele candidato que compra o seu voto. Como se dá essa compra? De muitos artifícios travestidos e camuflados de legalidade. Promessa de emprego, de cestas básicas, de combustíveis, de cargo no gabinete depois de eleito.  E até mesmo pela compra do voto em dinheiro. Em tempos de doenças como a pandemia da Covid 19, até vacina e cloroquina são trocados por votos.

   Daí a razão de elevação de algumas poucas figuras públicas, à categoria de heróis. Vivemos tempos tão conturbados, de insegurança, de corrupção e descrédito nas pessoas de nossas instituições públicas que temos carência e necessidade de homens com espírito, com energia, brio e trabalho semelhante ao de heróis.

Nossa homenagem a esse grande homem público que foi Bruno Covas, falecido tão precocemente (41 anos). Ele merece um assento no panteão e galeria dos que não deveriam morrer. Porque fazem muita falta. Quer saber a importância de uma pessoa? Quando esta pessoa morre. Se alguém der falta dela, ela teve importância; na proporção da falta que ela fará. Algumas são tão desimportantes que a sociedade nem percebe que elas morreram.

vavan

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