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Cuspida e Sem Empatia

  CUSPIDA E ESCARRADA E DEGENERADA BY João Dhoria Vijle  Com efeito e deixando pessoas mais sérias do convívio contrafeitas, aquela jovem mulher era a tradução perfeita e acabada do ditado do gênero oposto. Mas, vale para ela de igual forma e intensidade. Quando se diz que a voz do povo é a voz de Deus, há muito mais do que um prolóquio ou brocardo neste dito popular. Não é à toa, que é redito para os céus e a terra, e reverbera entre as culturas popular. Na origem, veio de Roma, foi assim esse notável proverbio popular. Aquele filho saiu ao pai esculpido e encarnado. Vamos à sua exegese na boca do povo.

O CABEDAL SOCIAL E ÉTICO-FAMILIAR DA PESSOA

Todos os estudos falam em uníssono. O padrão ético-social de cada pessoa tem fundamentos na instrução, na educação e treinamento recebidos da família. Concentradamente de mãe e pai, e na falta destes de quem assume essa nobre e humana tarefa. Se quem se torna tutor (a) e responsável por esse encargo e responsabilidade traz essa aptidão e preparo sociocultural, sorte ou bom futuro terá essa criança, esse filho, filha ou tutelado (a).

Andrajosa vida social

  O estudo da psique humana guarda muitas conexões com a Sociologia.   Acredita-se por exemplo, que o sociólogo Rousseau ligava muito sua teoria do bom selvagem com as pesquisas que ele fazia de Psicologia Social e Positivista naqueles tempos. Foi, digamos, um prócere no estudo da ponte entre o sujeito e seu meio social, a família, onde criado e inserido. Nenhuma sociedade é mais influente e mais marcante na formação inteiriça da pessoa do que a família, esse microcosmo social de cada pessoa.

INDIGÊNCIA DE CONTEÚDO CULTURAL

É bem cediço e uníssono que a Natureza é nossa melhor mestra. Ela nos ensina a partir principalmente do mundo animal. Por exemplo na organização dos grupos, nos cardumes de baleias, nas matilhas dos lobos selvagens, no treinamento das águias com seus filhotes. Os humanos por exemplo. Bem que nós poderíamos aprender melhor com a cooperação das matilhas de lobos e sermos os chamados pais-águias. A águia vai treinando o filho para o voo, chega ao final, a mãe empurra o filhote do ninho. Traduzindo seu gesto, ela diz: voe, cuide-se, agora é com você! Chega de viver às custas de minhas caçadas e debaixo de minhas asas. Olha o quanto de pedagógico para os humanos na criação, na engorda e formação dos filhos e filhas.

FAUCE HIANTE

  É bem cantado e decantado que hienas gostam de savanas. Não importa que hora seja, mas elas, se surgir um azo, elas estão ali, regozijando, se refestelando do bom e do melhor. De preferência às custas de algum parental, nomeadamente se for parental e paredista ingênuo e paspalhão. Porque assim a exploração fica patente e deixa o golpista e folgado mais relaxado e tranquilo.

A FELICIDADE CENTRADA NOS BAIXOS INSTINTOS

  Findado o Instituto da Declaração Universal dos Direitos Humanos- DUDH, não se duvida que houve enormes ganhos sociais para as pessoas. Indistintamente. Sem ironia ou discriminação, Direitos Humanos para gente direita (correta, proba, ética, civilizada, propensa ao aprimoramento como racional e dotada de inteligência, produtiva, laboriosa, operosa e cooperativa, intrafamiliar ou extrafamiliar). Ou em termos de Direitos para gente torta (ociosos, vulgares, fúteis, inúteis, desocupados, vagabundos, improdutivos e desadaptados social e providencialmente, os sem autonomia a mera existência).

GENTE POBRE-RICA

  Agora segura esta informação aqui: nós leitores temos oportunidade de ver como certas pessoas de classe média baixa ou pobres gostam de se comportarem como ricas. Trata-se da pura e genuína aparência; o estilo de vida de parecer ser o que não é.   E como há esses tipos sociais. Basta que a pessoa abra por exemplo o Instagram e ver as postagens feitas por essas tais e quais pessoas pobres-ricas. Dá um dó ver essas pobres almas! A Sociologia dá uma outra classificação para essas pessoas (muito mais mulheres que homens). São as pessoas sem noção. Elas sofrem do chamado efeito-manada. Influenciadas que são por outras amigas, pelas redes sociais, pelas aliciantes e persuasivas propagandas. Horrores! Porque havemos de diferenciar. Existem dois tipos de ricos: há aquele rico exibido, esnobe, soberbo, vaidoso; o que além do atributo e predicado de rico, de fato rico, ele gosta de se passar como rico em qualquer ambiente, inclusive nas redes sociais. E existe o rico, por vezes muit...

O primeiro motor

 

ADEUS CANETAS E DIETAS

  Em se tratando da doença deformante e sanitariamente degradante, que é a obesidade, nos seus variados graus, existem alguns lances e aspectos curiosos e instigantes.   São muitos os itens, considerando o envolvimento social, festivo e psicológico da doença. Por exemplo a questão de quando a pessoa vai participar de alguma cerimônia, onde e quando serão feitas dezenas ou centenas de fotos, os álbuns digitais, os vídeos, aparências e mais aparências, porque afinal de contas, como disse o filósofo Berkeley (britânico e empirista) “Ser é ser percebido”. Nesse contexto e necessidade as pessoas pesadas buscam surtivamente (surto ou endemicamente; surto significa, de forma geral, uma manifestação súbita, repentina e intensa de um fenômeno ) perder peso. Haja então restrição alimentar, academia e agora o recurso mais imediatista das canetas de emagrecimento. A custo, obviamente. De altos preços: tirzepatida, semaglutida.

SE REFESTELA DO BOM E SABORORO E VAI DORMIR

  SE NÓS, emissores de opinião, pesquisadores sociais e civilizatórios formos fazer um compilado do comportamento social e ético da geração deste quarto de século do século XXI com os idos tempos pré Internet, pessoas e pesquisadores mais idosos e veteranos ficarão espantados e estupefatos com o que se via antes e se vê agora nesses chamados tempos de depois da modernidade. São as gerações com suas mudanças aceleradas, mas com precários qualificativos de civilidade e boas relações sociais. Quase tudo é descartável, tempos fluidos e descartáveis (Filosofia de Zigmunt Bauman).

A EDUCAÇÃO DE BERÇO

quando se fala em sentimentos das relações humanas, é preciso buscar o auxílio das Ciências Humanas e mesmo doutrinas e diretrizes de Educação informal e formal. Das Ciências, quem pode nos dar sustentação? As NeuroCiências, a Neurobiologia, a Psicologia Social, a Psicopedagogia e Sociologia. Se se fala nas disfunções psíquicas, sociais e de comportamento, entram a Psiquiatria, a Psicopatologia; e mesmo alguns braços da Sociologia (contrato social de Rousseau, Leviatã, Thomas Hobbes).

O VÍCIO SABOREIA-SE E VIRTUDE ENSINA-SE

É de consenso ser a mãe Natureza uma de nossas melhores mestras. Nós nascemos e morremos aprendendo com os fenômenos naturais. Sejam estes no Reino Animal, sejam no Reino Vegetal, no Reino Mineral e Cósmico. Pode-se buscar inúmeros modelos dessa perene verdade, da Natureza como nossa melhor mestra. Quantas são as coisas e seus fenômenos a nos ensinar o que se pode tirar de melhor para uma vida saudável, pela simples vida. Nas relações humanas, interespécies e interindividuais. O quanto podemos buscar dos belos exemplos da natureza. Podem ser mostrados um sem-número de exemplos.

GENTALHAS SEM QUALIDADE

Hoje eu dou de falar sobre extremos, recordes e quintessências. Exatamente esses conceitos e exemplos. Existem certas medidas que vão para o livro dos recordes, o Guinness World Records. Além de fatos e façanhas mensuráveis, existem outros valores abstratos que poderiam ser catalogados no Guinness. Aqui vai minha proposta.

OS FALSOS PRINCIPES E PRINCESAS

  E assim, palestrava o brilhante psicólogo positivista, Fauler Visconti, em simpósio social na PUC são Paulo. Afirmava: “desconfiem sempre de quem, a pretexto de afeto e apreço (a amigos e parentes próximos), emprega sempre os inhos e linhas no trato pessoal, com muitas pessoas. No íntimo e nos escaninhos morais de muitas dessas pessoas, estão outros motivos recônditos e intencionais. Aquisição de guarida, amparo e assentimento para seu estilo de vida e sociabilidade”. As palavras, muitas delas, trazem quando mal-empregadas uma advertência do caráter, da índole do interlocutor. Acautelem-se sempre desses tais e quais sujeitos e parentais. 

SE REFESTELA DO BOM E SABORORO E VAI DORMIR

 JOÃO DHORIA VIJLE LISBOA    SE NÓS, emissores de opinião, pesquisadores sociais e civilizatórios formos fazer um compilado do comportamento social e ético da geração deste quarto de século do século XXI com os idos tempos pré Internet, pessoas e pesquisadores mais idosos e veteranos ficarão espantados e estupefatos com o que se via antes e se vê agora nesses chamados tempos da pós modernidade. São as gerações com suas mudanças aceleradas, mas com precários qualificativos de civilidade e boas relações sociais. Quase tudo é descartável.

RAPAPÉS E SALAMALEQUES

  A Educação do bicho humano, lato sensu, é de fato multifacetária.   Basta lembrarmos que ao nascemos somos todos analfabetos. Absolutamente! Temos apenas como instintos os reflexos de sobrevivência: sentir fome e comer; sentir frio, calor ou dor e chorar pedindo socorro; sentir sede e chorar; sentir sono e chorar para dormir. Nada além disto, a criança reage aos estímulos nocivos e nada além disto sabe ao nascer. E assim, segue o bicho humano em sua jornada vital. O chato e melancólico é o indivíduo nascer, crescer, saber pouco da vida e da vida em grupo e sociedade e morrer sem conhecer nada, em comparação com as inesgotáveis fontes do que deveria saber. Vá lá entender esse gênero animal, o homo sapiens sapiens (escreve-se assim, sapiens sapiens).

MILTON, peça uma pizza

  Como epígrafe deste artigo de opinião tem-se o seguinte teor: imagine aquele parente, aquela parenta que professa por você uma admiração, um sorriso. Professa “admiração e certos sorrisos”. E você em contraponto vai enchendo essa pessoa (parente/parenta) DE elogios, encômios, loas, adjetivos, que depois ficam provados que imerecidos. Essa pessoa/parente/parenta gera uma linda criança, mimosa, falante, palreadora, canora, lépida, grácil e muito inteligente; inegável esses atributos. Chega o dia de visitar presencialmente essa nova família, com mimos, objetos dadivosos, caricias. Entretanto essas pessoas, o recebem com frugalidade, simples gestos, nada de empatia, como se você fosse um tronco de madeira, um cepo de baraúna. Que tal, essa geração de gente! Hein! “Beltrano, eu cheguei agorinha de meu trabalho, pedi uma pizza, com fome”. 

ÉTICA SOCIOFAMILIAR

Estamos vivendo tempos meio tenebrosos, tempos quando as relações humanas, mais especificamente, a chamada Educação Ética Familiar e Geral, anda muito banalizada ou mesmo inexistente. Essa tendência e comportamento, se vê presente massivamente nas gerações mais novas, ou a geração pós Internet e Mídias Digitais. Essa ética familiar e social decorre também de outros fatores como o progresso tecnológico, a consolidação do Instituo dos Direitos Humanos e outros fenômenos culturais evolutivos da Sociedade.     Lembremos, até como homenagem, da Declaração Universal dos Direitos Humanos, celebrada pela ONU em 1948. Documento este que foi promulgado em defesa das garantias e dignidade da pessoa humana, ali 3 anos após o fim da II guerra mundial.

Saber como fazer e nada fazer

Eu dou de começar esta matéria por um provérbio popular que afirma: o pior cego é aquele que não quer ver. Estendendo este ditado temos: o pior cego é o que não quer ver, ouvir nem acreditar. Aí também já é ser um néscio e ignorante num alto grau. Assim, vamos em frente fundado nesse princípio. Inúmeros são os cenários da vida onde cada pessoa de per si (por sua conta e deliberação) faz uma coisa quando deveria fazer outra. E atenção! Não que essa pessoa faça o errado por simples engano, displicência ou cochilo. Ela faz com a absoluta lucidez de que aquela decisão, atitude ou procedimento está errado, torto e contrário aos costumes, ao convívio social, as leis da natureza e das ciências. Daí a semelhança com a cegueira ou surdez voluntária (bom seria ler a obra de José Saramago, “Ensaio sobre a cegueira”).

Aspargo e Melindrada

  EU já li sobre mulher melancia (por que não sei, porque é doce?), mulher melão (porque é desenxabida? e muito branca?). Agora, e mulher aspargo? Mulher aspargo samambaia! Já ouviram falar. Pois não é que ela existe. Também chamada melindre. Ah, mulher melindre! Aquela que parece portar um melindrômetro. Tipo aquela que tem a chamada up regulation no referente ao melindre, sistema ativador de vaidades.