O exemplo da Educação de Famílias Japoneas

 Fala-se muito ou dá-se muita tônica à chamada educação de berço na tradição e cultura japonesa.  Com muita razão o modelo educacional familiar do País do Sol Nascente é de consenso ser o melhor e mais qualificado e produtivo do Planeta. As escolas do Japão, do grau fundamental às Universidades são uma continuidade da chamada educação de berço das crianças. E soa muito compreensível, tendo em consideração que a criança, o adolescente e jovem passam a maior parte de seu tempo, sua vida, junto ao pai e mãe e cuidadoras bem treinadas e orientadas por quem? Os pais. Há como que uma corrente de compromissos éticos, de honestidade, pedagógicos e laborais.  Crianças japonesas trabalham desde pequenas. Aprendizado.


Um trabalho recente, da Universidade de Tóquio/Região de Bunkyô, do departamento de Educação/Faculdade de Pedagogia/Pedagogia Familiar, mostra o significado positivo e construtivo do compromisso e dever da família na educação dos filhos e filhas. A coisa, ou melhor, a estratégia dessa cultura nipônica, na criação e formação integral dos filhos se dá desde os primeiros anos de vida. Há essa consciência prática dos pais na preparação integral dos filhos a uma vida de autonomia, de independência, de participação em todas as atividades na manutenção e provisão da vida. Vejamos em terras brasis!

Quanta diferença se vê, por exemplo em certos modelos de criação e engorda de filhos e filhas aqui no Brasil. Muitos pais/notadamente a mãe típica de muito maternal (mãe ternal). Imagine aquele filho que desde pequeno é trazido e mantido em uma redoma de carícias excessivas, mimos, escoras, proteção, senta aqui no colo de mamãe! Filhos e filhas que não cooperam nas tarefas domésticas, não lavam sequer um tênis, um banheiro, não dão destino aos próprios lixos, não estendem uma cama. Justamente o reverso da educação japonesa! Um horror de cumplicidade e leniência; conceitos ausentes no Japonês/Mandarim.   No Japão tudo de bom e útil se ensina de criança.

No Brasil é assim. São filhas e filhos criados e crescidos (engordados) sob as asas e pálio do pátrio ou maternal poder. Poucos, porque existem boas exceções; mas poucos são instruídos e treinados aos pequenos trabalhos domésticos como citados acima. Quer um exemplo de exigência de alguma mãe aqui no Brasil? Uma poupança em dinheiro para o futuro do filho. Faculdade, carros, bens, subsistência. A disposição ou donativo de algum imóvel, para que com a locação de tal bem, o filho possa sobreviver. Soa esquisito! “Não, esse apartamento fica para sicrano, para sua mesada, este não vai vender”. Imagine!

Mais umas da cultura brasileira. O filho ou filha, está na Faculdade. Alguma até pública, porque frequentemente, esse filho não se preparou para ingresso em boa universidade pública. Então, pai e mãe têm que se esfalfar, se esfolar, se fatigar, de tresdobrar para pagar faculdade e gastos mensais do filho. Não fique só aqui. A cultura latina e protetiva de pais que proíbem o filho ou filha de fazer estágio ou trabalho em início de carreira para ganhar pouco: um salário mínimo por exemplo. Deveria ser incentivado a esse trabalho, porque é mais uma etapa de educação e formação para a vida; como o exemplo japonês.

Conclui-se esse texto, citando o ensaio socioeducativo da Universidade de Tóquio. Compara-se o padrão educacional familiar bem elaborado de filhos e filhas com o treinamento físico, psicológico e social com equipes esportivas. Porque ao termo e cabo dessas atividades, têm-se os mesmos resultados. O modelo educacional das famílias japonesas, se faz tornando os filhos e filhas, em cidadãos participativos, ativos, autônomos, independentes e operosos. São pessoas-solução e não problemas. O contrário assistimos em terras latinas e de pindorama. Legiões de desocupados, vagabundos, gentes enquadradas no modelo nem e nem. Nem trabalham e nem estudam. E nem querem fazê-lo. Agora, se der a esses filhos celulares caros, eles sabe tudo. São os adictos digitais.

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