quinta-feira, 30 de junho de 2016

BICHOS E GENTE

A ANIMALIZAÇÃO DOS HUMANOS
Joao joaquim

Eu escrevo este artigo com a cabeça em uma revolução. Engana quem pensou na revolução de março de 1964 das forças armadas brasileiras, na revolução cubana de 1959 de Fidel Castro, na revolta constitucionalista de 1932 contra Getúlio Vargas, na revolução dos cravos vermelhos (Portugal 1974), na revolução da terra (eterna revolução). Os que pensaram nessas e diferentes  revoluções erraram todos.
Acertaram quem pensou em uma revolução menor. A dos bichos de George Orwel. Menor em seu enredo, em seus personagens, mas atemporal, quando a questão é a relação do bicho homem com os outros bichos. Sabe daquelas obras que têm a fortuna da vida eterna, essa de Orwel é uma delas. E veremos por quê!
Eu começo e termino com este axioma: “ a humanização dos animais se tornou uma tendência irreversível”.
Tal frase foi dita por um empresário de pet shopping na Band News São Paulo. E ele há de me perdoar por não lembrar o seu nome. Admirou-me uma explicação desse empreendedor de negócios ligados a “animais de estimação”. Disse o explorador desse filão de clientes: ”cachorros (animais de estimação) antes eram criados da porta da cozinha para fora. Agora é o contrário, eles são criados da cozinha para dentro da casa. Eles sentam na tapete, na mesa, nos sofás e dormem com os donos”. Segundo pesquisas, o Brasil tem mais de 130 milhões de animais de estimação ( cães e gatos ). O mercado especializado faturou mais de 18 bilhões de reais em 2014, não há crise no setor.
É muito compreensível a entusiasmada fala de tal empresário e gestor de tão milionário negócio em que se tornou o mercado de ração, produtos farmacêuticos, de higiene, de beleza, de  íntimos e outras quinquilharias que atendam aos desejos e vaidades dos que estão na posse dos melhores amigos do homem, os canídeos em especial.
Eu recomendo aos que detêm a guarda de qualquer animal de estimação, que leiam essa simbólica criação alegórica de George Orwel, A Revolução dos Bichos. Ele é o mesmo autor do livro Big Brother, que originalmente se chamava 1948, tornou-se 1984 mais tarde e depois virou Big Brother. Grande irmão era o sonho de um déspota que queria vigiar e dominar todos os seus súditos.
 Obra esta que inspirou o programa global, big brother , de mesmo nome aqui e alhures. Embora de gosto duvidoso e polêmico, a ele ( o BBB) têm milhões que assistem e fazem de suas baixarias e vilezas um entretenimento em suas horas de ócio noturno ou mesmo diurno (24 horas/dia).
 Assistindo ao que é hoje as relações dos humanos com aqueles bichos-personagens( revolução do bichos) do título fico a pensar o quanto ela é atual. No enredo, só como pistas, os bichos fundam a sua sociedade, sua república e passam a uma posição de ascensão sobre os homens que tanto os exploraram e os escravizaram. Os bichos são representados principalmente por porcos. Bem, falando em porcos, esse bicho não sei por que tem o estigma de lambão, de sujismundo, de imundo. Vamos comparar por exemplo um banheiro ou mictório de rodoviária ou logradouros públicos, do bicho homem ,  a uma pocilga. Qual local se mostra mais putrefato e pestilento?
É aquele princípio e aposta do quanto algumas criações literárias podem ganhar relevo, simbolismo e duração perpétua. Uma pena que  num país de poucos e minguados leitores como o Brasil o livro não seja mais lido e mais conhecido. A alegoria de “ A Revolução dos Bichos” é semelhante ao mito (lenda) da caverna, de Platão. Onde uma legião de pessoas( ignorantes e explorados) permanece nas trevas e na obscuridade, sendo explorada por outros que tem acesso à luz solar (sabedoria).
Torno-me ao tema relação das pessoas com animais. Quando vemos nos dias atuais animais enjaulados e engaiolados nos zoológicos, confinados em apertados apartamentos, tolhidos e contidos em suas coleiras pelas vias públicas; etc; não têm como não captar os seus pensamentos, desejos e instintos em querer mudar de lado e fazer de seus donos, os seus animais de estimação. Seria a vingança dos animais.
Já imaginou o sujeito, um jovem, uma bela jovem, uma elegante madame ter restrição na liberdade de ir e vir, ter um cardápio monótono e insosso e ser de vez em quando contida numa coleira. Assim  é a vida dos chamados bichos de estimação .
Seria a vingança dos bichos. Um alfa desses animais começaria então sua entrevista talvez “ não  com a minha frase inicial, mas com essa: “ A animalização dos humanos se tornou uma tendência irreversível”. Que o diga os ursos e onças enjaulados em zoos, os pássaros canoros presos em gaiolas, os cães que têm míseras meias horas por dia para passear em coleiras e subjugados com outros dispositivos dessas indústrias do ramo. Já pensou muitos bichos levar um vida de cachorro em nome dos mimos, dos folguedos, da satisfação e gozo  dos próprios donos!

João Joaquim - médico - articulista DM face/ joao joaquim de oliveira

GENTE OU PORCOS..

 PORCOS, BESTAS-FERAS E  IRRACIONAIS
João Joaquim  


Eu estou pressuroso, afanado, esbaforido em saber quem classificou o homem (gênero humano) de animal racional. Não, pessoal, isto não tem condições de prevalecer nos dias de hoje, século XXI, era digital e da informática , da informação e da deformação humana em condutas as mais diversas.
Não me venham com aquele papo e argumento que a coisa teve início com a história de Adão e Eva lá no Éden. Como refere a narrativa ,a razão de Eva mordiscar e degustar o fruto proibido foi a serpente. E daí começa a dúvida, quem foi mais irracional? A mulher ou o ensinamento do ardiloso ofídio?
Não me venham também com justificativas de taxonomistas da estatura de um Aristóteles (384-322 a.C ) nem de um Linné (1707-1778).
O que eu quero é que tal nomenclatura ou taxonomia seja revista. Ou que ao menos seja revisitada e haja uma nova sistematização. Assevero neste ponto porque não tem  a mínima condição de em pleno século XXI , a era da chamada hipermodernidade, todos, homens e mulheres indistintamente sejam tachados de animais racionais. Proponho por exemplo uma subclassificação. Assim: super-racional, racional, sub-racional, medianamente racional, levemente racional , de racionalidade indefinida e irracional.
Assim, inicialmente delineado, vamos aos fundamentos. O que é ser racional? Pensar e agir conforme a razão. Ponto final. Para mais clareza, o que vem a ser razão? Algumas noções simples de serem cristalizadas em nossa memória : é a capacidade de um animal (o homem é um animal ) de compreender, julgar uma ideia, um objeto, um feito qualquer. É o mesmo que juízo, prudência, bom senso. É a faculdade que eu e você temos de avaliar o que é o bem e o mal, o que é certo e errado; de considerar em cada atitude o que seja benéfico para mim e para o outro, o que é bom para o que vem depois de mim em um assento público, em uma mesa de restaurante, em um bebedouro, em um quanto de hotel, em um banheiro público etc.
Eu vou resumir dois fatos de que sou testemunha do quanto existe de gente irracional entre algumas pessoas racionais e outras poucas muito racionais.
O primeiro fato muito corriqueiro de que todos no Brasil puderam um dia  ter dele sido vítimas. Eu estava caminhando pelo Lago das Rosas(que aliás não tem mais rosas), um dos cartões postais de Goiânia. Precisei de um pit stop para um alívio vesical, a popular retirada d’água do joelho. Para isso avistei um banheiro no interior do parque e busquei-o para tal necessidade. Esse, que deveria ser um toalete , não tinha as mínimas condições de uso. Imaginem a fetidez e exalação putrefata de fezes humanas e outros excrementos de dois, três dias. Além da pestilência do ar e do ambiente, pululavam moscas e mosquitos num cenário o mais macabro e virulento em termos de imundície e insalubridade. Todo esse cenário de absoluta degradação de higiene, e de incivilidade, não precisa dizer, se deu   por gestos, atos e atitudes de quem? De humanos. Humanos que  se aliviam de suas necessidades fisiológicas e deixam seus excrementos à vista no mais alto grau de repugnância , contaminação por coliformes fecais e outros microrganismos nesses excrementos em avançado estado de podridão e proliferação de agentes patogênicos para todos os desgostos e para desgraçar a saúde de quem precisa desses bens públicos.
Nesse virulento e macabro banheiro público que deveria servir a todos duas observações; uma, a de quem deixa tal ambiente em tal estado; a outra, a da Prefeitura de Goiânia , que não fiscaliza e deixa um bem público em tal estado de repugnância e risco às pessoas, mesmo sem  usar tais sanitários. Todos os entes públicos de governos são muito eficientes para cobrar tarifas e impostos do cidadão , mas para o bem social de todos, pouco, muito pouco mesmo é feito de reciprocidade.
O segundo fato bem público ao Brasil e ao mundo foi o estupro coletivo ocorrido no Rio de Janeiro, maio de 2016. Uma horda de energúmenos e vagabundos, sedam e dopam uma jovem de 16 anos e a violentam, seviciam, estupram por horas a fio. Mais que isso, eles gravam as cenas com termos ignominiosos, chulos e obscenos relativos à vítima e postam nas redes sociais. E atenção! A polícia ainda hesitou se deveria prender ou não tais criminosos! Houve quem levantou  a possibilidade de ser a vítima a culpada de tudo. Lembrei-me de Raul Seixas que disse certa vez: “ pare o mundo que eu quero descer”
É com base nesses dois e muitos outros fatos que eu faço reverberar pelos quatro cantos do planeta essa minha queixa. Precisamos de uma nova taxonomia do bicho humano. Isto porque perante o que se pratica, nem todas as pessoas podem ser classificadas como racionais. Imaginem se alguns irracionais pensassem diante do que fazem alguns humanos. Imaginem! O quanto de urros e zurros ouviríamos como queixas porque chamamos tais bestas e feras de irracionais.
Esses dois tipos de gente , os porcos dos banheiros públicos e os sacripantas estupradores de menores, não merecem o título de racionalidade.  Junho/2016.  


João Joaquim - médico - articulista DM 

PESSOAS E CONSTRUÇÃO

A CONSTRUÇÃO DA PESSOA HUMANA
João Joaquim  


Pode parecer uma analogia ou comparação simples, mas faz sentido para melhor entendimento do que é o animal humano . Podemos imaginar a concepção, nascimento, criação e formação do indivíduo ao projeto e construção de um imóvel. Vamos imaginar uma casa qualquer. Primeiro passo, como preceituava Platão, o proprietário idealizaria esse imóvel. Como defendia o grande filósofo a realidade original e autêntica, primeiro, se faz na mente. Tudo o mais são cópias próximas àquelas imaginadas (princípio dos arquétipos).
No caso do imóvel, tem-se então o desejo, contratam-se engenheiros e arquitetos que vão elaborar o projeto, a planta, os cálculos, as dimensões e as estimativas do quantum monetário e quando aquela construção estará pronta. Complexo tal feito? Sim , mas que ao final, a obra supere até as expectativas de seu dono e as demais pessoas beneficiárias  da casa. Ou ao revés, sair uma obra que não satisfaça aos sonhos e expectativas de quem encomendou a obra; uma construção  malsucedida.
No respeitante ao ser humano o processo se dá, ou deveria sê-lo da mesma forma. O que seria a excelência ou perfeição na criação( ideia)  e construção  do indivíduo? Que, primeiro, ele tivesse a sua concepção no campo dos desejos, mente e coração dos pais. Nessa circunstância, na comunhão das ideias e desejos de um homem e uma mulher. Talvez aqui estejamos na teoria do encontro e existência das almas gêmeas, no conceito do próprio Platão.
Vá lá que seja rara essa possibilidade, a coincidência das classificadas almas gêmeas. Mas, pode-se buscar a confluência de sentimentos e desejo os mais  próximos disto. Nas palavras de Max Weber “ o homem não teria alcançado o possível se tantas vezes não tivesse tentado o impossível ”.
Vamos imaginar então um casal que idealize a concepção de um filho. A exemplo de uma casa, tudo pode ser devidamente planejado, que se inicia na fecundação, gestação com acompanhamento médico pré-natal, nascimento, criação biológica e todo o processo educacional. E façamos aqui uma distinção entre criação pura e simples e educação. Criação se faz no campo biológico como de qualquer animal. Educação envolve um processo de longo prazo, onde os pais (como engenheiro e arquiteto) têm um papel vital. A escola fará um suporte suplementar de educação ,  cultura e formação técnico-científica. Toda a aptidão moral, ética e cívica quem o faz, boa ou má, é a família, são os pais desse indivíduo( como se engenheiros e arquitetos de uma obra física).
 Por isso a comparação muito pertinente e paralela entre a criação e construção da pessoa humana( fertilização até a vida adulta) com uma obra de engenheira desde a sua fundação (fecundação da obra) até o seu arremate na parte arquitetônica, de estética e funcionalidade.
O indivíduo como sujeito ativo, participante do mundo, da sociedade à sua volta, da família que o concebeu, o  criou e o educou terá em definitivo as marcas e atributos do seu projeto de criação. Na pessoa se aplicam os mesmos princípios e cálculos da fundação e estrutura interna e exterior de um prédio.
A construção de cada um de nós começa na nossa fecundação. Tudo o mais que se espera de uma pessoa tem esta estreita conexão. Nossa integridade física, nosso bem estar orgânico e emocional, nossa felicidade, nossa integridade moral e de caráter, nosso papel como um animal ativo, inteligente e produtivo. Todos esses atributos serão fruto de todo o projeto construtivo de nossos genitores (pais). Basta que nesse sentido e planejamento, eles (pais) tenham agido como bom engenheiro e bom arquiteto.
Assim pensando e refletindo fica a pergunta: será que os casais de hoje;  nas questões de paternidade  e maternidade , na concepção e geração de filhos; andam construindo casas, prédios ou  castelos em areias movediças ou  em rocha firme?  Pelo que vimos e ao que assistimos em nossa sociedade brasileira, fica fácil a resposta. junho/2016.

 João Joaquim - médico - articulista DM - www.drjoaojoaquim.com  joaojoaquim@drjoaojoaquim.com

AEIOU...

AÉCIOU OU.....


João Joaquim


Aécio ou...Quem lê esse início de frase pensa que vou falar de política. Longe disto, pelo menos neste texto. Não disseste logo, ninguém adivinharia do que vou tratar. Tente sem ler o resto do texto e veja se acertará. Aécio ou?
Quero falar um pouco de linguagem. Não no sentido de comunicação, de retórica. Também longe disto. Quero simplesmente fazer homenagem, nominalmente, a essas cinco letrinhas, aeiou. O c entrou só para eufonia  e virou aeciou .  Pode ser que no futuro surja o verbo aeciar . Aí sim vai depender dos rumos da nossa Política que anda de ponta-cabeça e nosso senador e futuro candidato Aécio Neves. Falo então de nossas maltratadas vogais.
 Quão importantes são, apenas 5, e tão pouco homenageadas. Vejam o quanto elas representam em qualquer idioma. Tanto o são que vogal significa o quê? Voz, vocálico, que está em voga.
Na verdade, as vogais são de tal importância que uma palavra, uma expressão não existiria sem a sua participação. Elas são como que as escoras da alma do idioma. Falar delas aqui significa apenas dissertar  o seu lado estético, sua configuração e um pouco do que elas passam como símbolo, com o desenho peculiar de cada uma. E tal significado já existia em suas origens. 0 a por exemplo em fenício, que chamavam de aleph significava boi, o que nada tem a ver com o bicho como grafada em português. Os gregos a herdaram como alfa. Os romanos e outros povos a denominaram então como á. E assim se transmutou para o Latim e Português.
Uma questão que levanto aqui de imediato se refere ao espírito das vogais e de todas as letras como um todo. Seria no sentido parecido com o chamado Espírito da leis( vide obra de Montesquieu) , lei maior e lei menor; para as vogais adotaram a mesma filosofia. Por que o tal formato minúscula e maiúsculo?  Pura discriminação e mania de grandeza. Temos por exemplo o a. Ele mais parece uma chaleirinha bojuda com um rabicó, ou um anãozinho com obesidade abdominal.
Já o A, não. Ele pode até ter aquela megalomania das maiúsculas. Mas há quem diga que ele é um V decaído. É como se ele num pugilato tivesse levado um cruzado e pluft plaft  , virou de ponta-cabeça , perdendo o sentido de vitória.
Sobre o é, duas considerações a fazer. O minúsculo lembra uma elipse mal resolvida. Parece que se rompeu em um ponto e por vaidade se grudou fora da outra extremidade. O maiúsculo (E) é outro cheio das manias de superioridade. Tanto que basta um giro de 180º e torna-se  três. Três vezes valorizado (3  ).
Agora se tem uma vogalzinha desprestigiada, estamos a falar do i. Ela sempre se mostra aquele palitinho desmilinguido e desprestigiado;  com um detalhe, têm muitos que o desenham sem aquela bolinha na cabeça. Na verdade, imaginária, porque nem isso preocupou ao seu criador. O bom é que na maioridade ele perde o direito à bolinha, isto é, ao pingo no i. Ele tem um mérito , de compor aquele adágio: por os pingos nos ii. Ou seja, as coisas no devido lugar.
Em se falando de superioridade e vaidade não houve dessas com a vogal ó. Tanto no maxi como no mini ela mantem o mesmo “design”. O que me admira nessa vogal é aquele seu ar clássico, filosófico e circunspecto. Não é à toa que  a vogal  ó simboliza o  olho humano. Também uma bola, o sol, uma roda e outros objetos e corpos circulares.
E para avacalhar geral vamos à letra ú. O que fica de sugestão é que havia duas hastes de um metal flexível. Cortou-se um segmento e fez-se o u menor. Do restante, dobrou-se e surgiu o u em formato maiúsculo. E para finalizar o que fazem de confusão com o tal de acento no ú. Parece ser vingança com a pobre vogal porque ela mais espeta do que assenta alguém em suas duas extremidades superiores. É um tal de acentos trocados que é uma grandeza. Bem, imaginem essas palavras : bambu, Iapu, grajau, genipabu, urubu, angu, tatu , bau   . Afinal, quais têm e não têm acento? E falando em acento, deixe  eu me  levantar de meu assento e cuidar de assentar outras coisas mais sérias. Até . Junho.2016

João Joaquim de Oliveira  Médico Cronista do DM Goiânia Go  facebook/ João Joaquim de Oliveira   

OS RISCOS DO CASAMENTO..

 SOCIEDADE DE ALTO RISCO
Joao Joaquim


Nós humanos nos expressamos muito pelos nossos sentimentos, desejos e intenções. Eu posso expressar-me pela amizade, pelo amor, pela empatia, por uma admiração qualquer, em relação a outra pessoa, animal ou mesmo objeto como um bem pessoal ou obra de arte. Essas são formas habituais de nossas expressões no dia a dia.
Da mesma forma podemos nos expressar de forma negativa, destrutiva ou de anulação do outro. Por exemplo quando eu faço uma consideração de descontruir o conceito, a moral e imagem de alguém;  ou mesmo a expressão de ideias que possam desacreditar e infamar um desafeto ou rival que seja.
 Dentre os piores sentimentos há por exemplo o ódio, a vingança, as atitudes de inveja em relação às qualidades morais e pessoais ou mesmo ao sucesso econômico de um terceiro. E como há pessoas com esse perfil!  Muitas de forma ostensiva fazem essas ofensas, até com natureza preconceituosa e discriminatória, por exemplo através das redes sociais da internet. Preconceito e injúria pessoal ou étnica parecem acompanhar o homem desde que ele colocou os pés na terra.
Quando se fala em expressão de sentimentos negativos nenhum há de mais perverso do que o ciúme nas relações conjugais. Tais  reações humanas constituem um vasto campo de psicopatologia, cujo entendimento continua enigmático e difícil de se deslindar. Como compreender e justificar uma relação que se inicia com juramento de amor, cuidados recíprocos e muitas vezes termina em graves conflitos, agressões físicas, assédio moral e até assassinatos? Esses sentimentos de anulação, de aniquilamento, de ciúme e possessão do cônjuge chegam aos extremos daquela justificativa do agressor(a) , homicida (ou feminicida):  “matei por amor”. Nada há de mais desarrazoado e insensato do que tal explicação de um agressor, que se dizia apaixonado e protetor do cônjuge e se torna um carrasco ou assassino de quem antes era objeto de seu amor, de sua conquista, das relações afetivas e carnais.  
Nessas questões de agressões  contra a mulher, a violência  nunca esteve em tamanha evidência. Quando se diz aqui violência contra a mulher se expressa dessa forma porque ela, a mulher,  de fato tem sido a principal vítima nas desavenças  conjugais. O homem num percentual muito menor.
No concernente à violência do homem contra a mulher o que parece existir é de fato, de forma ancestral, uma ideia ou instinto  do gênero masculino de poder, de posse, de subjugação da mulher ao indivíduo mais forte, de mais domínio do macho sobre a fêmea. O que sugere é mesmo existir um ranço desses conceitos filogenéticos até mesmo pela dedução, e conhecimentos empíricos de outras espécies, além dos hominídeos e primatas. No mundo animal basta observar as raras espécies onde a fêmea exerce poder e dominância sobre o macho. De pronto quem me vem à lembrança é a aranha viúva-negra (latrodectus mactans ). Trata-se da aranha mais venenosa do mundo; ela se caracteriza por atrair o macho, de tamanho menor, promover a corte com infrassons e odores inebriantes e muitas carícias com seus palpos. Após a cópula e ser fecundada, ela mata o parceiro e ainda pratica canibalismo; ela devora o macho. E dizem os apreciadores que a carne é muito saborosa.
Em matéria de relações humanos afetivas ou de desamor pós amor, em se tratando de ciúme ou sentimento de vingança por deslealdade no amor (traição), o que se tem é um labirinto e muitas interrogações. Isto mostra o quanto é complexa a psique humana, inclusive no seu trato de amizade, amor, afeto e desafeto.
De certa feita eu dei um conselho a uma amiga, que se sentia deprimida há 6 meses pela separação. Perguntei-lhe:
-  o que é o casamento?
-Uma sociedade , com juramento de eterna ; dois sócios.
- Qual o risco de qualquer sociedade, anônima, pública, privada ou conjugal? O risco de não  dar certo.
Disse por fim, toque a vida de forma solo ou tente outro sócio.
Ela fez a segunda opção. Um ano depois se sentia muito feliz e realizada.
Essa é uma lei das relações humanas. O namoro, o casamento é uma sociedade de alto risco. O que não se pode é o homem se achar proprietário da mulher, ou vice-versa,  e frente a um fracasso conjugal ter o sentimento de vingança com qualquer forma de violência. Ele, o homem, não é forte e de poder? Que conquiste então  outra parceira. A mulher não se caracteriza por ser sensível, intuitiva, tão inteligente quanto o homem ?  Por que se lamuriar diante de um fracasso conjugal . A vida é dinâmica .   Junho/2016.  


João Joaquim - médico - articulista DM - www.drjoaojoaquim.com  face/ joao joaquim de oliveira

COM ARMAS E SEM ALMAS

A INSANIDADE DE POSSE E  PORTE DE ARMAS DE MORTE
João Joaquim  


Há certas sandices que só podem prosperar e vicejar na cultura do povo americano. E há  certos projetos de lei que só podiam ter sido aprovados no congresso brasileiro. Todos ouvimos a trágica notícia nesse 12 de junho de 2016, dia dos namorados, sobre o atentado de um terrorista americano, na  boate pulse,  Orlando , quando 49  pessoas foram executadas e 53 ficaram feridas. Algumas em estado crítico. Um cenário bélico .  
O atentado, como vem repetindo as agências de notícias, é classificado como  um ato terrorista doméstico. Mas, um grupo terrorista já o reivindica para si.  Trata-se de um jovem americano, cuja família tem ascendência afegã. O autor dos assassinatos, de nome Omar mateen(29),  foi executado pela polícia local.
Ao que parece, a nação americana, através dos poderes constituídos; congresso, judiciário e executivo; levará mais 50 anos e centenas, talvez milhares de pessoas assassinadas em atentados como o dessa boate, para entender de forma contundente e convincente que arma de fogo não é um objeto que se porta como um celular ou canivete. 
Pode sugerir um desdém e escárnio à inteligência ianque. Mas, que cultura é essa, desse povo tão evoluído, tão livre e tão tecnológico em possuir e portar armas tão letais e tão destruidoras? Por mais que se queira, tal interpretação soa inaceitável. Todos quantos já viajaram e conhecem os E.U.A sabem o quanto o país é  diuturna e  muitíssimo bem  policiado, o quão eficazes e céleres funcionam as leis, a polícia e a justiça. Por essas e tantas outras instituições é que não se compreende, primeiro, essa arraigada e recalcitrante cultura de porte e posse de arma de fogo; segundo, do próprio congresso não ter um projeto de lei de proibição do livre comércio e trânsito tão fácil  de armas de fogo. Lá , o cidadão sem antecedentes criminais pode ter quantas armas quiser.
Se lá na terra do tio Sam temos o que podemos chamar de insanidade, qual seja  a livre aquisição e trânsito de armas, por falta de lei que o proíbe, como tachar uma lei  brasileira que expressa justamente o contrário? Por aqui tal lei é no mínimo inócua e letra morta, para não dizer outra asnice. Vamos às diferenças entre lá e cá .
No Brasil, como se sabe, houve uma consulta popular ,  em 2005, o povo disse não à proibição do  comércio de armas de fogo (64% contra) , mas o  congresso aprovou a lei do desarmamento( governo do Presidente Lula da Silva). Possuir uma arma de fogo em casa, no carro ou na cintura é crime. Além de ter o bem (no caso o mal, a arma) tomado, o cidadão ainda responderá pelo delito. Aqui temos outra insanidade política no Brasil; então por que consultou o povo? Quanto dinheiro jogado fora com plebiscito, urnas eletrônicas , e outras idiotices .
A diferença de eficácia de uma lei que criminaliza a compra e propriedade de armas de fogo no Brasil( vetado o porte de arma)  e U. S. A( porte livre) está justamente nas desigualdades de todas as instituições dos dois países. E isto começa pela eficiência das polícias de lá e de cá, no controle e fiscalização de fronteiras, no contrabando, na pirataria; e sobretudo na eficiência e prontidão da justiça, em todos os níveis, em especial nos crimes contra a vida. Sabe-se que as polícias e justiça brasileiras elucidam não mais do que 15% dos homicídios. Além disso nosso código penal está completamente desatualizado. 
No Brasil, à medida que se desarmou os cidadãos honestos e trabalhadores, houve um incentivo ao reaparelhamento dos criminosos. Tal inversão no poder de fogo dos criminosos  e de reação das vítimas  se nota nas estatísticas de assassinatos, de assaltos à mão  armada, em execuções a sangue frio e tantas outras tentativas de homicídios e crimes por lesão corporal.
O estatuto do desarmamento no Brasil, embora não tivesse intenção seletiva, ele assim se tornou, de forma indireta. E se torna fácil seu entendimento. Qual o criminoso ou procurado pela justiça ia querer desfazer-se de seu principal instrumento de “trabalho”, sua arma de fogo? É pouco crível que algum desses tais tivesse tal iniciativa.
Portanto, são duas nações. O americana, onde a banalização da compra e circulação livre de armas, continua a assistir às piores perversidades de execuções e atentados por mentes perversas, por terroristas  e  condutas psicopáticas. Como país de 1º mundo e com instituições de Estado altamente operantes é de se supor que leis proibitivas pudessem minimizar em muito tais massacres. O próprio presidente Barack Obama, tem opinião de que se deva proibir o porte de arma , e o faz de forma sincera , com se vê  e ouve em seus discursos. Não há dissimulação ou hipocrisia em suas teses. 
Já em nossa nação Brasil era mesmo pouco acreditável que tal lei funcionasse em minimizar tanta violência. Tal legislação em nosso caso foi no mínima inócua e inoperante porque o que se viu foi o recrudescimento de toda espécie de crimes  contra pessoas, e contra o patrimônio público e privado, com o emprego de armas de fogo; algumas até com alto poder destrutivo, a exemplo de fuzis, escopetas e metralhadoras, exibidas por integrantes dos chamados crimes organizados. É o estado bandido , altamente ativo e disciplinado ou “organizado” dentro do Estado Oficial. Que triste!   Junho 2016.

OS HIPOS..

HIPÓCRATES , OS HIPOCONDRÍACOS E OS HIPÓCRITAS

João Joaquim  



Uma questão de grande relevância no mundo e na relação das pessoas com as coisas é o correto emprego das palavras. Só para rememorar a palavra palavra  vem do grego paróbole, parábola. Fazendo uma tradução livre temos; para, ao lado, paralelo; ballein, atirar, jogar, ou seja: palavra  seria um sentido próximo, paralelo, por comparação.
 É tão interessante o ofício de nomear as coisas que tudo começou lá no Genesis 1-5- E Deus chamou à luz dia; e às trevas noite. No Genesis 1-10: E chamou Deus à porção seca terra e às águas mares.
Ainda no concernente ao poder das palavras temos no livro de São João capítulo 1-1 No princípio era o verbo, e o verbo estava com Deus, e o verbo era Deus. No 1- versículo 3- Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi se fez.
Ao criar o homem (Adão) e deste a mulher (Eva) Deus permitiu que o homem nomeasse todas as coisas e seres vivos sob o seu domínio. E esse é um mister, um atributo dos humanos em todos os tempos. Nessa função ninguém é tão interessado como as crianças. Basta lembrar das repetitivas perguntas próprias da infância: Por que? como? O que é isso? Essa sedenta curiosidade deveria ser uma permanente energia do ser humano. Muitas vezes nos conformamos em ouvir e  ver as coisas sem nos preocuparmos com a causa e o por que de sua existência. Esse é, aliás,  o propósito maior da Filosofia que procura enxergar  além do óbvio.  
A propósito da curiosidade infantil e juvenil eu conto uma historinha que me ocorreu. Um adolescente de 15 anos, de aguçada curiosidade, ao avistar-se comigo em minha atividade de Esculápio inquiriu-me sobre o parentesco das palavras Hipócrates, hipocondria e hipocrisia. 0lha que não é para menos aos olhos dos que têm interesse na origem das coisas e por que de cada condição, estado ou objeto (coisa) ter tal nome. Qual seria então o nexo existente entre essas três palavras que tem em comum, digamos, essa raiz hipo?  Elas têm algo em comum ou não? Veremos.
Como de muitos sabido Hipócrates foi um filósofo e médico grego (460-377 a.C). De registro na história é considerado o precursor da medicina, sendo por isso alcunhado de o pai da medicina. Sua grande contribuição se fez sobretudo no campo da Bioética. Sua influência se tornou tão marcante que o juramento profissional de todo iniciante na arte de curar é o que ele próprio, Hipócrates, fez naqueles idos séculos antes de Cristo. Além de seus insignes postulados nas relações éticas médico/paciente ele deixou vários outros escritos sobre patologia humana, de muita importância até os dias de hoje. Ele é considerado o primeiro filósofo clínico; hoje uma área  de pouca visibilidade e subvalorizada, mas que existe em alguns centros como especialidade médica.
A palavra hipocondria vem  de hipo=sub ou abaixo e chondro= cartilagem (das costelas por exemplo). Trata-se de um estado depressivo obsessivo, onde, o indivíduo supõe ser portador de alguma doença que escapa ao olhar e exame clínico de muitos médicos consultados. É comum tais doentes perambular por vários profissionais e especialidades na ilusão de serem portadores de alguma doença que tais especialistas e exames não são  capazes de diagnosticar.
E por que da palavra hipocondria para nomear tal estado psicopatológico? Justamente porque o fígado se aloja num espaço chamado hipocôndrio. Um recesso bem abaixo das cartilagens (condrios) das costelas direitas. Assim, esse órgão, como bem protegido e de mais difícil acesso ao exame físico se torna o último reduto do hipocondríaco . Ele sempre supõe  que sua doença está ali oculta da avaliação médica e dos exames de imagem. Quanta injustiça com o fígado, que é o órgão que menos adoece em nosso corpo. A maioria das doenças hepáticas têm origem no alcoolismo e nas hepatites virais.
A palavra hiprocrisia, vem do grego  hypocrités. Eram os atores dos antigos teatros gregos. Como do senso comum, o ator diz, expressa alguma coisa ou representa  alguém que ele próprio (o ator) não é, embora possa existir alguma coincidência. Isto seria o cúmulo na arte teatral, o sujeito representar algo de si próprio. Hiprocrisia é isto, é a dissimulação ou fingimento de uma qualidade, um sentimento, uma ética que o sujeito não tem ou é incapaz de cumprir. Seria aquele conselho mais do que sincero: faça o que digo e não faça o que eu faço. Segundo estatísticas, a cidade de maior incidência de hipócritas é Brasília. Nesse ranking o Brasil desbanca todos os outros países. Primeiríssimo  lugar.
Enfim com esta breve digressão foi possível falar da importância das palavras. O que se pode concluir é que Hipócrates, não foi hipócrita. Mas, ele já naqueles tempos os assistira muito, tendo em vista que o hipocondríaco não passa de um hipócrita  . E certamente assistira a algumas de suas encenações. Não podendo deixar de considerar que o grande filósofo e precursor da medicina descreveu e muito bem essa afecção milenar, a hipocondria, que até os dias de hoje é  motivo de muitas consultas e  exames de imagem sem uma base orgânica que o justifique.
 Hoje já se sabe que temos a hipocondria reversa. Trata-se daquela condição, de alguns profissionais médicos, que por uma deficiência técnica e ético-científica  recomendam um rol de procedimentos diagnósticos e tratamentos , sem base científica;  trata-se do popular charlatanismo. E como eles têm proliferado, nesses tempos de tantas faculdades ruins e deterioração da educação em todos os níveis.   Junho / 2016.

Idio.abestalhados...

SOMOS TOP EM COMUNICAÇÃO , MAS IDIOTAS E ABESTALHADOS  EM EDUCAÇÃO

João Joaquim


Deu-me em mente, e eu o faço nesta sumária digressão, em fazer uma compilação ou avaliação entre o mundo tecnológico e o mundo de formação cultural da sociedade. E busco nesse paralelo mais seletivamente os órgãos de imprensa, jornalismo e mídias virtuais.
Assim estabelecido, em faço aqui uma retrospectiva. Suponhamos que 100 anos atrás, algum visionário, algum demiurgo escrevesse um tratado de como  seria o mundo daí a um século. O quanto teria o mundo , por exemplo o que temos hoje. Isto em se falando em instrumentos e meios de comunicação. Jornais impressos de toda ordem, fresquinhos do prelo, de fácil acessibilidade  a todos, radiofonia, televisão, informática, internet, redes sociais, telefonia móvel. Eu fico imaginando o quanto, primeiro, do espanto, incredulidade e pasmo de muitos dessas profecias. Depois para outros cidadãos e sonhadores com o progresso , tendo tais possibilidades como reais.
E então para todos aqueles afeitos à cultura, para os brasileiros mais pensantes; e sobretudo para educadores, cientistas, jornalistas e escritores. O que pensariam esses grupos de pessoais cerebrais? Certamente esperariam que o nível, o grau, a qualidade, o padrão de cultura e conhecimento estariam na melhor das avaliações e escalas com o nível de progresso e tecnologia conquistados.
Assim posto e com tais provocações iniciais faz-se necessária a irônica interrogação, o nível cultural de nossa sociedade, guardadas as relações e critérios de qualidade, melhorou? A resposta é um contundente e rotúndico não.
É evidente que melhorou substancialmente o nível de alfabetização, o nível e taxa de matriculados em escolas, a taxa de diplomas universitários etc. Mas, quando se fala em cultura, em informação que agregue algum valor de melhora do indivíduo como um ser crítico e pensante, em um indivíduo cidadão responsável e participativo etc; nesses quesitos e valores sociais os avanços do jornalismo e da imprensa, em todas as suas modalidades não acrescentaram quase  nada qualitativo na vida das pessoas.
Para uma clareza meridiana é oportuno que repisemos o termo informação. Numa definição singela é tudo aquilo que chega aos meus sentidos, à minha mente e cérebro. E é quase tudo o que fazem hoje todos os órgãos de comunicação, como a internet e suas rebarbativas, estéreis e enfadonhas redes sociais.
Cultura e formação são outros conceitos muito diversos do que simplesmente as notas, os alardes, as manchetes, os apelos, os marketings, os reality Shows, e tão vastas futilidades que nos são exibidas em todos os veículos de comunicação.
A verdade cristalina e crua é que evoluímos sobejamente em todos os quesitos imagináveis , quando pensamos 100 anos atrás,  em matéria de comunicação era tudo utopia o que temos hoje ao nosso alcance e em nossos dedos. Com uma não menos significativa característica: trata-se de comunicação  a mais humana e a mais social e democrática, qual seja a de ser de baixo custo ou grátis. Basta pegar os exemplos do rádio e da internet com suas tão populares e massivas redes sociais. Esses são avanços tecnológicos e recursos de comunicação antes impensáveis que pudessem ser alcançados pelo engenho humano. Alcançamos como uma realidade sem volta, porque a cada dia temos mais e mais avanços.
Todavia, com tudo isso ao alcance da maioria dos brasileiros não nos ascendemos, não progredimos como era de supor, que fosse há 50 ou 100 anos, nos índices de formação humana, em qualificação em termos de civilidade e ética e em cultura e formação tecno-científica.
Só como argumentos, temos hoje um número maior de celulares do que gente. Celulares que são microcomputadores de bolso. O portador dessas mídias é bombardeado 24 horas/dia com centenas de informações. Muitos desses usuários não sabem redigir corretamente um bilhete, não sabem uma regra de três, nem uma equação de 1º grau.
 Enfim, que diabo de avanços em jornalismo e comunicação foram esses conquistados pelo homem, e que a um só tempo o embrutecem, o desqualificam , o idiotizam; e vem aniquilando a cultura e a formação do indivíduo como uma pessoa cidadã, ética e construtiva? Onde vamos parar com tantas ofertas  de futilidades, de nocividades e superficialidades que nos rodeiam? Ops ,  dê licença , tem um torpedo no meu WhatsApp – Eu volto-   Junho/2016.  


João Joaquim de Oliveira  Médico Cronista do DM Goiânia Go  facebook.com/ joao Joaquim de oliveira