domingo, 30 de outubro de 2016

Trabalho...

OS INVENTORES E DETRATORES DO TRABALHO
João Joaquim  

Quando pego na pena neste exato instante eu sinto estar executando um tipo de trabalho. E é exatamente sobre ele que deu-me na telha em dissertar. Eu tenho a nitidez plena de que já houve outros milhares. Milhares? Talvez milhões de artigos sobre a mesma matéria. Trabalho é o que nunca faltou para a humanidade. O que sempre faltou foi energia em muitas pessoas para laborar, produzir, suar a camisa, usar a massa cinzenta; enfim prover o próprio sustento.
 O que tem de gente que vive às custas de outras pessoas, não está nas estatísticas do IBGE. Gente hígida e perfeita.  Isto porque aquele censo que saiu recentemente sobre os nem, nem (nem trabalham, nem estudam) é subestimada. Aliás, parece que estatística é a ciência da inexatidão das coisas. Até fundado no fato de que muitas informações são colhidas com as pessoas. E aí temos a turma que diz a verdade e a da mentira.
 Como fiar então nos dados estatísticos? O trabalho mais confiável que conheço sobre o trabalho, e certamente o primeiro e piloto em tão importante matéria foi elaborado em 6 dias. E é tudo o que nos revela. O autor é ninguém menos que Deus. Está lá no Gênesis. E não foi pouca coisa, tanto que ele se deu o direito de descansar no sétimo dia. E o fez muito bem porque foi obra mais do que hercúlea. Tanto que ele não permitiu que o homem em momento nenhum se desse a conhecer dimensões, volume e peso de sua produção. A gente pega o exemplo de uma estrela de 5º grandeza; qual o seu tamanho, volume e peso? Algo imensurável e incognoscível em termos de inteligência humana.
A questão a se lamentar é que Deus teve toda essa trabalheira da criação de seu mundo, separou ar, mares, e terra e  dividiu tudo.  Deixou para o homem cuidar e lotear entre a parentela e todos sabemos o resultado. Foi aquela brigaiada entre herdeiros e mais consequências. O todo poderoso se arrependeu! Não de ter feito o mundo, mas sua principal criação. O homem;  entrou em  tanta confusão, contendas por bens e terras que  duram até hoje. No início quem de fato salvou a humanidade foi o pio e justo Noé com sua família. 
Não fosse a fé desse personagem, adeus humanidade e toda bicharada recolhida e salva em sua arca. Conta-se que de cada espécie ele abrigou 7 casais. Agora! como coube tudo em sua arca?
Então convenhamos, essa parte foi apenas uma pequena mostra da primeira matéria, sobre o primeiro trabalhador desse mundão de meu Deus! Feito esse lembrete sobre o primeiro registro que versa sobre o trabalho, poderíamos citar dezenas, centenas de outras obras humanas. E perderíamos tomos e tomos em tão vasta matéria. Melhor então, para ser justo, fazer apenas considerações genéricas. Se cito por exemplo os trabalhos dos Macabeus, virão pessoas me questionar, ah, e os feitos do império Grão-Mogol? Os de Gengis Khan?
Em se falando de pessoas, se exalto as fases e escritos de Karl Max, virá alguém e me questionará, mas e os códigos de Cícero de Avicena? Avicena? O que de mais laborioso fez o lendário Avicena? Perguntará outro mais aficionado de tão mítico navegante da nossa História. E já quadrando tão inútil e tacanho artigo sobre o trabalho, pode-se hoje cravar seu medo de errar: a humanidade hoje está assim dividida: a classe dos que trabalham, e a classe dos que nada fazem, e nada quer com a dureza. Para esses o bom seria comida, sombra e água fresquinha de beber, ou quente de banho ,  que viesse  de Caldas Novas e Pousada do Rio Quente GO . Com um detalhe, nada dali sairia de graça, porque como as coisas ali andam salgadas no preço!  Isto porque as fontes jorram em borbotões da própria natureza.
Agora , sem muito alarde e  maior divulgação, o que tem de gente robusta, forte, sedentária e obesa vivendo às custas, primeiro da previdência social, que era para ser previdente,  um seguro de vida, mas não é .  Depois tem gente tão dissimulada, tonta e vagabunda que muitos se dão ao caradurismo de viver às expensas de marido, da mulher, do pai, de irmãos e até de outros parentes carentes com suas minguadas aposentadorias do INSS.
O que eu recomendaria a tais mínimos deficientes, que seja a mão , uma perna, ou um dedinho ;  que mirem no exemplo dos paraolímpicos. Quanto de energia e superação de todos os limites e déficits físicos !  Pior que isso, tem gente robusta , forte, que se diz inteligente que vive às expensas de outros ao jeito de parasitas e comensais. Não pode, não pode. É muita falta de vergonha e brio de parte dessas pessoas que nada fazem  em suas vidas.
Não é sem razão e sem vazão que muitas famílias continuam cada vez mais depauperadas e a previdência mais quebrada que arroz de segunda O pior é que se Deus enfurecer de novo com a humanidade, está faltando Noé para salvar a nossa raça. Como falta água da boa, restará fogo de enxofre na queima desta e nascer uma nova humanidade.     Outubro/2016.

Estupros nas educação..

LINCHAMENTO E ESTUPRO,  ATÉ  NA ESCOLA
João joaquim

Quando me contaram que um linchador entrou na escola para linchar a professora, tal notícia me trouxe um certo pasmo e arrepios pela violência. Mas, como o agressor não deu cabo ao seu intento de extermínio, logo me adaptei à situação. Pelo que me narraram, esse discípulo de Willian Lynch (1742-1820) inconformado com sua reprovação, ele como aluno do 2º ano médio, quis uma vingança, um modo de justiçar uma causa pessoal, sem o devido processo legal. Ele tinha sido reprovado em Educação Física, Artes e Português.  Por sorte outros professores daquele colégio e presentes à circunstância salvaram a pele da colega do inopinado agressor, que preso em flagrante responderá ao inquérito e todo o justo processo.
A segunda notícia eu a repico e se deu no interior do Pará. Ela também envolve uma escola de ensino secundário e em sinopse foi assim: a professora, finda a aula, de período vespertino, fez um serão no sentido de preparo para atividades do dia seguinte. Ela encontrava-se só. Foi quando o animalesco sujeito adentrou o recinto escolar. Ele veio da rua e transpôs o tapume divisório; também conhecido como muro se segurança.  O crime não se consumou. E por pouco ele não sofreu linchamento pelos socorristas que, tempestivamente, o detiveram e repassaram sua custodia à polícia local.
Como se depreendem ( leitores , estudantes e professores) desta crônica escolar, tanto para mim que vos faço tal narrativa, como para muitos outros Brasil a fora, o pasmo e espanto já não se fazem com tanta intensidade ; a violência vem permeando as nossas vidas. A escola que deveria ser um ambiente sacro, bem que poderia estar incólume a ação de mentes insanas e corações tão desalmados. Certamente que para tais agressores faltaram cidadania, ética, educação de berço, da vida e mais valor à cultura.
 Agora, as notícias do momento, versando sobre escola que vêm me provocando alguns repelões são bem mais aterradoras que as de tentativas de linchamentos e estupro de professoras.
Todos aqueles aficionados à leitura devem ter lido uma notícia pasmosa. Acreditem, o país ainda tem o clube, a trupe dos que leem, a população dos que amam o livro físico, aquele maço de folhas de papel, que conforme o tempo de prelo tem textura e cheiros característicos. A notícia de muito espanto foi aquela tendo como personagem  a editora Cosac Naify. Ela que edita livros em encadernação luxuosa, mas vem enfrentando crise financeira há mais de 5 anos. No entanto, esta não é a notícia que dói os corações amantes da cultura e   boa leitura.
 Ocorre que a Cosac Naify tem um acervo de 400.000 livros e eles podem ir para o lixo. E o que é pior, picotados. Ou seja, além de descartados , essas joias da cultura podem sofrer essa espécie de linchamento. A pergunta que não quer calar é: por que não podem ser doados para escolas públicas e carentes?. Ou mesmo para organizações não governamentais(ONGs) voltadas para alfabetização e cultura ?
De acordo com a direção financeira da editora, a doação do estoque livresco custaria mais caro que a destruição. É uma insensatez prestes a se materializar, não sem muitos protestos e outras dúvidas do porquê do silêncio das autoridades da Cultura e da Educação. Seria até uma falta de educação , essas pessoas, na função de governantes,  não se manifestarem. O que fazem nossos gestores do Ministério da Cultura( MinC) ? Há poucos dias, esse ministério foi quase extinto. Os protestos de artistas e outros segmentos salvaram-no da guilhotina.
A 4º notícia que mais causa estupefação e inconformismo refere-se a reforma na educação do ensino médio. Em curtos termos, houve uma flexibilização no currículo do ensino fundamental. Mantiveram matemática, português e inglês como disciplinas obrigatórias. “ Todavia, contudo e entretanto”, educação física e artes são opcionais. Farão  estas matérias quem quiser. Em síntese, se a educação em outras áreas do conhecimento não andam lá essas coisas, a do corpo (físico) e da criação também que se danem. Mais uma daquelas frutinhas raras de nossos governos. Ao fim e ao cabo são linchamentos, estupros, uma forma subliminar de violência  até na educação brasileira. Quão triste!                  out/2016.

Paraolímpicos

LIÇÕES DE OURO DOS ATLETAS PARALÍMPICOS 

 João Joaquim de Oliveira  


Eu vi com muito interesse parte dos jogos das paralimpidas. Aliás, por que não parolimpiadas, já que o sentido, o núcleo central é olimpíada e não o prefixo para, proximidade, semelhante. Mas paralimpiada foi oficializada e tudo bem. O que importa é o espírito, o denodo, a energia e superação dos competidores.
Nos últimos jogos paraolímpicos, isto mesmo,  há 4 anos eu gostava até mais do verbete paraolímpico, eu escrevi uma crônica sobre o exemplo daqueles atletas, que por reveses da vida são classificados de portadores de necessidade especiais (sic). Na verdade, esta competição sim, deveria merecer por iniciativa pública e privada muito mais incentivo e apoio do que tem recebido. Todos os canais abertos de TV deveriam transmitir em rede as paralimpiadas. Seus protagonistas, os paratletas, deveriam servir de exemplos não só á garotada e juventude, mas a todos os brasileiros .
Mas, por que uma rede globo, uma Record, não se interessam por patrocinar uma olimpíada de “ portadores de necessidades especiais”? justamente, estas duas emissoras de TV aberta, que tanta brigam por audiência! Ora bolas! Estas redes de comunicação que tanto investem em programas de reality shows, big brother, em novelas em horários nobres vão lá se interessar por jogos parolímpicos! Para que? O que essas TVs gostam de mostrar são atletas de corpos esculturais, rigidamente malhados por academias e exercícios diários. Ou seja para essas empresas de mídia, o que vale são corpos bem turbinados, belos  em anatomia e sensualidade estonteante, ou seja na concepção dessa gente de TV aberta, vale o invólucro, a embalagem, a aparência exterior. Aqui tem peso e valor  os interesses venais e mercantis dos patrocinadores, o faturamento de milhões e pronto.
 Mas, tornando ao que interesse: os atletas parolímpicos. Se a gente for definir a importância, o valor de uma conquista de medalha pelo grau de dificuldade na disputa, este grau máximo está com os parolímpicos. Uma coisa é praticar um esporte, tendo braços, pernas e cérebro normais, outra muito mais complicada é ser amputado de um , dois membros, ou ter sido vitima de paralisia cerebral. A maioria desses competidores (natação, corrida, ciclismo) ganharia de muitas pessoas normais, mesmo sendo atletas. Os índices alcançados mostram  isso. O número de medalhas conquistado deve dar uma certa vergonha aos atletas normais, que estiveram nas olimpíadas de Londres/2012, foram 21 ouros, 14 pratas, 8 bronzes. Na verdade todo esse pessoal das paralimpiadas, deveria receber do governo brasileiro mais do que  medalhas e honrarias. Deveriam ser erguidas estatuas, bustos dos vencedores em praças públicas. Mas, estátuas reais,cópias fieis da anatomia da pessoa com exaltação de seus feitos e conquistas. No fundo, esses dignos brasileiros, têm na essência não necessidades, mas atitudes e vontades especiais. Uma energia, uma alegria , uma felicidade que vem não se sabe de onde! Eles representam modelos, exemplos não para amputados e portadores de outras disfunções, mas para nós ditos normais, com tudo em cima e perfeito.
Não é incomum em nosso dia-a-dia a gente deparar com pessoas que acham que o emprego é que os deve procurar; pessoas que toda trapaça faz para obter uma aposentadoria na previdência social sem merecê-la e outras falcatruas a mais para viver a La Macunaíma . Sabe o que é pior?  Existem  médicos e outros gestores públicos  que se acumpliciam e são subornados para tais fins. Todos deveriam ser processados e devolver os valores recebidos desonestamente. Todos estes maus brasileiros, malandros, acomodados, passivos diante dos obstáculos da vida deveriam mirar no exemplo dos atletas parolímpicos.
 Com certeza seria um belo começo para mudar a si próprio e o país. Viva os brasucas parolímpicos, exemplos de bons brasileiros, de garra e superação  !     

ganho ponderal...

CONVERSA MOLE   SOBRE GANHO PONDERAL
João Joaquim 

Eu tenho para mim que nunca dos nuncas se falou tanto em obesidade como se fala em nossos tempos. Que tempos são esses? Estamos na era do predomínio do liberalismo ergonômico( produzir muito com pouco esforço), do cômico (de comedia e comer com diversão ) e  da crise econômica. O capitalismo ,que se manifesta na indústria e no livre-mercado, aproveitou essa deixa e pôs suas garras nesse filão de clientes. Comerciar e comer, eis os dois verbos mais conjugados nesses tempos, que se não rimam, combinam nas propagandas envenenadoras e enganadoras do consumismo. 
É o comunismo( não político) na mesma comunhão  de-  todos têm o direito ao prazer, ainda que passageiro, do se fartar, do se empanturrar de porco, de vaca (atolada ou pura), de aves , de frango e galinha  e tudo mais de roldão como acompanhamentos que vão da batata-palha às massas de trigo consumidas e apreciadas pela massa humana.
 Somadas a todas essas frituras, gorduras saturadas de carbono e de colesterol,  ou trans,  vêm as bebidas em profusão. Elas que não se destinam a fisiológicas hidratações, mas em libações prazenteiras, sedantes e excitatórias. São hábitos que, à moda dos antigos romanos, levam muitas vezes aos reflexos vomitórios, tudo como resultado do liberalismo gastronômico do comer, comer, comer;  para o fim de ao menos assim ter e obter o máximo de prazer; como já preconizam os epicuristas de priscas eras.
 “Nenhum prazer é, por essência, ruim: é o que produzimos com ele que, dependendo do tamanho de seu sofrimento, ditará se realmente valerá ser saciado. O prazer de tomarmos um copo de água quando estamos com muita sede é tão verdadeiro quanto o sofrimento de ser afogado pelas águas do mar. As drogas, por exemplo, usadas sem critério médico, podem produzir um mal muito maior que a euforia ou bem-estar que causam quanto ao prazer imediato que proporcionam. Em síntese, o prazer e o sofrimento resultam da relação do corpo com os objetos circundantes” ( princípios da prazer e da felicidade a qualquer custo, Segundo Epicuro, o filósofo do prazer).

Feito esse breve introdutório, falemos numa outra questão, a causa da obesidade. Pode parecer temas antagônicos, mas não são. Obesidade e indústria alimentícia têm muito em comunhão. São irmãs gêmeas que atuam no mesmo polo. Quando na verdade se fala em ganho de peso vem logo aquele ramerrame ou nhenhenhém  das causas de tão prevalente e grave pandemia que atinge ricos e pobres. Os ricos porque comem o que há de mais chique e requintado, os pobres, que custe até algum chilique,  mas não ficam sem os farináceos e requentados. E assim segue a marcha de toda a massa de humanos  que porta a tal debatida, rejeitada, mas redundante obesidade.
Em todos os painéis e simpósios assistidos por mim sobre o tema, têm sido recorrentes os fatores psíquicos e genéticos ( múltiplos ) para ganho ponderal. Verdadeiros e contributivos que sejam, esqueçamo-los e tragamos outros de grande quilate nessa ontológica e filogenética moléstia que tanto martiriza, estigmatiza, discrimina e mata a humanidade.  Exalto aqui dois dos mais esquecidos contribuintes no superávit ponderal, a saber, o cultural e o social.
O cultural que  salta aos olhos de qualquer pessoa; basta ver  que os grupos dos obesos trazem a cultura, o hábito de a tudo celebrar com comida, bebidas a perder de vista, ainda que tudo custe a inadimplência do cartão de crédito( nome impróprio para essa tarjeta de dívidas). O que mais abunda em todos os encontros dos obesos é o gozo, o regozijo e regalo do comer e do beber. Tudo, sejam encontros e desencontros, exige que seja regado a comida farta e bebidas para festivas libações. Estou alegre e feliz!  então vou comemorar me fartando do que me vier de sobrepeliz. Meu time perdeu logo hoje, traga aí aquela caninha como aperitivo  e que venham aqueles capitosos acepipes e salgadinhos. 
O fator social tem um pouco do cultural. Aqui entra a questão do status ou  importância ou destaque onde se acha inserido o indivíduo. Funciona, no quesito social ou cultural,  a lei do “eu sou o que eu como”. O sujeito se sente de mais status pelo quanto de melhor e o que mais come. São sinais e prenúncios de nossos tempos.
 Saindo da seriedade e sisudez de tão relevante tema, o que já não é sem tempo;  o que se devia fazer de mais produtivo e eficaz seria a educação nutricional na infância. As crianças ainda nas creches e jardim-de-infância (2 anos a 6 anos) deveriam ser educadas com uma alimentação saudável. Nessas refeições, o lanche matinal e vespertino deveria ser composto de um pãozinho integral (fibras), um produto lácteo sem açúcar (proteínas e cálcio para os ossos) e uma fruta (vitaminas e minerais).
 O que presenciamos  nas escolas e mochilas é justamente o contrário; doces, açúcares e chocolates. Num expediente de finura e muita esperteza , diversos ramos da indústria gastronômica põem no mercado os tais iogurtes, doces, coloridos e achocolatados. De fato saborosos , mas do mais puro engabelo para que a garotada, uma vez feita a degustação de tais produtos , nada mais lhe interessa. Pura sedução, que os pais e cuidadores , não têm como reverter tal apelativa educação . 
Crianças cujos pais são magros de genética ou  por uma cultura alimentar saudável, serão da mesma forma adultos saudáveis, porque assim foram educadas. Inclusive na questão do paladar daquilo  que realmente é antes nutritivo que calórico, antes construtivo, organicamente falando, que hipercalórico.
É assim que devem prevalecer os fatores cultural e social na formação e educação de uma sociedade não obesa e saudável. O resto de discussão é o mesmo reco-reco  infindável de falatórios que nada acrescenta aos frequentadores obesos dos refeitórios e certamente pacientes e clientes dos endocrinologistas e nutricionistas em seus frequentados, caros e obesos  consultórios. Basta , falei demais .  Outubro /2016.  

Somos o meio social...

SOMOS FRUTOS DA MEIO FAMILIAR E SOCIAL 
João Joaquim 


Se para algumas pessoas soa infértil e até rebarbativo, para outras ressuma em tema construtivo e edificante, por isso torno a ele com o interesse e entusiasmo de sempre. Expresso sobre a educação na construção e melhoramento do ser humano. A mim, veio-me de novo a abordagem do tema inspirado na lição e exemplo das competições das paralimpíadas( eu prefiro o termo parolimpíadas ) . Eu convidaria a cada leitor deste artigo a fazer a seguinte reflexão: o quanto a minha genética, o meu DNA, a minha herança familiar foram determinantes na pessoa que sou hoje? Vamos imaginar e conceituar o termo “ ser o que sou”, como um conjunto de atributos. Por exemplo, a personalidade, o caráter, qualidades éticas e sociais e a formação técnico-profissional.
 Uma segunda pergunta de igual relevância seria: o quanto o meu processo educacional foi importante “no que eu sou”? Devem ser postas nessa educação todas as etapas da criação e formação do indivíduo, a começar pelos ensinamentos recebidos dos pais e/ou cuidadores e todos os níveis de alfabetização e escolarização; ensino fundamental, médio e superior, quando for o caso: porque estamos falando de Brasil, onde nem todos têm acesso a ensinos de 3º e 4º graus (graduação e pós).
Feitas essas provocações iniciais vamos ao que dizem muitos especialistas, tomando estes pesquisadores, como referido, o próprio modelo dos atletas paraolímpicos. E a importância dessa classe de competidores não é pouca coisa porque eles são milhares de pessoas, com educação e treinamento de várias décadas. Aqueles que se aposentam por idade são sucedidos por novas gerações, com desempenho que sempre supera os predecessores.
 Ninguém pode negar que a herança genética é determinante nas características físicas, fisiológicas, psíquicas e de personalidade da pessoa. Hoje, já se sabe que uma outra herança significativa( aqui herança de costumes repassados às gerações futuras e filhos, não de DNA) em determinar  no que a pessoa vai ser é a educação que essa pessoa recebe, desde a infância até sua completa maturação psíquica, física e biológica. Não fosse assim seria fácil prever, uma vez nascido gênio, toda a prole seria composta de gênios. Então, quantos “Pelés, Drummonds e Moazarts”  não teríamos pelo mundo.
 É evidente que alguns poucos nascem gênios, sem contudo serem filhos de gênios. Basta rever as biografias de muitos luminares das artes e das ciências pelo mundo. O que se tem de verdadeiro hoje é que o indivíduo é o resultado de seu meio social como um todo ( teoria do bem selvagem de JJ Rousseau entre outros estudos científicos ).
A genética no que tange a saúde física, fisiológica e mental também terá a sua contribuição. É impossível transformar  um mentecapto ou idiota genético em um sujeito produtivo ou campeã de qualquer competição. Ainda assim, pode-se melhorá-lo com muito treino e repetições educativas.  
Trazendo os ensinamentos dos paratletas (paralimpíadas), das teses de filósofos e sociólogos, os resultados de outras pesquisas mais recentes chegamos à conclusão de que o indivíduo “é o que ele é”( sou o que sou )  como resultado de um longo processo de educação e treinamento.
Falo (eu) no caso específico do Brasil. Nós somos o resultado de fatores sociais, políticos, culturais e familiares. No âmbito de governos, somos vítimas de gestões incompetentes, populistas e socialistas (PT como sistema  da vez até 2016) que nada fez para melhorar o nível da educação brasileira. Houve até uma tese petista (ex presidente Lula da Silva) de que faculdade para o brasileiro não tinha muita importância. Um estímulo ao vigor da lei ou regra de Murphy “ se alguma coisa puder dar errado , ela o fará “ . Ou Seja o que estava ruim piorou, no caso da vez, a Educação Brasileira. Tentam agora, os gestores da Educação ( governo Michel Temer)  melhorá-la com a reforma e flexibilização do ensino médico, como período integral na educação, e outros ajustes nos moldes de países da OCDE,  pode ser uma saída. O tempo e os resultados dirão , se vamos acertar .  
Restrito ao núcleo de meus contatos, amigos e familiares vejo o quanto as teorias do meio social e familiar são cruciais no futuro de cada pessoa. Os filhos, crianças e jovens criados sob a excessiva proteção, mimo e complacência de mães e pais, primeiro muito protetores, segundo muito omissos e tolerantes nos limites educacionais; esses filhos e jovens tendem a “ não dar em nada na vida”. Expressão esta que tomo de empréstimo de meu falecido avô, na sua simples e observadora sabedoria.
Enfim, é isso aí, o quanto o processo educacional, disciplina, regras, imposição de limites,  estímulos à leitura e criação, podem fazer a diferença na construção, educação e formação do indivíduo. Somos , sem dúvida, o resultado  dessa interação , indivíduo com a família, e indivíduo com  escolas e meio social . 

Em outro planeta

QUE PAÍS É ESSE COMPANHEIROS!

JOAO JOAQUIM 

Fazendo um exercício misto de ficção e realidade, é no todo útil para uma reflexão das mais interessantes. Ocorreu-me  o seguinte: um outro planeta com os seus planíncolas. Aqui um neologismo (íncolas, moradores desse planeta). E toda a organização desse remotíssimo povo. Mas, põe organização nisso; tudo funciona a tempo, hora e em prol da felicidade equitativa de todos. Uma nave tripulada da terra desembarcaria nessa longínqua civilização, ida do Brasil,  para uma troca de experiência e mostrar quem somos. Ali bem distante aportando, nossa comissão de delegados (de delegação) iniciaria então as exposições do que é por exemplo o Brasil, parte não diminuta desse planeta. Afinal, ex 7º economia do mundo, mais de 200 milhões de habitantes, pentacampeão no futebol, entre outros predicados de grande relevo. Certamente que os habitantes e governantes daquele ignoto planeta-irmão começariam pela nossa política. 
-Como se dá o sistema? Perguntaria um dos governantes presentes. Ao que responderia nosso porta-voz: temos um regime presidencialista, com reeleição para mais um mandato, quatro mais quatro anos, mas se o partido se der bem para os  seus afiliados poderá chefiar o país por 20 anos ou mais. O último, que foi o partido dos trabalhadores (que pouco trabalham), ficou 13 anos no poder. O que se tem de saldo desses 13 anos, número cabalístico, é que os dirigentes do partido encheram as burras de muita prata, ouro, e dinheiro de propina e caixa dois, ainda que para isto tenham quebrado a Petrobras e outras estatais. E tais afirmativas não nos vexam porque quem as declaram são polícia federal, ministério público e outras autoridades de maior poder. 
- Nesse mesmo diapasão quem são os áulicos comandantes e governantes desse auspicioso país desse belo planeta? Continuam as inquirições dos visitados.  
-Temos um congresso bicameral, com 513 deputados e 81 senadores. Grande parte desses parlamentares está envolvida em crimes (acusações, indícios, provas de toda ordem). São crimes de improbidade administrativa, peculato, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha entre outras acusações feitas pelas  autoridades máximas do Brasil. 
Aqui nesse estágio das explicações, os ouvintes extra-terrestres já se mostram aturdidos e pasmados, mas querem organogramas de outras atividades da vida do Brasil e do planeta. Eles querem saber de ocupações mais amenas.
De esportes, o futebol. Como se dá, como funcionaria? O esporte do pé na bola, ludopédio, que ficou futebol mesmo, tem o Brasil como o maior campeão do mundo. Para tanto, foram adotadas muitas mumunhas, subornos, corrupção e compra de resultados, como se vê ocorrer no resto do planeta sob o comando de uma entidade chamada FIFA. Alguns dirigentes da entidade estão pressos e outros em investigação. 
Da entidade máxima do Brasil, a CBF, temos atualmente um presidente (Marco Polo Del Nero) foragido do FBI (americano), um ex presidente preso nos EUA (José Maria Marim) e vários outros cartolas Fifa presos e investigados pelas justiças suíça e americana. Ah, detalhe, explica um comissário brasileiro, o atual presidente ( Del Nero), está foragido do FBI, em nosso próprio país, o Brasil. 
Em vista, dos sobrecenhos, das expressões de espanto e meneios reprovativos daquele auditório extra-terrestre, conclui nossos comissários brasílicos.
- mas, nossos compatrícios gostam mesmo assim, tanto é que, as arenas e estádios andam cheios de torcedores. As redes de televisão pagam milhões a CBF e à FIFA para transmissões. Todos enfim têm faturamento de milhões de dólares por ano. 
Surge mais um interesse, o acesso aos meios de subsistência. Como é a questão do abastecimento de alimentos?
Aqui um membro da comissão esboça um sorrisinho amarelo e explica. Nessa matéria a coisa é controversa. Mais de 30% dos alimentos produzidos se perde antes de chegar ao consumidor final. Na hora  do consumo à mesa, temos uma boa parcela que come do bom e do melhor, de cujos comedores, tem muita gente com obesidade, que acreditem!  tem um nome curioso, mórbida.
Alguns no grau de gordura mórbida, às vezes chegam ao ponto de submeterem à chamada cirurgia bariátrica, em que se reduzem o tamanho do estômago e do intestino. Mas, muitos voltam a engordar mais do que antes, porque revertem o procedimento ou passam a comer à la galinha caipira, a granel, ou de grão em grão para encher o papo, no caso o estômago. 
Há uma outra parcela, não menos numerosa dos famintos e subnutridos. Até o feijão e o leite andam custando os minguados salários mínimos. É outra jabuticaba nossa, o sujeito além de pobre, recebe um mísero salário, daí o nome , mínimo . É já com muito amuo, tédio e enfarados com tais exposições os íncolas do outro planeta inquirem sobre o que têm de boas novas na música.
Ao que prolatam desconfiados nossos visitantes. Na música o que tem bombado mesmo é o forró, os sertanejos e os funks. Do estilo funk( fedor no significado original) temos os chamados pancadões, onde rolam sexo e drogas para todo sabor. Tudo embalado por vocalistas e letras de mesmo teor, drogas, violências e sex appeal.
Ao que então os líderes do distante planeta e seus íncolas exclamam: mas que planeta terra e que país Brasil são esses, companheiros. Até nunca!  Outubro/2016. 

Como São Lucas

MÉDICO DE PESSOAS E DE ALMAS 
João Joaquim 

É uma redundância afirmar o que vou afirmar, mas não estou nem aí para ideias comuns ,nem estilo de linguagem : o melhor presente da vida é a própria vida;  imagino que este conceito já foi dito por outras pessoas; também não importa, visto que o que é bom e construtivo pode ser repetido à exaustão , ainda que por termos e construções diferentes.
Interessante que quando falamos em vida abre-se um leque de ideias e sentidos do que vem a ser a existência de cada pessoa na vida  desse planeta e do universo. Propor a falar da vida humana é tarefa das mais complexas, porque não é só essa vida material, biológica e emocional que caracteriza o gênero humano. O tema vai muito além dessas dimensões.
O que faço aqui então é trazer alguns aspectos pontuais obtidos do que se pode extrair de bons autores, de biologia, psicologia e ciências médicas. Partindo então da premissa “ O melhor da vida é a própria vida” temos que o ser humano é talvez o único animal que tem consciência de sua mortalidade. Nós temos consciência de nossa finitude. Todavia, trazemos uma outra característica e  faculdade :   de vivermos como se fôssemos eternos. Todos só  vivenciamos a consciência da morte diante de qualquer ameaça à nossa integridade biológica; seja pelo acometimento de uma doença de prognóstico   incerto ou um fator que nos traz alguma ameaça de forma aguda ou crônica (traumas, doenças). Mas, na saúde nós agimos como imortais.
A aptidão e vocação que temos em vivermos como imortais são prerrogativas das mais saudáveis. São condições indicadoras de higidez e sanidade mental. Pensar na morte, a chamada ideação suicida, por exemplo, constitui uma grave ruptura da saúde psíquica e mental e exige pronto e longo tratamento com medicamentos e psicoterapia.
Para entendermos de forma mais simples e clara o que é a dádiva da vida que é a própria vida vamos tomar como princípio aquele senso ou provérbio popular que diz “ nós só damos valor a algum bem na falta ou perda desse bem”. Tal princípio é perceptível nos recursos mais rotineiros das pessoas. Basta imaginar a falta de água em nossas torneiras, de energia elétrica e outros suprimentos para nossa saúde e qualidade de vida. Assim ocorre com a própria vida. Todos, invariavelmente, têm a exata noção da grandeza e prodígio da vida, quando ameaçados em sua saúde ou integridade física.
Vida e morte estão indissociáveis. São como lados de uma mesma moeda. Com a firme noção desse vínculo indelével é que diversos estudos e pesquisadores chegaram a conclusões interessantíssimas sobre o ciclo nascimento-vida-morte.
Os estudos nesse sentido tomaram como base muitos casos de pessoas acometidas de doenças irreversíveis e que foram acompanhadas em seus estágios terminai. Sugiro ler a autora Elizabeth Kübler-Ross. Dos relatos então destas pessoas foram extraídos ensinamentos os mais construtivos no entendimento dos sentimentos e sensações daqueles prestes a desligar da vida. Tais dados e registros são de igual monta importantes, para os que são parentes e amigos afetivos dessas pessoas, nessas circunstâncias.
Outros grupos de pessoas foram daqueles também acometidos de graves doenças ou acidentes, às vezes em estado de coma, e que se recuperaram com poucas ou nenhuma sequela. São os classificados de quase mortos. Os depoimentos são impactantes. Esses indivíduos recuperados de condições de quase morte passam a viver como numa 2ª  vida, ou uma segunda chance de vida.
Eu, na condição de médico, tendo trabalhado por longos anos em terapia intensiva e urgência médica presenciei o que é a vida diante de muitos casos, que inesperadamente faleceram. No mesmo cenário ,aqueles casos de quase morte, e que recuperam para uma segunda chance de vida. São situações e circunstâncias nas quais, sem perder a humanidade e a sensibilidade, o médico precisa de muito equilíbrio e responsabilidade para bem exercer o seu papel de profissional da saúde, da vida e da morte.
 Os médicos são designados na promoção da saúde e da vida, mas deverão saber lidar com as perdas e ajudar as famílias nessas horas de separação definitiva.
Enfim, se na vida plena, no gozo de pura saúde nos sentimos como imortais; mais que isso, negligentes e descuidados com o bem maior, a própria vida etc,  na doença e outros momentos de risco e perigo temos a oportunidade de termos ciência de nossa fragilidade. É quando então muitos se despem de suas vaidades, dos vícios, da arrogância e do egoísmo e trocariam todos esses sentimentos por uma vida mais simples, generosa e fraterna pela única e maior felicidade que é a própria vida.
 Quão grandiosa, quão sublime é a oportunidade de vivermos uma vida plena, não apenas no sentido biológico com nossos instintos de todo animal, mas acima de tudo munidos de sentimentos de generosidade, de gentileza, de fraternidade, com os nossos semelhantes e com os nossos diferentes, aqui inclusos todos os animais ditos irracionais e a natureza com sua profusão de vida.     18 de Outubro/2016.    

Joao Joaquim – Viva a Vida, Viva a Vida Plena de Amor e Afeto com  boas relações Sociais.
Viva os Médicos em Seus Dias, e nesse dia especial, 18 de outubro. Que tal sermos como São Lucas que foi  Médico de Pessoas e de Alma?  

Tecno-malignidades...

EFEITOS NOCIVOS  DAS TECNOLOGIAS

João Joaquim  

Sempre que uma e  outra invenção foram postas à disposição dos consumidores, um foco de  interesse, de pesquisa e levantamento foram seus efeitos adversos. Muito semelhante a medicamentos. Há remédio que faz mais mal, em termos de efeitos colaterais, do que a doença para a qual é prescrito. Dois exemplos clássicos: muitos quimioterápicos para câncer e antibióticos para tratar algumas infecções. Como exemplos  antifúngicos de efeitos sistêmicos , antibióticos para tuberculose e hanseníase. Muitas vezes o paciente opta por morrer a submeter a esses tratamentos. Outra grande descoberta que poderia se prestar apenas para o bem , mas que trouxe autênticas tragédias para o planeta e para a humanidade, a radioatividade. Basta lembrar das bombas atômicas  empregadas nas guerras, e o  permanente risco delas para o mundo inteiro. 
Vamos pegar outras invenções destinadas ao bem mas que  trouxeram graves efeitos nocivos às pessoas.  É o caso do  avião. Ele foi concebido pelo nosso glorioso Santos Dumont (1872-1932) para o bem da humanidade. De repente, vieram mentes carniceiras e diabólicas e pensaram, não, não, essa máquina é boa mesmo é para a guerra. E então temos os horrores e as tragédias  pelo mundo que, justiça seja feita, não estavam nos planos de nosso notável pai da aviação .
Outra invenção concebida para o bem , o automóvel. O quanto de tragédias que provoca essa poderosa e utilitária maquina de transporte e deslocamento. A questão está no uso, ou melhor ,no abuso desse veículo de transporte de pessoas e objetos. O número das mortes no trânsito terrestre, no Brasil, se equipara ao de uma guerra. São mais de 50 mil por ano, fora os mutilados e inválidos . 
Outra notável invenção que pouco se pode provar se trouxe algum mal, a radiofonia. Que haja lá através dela alguma divulgação de fofocas, maledicências e disseminação de propagandas ou ideias enganosas. O que há de certo é que as rádios( empresas do ramo) sobreviveram com outros inventos de comunicação e trazem muitos benefícios à humanidade.
A televisão. De plano, numa consideração superficial fica a sensação que ela só trouxe benefícios. Nesses termos se fala em entretenimento, jornalismo e informação instantânea. São contribuições muito positivas e construtivas na evolução dos povos.  Mas, aqui podemos lembrar o mesmo espírito das mentes mórbidas e dementes do uso bélico do avião. Instrumento concebido para o bem mas também  empregado para o mal( campos de guerra).
Duas considerações a fazer com a descoberta  da televisão. O primeiro uso nocivo e destrutivo dessa invenção se dá nos regimes totalitários e ditatoriais. Temos como exemplos Coréia do Norte e  Cuba dos irmãos Castro. Todo cidadão pode ter um televisor em casa. Entretanto,  ele só tem uma escolha: assistir aos programas liberados pela censura de Estado e a cartilha e propagandas do governo. Pura alienação e lavagem cerebral das pessoas. Quem seguir as regras impostas pelo sistema fica de bem com o controle estatal, quem for dissidente corre o risco de ser mandado para o xadrez ou enfrentar o paredão. 
No caso dos regimes democráticos, tomando o Brasil como exemplo, embora não seja uma república democrática ao rigor  americano e longe daquela proposta por Platão( República de Platão, vale a pena ler). No nosso caso, a televisão brasileira tem se mostrado em muitos casos uma opção de diversão de gosto duvidoso e mesmo um canal de deseducação. Este argumento se fundamenta na falta de filtros e de  controle de qualidade;  além da exploração por  partes das emissoras de baixaria e futilidades. Nesse mundão das redes se salvam poucos canais de onde se pode tirar algum  humor, entretenimento e cultura que agreguem algum valer na vida das pessoas. O que se tem de exibição de violência policial, realities shows vulgares  ,  novelas e outros programas de apelo erótico e sexual não estavam imaginados nos primórdios desse poderoso veículo de comunicação, nas mentes de seus inventores.
Por fim a internet e as mídias digitais. O imaginado de início é que a grande rede (web)  fosse o mais sofisticado instrumento na transmissão de dados e das comunicações. E de fato foi nisso que ela se tornou, o maior veículo de comunicação em tempo real e instantânea. Todavia, como as mentes psicopáticas de exploração da imbecilidade e futilidade das pessoas estão sempre de plantão, elas, as tais mentes desvairadas,  mostraram as suas garras e o seu senso de oportunismo.
A internet, as redes sociais, os objetos de mídias digitais melhoraram as vidas das pessoas? A resposta insofismavelmente é sim. E como elas incrementaram as comunicações, a pesquisa e outras trocas de conhecimento. A utilidade ou futilidade da internet estão na mente de cada usuário(a) que dela faz uso. Ou seja, a nocividade ou serventia de cada instrumento  estão nas mentes das pessoas, depende do uso que se faz do cérebro com essas tecnologias. 
Encerrando  com a internet e redes sociais,  essas conquistas do terceiro milênio deram azo e vez a que surgissem uma população ou rede de idiotas, de imbecis e de pessoas que se torna impossível a quantificação de seus  adeptos. A internet e as redes sociais se tornaram um submundo no mundo dos humanos, onde se lê, ouve e vê as mais inúteis informações e vilanias, tudo se convergindo  para a pior das deformações a que são submetidas nossas crianças e jovens.
 O apego em demasia aos recursos virtuais e objetos digitais, tem trazido danos à memoria de nossas crianças e jovens, tornado-as em pessoas de pouca empatia, baixa socialização , isolamento da convivência familiar; enfim em um comportamento de alienação,  pouca capacidade criativa e falta de pensamento crítico. Afinal , pelas redes sociais já vem tudo pensado e criado, ainda que tudo de mau gasto e de baixa qualidade cultural e educativa. Que triste!  Outubro 2016.

BRASIL DE PREGUIÇOSOS

UM PAÍS DE GENTE QUE  NÃO TRABALHA CONTINUA NO ATRASO

João joaquim 

Um país composto de pessoas produtivas e trabalhadores tem todos os requisitos para ser, primeiro um país desenvolvido e organizado, depois uma nação com baixo índice de corrupção. São condições inter-relacionadas. Basta partir daquele princípio: a pessoa produtiva e operosa em geral não pensa no que é ilícito e corruptível. Porque em agindo assim, o indivíduo sequer tem motivos e pulsões para práticas delituosas. É o velho e valioso adágio, mente desocupada é oficina do diabo. O trabalho traz boas energias que se canalizam para o bem. 
O fato do indivíduo ser de índole dedicada ao trabalho, o comportamento ativo e produtivo têm influências genéticas e culturais. Vamos tomar por base duas genéticas e duas etnias distintas. A japonesa(oriental) e indígena como exemplos. É bem sabido de todos o quanto o povo japonês é voltado e dedicado ao trabalho. Além de ser da natureza daquela população uma vocação exemplar para a disciplina e honestidade.
No outro exemplo os povos indígenas. Ao que parece uma questão de natureza e de cultura. Uma característica de muitos, se não a totalidade dos indígenas, é  o comportamento da subsistência pelo extrativismo vegetal, da pesca e da caça.
Quando consultamos o ranking da corrupção, temos a convicção do quanto o espírito laborativo, o senso de honestidade e ética estão entranhados no DNA e comportamento das pessoas e das gentes  dessas nações com a inclinação para práticas e atitudes voltadas para o bem comum, para o que se mostra e se materializa  como ético e moral . E nesse cenário, dessas nações, consideradas as mais honestas, estão presentes na consciência coletiva das pessoas a absoluta reprovação e condenação a qualquer atitude ou atos de desonestidade, seja no âmbito privado ou público. Uma demonstração permanente nessas sociedades é o rigor das leis contra toda prática de improbidade administrativa, peculatos ou desvios de recursos de governo  para outros fins que não os serviços públicos .
Quando se fala em rigor das leis de muitas dessas nações não é demais lembrar que toda a legislação de qualquer país é elaborada e proposta por pessoas, pela sociedade, através dos representantes nos poderes executivo e legislativo. Ou seja, as leis refletem a cultura , a consciência e personalidade das pessoas que as elaboram. 
Os exemplos de Estados ou de homens de Estado como o Japão, Noruega, Finlândia, Suécia e Suíça são emblemáticos nas questões do trato das coisas públicas (res publica, daí república). Todas essas nações têm um baixíssimo índice de corrupção. Esse princípio é fundado sobretudo nesses quesitos, a saber:  espírito trabalhador dos cidadãos e vocação natural para a honestidade. Somado a estes fatores há leis rigorosas e intolerantes com todo jeitinho desonesto, vagabundo e trambiqueiro de se viver.
Para melhor contextualizar a ideia inicial, qual seja,  povo trabalhador e produtivo e menos corrupção, vejo como útil o caso específico do Brasil. Ao que parece constituímos uma raça com uma genética e cultura de muitas gentes.  Herdamos sementes de joio e de trigo. Assim, vieram europeus (Portugal), africanos e asiáticos e se juntaram aos nativos aqui pré-existentes. Os nativos como dito de início, por questão de cultura e natureza, nunca foram dados a trabalho mais árduo. E tal comportamento e estilo de vida se devem até a uma influência ancestral, uma marca de hereditariedade étnica e modo de vida dos silvícolas de cada continente, de cada civilização . 
Quanto, ainda ,  aos nossos indígenas. Verdade que muitos ao longo de 500 anos sofreram até genocídio. Algumas famílias se extinguiram e outros estão  em vias de sê-lo. Agora, o que tem de índios por aí que não gostam de trabalhar não está escrito! Outro aspecto curioso, no que eles(indígenas),  misturaram com os brancos, receberam muitos fatores ruins, entre estes doenças para as quais têm baixa imunidade e maneiras desonestas e vagabundas de se viver.  
Enfim,  misturando tudo e todos ,  o que têm de brasileiros preguiçosos, malandros, desonestos e trapaceiros no seu modo de sobreviver é uma enormidade. Mas, estes não estão sós. Isto porque não falei naquela casta de gente que vive encastelada e refestelada no bem bom ali em Brasília. Aqueles brasileiros que se julgam mais iguais que os outros perante as leis e a constituição. Esses mesmos que desdenham da Justiça, que chamam magistrados de juizecos, de justiça de 1ª instância de última categoria e outros deboches mais.
De quem estou a falar ? De  nossos homens públicos, políticos e legisladores? De presidentes de nossas casas legislativas.  A mais nova notícia dessa casta de brasileiros é a tentativa de uma emenda constitucional que lhes traga mais imunidade e proteção contra investigações de ministério público (operação lava-jato) e polícia federal, além do foro privilegio de que eles já gozam, mordomias, salários nababescos e complacências das leis por eles criadas.  Só mesmo  aqui no Brasil.   Outubro/2016. 

E-LIÇÕES

 LIÇÕES DAS ELEIÇÕES MUNICIPAIS DO BRASIL

João Joaquim  

Nessas eleições municipais, desse outubro rosa de 2016( prevenção do câncer de mama, do homem e da mulher), duas ocorrências me despertaram o interesse.  Para refrescar nossa memória, um registro: o Brasil tem hoje 5570 municípios. Esse número é flutuante, porque conforme conveniências e interesses públicos e privados vão-se abrindo mais e mais municípios. O estado que mais prefeituras tem é Minas Gerais. São mais de 800.
Dois fatos então aguçaram minha atenção:  o enfraquecimento dos partidos de esquerda, o dos trabalhadores (que não trabalham) por exemplo, aqui no Brasil;  e a premiação dos juízes infratores, do judiciário brasileiro e do futebol. 
Eu sou político e posso falar por natureza e por comportamento. Infeliz e malquisto aquele(a) que se intitula apolítico(a). E quem o disse foi ninguém menos do que o grego Aristóteles. Sua tese era de que o homem é um animal social e político. Na medida em que as pessoas vêm para as regiões urbanas, aí é que elas se tornam mais políticas ( de polis, ou civilitá, cidade). O convívio humano  já envolve um pouco da arte da Política. 
O que eu não sou é filiado ou engajado em qualquer partido. Nem tenho plasmado eu minha memória ou princípios essa ou aquela ideologia de nenhum regime de governo. Todavia, sou político no sentido de opinião, de voto livre, de expressar o que penso, e vejo, e analiso, e com meu discernimento e senso crítico, a fazer escolha menos ruim na urna eletrônica . Porque está difícil saber qual o pior das candidatos.  E recomendo a todos os eleitores e leitores, que opinem, que deem seu palpite, suas ideias,  do que passa no cenário de nossa vida social e política, aqui  do Brasil e do mundo.
O que traz muito alento de um mundo melhor é que as pessoas cada vez mais têm se tornado mais esclarecidas, mais lúcidas e autônomas na hora do voto. Acabou aquele forte apoio no qual os políticos se sustentavam e se achavam escudados com o significado e peso de uma sigla partidária, partido socialista, comunista ou trabalhista ou proletário tal. Essa escora já não se vinga mais. Cada eleição que se passa, o eleitor se faz mais exigente não com ideologias, fisiologismo ou populismo. Essa prática vem se mostrando desgastada, infrutífera e ultrapassada. O que o cidadão quer são candidatos com promessas factíveis, viáveis e compatíveis com a realidade social e econômica vigentes. Antigamente havia candidatos que prometiam até pontes e passarelas onde não se tinham rios e estradas. Uma autêntica piração e delírio para enganar as pessoas. 
O que se constatou com a derrota nacional do partido dos trabalhadores (PT) nessas eleições para prefeito e vereadores em todo o Brasil é uma constatação inequívoca do velho sistema da política do clientelismo, da demagogia, do engodo, da compra e aliciamento do eleitor. Eleitor e voto não são artigos renais. E assim estamos assistindo pelo mundo a fora . Como exemplos  na Argentina com a eleição do presidente Macri e fim do Kirchnerismo. Está ocorrendo até com o falastrão Donald Trump nos EUA. Antes as pessoas temiam o Trump, agora nem tanto, pelas pesquisas , às vésperas das eleições americanas.
Até com as cenas e mudanças políticas no Reino Unido( que agora anda meio desunido); temos confirmado que o povão está cansado com a esquerda. A maioria, indiferente com esquerda, direita ou centro quer mesmo são   homens públicos e gestores que cumpram promessas que vão ao encontro dos anseios de justiça, de liberdade, de honestidade e paz social. Apenas isto.
Outro lance que trago à baila refere-se a inimputabilidade (não punição) aos nossos magistrados do judiciário. Eles sempre tiveram a vitaliciedade no cargo, o que já é um privilégio. E têm imunidade criminal. Quando cometem algum peculato ou improbidade no cargo, têm como punição uma aposentadoria compulsória que varia entre 30 a 40 salários mínimos. O nosso inoperante congresso, finalmente, discutirá se acaba ou não com esse benemérito. E não é de ver que até o superior tribunal de justiça desportiva (STJD) copiou a cultura de nosso judiciário. O trio que apitou o último fla flu  e causou o maior rebu, foi suspenso provisoriamente. Mas, esse mesmo trio vai apitar na liga de futebol da Índia. É o que está anunciado no site da entidade de futebol de lá. Só mesmo na Índia e no Brasil. Outubro/2016.