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Mostrando postagens de janeiro, 2020

Referências.....

XINGAMENTOS E REFERÊNCIAS INTERPESSOAIS João Joaquim   Nesse artigo busco falar sobre as referências interpessoais. O que vem a ser referência pessoal ou interpessoal? Diz-se daquilo que conto, que atribuo e digo a respeito de outra pessoa. Tal referência pode ser direta ou presencial; e indireta, quando a pessoa referida não está na presença do referente (aquele que faz a referência). A referência pessoal pode ser classificada em construtiva ou negativa, e em verdadeira ou falsa. Esses termos classificados são intercambiáveis ou em outras palavras e como exemplos, pode-se referir ao outro com atributos e qualificativos positivos que possam ser falsos ou verdadeiros; e ainda em qualidades negativas ou depreciativas falsas ou verdadeiras. Para mais clareza da matéria melhor são os exemplos das relações humanas. No âmbito familiar, é cediço , useiro e vezeiro os pais referir atributos ou virtudes aos filhos absolutamente falsas e fantasiosas. São os pais que repetida e ex...

GOZO ...

UMA VIDA DE GOZO E SÓ PRAZER João Joaquim   O certo e sabido é que no que concerne à relação do homem com o trabalho e entretenimento, ficou pacificado assim: isto levando em conta a teoria da criação. Foi então convencionado num termo de ajustamento de conduta que o homem, uma vez cometido o pecado original ,teria que trabalhar e produzir o próprio sustento. Mas, Deus na sua infinita bondade e paternalismo permitiu que nós humanos pudéssemos usufruir de períodos variados de prazer, diversão e descanso. E assim tem sido feito desde a criação original. E pensando de forma divina e humanística sobram razões. Basta recordar que até o Criador deu-Se o direito de um descanso no sétimo dia de sua magna obra de arte que é o universo, os animais e toda a magnificência do cosmo. Faz tempo que as ciências recomendam o descanso, o lazer, o entretenimento como formas de regeneração do organismo. O trabalho é um expediente construtivo da pessoa humana, mas ele exige critérios na sua e...

Baco e Boca

A FELICIDADE DA BOCA E DO BACO  João Joaquim   Aristóteles foi um filósofo que dedicou-se muito à compreensão da ética e do que vem a ser a felicidade. Ele fez grandes referências às relações pessoais e do home com a natureza. Ele é autor de um livro de nome emblemático sobre ética: Ética a Nicômaco, o próprio filho. Passados mais de 2 milênios, esse manual não perdeu a sua importância, e vale um pequeno esforço pela sua leitura. Aristóteles também discorreu sobre a virtude e a felicidade. Se fizéssemos um paralelo dos tempos desse pensador com os dias de hoje fico aqui a imaginar com meus adereços e botões. O que imaginaria o insigne filósofo  grego dos tempos de hoje sobre ética, virtude e felicidade?  Motivos não lhe faltariam para elucubrações e inquietação. Aos olhos e percepção da sociedade de hoje, pós o advento da televisão, internet e telefonia móvel, tivemos uma mudança de 180º nos valores de ética e virtude. Se tem algumas palavras para definir e...

Somos frutos da educação ou falta dela

PARECE QUE ESTAMOS CRIANDO UMA LEGIÃO DE IMBECIS João Joaquim Faço aqui neste breve ensaio, ou melhor nesta sumária digressão , uma também rasa análise sobre os planos e sonhos que carrega grande parte  de nossa juventude. Mas, por que uma análise do que andam pensando e sonhando muitos de nossos(as) adolescentes e jovens? A razão mais simplista se resume numa verdade também simplista. Eles são o futuro do mundo. Há inclusive um lugar-comum que bem expressa este meu comentário inicial. “ O mundo que vou deixar para meus filhos vai depender dos filhos que vou deixar para esse mundo”. Pronto, acho que não preciso de dizer mais nada. Para um bom leitor e amante de bons conselhos o mote deste princípio já diz tudo. É bom que nós olhemos para a história, o tempo. Uma época sempre nos evoca alguma comparação com o presente; fico a cotejar e defrontar o que eram os sonhos e anseios das famílias e juventude dos anos 80(década 1981/90) e hoje, século XXI. Mais pr...

Se fosse Gay ou Negro

SE ME CHAMAM DE MACACO OU OUTRO BICHO EU ACHO GRAÇA João Joaquim   As relações humanas são revestidas de muitas particularidades. Por isso são temas de muitos estudos, de debates e alvo de interesse de todos os ramos científicos. Assim, temos a psicologia, a psiquiatria, a antropologia, o direito etc. Todos se ocupam no estudo das relações humanas. Dentro do direito, temos o ramo ou o grupo dos direitos humanos, que trata das relações sociais das pessoas entre si, com segmentos da sociedade civil e com o estado. Neste artigo não pretendo deslindar o que parece inextricável que são as questões dos direitos e deveres humanos. Trata-se de tema mais da área jurídica e, portanto, mais afeto aos operadores do direito. Cada Ordem dos Advogados do Brasil (OAB, e seccionais) tem o seu grupo dedicado aos direitos humanos. Falta criar o grupo dos deveres humanos. Seria um contraponto aos tão propalados adeptos e defensores dos direitos do cidadão. Quando se fala em comunicação a hum...

Fome ou..

MATAR A FOME E NUNCA O APETITE João Joaquim   “Uma das causas de qualquer grau de obesidade é o comportamento de se alimentar sem verecúndia” Hipócrates. Verecúndia significa vergonha. Pode não parecer politicamente correto tal milenar afirmação. Todavia, não me soa muito estranho quando lembro-me que quando criança, meus avós e  meus pais ensinaram-me uma minúscula ética, ou a hoje referida etiqueta à mesa. O que pensavam meus genitores, trazido de seus ancestrais? Que nunca se deve comer, alimentar eliminando por completo o apetite. Noutros termos, diziam eles:  pode-se matar a fome, mas não o apetite. Acredito, que minha ascendência tem esses postulados e diretrizes de se comportar à mesa porque leram o  grande sábio grego de cós, Hipócrates, também tido e intitulado o pai da medicina. É dele também o axioma “primum non nocere”, dirigido a todo profissional médico. Primeiro não ser nocivo;  eis aqui o artigo mais importante do juramento de qualquer pr...

O choro congelado

O GEMIDO DOS EMBRIÕES CONGELADOS João Joaquim  A Medicina é uma profissão que busca o apoio e as bases de muitos ramos científicos para o seu mais ético e humano funcionamento. São exemplos no seu constante aprimoramento a química (na síntese de medicamentos), a física (na execução de terapias e diagnósticos)  e a biologia (fisiologia, citologia, genética, fenômenos de reprodução etc). Neste artigo busco falar especificamente sobre a reprodução humana. Trata-se de um ramo da Medicina que evoluiu muito. As expressões fertilização “ in vivo e in vitro” se tornaram até de domínio popular, tais as notícias veiculadas sobre tais práticas em clínicas de ginecologia e obstetrícia. Antes de falar estritamente em humanos, faço um adendo. Na biologia animal e veterinária por exemplo os avanços chegaram ao estágio de clonagem e sexagem (escolher o sexo das crias). A reprodução induzida (“in vivo ou in vitro”) já vem sendo largamente praticada com vistas à geração de animais c...

Zero digital

 O NIILISTA DIGITAL João Joaquim  

Celular por livros

FICA DECRETADA A TROCA DO CELULAR POR LIVROS Joao Joaquim Eu fico a imaginar com os meu botões sobre a relação das pessoas com o seu aparelho celular (o smartphone); não importa a grife, porque o fim e a eficiência são as mesmas. O termo vem do inglês, smart, inteligente, phone de telefone. Muito inteligentes foram os inventores do aparelho e do sistema. Nunca nenhum invento “pegou e colou” tanto. Chegamos a um estágio tão alto de consumo que hoje ninguém mais vive sem e nem desgruda de seu objeto móvel. Em estatísticas de Brasil, o número de celulares já supera em muito o de habitantes. São mais de 220 milhões de unidades. Quando se pensa em quantidade de chips surgiu no mercado outro gigantesco insight industrial e de consumo que é o dos chips (número do telefone móvel). Nos últimos 10 anos calcula-se que as operadoras de telefonia  móvel tenham vendido cerca de um bilhão de unidades. Tal conta é simples porque dificilmente o usuário teve um único chip (número do chip ...