sábado, 28 de fevereiro de 2015

ILUDIR E MENTIR...

A ARTE DA ILUSÃO E DA MENTIRA
  João Joaquim

 É interessante como o mal, o perverso, o ruim, o que é destrutivo se aprende de forma natural, sem o mínimo de esforço. Aliás, digo melhor, que exija até algum esforço ou sacrifício mas o indivíduo aprende facilmente. Não importa a idade. É notório e evidente que quanto mais criança e mais jovem mais rápido é o aprendizado. No foco dessa tese e abstração vamos pinçar aqui alguns exemplos do cotidiano social. Todos os grandes pensadores (Aristóteles, Platão, Santo Agostinho) são uníssonos em que ética e virtude não são inatas na pessoa humana. Elas são valores que devem ser ensinados desde tenra idade. Ninguém nasce com as inscrições da verdade e da justiça no cérebro, na consciência e memória. O argumento da tabula rasa foi usado pelo filósofo inglês John Locke( 1632-1704)  considerado como o protagonista do empirismo. Para ele, todas as pessoas nascem sem conhecimento algum (i.e. a mente é, inicialmente, como uma "folha em branco"), e todo o processo do conhecer, do saber e do agir é aprendido através do ensino e  da experiência . A mesma tese de Jean J. Rousseau, para quem todo homem nasce bom, a sociedade é que o corrompe. Ou por dedução também o constrói , o educa e o torna um verdadeiro agente do bem e de virtudes.
A vida humana, mal comparada, se equipara a um balanço. São duas pontas de uma grande haste da madeira (um pau). Num polo tem-se o vício, no outro a virtude. O ideal seria o que? Que o lado da virtude, do bem pesasse em absoluto e jogasse o mal para o alto. Mas, estamos a viver e contemplar um mundo, uma sociedade onde prevalece, toda sorte do nocivo, do antissocial, do embuste, do engano, da maldade e da mentira. Melancolicamente os piores  exemplos são os gestores da república, ou das coisas públicas( políticos ).
E aqui poderíamos pegar exemplos e mais exemplos de comportamentos, de condutas e expedientes voltados para todos os resultados daninhos e nocivos à sociedade, ao país, enfim ao outro, não importa se esse outro é meu próximo ou meu distante. Em meio a tanta perversidade que vimos e  vivemos, eu sou uma inelutável criatura que acredito e confio na vocação do ser humano para o bem. Nós não fomos idealizados e concebidos para maltratar e aniquilar quem quer que seja, independentemente desse outro representar  um animal de outra espécie, ser meu semelhante ou ser meu diferente, ou a própria natureza, a terra , a ecologia, etc.
Agora, na prática, em nossa convivência diária, ao que assistimos, o que presenciamos? Justamente intenções, cenas e fatos com a finalidade do engodo, da burla, da mentira, da trapaça, de enganar as pessoas e levar vantagem ( de forma antiética e desonesta) em tudo. Há de se registrar, contudo, que deparamos também com legiões de cidadãos (ãs) honrados, probos, honestos;  não importando, o seu status sócio-econômico. Aliás, vou até um pouco além, parece-me que nas classes mais pobres presenciamos as maiores e melhores práticas do bem e da virtude do que entre as pessoas mais ricas e mais abastadas. Ou será que é uma constatação ilusória de minha parte?
 Mas, afinal, no frigir dos ovos e das batatas o que temos no mundo é o incessante embate, na expressão do velho chavão, “a luta entre o bem e o mal”. Decorrente dessa verdade atemporal e universal  foram criadas as leis, o código penal, os códigos de ética profissional. São todos no sentido de disciplinar, reprimir e punir os desvios de função e de conduta daqueles que trafegam na contramão do bem e da honestidade. No caso do Brasil temos outros vícios e outros males. São leis e normais demais . Aí criaram o que ? Os antídotos das leis e as contra-regras. Têm-se muitos inquéritos , muitos processos , mas eles não chegam ao fim. Viram pretéritos e retrocessos. Só mesmo no Brasil.
Agora eu pego esta deixa de constituição, código penal, e normas de conduta e reporto-me ao múnus público. Desnecessário seria dizer, mas, eu repriso que um funcionário público tem por função servir ao povo, à coletividade. Não interessa se ele ocupa esse cargo por concurso ou eleito por voto popular.   
Entretanto, me apego a esta função de um agente público, um gestor, um parlamentar, um governante eleito pelo povo. Ao que sugere, esse funcionário  público deveria se revestir de grande  responsabilidade, de senso ético , de compromisso com o exercício do bem. Simples! Ele ascendeu àquele cargo não por obrigação, mas por opção própria. E mais, o povo, a sociedade delegou-lhe essa função através de um voto de confiança. Confiança gerada por promessas de bem administrar as coisas que são públicas ( do povo), de atender às necessidades mais básicas e urgentes de uma sociedade como saúde pública (SUS) de qualidade, segurança e educação.
 E novamente, pegando a bola da vez, no caso do Brasil dos mandatários do momento, do ex-presidente Lula da Silva e da tratanta (trata, mas não cumpre) presidenta Dilma Rousseff. Nossa atual chefa de Estado em conluio com o Sr. Lula e outros partidários do PT fizeram o que ? Para reeleger a Dra. Dilma, mentiram, mentiram, difamaram, difamaram  os adversários do PSDB, iludiram o povo brasileiro, usaram o engodo de vários programas  sociais. Uma vez re-en-cas-te-la-dos em Brasília fizeram justamente o contrário de todas as falsas promessas. Eu, a nação inteira, e até muitos eleitores(as) do Sr. Lula da Silva e dona Dilma, perguntamos, o que merecem esses nossos indignos gestores e executivos das coisas públicas de nosso Brasil? Com a resposta os meus leitores e eleitores de nossos governantes, estes de agora , que em campanhas demagógicas andaram por todo o país , mas eleitos, andam mudos e moucos cercados de segurança, conforto, muita água e belos palácios lá em Brasília .   Eu não tenho nenhuma inveja, prefiro continuar sem pompas, pobre , mas honesto e honrado.   

 João Joaquim -médico e articulista do DM joaomedicina.ufg@gmail.com  


FALAR E ESCUTAR...

A ARTE DA ORATÓRIA E DA ESCUTATÓRIA

João Joaquim
 Se tem uma estratégia importante na vida de qualquer ser animal se chama comunicação. Vamos imaginar por exemplo as relações humanas. Já imaginou se na nossa concepção, não fôssemos dotados de fala e audição. Basta imaginar como seria a vida de um surdo-mudo se não houvesse quem lhe ensinasse a linguagem cênica dos sinais (libras). Vamos pensar no que seria a existência de uma pessoa sem som.
Não! Não é pouca coisa. A capacidade de se comunicar bem é tão relevante na vida humana que há profissões estritamente dedicadas a tal atividade. Daí temos por exemplo os porta-vozes das empresas, dos órgãos de governo e assim por diante. A arte de bem falar tem até um nome pomposo, oratória. A História está repleta de grandes oradores. Na antiga Grécia houve notáveis na arte da oratória. Cícero e Marco Aurélio por exemplo. No Brasil tivemos por exemplo o Pe  Antonio Vieira, Joaquim Nabuco, Rui Barbosa, entre outros.
Expressar bem oralmente os pensamentos e raciocínio é questão de vocação natural e treinamento.  Claro que uma bagagem cultural e prodigiosa memória vão fazer muita diferença. Isto porque se num discurso o orador começa a falar abobrinhas, os ouvintes ou vão embora, ou dormem, ou não entendem patavinas.
Agora, pena que não sou político ! Mas, se eu fosse parlamentar iria através de um projeto de lei suplementar (PLS) propor  o curso de escutatória. Este curso seria útil , por exemplo,  a funcionários públicos, delegados de polícia, juízes de direito, governadores, presidentes da República; mas se tornaria muito recomendado para profissionais de saúde. Para aqueles médicos que mal olham na cara do paciente e lhes entregam uma lista de exames complementares. Olha quanta utilidade. Passaria a constar como infração ética. O médico que não escutasse direito as queixas do doente estaria sujeito a alguma advertência por escrito e seria obrigado a fazer uma reciclagem na arte de saber ouvir o seu cliente. A escutatória é considerada a irmã siamesa da oratória. Há quem assevere e filosofa que ouvir é mais importante do que falar. Não é sem razão que os animais, inclusive os humanos, têm dois ouvidos e uma boca.
Outra evidência da importância da arte de se comunicar é o próprio ministério das comunicações. Se bem que nos dias atuais (vigência dos escândalos da Petrobras) os porta-vozes do palácio do governo (PT de Lula e Dilma) andam mudos e moucos. Eles não ouvem e nem falam nada. Há como quê um pacto  de silêncio os membros do PT.
Nada no mundo evoluiu tanto como as comunicações. Basta observar o quanto de empresas teles temos no Brasil e no mundo. É tanto cruzamento de informações que há dia e local que os celulares e as teles entram em colapso. Mas, imagina! São mais de 7 bilhões de terráqueos  fazendo comunicação. Aí o sistema não suporta. Nunca o mundo se comunicou tanto como agora na era digital. A internet, o celular e as redes sociais estão aí na crista da onda para ilustrar esta realidade. E ainda vai melhorar. Agora, algumas criaturas me intrigam; e não só a mim, mas a toda humanidade. Os ETs por exemplo, como eles se comunicam entre si? E não digo nem conosco aqui na terra. Eu fico encafifado é mesmo com a fala deles. Seria uma espécie de metalinguagem,  paracomunicação , códigos, letras ? Sinceramente nem imagino.
Outra seara que me deixa atrapalhado é a comunicação mediúnica que algumas pessoas espíritas fazem com os mortos, no caso com a alma desses falecidos. Nesse campo eu continuo mais ignorante do que cético. Eu sigo aquele conselho de Sócrates “ Ajuizado serás não supondo que sabes o que ignoras “.
Dia desses eu estava a espera de uma consulta num movimentado hospital de ortopedia de Goiânia. Do lado, uma senhorinha que igualmente consultava por questões de juntas. Aí juntamos a falar de coisas triviais da vida. Ela contou-me por exemplo que tinha como terapia cuidar de algumas plantas. Todos os dias sua terapia era regar e podar as criaturas verdes. Eu então inquiri dela:  a senhora fala com suas plantas? Mais que depressa ela me disse que não só falava com suas plantinhas, mas que trocava carinhos e afagos com elas. E disse mais, que as plantas têm sentimentos, tristeza e depressão. Do  outro lado, outra senhora olhou para mim e para a mãe das plantas com olhos incrédulos e de escárnio. E para arrematar eu disse para essa terceira senhora: não duvide! Tudo isso que ela diz é verídico e até científico. Eu disse mais, as flores falam conosco através de sua beleza e de seu perfume. Podemos falar e comunicar até com a lua e com as estrelas. Basta saber ouvir e entreter-se com elas como bem testemunhou o grande poeta Olavo Bilac. “ E eu vos direi/Amai para entende-las/Pois só quem ama pode ter ouvido / Capaz de ouvir e de entender estrelas” .  


 João Joaquim  - médico e articulista do DM joaomedicina.ufg@gmail.com



BEM versus MAL, QUEM VENCERÁ ?




João Joaquim

 Há um lugar-comum muito conhecido e repetido do folclore e do senso vulgar que afirma ser “eterna a luta entre o bem e o mal”. O interessante de observar é o quanto este lapidar adágio popular anda em voga nos dias de hoje de nosso Brasil do Petrolão, da gestão do lulopetismo, da mitomania e da cleptocracia, que só de pensar dá aquela indigestão . E aqui vou-me permitir usar este verbete mal  ora como expressão substantiva ora como advérbio. O que dá na mesma porque se causo algum dano ou justiça a alguém provoco-lhe um grande mal e dessa maneira imoral e indecorosa estou agindo mal e muito mal mesmo, porque nós não fomos concebidos para destruir ou tratar mal quem quer que seja.
Para bem ilustrar esse eterno embate vamos tomar como exemplos a pior  dessas lutas a que o mundo todo tem assistido. Falamos do que as mídias noticiam todos os dias que é a crescente ação terrorista perpetrada pelos extremistas do estado islâmico (isis) e Boko Haram(Nigéria). O mal que esses fanáticos têm causado à humanidade é algo inaudito nos tempos modernos. Claro que a História relata barbaridades e atrocidades de mesmo teor de malignidade e torpeza, mas com uma diferença, não havia imagens tão vivas e a cores quase instantâneas dos fatos criminosos. Basta lembrar aqui de um desses macabros e dantescos martírios de inocentes que foi a noite de são Bartolomeu na França, em 1572. Nesse tenebroso massacre,  Catarina de Médicis (1519-1589) determinou que milhares de Huguenotes fossem executados por questões político-religiosas. O choque para a humanidade não foi tanto porque não havia sequer fotografias.
As ações terroristas desses fanáticos religiosos de hoje, caso do atentado ao Charlie Hebdo , em Paris,  ou decapitações do estado islâmico, a morte de um piloto jordaniano queimado vivo em uma jaula,  têm se dado quase em tempo real. São fatos tão agressivos e impactantes que há uma mobilização multiestatal para conter tais violações aos direitos humanos. E então o mundo civilizado como um todo pergunta perplexo e estupefato: até quando os EUA e aliados vão deixar tais atrocidades ocorrerem?  Cadê os guardiões da democracia e dos direitos humanos ?
Agora vamos deixar o mundo lá fora e falemos de nosso mundão e submundo aqui no Brasil. Não tem como falar dessa luta do mal versus bem aqui no Brasil sem entrar na seara política. Esta é a pura realidade. Ao que parece, até a própria natureza anda aborrecida e contrariada com quem manda e desmanda, com quem finge que governa e desgoverna este país. Basta lembrar as catástrofes de secas ou enchentes , a escassez de água aqui e acolá, que vêm assolando o povo brasileiro em várias regiões . A terra e o tempo parecem enfurecidos com nossos governantes.
Eu não sou engajado politicamente. Não negaria meu voto num candidato só porque ele pertence ao partido X ou Y.  Todavia, não podemos ser cegos ou surdos  ao que vêm fazendo os petralhas do atual governo (PT de Lula e Dilma). O partido já está no seu 4º mandato, no trono e no poder como se o Estado fosse da sigla petista, e temos assistido às piores administrações dos tempos republicanos. O que a nação tem visto e ao que se assiste nos tempos do petismo se tornam desalentador e desesperante para qualquer brasileiro(a) de bem e honesto.
Para dar um certo relevo ao embate deste   mal contra o bem do Brasil , não tem como fugir ao rebarbativo imbróglio do mensalão. Às vezes, as pessoas comuns esquecem os primórdios do que foi essa quadrilha, cujos mentores e chefes eram mandatários do PT (partido do governo). Qual eram os objetivos do conluio e camarilha governista? O suborno e compra de parlamentares para apoiar os projetos do governo (à época de  Lula da Silva, presidente).
No furor e espetacularização televisiva das sentenças e prisões dos condenados mensaleiros  o povo brasileiro teve a sensação e lenitivo de justiça. Hoje, em 2015, há uma sensação de meia justiça, visto que os principais criminosos petistas já estão em casa e até fazendo articulações políticas. Aqui fica a percepção do domínio do mal sobre o bem. É  um autêntico nocaute da  virtude pela maldade, pelo mal.
Agora outro  mal a corroer as economias e esperança do brasileiro têm sido  as roubalheiras bilionárias da Petrobras(operação lava-jato da Policia Federal). Um escândalo nunca antes havido no mundo. Parece que desde os tempos de Hamurabi nunca se roubou tanto. O que temos visto e ouvido nos cheira a um governo da mitomania  e da  cleptocracia, mentira e roubo parecem ter sido institucionalizados no País.  Quando numa campanha à reeleição se diz uma coisa, passado o pleito e reeleita a presidente Dilma Rousseff  faz tudo ao contrário, justamente o que os petistas aterrorizaram o povo brasileiro que faria o adversário, se ele fosse presidente, o candidato Aécio neves , fica oficializada a prática da mentira.
 Quando um presidente ou presidenta diz não saber o que ocorre nos porões do planalto em termos de corrupção ou defende presos e condenados do mensalão  , fica também evidente que roubar é prática normal e republicana. Já imaginou se a moda generaliza.
Lamentavelmente o que tem predominado na esfera governamental tem sido a cultura do mal. Mal este que vem se expressando em toda forma de mentira, da falácia, da arrogância, de ministros mal preparados para o cargo e com ficha-suja e de absoluto engodo e enganação do povo brasileiro.
Nesses termos e nesse estágio que nos encontramos eu indago: cadê a oposição? Cadê os segmentos civis deste país como OAB, CNBB, transparência Brasil e até os militares. Aonde vamos com tanto mal, mentira, roubo, inépcia e incompetência daqueles que  no momento governam o Brasil  ?  Eu confesso que estou cansado desse lero-lero. Até quando ?



João Joaquim  - médico e articulista do DM joaomedicina.ufg@gmail.com

PORTADORES DE NECESSIDADES, NÃO.. DE

OS PORTADORES DE VAGABUNDAGEM ESPECIAL

 João Joaquim

 Dias desses, eu e outro amigo,  falávamos sobre a relação do homem com o trabalho. Aqui no sentido o mais amplo possível. Trabalho como esforço físico, mental, intelectual, criação artística. Enfim, qualquer empenho no sentido de produzir algum resultado, quer físico ou abstrato.
Nesta tacanha resenha tenho por objetivo fazer uma digressão pela relação de duas classes de gente com o trabalho. Estas duas categorias referem-se às pessoas denominadas normais e aquelas classificadas por órgãos do governo como “portadoras de necessidades especiais”. Aliás , uma terminologia que não diz nada. Coisas de nosso governo atual .  Dentre os normais temos um subgrupo, os portadores de vagabundagem geral( ou especial como gostam certos gestores da coisa pública ).  
Primeiro discorro então sobre o trabalho para as pessoas normais. Trabalhar deriva da “ultima-flor do Lácio”(Latim), como poetou o príncipe da poesia Olavo Bilac. Tripaliare em latim significa martirizar com o tripalium, instrumento de tortura. Trabalho (tripalium). Observem bem  o que é a semântica de um idioma. Na origem o verbete tinha o significado de sofrimento físico, de martírio, de tortura. Não é sem razão que em algumas nações tirânicas ainda existe a pena (condenação) a trabalhos forçados. Tal punição, aflitiva e muito infamante, é comum por exemplo na Coréia do Norte e na China. Fica evidente que tais condenações são com os labores os mais exaustivos e humilhantes como a lavoura, manuseio de equipamentos pesados, limpeza de pocilgas e estábulos de animais etc. O objetivo é a humilhação e indignidade do ser humano. Quando se fala da relação de pessoas normais com o trabalho é interessante se reportar à chamada vocação profissional. Muitas vezes o indivíduo tem uma aptidão congênita para este ou aquele ofício. São os chamados habilidosos inatos. Quando tais inclinações não são muito perceptíveis pode-se fazer o chamado teste vocacional, feito e aplicado por psicólogos que atuam com seleção de pessoas  e recursos humanos. É bom lembrar que nas habilidades de nascimento , elas podem ser aprimoradas com treinamento e boas escolas. Exemplos temos um  futebolista , um poeta, um escritor, um médico etc.
Agora digno de nota no grupo das pessoas normais estão aquelas que podem ser classificadas como “normais portadoras de deficiências especiais ou normais portadoras de vagabundagem geral  ”. Por estranho que pareça elas existem e num percentual muito significativo. São aqueles indivíduos que são deficientes para qualquer trabalho produtivo. Eles não têm vocação para qualquer tipo de esforço, inclusive o mental . Aliás, nosso glorioso IBGE já os catalogou e os classificou de nem, nem, nem. Ou seja, eles nem trabalham, nem estudam e nem têm interesse em nenhuma das duas opções. Tais categorias de pessoas podem também ser chamadas de nem fedem, nem cheiram. Essa classe de gente existe, especialmente nos tempos do lulopetismo de Lula e Dilma, com seus programas sociais  demagógicos. Agora criaram até bolsas para travestis e gays( nada conta o prefeito de São Paulo , Fernando Haddad , nem contra o grupo LGBTs)).
Muitas vezes temos também uma legião de  jovens que têm até um curso superior, mas optam pela “ociosidade improdutiva”, levam uma vida de futilidades e vivem, às custas dos pais. Para esses o trabalho, mesmo intelectual ou mental tem aquele sentido original do tripalium, suplício, martírio. São autênticos vagabundos, um peso negativo e fardo para as famílias. Muitos desse desocupados subsistem às custas de pais e mães aposentados, avós; dos quais muitos até doentes, inválidos e que sequer são amparados ou cuidados por esses filhos , netos e outros parentes. É algo de dar um tremendo  dó.
Quanto à relação das pessoas portadoras de necessidades especiais com o trabalho - Nesse grupo, sim, podemos tirar os melhores exemplos de vida no que se refere às relações humanas com o conceito o mais amplo de trabalho. Claro que temos também os maus exemplos de malandragem, de mau caráter. O indivíduo , às vezes, tem  um déficit físico ou psíquico mínimo  e se julga incapaz. Muitos  tentam burlar a previdência social ou uma seguradora para obter benefício de aposentadoria ou indenização. São casos encontradiços. Não é ,à toa, que a previdência social ( INSS) está falida.  Além da corrupção e roubalheira que há no órgão pelos companheiros petistas  .
Entre os belos exemplos temos pessoas que com tantas limitações físicas, com dificuldade de mobilidade ou amputadas são altamente produtivas; nunca auto-consideradas deficientes. Desses belos exemplos( que vergonha para os normais) basta observar e assistir às competições paralímpicas. São paratletas cegos, amputados, paraplégicos com desempenho e trabalho físico de dar inveja e canseira em qualquer pessoa classificada como  normal, tipo aqueles nem, nem, nem.
Enfim, o que temos no Brasil é a cultura da malandragem, da vagabundagem e muita preguiça, onde levas e levas de gente querem levar vantagem em tudo, enganar este e aquele outro sistema; e produzir e trabalhar mesmo que é digno e honesto fica relegado em plano secundário. Que triste 
.                                                                                      
 João Joaquim  - médico e articulista do DM joaomedicina.ufg@gmail.com    www.jjoaquim.blogspot.com

BENDITAS PALMADAS...

AS BENDITAS  PALMADAS DO PAPA FRANCISCO

João Joaquim

 É curioso, risível para não dizer ridículo e fútil como certas opiniões provocam tanta polêmica e blábláblá. Não por toda a humanidade, mas por alguns grupos ou organizações que representam pontos fora da abscissa ou da curva como se referiu o ministro Luiz Roberto  Barroso do STF, quando do julgamento do mensalão. A figura da vez, e mais uma vez, é o nosso pacífico e admirável papa Francisco. Numa cerimônia pública ele exortava sobre os rumos da  família. Disse então o sumo pontífice ser favorável às palmadas, quando necessárias, na educação dos filhos. Ele foi bem enfático e demonstrativo de que tal expediente como corretivo de um filho fosse feito com amor, sem o objetivo de ofender a dignidade da criança. Que tal reprimenda nunca fosse desferida no rosto do filho por exemplo.
Pronto, isto bastou para despertar protestos  de alguns grupos defensores dos direitos humanos, até de algumas autoridades da ONU. Nós, aqui do Brasil, aqueles a favor de uma educação plena (não apenas escolarização) perguntamos: o que de errado disse o papa? No fecho da matéria eu retorno ao conselho da chefe da igreja católica sobre a educação de filhos.
O que é educação? Vamos partir da seguinte premissa ou definição: ninguém ou nenhum animal nasce pronto. Que bom seria se cada pessoa já nascesse com todas as habilidades gravadas e aprendidas em seu cérebro, em sua memória. Todos nascemos como uma tábula rasa ou lousa em branco( teoria do empirismo de John Locke).
Não é absurdo compararmos a educação de uma criança humana a uma criança de outra espécie. Criança deriva do latim creantia, um ser em criação, que está em processo de desenvolvimento, em formação de todas as suas potencialidades, quer orgânicas, quer psíquicas.
Vamos imaginar dois cãezinhos irmãos, um desses irmãos receberia um processo educacional (adestramento) padrão, o outro criado à revelia, à solta, sem imposição de qualquer limite ou disciplina referente a alimentação, interação com os humanos e destino inclusive de seus dejetos. Torna-se de conclusão acaciana afirmar que o cão que recebeu limites, disciplina e repreensões resultará em melhor criatura. Isto porque seus instintos e impulsos selvagens foram condicionados por uma imposição (corretivo) educacional. Simples! Os humanos também temos instintos e impulsos irracionais  .
O mesmo resultado se aplica a uma criança humana, com uma grande diferença contra ou a favor desta, dotada que é de razão e inteligência superior. Imaginemos por analogia dois irmãos, cada um recebendo tratamento semelhante aos dois filhotes de cães. Claro que teremos resultados similares. Aquele que receber uma educação mais rígida , criteriosa, com o estabelecimento de regras de convivência, direitos e deveres, inclusive algum castigo ou palmada, naturalmente resultará em um adulto mais polido, mais politizado, mais ético; enfim nos melhores conceitos de cidadão .
As famílias dos tempos digitais, da informática e da internet parecem a cada dia perderem o real senso e significado do que seja educação. Não custa repisar que criação, educação e escolarização são conceitos distintos. Criar um filho e um cachorro não tem muita distinção. A educação (boa ou má) quem dá são os país e a família. A educação escolar (alfabetização e aquisição de conhecimento) é uma pequena fração na educação global do indivíduo, administrada pelos pais e família. Na maioria das vezes eu sou o corolário, o produto, a manufatura do meio onde eu vivo; e este ambiente principal é a família, as pessoas com quem eu convivo. Jean Jacques Rousseau, na teoria do bom selvagem,  exprimiu bem esta tese: todo homem nasce bom, a sociedade ( a começar pela família ) é que o corrompe. Conclusão elementar.
Hoje, vemos cada vez mais uma sistemática crença de que educação de filhos seja feita pelas escolas. As escolas devem ser parceiras das famílias no aprimoramento educacional das crianças e adolescentes. Há correntes de educadores e psicólogos nestes tempos modernos contrários a toda atitude e prática mais rígidas no processo educacional dos filhos. E as famílias, sobretudo os pais mais jovens, têm embarcado nessas orientações. Os filhos dos tempos digitais vêm sendo educados com excesso de liberdade que cheira a libertinagem. Os pequenos têm muitos direitos e poucos deveres. A permissividade com que a garotada vem acessando e utilizando a internet e redes sociais é uma demonstração cristalina, do quanto os pais , cuidadores e professores estão distraídos e equivocados com os rumos de nossa educação das crianças e adolescentes.  Imagina uma criança de 8anos a 12 anos fazer uso irrestrito de um telefone celular, de um smartphone, de um iPad, das redes sociais! Este excesso de liberdade, a pretexto de inclusão na modernidade beira a uma sandice e insanidade mental das famílias.
Por isso em torno à frase do papo e penso com ele em uníssono. A criança deve ser educada sim, com disciplina, com  limites e regras, enquanto ela for criança. Uma vez apenas criada( sem regras e limites), e crescida ela já está pronta e não tem volta. Por isso eu endosso que algum castigo, diálogo firme e até palmadas vão lhe trazer aprimoramento físico, intelectual e moral de forma permanente. Se alguém discorda dessa tese, que me prove o contrário com resultados e casos concretos.   


João Joaquim  - médico e articulista do DM joaomedicina.ufg@gmail.com



CARNAVAL - PALHAÇOS E BUFÕES

O NOSSO CARNAVAL DE CADA DIA . SOMOS TODOS PALHAÇOS E BUFÕES

João Joaquim


E nossa festa carnal hein ?  Não é porque não gosto que vou deixar de falar sobre a festa mais profana, mais popular e mais despudorada do Brasil e alhures. Aliás, quando mais jovem eu me folguei e brinquei algumas vezes na festa do rei momo. Festa ecumênica esta que em muito difere dos festins de natal e ano novo. Explico-me um bocado a mais. Natal e ano novo se tornaram comemorações muito consumistas e marqueteiras. Aquele sentimento cristão de fraternidade universal já era. Todos querem mesmo é se empaturrar das melhores comida, exibir os melhores presentes aos filhos e mais nada. Deus e Jesus cristo passam longe no coração e nas propagandas aliciadoras das indústrias  e do comércio. Há um chamamento despedido e desvairado pelo consumo, a qualquer custo.
Então pode-se fazer um paralelo assim: em festas de final de ano, o rico exibe-se mais rico, o pobre vive mais a pobreza na pele e na carne porque ele não participa dos banquetes e não pode dar aos filhos os presentes exibidos nas lojas e na TV. No carnaval não! Aqui temos uma festa dos ideários da revolução Francesa (1789)” egalitê,  fraternitê, libertê”. Todos se esbaldam de forma igual. Afinal as cores e uns birinaites    são parecidos e fazem os mesmos efeitos, sejam ricos ou pobres. As festas de carnaval parecem tão antigas que os registros históricos são imprecisos e até pitorescos.
O verbete teria originado de “carrus navalis” ou carro naval (origem latina). Seria uma espécie de embarcação  ( semovente) romano e precursor dos coloridos caminhões e ônibus( alegorias) que desfilam hoje na festa momesca.  Mas ,tal explicação não convence  a filólogos e historiadores.
Outra teoria também diz da participação da igreja católica. Fala-se que o papa São Gregório Magno, teria recomendado ao último domingo antes da quaresma, a data para se comer carne à vontade , antes da abstinência absoluta no período pré-páscoa quaresmal. Seria esse domingo “ dominica ad carnes levandas”. Esta expressão teria sido reduzida para carneval ou carnaval. Esta também não caiu muito nas graças de nossos Vicentes (não convincente). A explicação que mais convence a são Tomé ou são Vicente parece ser a locução latina “carnem levare”, ou seja suspender ou abolir a carne (alimento) a partir da 4º feira de cinzas. Ao que sugere a termo carnaval se referia apenas à terça gorda de festas.
Há ainda outros estudiosos e filólogos que supõem o  termo vir do italiano carnevale; ou seja festas e farras em que valem os prazeres da carne no sentido concreto e abstrato. Ou seja seria as orgias alimentares e muita devassidão, inclusive os excessos sexuais.  O que expressa  para muitos críticos é que tais festejos seriam resquícios das festas saturnais, dionisíacas e bacanianas vindas da antiga Grécia e império romano.
Falando agora do carnaval dos tempos televisivos e digitais. No fritar de todas as origens são festins e diversões em que vale tudo. Tudo em questões de extravasamento, de atitudes e comportamentos. Ali é, quando se fantasia dos mais coloridos adereços e pinturas, os foliões põem a público, seus desejos, fantasias sexuais, fetiches e pulsões.
Mas, não são apenas tais distensões e afrouxamentos de comportamentos e princípios que propiciam as festas de momo. Eu, particularmente gosto muito das referências históricas, das homenagens a personagens das ciências, das artes, da política. Outra face muito positivista do carnaval são as críticas bem humoradas aos nossos governantes e gestores públicos corruptos e cheios de boas ideias. Aliás, esses nem o folião satanás quer mais. Seu inferno já está com lotação esgotada. E só para já ir fechando as torneiras e apagando as luzes, porque em pleno 2015 estamos com falta de energia e água. Já imaginou! Somos a maior reserva de água potável do planeta e temos de racionar o liquido.
Enfim é isto, são coisas que só ocorrem no Brasil, igual a jabuticaba e Lava-jato . Temos o  melhor futebol ( ou melhor tínhamos até 2014) e temos  a maior corrupção desde os tempos de Moisés e Hamurabi. E como decorativo, já que falta decoro em tudo, temos o maior e mais visto carnaval do planeta. Para tanta proeza não faltam os brasileiros que gostam . Aqueles que nas fantasias se apresentam de serpentinas e pantomimas. Terminadas as festas somos na real os bufões, os bobos, os truões e palhaços enganados pela rainha (Dilma) e seu séquito de régios e palacianos . Que triste!
 Que história estamos vivendo hein. Ah, eu ia me esquecendo, a escola vencedora do Rio de Janeiro , A Beija Flor, foi patrocinada pela ditadura de Guiné Equatorial, uma das mais antigas tiranias da África. A organização Transparência Internacional colocou a Guiné Equatorial entre os 12 países com maior percepção de corrupção. Teodoro Obiang Nguema governa o país há 35 anos. O governo do PT também lhe fez um mimo, perdoando milhões de dólares de empréstimos pelo Brasil. Aliás, isto não é novidade com os atuais mandatários petistas simpatizantes de ditaduras.
 Foi noticiado que a vencedora do Carnaval Carioca recebeu do ditador daquela republiqueca, a módica quantia de 10 milhões de reais. Ah, mas também perto das gorjetas nas propinas de Petrobrás, bilhões de dólares , isto não é nada. Na verdade parece mais é implicância da imprensa marron e da oposição , e bola pra frente.  

    
 João Joaquim  - médico e articulista do DM joaomedicina.ufg@gmail.com

PUTREFAÇÃO - POLÍTICA, E...

É MUITA COISA RUIM COM A LETRA P

João Joaquim

 Iniciando-se por um lugar-comum da era petista eu imagino que “nunca antes neste  país” ouvimos e lemos tanto as palavras política, polícia federal, ministério público, propina e corrupção. É muita coisa ruim com a letra P. Nos meus tempos de estudante de 2º grau, que aliás era muito melhor do que as escolas de hoje, eu não imaginava que um dia ( em plena democracia) política tivesse muito a ver com polícia e outras porcarias . Quem diria que a arte ou Ciência de governar o Estado na era dos petralhas( partidários do PT), dos sectários e séquitos de Lula e Dilma preenchesse as principias páginas de polícia e do judiciário dos maiores jornais e portais de notícia do Brasil e do mundo !
Eu calculo que os lexicógrafos, semânticos e filólogos estão tendo muito trabalho com a mudança de significado de termos como política, ética, decoro, verdade, mentira. Aliás, algumas e suas congêneres ainda não foram dicionarizadas. Como exemplo, mensalão, mensaleiros e mensalinhos, ponto fora da carva, petrolão e petrorroubalheira e outras que não me lembram.
Mas, preliminarmente eu deixo algumas sugestões para as próximas edições do Aurélio e Houaiss. Política por exemplo. Primitivamente (como queriam Aristóteles e Platão) seria a arte e Ciência dos fatos e fenômenos respeitantes às coisas públicas (do povo) e de Estado.
Conforme a nova semiótica como se poderia redefinir?  Política (no idioma brasileiro) seria não mais Ciência (que envolve princípios sérios e racionais), mas a arte ou habilidade da esperteza, do ardil, da astúcia, dos sofismas, e da mentira (ou dissimulação). Aí poetas e repentistas teriam que trocar algumas rimas. Político não rimaria com cívico nem com pudico. Dar-se-ia muita ênfase à corruptela politicalha, porque combina com canalha.
Deixando de lado as mudanças de significado de muitas palavras e expressões vamos aos fatos dos quais até os analfabetos têm ciência. Que o digam os índices de popularidade de nossa chefa de estado dona Dilma Roussaff. Em homenagem à sua feminilidade troco o seff por saff .  ( Ela é  a alter ego de Lula). Isto mostra que até os eleitores de nossa governanta andam contrariados com o seu desempenho, ingerência e irresponsabilidade à frente do destino de nosso país.
As escabrosas cenas da vez são os brocotomas e gangrenas do petrolão(quadrilha que tomou de assalto a Petrobras). Segundo alguns historiadores e sociólogos nunca antes na história houve tanta gatunagem e assalto ao dinheiro público como o praticado por empresários e políticos à nossa antes poderosa e rica petroleira. Quebraram-na. Hoje, ela vale apenas 25% do que valia há 2 anos. Os gangsters das empreiteiras, mancomunadas com os políticos do PT e outros partidos da base aliada (frise-bem que não é só o partido dos trabalhadores) conseguiram essa odisseia em termos de quadrilha, corrupção, lavagem de dinheiro e roubo. Algo inaudito, nunca antes registrado e praticado  por políticos e empresários de outras nações.
Um pingue-pongue com alguns personagens dessa operação lava-jato. O nome lava-jato( palavra composta) faz sentido, porque a lavagem não é de um teco-teco, mas de um concorde ou air-bus de última geração . O juiz Sérgio moro da justiça federal do PR tem demonstrado austeridade draconiana, nas oitivas dos acusados. E mais,  não gosta dos holofotes da mídia. Até agora ele não perdeu quase nada para os recursos dos criminalistas chicaneiros, dos presos da operação. Estamos ansiosos pelo anúncio dos nomes dos políticos envolvidos nas traficâncias de desvio de dinheiro para o PT e siglas coligadas. Quem serão os outros além de José Dirceu?
Já se sabe que o julgamento, não será como a ação penal 470 do mensalão, ao vivo pela TV justiça. O juízo será de uma turma (4 ministros) do STF. O relator será Teori Zavascki.  De cara e na teoria demonstra ser até muito sério e severo. Deslustra um pouco sua imagem a fato da concessão de HC a um acusado , o ex-diretor  Renato Duque, cujo advogado(dr Sérgio Renault) é amigo de Zé Dirceu (condenado do mensalão). Advogado este que é também amigo do atual ministro da justiça José Eduardo Cardozo, com quem teve uma sigilosa reunião na véspera do carnaval 2015. De que será que eles trataram?
Enfim, e na totalização das contas o que os brasileiros esperam é que as penas cominadas aos futuros réus sejam as mais justas e severas. Que as sentenças não sigam os ditames das aplicadas aos mensaleiros da era Lula. Muitos daqueles larápios já estão livres, leves e soltos, a exemplo do ex-ministro da casa civil (ou seria casa covil?) Sr José Dirceu. Que fase estamos vivendo hein!  


      João Joaquim  - médico e articulista do DM joaomedicina.ufg@gmail.com

ESTADOS BANDIDOS

OS ESTADOS BANDIDOS, HORRORES DO SÉCULO XXI

João Joaquim

 Há certos fatos, feitos e organizações que nós acreditamos na sua existência porque elas estão aí em nossas vidas, em nosso cotidiano. Mais do que sua existência nós as vimos e convivemos com elas diariamente, ao vivo, pessoalmente, ou através de todos os meios de comunicação em tempo real. Com este prólogo eu quero focar sobre uma questão que vem assolando e aterrorizando o mundo todo. Eu me refiro à violência e aos crimes que campeiam pelo Brasil e pelo planeta e que têm constituído em uma afronta e um grande desafio para os países, não importa o tamanho, o poder econômico e grau de desenvolvimento dessas nações. Caso dos Estados Unidos e França por exemplo.
Vamos começar por uma violência ou organização criminosa que vem sendo manchetes e mais manchetes em todos os órgãos de comunicação e jornais que é a operação lava-jato, da polícia federal. Nós, aqueles brasileiros honestos, que trabalhamos certinho e pagamos em dia o que nos é imposto (e põe imposição nisto) só acreditamos em certos fatos e realidades porque elas estão a nos assombrar e nos escandalizar todos os dias. São feitos e proezas criminosas com as quais vamos até nos acostumando e com isto fica uma sensação de que tudo está normal e não tem volta. Há como que um adormecimento ou torpor no coração, na consciência e sentimento de crítica e de patriotismo  da sociedade.
Eu não quero nenhum esforço crítico, nenhuma austeridade de reflexão daqueles que me leem, de quem acompanha os noticiários de todos os órgãos de mídia. Vamos pensar simples, sem muito gasto de glicose, ATP ou forçar nosso córtex cerebral. Imaginemos um país democrático, organizado, com todos os poderes constituídos e funcionando bem! Ou seja, tem um congresso bicameral, executivo com chefe de Estado eleito pelo povo( bem observado que no Brasil chefa de Estado), um judiciário bem aparelhado e gigantesco ,polícias federal e estaduais,  e outros tribunais e agências reguladoras. Tudo bonitinho e certinho como boca de bode !  Agora vamos imaginar que dentro de uma grande empresa público desse Estado seja constituído um outro estado, uma organização criminosa! Falando assim, fica a parecer uma piração total ou enredo criminoso. Mas, não é ficção ou delírio. É real, é palpável, é visível e só acreditável porque está aí. É a camarilha e quadrilha instalada dentro da Petrobras. Se uma pessoa acordasse de um coma de 10 anos e fosse-lhe narrada tal façanha criminosa, forjada e funcionando há mais de 10 anos,  numa empresa estatal, esta pessoa agora desperta e lúcida  não acreditaria. Tudo beira a uma ficção policialesca.
Outros exemplos que beiram ao espanto e surreal:  as organizações criminosas urbanas ou dentro das próprias penitenciárias. São os casos do primeiro comando da capital (PCC) de São Paulo e comando vermelho(CV) do Rio de Janeiro. Todos nós de sã consciência e sem surtos de delírio ou alucinação só acreditamos porque elas fazem parte da comunidade e rotina das pessoas. Elas estão lá, tem suas regras, estatutos, tribunais. A todo dia seus membros andam exibindo seus fuzis de última geração, granadas, metralhadoras. Um autêntico deboche e galhofa das autoridades.  Trata-se de um estado bandido dentro do Estado Oficial. O máximo que as autoridades públicas podem fazer é um permanente confronto. Nunca tais crimes organizados são aniquilados. Prendem-se ou matam-se alguns líderes, mas outros surgem como formigas saúvas e tudo se torna como um moto-contínuo.
Vamos pensar em âmbito global. Nada existe de pior banditismo, de mais ameaçador e terrificante do que os fanáticos fundamentalistas  do estado islâmico (Isis). É inaceitável e intolerável que esses grupos de bárbaros e selvagens se organizem e funcionem em territórios e cidades de países civilizados e constituídos de todas as autarquias, exércitos e tribunais. É o caso por exemplo da Síria, do Iraque e Líbia. A Síria numa guerra civil de 4 anos já produziu mais de 200 mil mortos entre opositores do regime ditatorial de Bashar Al-Assad, civis e muitas crianças. E  acreditem,  não dá conta de eliminar grupos do Isis dentro de seu próprio território. Os EUA, guardião da democracia e dos direitos humanos, destroçaram  o regime de Sadam Husseim e não sabem como anular as atrocidades e execuções dos grupos terroristas que, em série, vêm degolando e queimando  prisioneiros de vários países. A mais nova barbárie desses lobos selvagens e sacripantas tem sido a destruição de patrimônio histórico de mais de 3 mil anos em terras do Iraque(esculturas de Assírios e Sumérios).
 Enfim, estamos a ver hoje diversos estados bandidos e criminosos organizados e estruturados dentro de vários Estados Oficiais. O que nos conforta e traz esperança é saber que o nosso horrendo e pavoroso estado bandido do  petrolão está prestes a ser sufocado e esmago pelas forças e austeridade do bem, de nossa justiça brasileira, sob o comando do intrépido e intransigente juiz Sérgio Moro, 13ª vara de Curitiba - PR. Isto, se o PT e seus apaniguados não atrapalharem. Articulação e tentativas para tal feito não têm faltado a esses esquerdo-comunistas, cujo partido, o PT e associados são os principais beneficiários dos roubos de nossa Petrobras. Que país é este ?    

   
 João Joaquim  - médico e articulista do DM joaomedicina.ufg@gmail.com