quarta-feira, 30 de novembro de 2016

RELIGIÕES....

            AS CRUZADAS RELIGIOSAS DOS TEMPOS DIGITAIS

” Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil”. Este foi o tema da redação do ENEM 2016. Explicando para a posteridade, Enem é o exame nacional do ensino médio. Através da nota do ENEM é que se classifica para o ingresso nos cursos universitários. Trata-se de um avanço do Brasil. Nada mais que um tipo de teste de suficiência  como meio de o jovem ter acesso ao ensino superior, tanto nas universidades públicas como nas privadas, nestas que tem convênio com o fundo de financiamento para o ensino superior-  FIES.
Caminhos contra a intolerância religiosa. Os caminhos e formas de discriminar, criminalizar e rejeitar outras religiões fazem parte da história do próprio homem. Sempre se tratou de uma autêntica piração( ops, perdoe-me a gíria) . Eu como pessoa e indivíduo, ou  um grupo, uma comunidade, uma  organização, até mesmo um Estado achar que a religião certa e  única é a minha parece uma concepção esquizofrênica . Bem assim esse grupo, organização ou Estado encampar e admitir tal expediente.
 E tomando o estado oficial como exemplo temos os Estados teocráticos. A república democrática (leia-se teocrática) do Irã dos Aiatolás faz parte dessa classe de governos que impõem uma religião ao cidadão . Um exemplo de um estado bandido, o islâmico, instalado no Iraque e Síria, cujos membros e terroristas sequestram, torturam, matam e morrem em nome de uma deturpação do Islamismo. Que fique bem claro, trata-se esse grupo de terroristas, numa degeneração do que prega o alcorão. Todas essas torpezas e atrocidades são perpetradas e motivadas por um fundamentalismo religioso.
 O primeiro bom caminho no combate a intolerância religiosa no Brasil vem do nosso estado democrático de direto. De nossa constituição cidadã temos a premissa da laicidade do Estado Brasileiro. Isto se traduz em que além de liberdade de imprensa, expressão e opinião temos a de religião. Ninguém poderá ser criticado, vexado, diminuído ou desdenhado por celebrar, professar e praticar qualquer que seja essa ou aquela religião. Inclusive não ter nenhuma religião . 
Ora, esse caminho da livre crença, da fé, de  se tornar sectário, adepto e membro de um ritual religioso se dá pelo exemplo e norma constitucional do Estado (Brasil). E assim é dever legal, ético, moral e de consciência de cada brasileiro. A nação se compõe de seus filhos e cidadãos , e o melhor exemplo começa de cada um de nós, das famílias e sociedade como um todo.
Temos que ter cada vez mais a clara noção e ciência de que não estamos mais nos tempos das cruzadas, quando cristãos e muçulmanos  foram torturados e mortos em nome de uma crença, uma religião. Não estamos mais nos tempos medievais da “santa” inquisição, da época do inquisidor mais sanguinário ,  Tomás Torquemada,  quando toda verdade e fé eram impostas pela igreja católica. Vale lembrar que nos tempos da inquisição havia inclusive um intolerância científica. Que o diga o físico Galileu Galilei(1564-1642) com sua reafirmação  e comprovação do sol como o centro do universo (heliocentrismo). Se ele não se retratasse em público teria sido cremado vivo, como o foram muitos outros naqueles tenebrosos tempos de absoluta censura ao livre pensamento e à religião.
Os caminhos para abrandar a intolerância religiosa no Brasil seria criminalizá-la como outro preconceito,  o racial ou de gênero por exemplo. Eliminar de todo essa forma de intolerância, a exemplo do preconceito étnico ou de orientação sexual, é quase impossível porque ao que parece trata-se de um sentimento, ou “falso orgulho” do senso coletivo , sentimento nocivo este que se acha  entranhado na memória e DNA de muitas pessoas.
Outras formas de abrandar tão graves reações e menosprezo de parte da sociedade seria no incremento de campanhas de boa convivência, respeito à livre manifestação do outro inclusive na sua fé e rito religioso. As iniciativas nesse sentido de um convívio fraterno e generoso poderiam se dar pelo próprio Estado e divulgadas pelas redes de jornais e televisão, que são as grandes formadoras de opinião.
Enfim, são  muitas as religiões consideradas monoteístas. O que importa se os muçulmanos têm Deus como Alá e Maomé o seu profeta?  O que importa se os cristão também acreditam num mesmo Deus e Jesus Cristo como enviado a essa terra a  se sacrificar na cruz para nos salvar? Afinal, todos não queremos e buscamos o mesmo paraíso (céu)! 

Se o alvo final é a suprema felicidade e bem-aventurança que diferença faz ir de avião, de ônibus, de moto ou bicicleta. Assim são as religiões. São veículos que fazem nossa conexão com Deus e o paraíso. Então,  mais parece uma alienação mental daqueles que acham que a única religião certa e verdadeira é a deles e não a minha.  Novembro/2016.  

Valdevinos...



                                          OS VALDEVINOS DO BRASIL
João Joaquim

Nesses dias do exame nacional do ensino médico (ENEM), vieram-me, de permeio, algumas reflexões sobre a humanidade. A brasileira como modelo porque o Enem é uma exclusividade nossa. O adjetivo médio de nosso ensino é bem ilustrativo visto tratar-se daquela encruzilhada na vida de cada pessoa que almeja ser alguma coisa ou alguém nessa passagem pelo planeta.
Se pegarmos a nossa juventude, pode-se dividi-la   em duas classes de pessoas. Isso grosso modo. Porque há estudiosos e pesquisadores que a subdividem em várias subclasses. Uma como exemplo, a dos chamados três nens.  Quais sejam os jovens que nem trabalham, nem estudam, nem vontade têm para ambas as ocupações. Ou seja, essa 3a subclasse, como se diz no vulgo são os valdevinos  por vocação.
Mas, tornando ao mote central, duas classes de pessoas. A turma que produz alguma coisa e a que nada faz ou produz. Se falamos aqui dos jovens, ela é extensiva às pessoas de todas as idades. Afinal o jovem amadurece e ele será o adulto e idoso de amanhã. Adultos que, independentemente do gênero e sexo nada fazem, nada produzem e se pudessem já nasceriam com uma aposentadoria vitalícia, pensão, mesada e outras benesses, vindas de onde viessem. O  que importa para essa classe de gente seria isso: uma vida fútil, vazia e sem nada acrescentar à família, aos pais, ao meio social onde inseridos, dos quais dependem para cama , mesa e banho .
Melancolicamente, sofrivelmente, o Brasil está infestado desse tipo de pessoas. Classe de gente que começa em idade precoce, na infância, adolescência e juventude. E de plano, como instigante que é tal triste realidade, poderiam ser apontadas as causas dessa trágica constatação de nossa vida brasileira.
Esse contexto se inicia na infância no processo educacional da criança. E aqui têm culpa o Estado( Brasil) com suas políticas precárias na educação pública, tem culpa o nível de escolaridade das famílias de baixa renda, tem culpa a  falta de planejamento familiar e controle de natalidade oferecidos pelo SUS. Alguém menos avisado poderia indagar, mas o que têm a ver planejamento familiar e controle de natalidade com analfabetismo, pobreza, desocupação, desemprego e ociosidade improdutiva das pessoas? As realidades da educação brasileira, da saúde pública e da previdência social respondem por si. São esferas e setores vitais intimamente imbricados. Melhor educação gera melhor saúde pública e previdência social sem déficit . Estes dois fatores  respondem a questão . São esferas e setores vitais intimamente imbricados. Melhor educação gera mais saúde, que gera mão-de-obra mais eficaz, maior qualificação profissional, menos desemprego e uma previdência social mais superavitária e mais segura e protetora para os seus afiliados.
Adicional a todos os fatores enumerados temos a índole latina do povo brasileiro. Ao que sugerem muitos pareceres e obras de sociologia;  a ociosidade, a preguiça, a malandragem, a vagabundagem compõem o espectro da natureza e da índole de boa parcela da humanidade de brasileiros. Além do espírito de porco, muitos têm o espírito macunaímico. Sugiro ler a magistral obra de Mário de Andrade, Macunaíma.
Enfim, são essas duas classes de gente. Uma composta daqueles(as) que vivem na ociosidade, que nada produz. Falar em previdência social. Esta é uma prova viva e irrefutável dessa casta de pessoas. Não é sem razão que essa seguradora estatal está à beira da falência, da insolvência, tamanho o seu déficit. Culpa da corrupção de seus gestores e de tantos benefícios e aposentadorias fraudulentas obtidas por usuários e segurados desonestos.
Contudo, não subsiste só desesperança e fim de mundo. Existe uma classe de jovens, adultos e brasileiros que salva o país e traz muito alento. Todos assistimos a uma parcela de jovens (o Enem como exemplo) que sonham, que pensam, que estudam, que criam. Independentemente de condição sócio-econômica dos pais, de assistência do Estado, dos abrolhos impostos pelo meio social, das dificuldade até de abrigo e mobilidade urbana. Esses jovens são exemplos a ser seguidos e imitados num modelo da cópia do bem. Eles são os adultos e brasileiros que nos orgulham e nos trazem a certeza e a segurança de um país melhor. Com igualdade de educação, justiça e saúde para todos. Que assim seja o futuro para todos.                    Novembro/2016.      


PIF E PIB

 PRODUTO INTERNO DA FELICIDADE-PIF
João Joaquim  


Todos os países têm o seu pib (produto interno bruto). Nada mais é do que a soma de tudo produzido por uma nação em termos de riqueza e economia. Há uma nação no entanto que é singular porque além do pib tradicional ela tem o pif, ou seja, o produto interno da felicidade. Estamos a falar de Butão.  Lá também se chama felicidade interna bruta(fib). E não é pouca coisa porque o povo lá esbanja felicidade. E não pensem porque se deve ao alto pib daquele país singular, que aliás não é nada rico de bens materiais. Ele fica entre as cordilheiras do Himalaia, e muitos seguem o Budismo. A qualidade de vida e o pif ali têm sido motivo de teses e mais teses ,e ao que parece é um sentimento próprio daquela gente.
 Conta-se também que o povo grego de antigamente era tido como o mais feliz do planeta. Um contraste com a Grécia de agora, depois da crise econômica e política recentes( 2008 para cá). Não se pode dizer que são as pessoas mais infelizes de momento, notadamente se olharmos outras crises e infelicidade por que passam os chamados países bolivarianos da América do Sul e Latina, sem excluir o Brasil.
Nós sabemos da felicidade dos helenos antigos até mesmo pelo que deixaram escrito os filósofos gregos. Entre eles Platão, Aristóteles, Tales de Mileto e os pitagóricos.
Entre esses lendários filósofos, um é digno de menção pelo seu peculiar comportamento,  Diógenes.  Conta-se que ele era tão feliz que ridicularizava e desdenhava de todo bem material. Tanto assim que ele levava uma vida de andarilho e morava num tonel. Mas, era admirado pela sabedoria e por suas ideias. Seus biógrafos contam que de certa feita o imperador Alexandre, o grande, quis conhecê-lo. E assim dirigiu-se até ao seu aposento, um simples tonel. Ali chegando com toda a sua comitiva de assessores e segurança, se acercou dele e se apresentou: 
- Eu sou o comandante do império (grego) e coloco-me as suas ordens, o que quer que lhe faça? Ao que respondeu o notável sábio que contemplava a natureza e tomava um bronze natural: 
-que não atrapalhe o meu sol. Não queira me tirar o que não pode me dar( no caso o sol e todas as outras dádivas da natureza).  Ou seja, coisas e reações de filósofo mesmo, que parece ter alguns neurônios diferenciados em relação às pessoas comuns .
Esse filósofo a que referi , Diógenes, foi aquele que certa vez saiu com uma lamparina pelas ruas de Atenas em pleno dia. Perguntado de por que daquele gesto ele respondeu: estou à procura de um homem honesto. Enfim, Diógenes, ele era o mais eremita dos sábios, o mais sarcástico e muito feliz. Agora, fico imaginando se ele pudesse renascer e dar uma passadinha aqui pelo Brasil,  iriam-lhe faltar holofotes e mais holofotes na procura de homens honestos. Isto em se tratando de homens públicos. 
 Já faz alguns anos que li em algum jornal sobre um político brasileiro que tinha uma proposta de emenda constitucional (pec) sobre o direito do brasileiro à felicidade. Não deixa de ser uma ideia feliz, mas daí à pratica vai uma enorme distância. Muitos itens de nossa constituição se fossem cumpridos já seriam meio caminho andado para a felicidade de nossos compatrícios. Eu destacaria três: o direito à educação, a saúde e ao trabalho. O acesso a essas três condições traz dignidade, segurança, qualidade de vida e felicidade ao ser humano.
Hoje vivemos em um mundo de tanta competitividade e de tanta tecnologia que o sentido de felicidade e qualidade de vida passam pelas lei que regem todo o sistema de produção e de trabalho. E não tem como fugir a essas tendências que normalizam( criação de normas e regras) as relações sociais, trabalhistas e afetivas como o sistema econômico em que vivemos. A que pontos chegamos , até para o amor criaram regras. Quanto custa por exemplo uma cerimônia de casamento, as custas cartoriais, o vestido de noiva, a recepção aos convidados , enfim , o mercado do amor? Depende do gosto e desejo de cada um, mas que custa muito caro custa. 
Com todos os avanços das ciências e das tecnologias, notadamente das tecnologias da informação e da internet, o que se aconselha às pessoas é buscar um equilíbrio com todo esse aparato e pensar também na felicidade. Nesse desígnio da conquista da felicidade uma boa receita é aquela de não se perder os bons e construtivos vínculos sociais, familiares e afetivos. Como já advertia Aristóteles o homem é um animal social. Duas alianças devemos ter na busca de nosso produto interno da felicidade (PIF), uma com a natureza, outra com as pessoas a nossa volta. Os bens materiais e as tecnologias podem ser acessórios. Mas, a melhor energia e força para nossa felicidade está em nossos laços afetivos que construímos com a natureza e com as pessoas.  Nós não fomos concebidos e designados para o egoísmo e para o isolamento. Somos animais sociais , fraternos e amorosos. Nov/2016.

Cérebro..

O CÉREBRO COMO A MAIS PRODIGIOSA OU TORPE DAS MÁQUINAS 
João Joaquim  

 Eu começo esta matéria com uma propriedade de meu mais nobre órgão, meu cérebro. É de senso comum que ele é o computador mais complexo e mais perfeito. No que de pronto eu já contesto fazendo algumas ressalvas. Eu afirmaria que ele pode ser a máquina mais perfeita, quando de fato não tiver nenhuma imperfeição. É uma assertiva simples, redundante, de entendimento primário mas que reflete o espírito dessa tese: o cérebro humano se mostrará um sistema prodigioso e inteligente quando não apresentar nenhuma avaria em seus circuitos, conexões, bioquímica e sinapses. Do contrário ele se tornará no instrumento o mais nocivo, no mais desvairado agente do mal e infinitas torpezas  e atrocidades. 
Vamos imaginar inicialmente as atribuições orgânicas do cérebro. Ele é a central de regulação de inúmeras funções como força muscular, reflexos, todas as nossas sensibilidades, órgãos dos sentidos, hormônios neurais de muitas sensações como alegria, prazer e felicidade, entre  outras virtudes. Tudo  em perfeita harmonia com glândulas centrais e periféricas e órgãos vitais como pulmão e coração. É bom lembrar que nosso coração e pulmões são autônomos até um certo ponto. Eles sofrem profunda influência dos comandos cerebrais, através de conexões neurais e de  hormônios, os chamados neurotransmissores. No cérebro estão os chamados centros de comandos de muitas atividades periféricas . 
Fugindo  dessas funções orgânicas vitais passemos às suas atividades abstratas que são o motivo maior desse artigo. Falar das atividades abstratas do cérebro nos traz à discussão o que é uma mente (psiquismo) normal e a doente (loucura ou psicopatia). Um sem-número de artigos já discorreu sobre os limites ou interfaces do que sejam a loucura e a plena sanidade mental.
Quando se fala em saúde psíquica entra os fatores constitucionais e genéticas e as influências dos meios social e familiar. Entre estes contribui o processo educacional da pessoa. Basta lembrar um comportamento antissocial ou uma personalidade voltada à prática de crimes. Tal conduta pode se dever ao processo educacional adquirido da família. Delinquentes por profissão, em geral vão educar filhos delinquentes. Assim demonstram a criminologia e as estatísticas. O homem é muito fruto do meio. É uma tese defendida por sociólogos , antropólogos e filósofos. 
O que seria o cérebro como a mais perfeita máquina de pensar e processar informações? Seria então aquele perfeito órgão em que o seu dono e portador praticasse atos e atitudes voltadas para o bem, para a virtude, para a fraternidade e generosidade. Seria aquela pessoa com uma aptidão para esses e muitos outros sentimentos construtivos e inclinados ao bem. Vamos imaginar um indivíduo capaz de amar o outro (cônjuge ou não), de amar toda forma de vida e a natureza, com o sentido e a predisposição  de se condoer com o sofrimento alheio, de se solidarizar com a carência e fome alheia, com a capacidade de  perdoar ao seu ofensor. 
Esse cérebro,  sim, pode ser considerado o mais perfeito maquinário  ou computador. Sempre almejado de imitação pela criatividade artificial do homem. Quão admirável, um cérebro humano( um cientista por exemplo) na tentativa de sua própria imitação. Um inelutável e inatingível desejo. O homem em seu engenho criador pode até fazer uma aproximada imitação do cérebro, mas nunca algo semelhante. Até porque sentimentos, virtudes, os gestos de amor são atributos naturais da mente e de nossos centros de comandos  cerebrais.  Máquinas não pensam e não têm sentimentos. 
Dos cérebros como máquinas imperfeitas ou avariadas temos uma lista extensa de tipos e gradações( ou de degradações). Os casos mais mórbidos e característicos são os de inúmeras psicopatias estudadas e tratadas pela psicologia e psiquiatria. A Associação de Psiquiatria Americana tem um manual profissional onde de tempos em tempos são incluídos comportamentos e personalidades doentes. Já consta por exemplo desse DSM (manual estatístico e diagnóstico) a webdependência. Tal distúrbio ou cérebro imperfeito é o clássico exemplo referido como induzido pelo processo educacional da criança e adolescente. Trata-se de uma herança do meio familiar. O vício da Internet e redes sociais se caracteriza quando o indivíduo não vive mais desconectado e prefere esta prática ao convívio familiar e com os amigos. 
 A criança de qualquer idade deve ter acesso a internet e mídias sociais com rigoroso critério e controle dos pais e educadores, mesmo assim nunca de forma precoce. Primeiro, deveria ensinar as habilidades de leitura, de aritmética, do raciocínio lógico, do processo criativo, do discernimento , do pensamento crítico, etc. Depois a iniciação na informática e na Internet. Aqui temos uma demonstração cristalina de como o meio, o processo educacional são determinantes do que vai ser aquele cérebro.
Eu proponho que seja incluída no DSM a corrupção. Como admitir que um político que rouba dinheiro da saúde pública e da educação tenha um cérebro perfeito? Seu cérebro, sua mente, seu coração, sua consciência, suas sinapses neurais são órgãos os mais atarantados e atrapalhados de que se tem notícia. Como não é psicopata um ditador sanguinário que usa bomba atômica ou armas químicas para eliminar os seus próprios compatriotas, civis e inocentes ? Qualquer intitulado estadista que se dá a esse expediente é portador do cérebro o mais virulento, o mais patológico imaginado no meio humano. E eles existem pelo mundo a fora. São máquinas humanas as mais mortíferas e torpes de que se tem notícia. Deus nos livre dessas mentes e desses mentecaptos.   Nov./2016.  
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WEB..ubiquidade

 EDUCAÇÃO  E MOBILIDADE DIGITAL 
João Joaquim  

Se hoje, vivemos a era da intitulada hipermodernidade, fico a imaginar ali pela metade do século, ano 2050. Quanto de nossas conquistas  não entrarão  na obsolescência ou a senescência (velhice) dos objetos e recursos de nossa época, 2ª década do século XXI.
Eu penso em uníssono com aqueles que têm as tecnologias da informação e comunicação (TIC) como as marcas de nossa modernidade. Muitas outras características destes tempos se devem justamente à chamada hiperconectividade, a que muitos também chamam de mobilidade ubíqua ou conexões ubíquas( de ubíquo , universal). Num entendimento mais simples seria todos e tudo estarem conectados ao mesmo tempo. Assim todos os avanços tecnocientíficos ficam mais fáceis de ser compartilhados pelo mundo.
Ao tratarmos do mundo virtual, da internet e do ciberespaço não há como negar que a cibercultura está imersa nessas plataformas. Eu, na condição  de geração pré-internet ou geração xis sempre fui um crítico do uso abusivo e não educativo da internet e mídias digitais. Tal concepção se assemelha a qualquer outra tecnologia. A questão não está no espirito da invenção , mas na cabeça do usuário que dela faz uso para o bem ou para o mal. 
 É o caso por exemplo da faca de cozinha. O recomendado é que ela seja empregada tão somente no auxílio de preparo dos alimentos e nunca para ferir, torturar ou eliminar outra pessoa. É o mesmo princípio do emprego do avião na guerra ou da radioatividade na bomba atômica. No mundo digital, o mesmo sentido. A informática e Internet foram concebidas, massificadas , tornadas de fácil acesso e de baixo custo para o bem da humanidade. Em que pensaram os idealizadores da grande rede de computadores ? No armazenamento de dados e informações, na troca de conhecimentos e muitas outras fontes  de consulta . O emprego dessas ferramentas para fins fúteis, destrutivos e nada educativos fica por conta da intenção, do caráter e objetivos de cada mente. 
Aqueles pais um pouco mais velhos, que não nasceram no mundo digitalizado não podem opor resistência ao uso das tecnologias de informática pelos filhos. Elas devem e serão cada vez mais ferramentas e recursos úteis na cultura e na educação .  Ser um pai mais antigo não significa ser antiquado em relação às novas tecnologias. Essa geração pré-internet( na qual me incluo) pode representar uma vantagem na educação dos filhos quanto a questão do acesso ao mundo virtual e todos os recursos dessas mídias. Um aspecto positivo advindo da orientação desses antigos pais seria no equilíbrio do uso de todas as tecnologias da informação, seja no entretenimento, seja em sala de aula ou como fonte de pesquisa.
Os recursos digitais são um convite para a garotada não querer nada com  leitura no livro físico, e outros exercícios como  atributos do raciocínio lógico. Vale repisar que educação é ensinada através de  terceiros, aqui representados sobretudo pelos pais como os  mais importantes educadores. É de senso comum que a educação e aprendizado se fazem primeiro com os bons exemplos . Como pode um pai querer ao filho uma boa educação se ele não pratica essa boa educação? É o que ocorre com a ética, com a etiqueta e o emprego das tecnologias de toda ordem ( carros e motos por exemplo) e dos artefatos digitais. O pai e a mãe representam um padrão e modelo de comportamento aos filhos desde a fase do berço e da chupeta. A família é o primeiro meio social a plasmar a conduta e caráter da pessoa. Todos somos frutos do meio. 
O que tem ocorrido com os pais mais jovens e muitos psicopedagogos e mesmo educadores das novas gerações é um processo de embriaguez e imoderação no emprego recreativo e educativo de todas as plataformas virtuais . E tal crítica se torna mais incisiva quando esses recursos e acessos desmedidos começam de forma muito precoce.
Ter toda forma de cultura já editada em áudios , imagens e vídeos tem se tornado um processo de embotamento cognitivo e intelectual para nossas crianças e adolescentes. Chegamos a um ponto dessa preocupação e perda de raciocínio logico que surgiu um letramento peculiar no uso das mídias, temos uma nova linguagem, o “internetês”( escrita dos internautas) que na verdade representa uma lista de siglas e gírias entendidas apenas por esses compulsivos usuários mais jovens. Temos o que se poderia denominar o idioleto dos internautas, o radical é o mesmo de idiotia. E não é mera coincidência. O idiota na chamada Ática, Grécia Antiga, era aquele indivíduo, que cuidava apenas de suas coisas pessoais, um ensimesmado, que tinha dificuldade  no convívio social, um sujeito que mal cuidava de seu próprio  umbigo.
Por fim, só como amostra grátis desse emprego massivo e nocivo da internet e mídias sociais. Muitos adolescentes hoje ingressam no ensino médio sem dominar bem os fundamentos de álgebra e matemática. Não sabem corretamente as regras de três, uma raiz quadrada ou cúbica nem as funções elementares de geometria. De igual forma não sabem sequer elaborar no português padrão uma simples redação ou carta, que seja para um amigo ou namorada(o).
Por isso torno-me enfadonho e ao mesmo reco-reco. Crianças e adolescentes precisam primeiro aprender o ler no livro impresso, a escrever, a desenhar, a rabiscar, a fazer contas e cálculos matemáticos. Depois, sim, virão os notebooks, os tablets, o Smartphone e redes sociais. Tenho dito e redito.  Novembro/2016. 

TRUMP x Hillary

OS COCHILOS QUE DERRUBARAM HILLARY CLINTON

João Joaquim  

No balanço  das contas temos mais um presidente eleito dos EUA. Trata-se de acontecimento dos mais solenes do planeta pelo que representa aquele país no cenário mundial. Os Estados Unidos constituem uma nação cuja escolha do chefe de estado tem repercussão nos quatro contas da terra. Afinal eles podem quase tudo. Basta saber o peso que a nação tem  nas decisões da ONU e em outros organismos internacionais. Como se diz no popular eles mandam prender, soltar, derrubar ou reforçar regimes e governos de outras nações mundo a fora. Não é pouca coisa quando se fala em diplomacia e defender os seus interesses .
Deixando essas considerações iniciais à parte volto a outros aspectos do que foi essa surpreendente derrota da candidata Hillary Clinton. A bem da verdade nem tanto o seu fracasso, mas a vitória de seu adversário Donald Trump. Aos olhos da  crítica mundial, na análise de todos os jornais do mundo ele está sendo o mais previamente improvável presidente dos EUA. No dito vulgar,  a maior zebra da história das eleições americanas.
Fica para nós a sensação de que o povo de lá como o daqui (Brasil ) cansou e quer experimentar algo ou alguém que não seja mais um do mesmo. É o fenômeno opcional da mudança ; talvez  a ruína e fracasso dos candidatos de esquerda. O exemplo é a fragorosa derrota do partido dos trabalhadores(PT) e assemelhados nas eleições municipais do Brasil de  2016. Se bem que o sr.  Trump, do partido republicano, não tem tanta característica socialista e de direita como a de outros partidos de outros países. Mas, ao cabo e nas ponderações  dos americanos ao que fica de sugestão é a opção por uma mudança daquelas de surpreender a sociedade mundial e até outros planetas. O partido republicano, originalmente é conservador, fundado em meados do século XIX.
O pitoresco e atrativo foram as campanhas finais dos dois candidatos. Para quem supunha que mau gosto, xingamentos, e baixaria eram jabuticabas nossas, se enganou. O espírito e a alma dos  ianques  também têm as suas vilanias e sabem usá-las como o último recurso. Nessas eleições americanas para presidente ocorreu entre outros fenômenos um processo chamado sugestionabilidade, que a psicologia explica. Em palavras mais simples, para melhor compreensão, o fenômeno se dá assim: na narração de um fato (verdadeiro ou mentiroso) o orador terá um papel decisivo em torná-lo aceitável e ouvido como uma verdade única e definitiva. 
O ministro da propaganda do fascismo de Hitler, Joseph Goebbels, teve papel decisivo nesse processo. Ele próprio afirmou: “ Se uma mentira é repetida 100 vezes, ela é aceita como verdade”. Os sofistas da antiga Grécia foram os pioneiros nessa arte do convencimento pelo argumento, pela retórica, pelos arroubos verbais.
Vamos relembrar alguns dos insultos nada republicanos Trump versus Hillary. Ele foi acusado de discriminação racial, assédio sexual e sonegador de impostos. Ela foi chamada de incompetente, incapaz de lidar com a ameaça do terrorismo e irresponsável nas questões de tratar de assuntos de estado no seu e-mail pessoal. Só para lembrar ela é secretária de estado no atual governo Obama e ex senadora.
Para concluir, a mim não resta dúvida de que a sra. Hillary Clinton perdeu as eleições para o falastrão Trump justamente por causa da questão dos e-mails, que vieram à tona na última semana das campanhas eleitorais. Aí funcionou o efeito da sugestionabilidade. Foi puro efeito retórico. Primeiro, do chefe do FBI que reabriu a investigação da responsabilidade ou não da secretária na matéria dos e-mails. Vale lembrar que um dia antes das eleições o FBI declarou não ter achado provas de crime cometido pela Sra. Clinton. Mas, aqui a votação já tinha sido aberta pelos colégios do Estados. Segundo efeito, o discurso ferino e muito repreensivo de Trump contra sua adversária. 
Grande parcela dos delegados dos colégios eleitorais e população votaram não tanto no Trump, mas contra a candidata, por acreditar nas acusações a ela endereçadas. Na verdade ela venceu as eleições no voto popular, mas perdeu nos colégios eleitorais. O sistema americana de eleições tem o peso decisivo dos votos dos delegados eleitorais. Prevalece a decisão desse colegiado.
Agora, cá para nós brasileiros como atrasados tecnologicamente, o que tinha a sra Hillary Clinton, ficar futricando em assuntos de Estado através de seu e-mail pessoal . E o pior, ela foi flagrada nesses expedientes em plenas vias públicas . É o que eu digo sempre, a questão não é o mal das tecnologias digitais, mas no uso ou abuso que se faz delas. O mau exemplo tinha que vir logo do berço da Web  , dos inventores da informática e da internet. Só mesmo com os americanos.                                      Novembro/2016.  

EXISTO PARA...

EU EXISTO PARA QUE FINALIDADE ? 

João Joaquim 


Se a gente for buscar em muitos ramos do conhecimento a finalidade e porquê da existência do homem (gênero) no mundo, têm-se motivos e motivos para que persistam as dúvidas. E aqui estamos a falar das concepções dele próprio, o  homem. Algumas frases e definições por exemplo. "O homem é a medida de todas as coisas, das coisas que são, enquanto são, das coisas que não são, enquanto não são." - Protágoras.  "0  homem não passa de um caniço ,o mais fraco da natureza ,mas  é um caniço pensante"(Pascal).  “O homem é um cadáver adiado – Fernando Pessoa.
Posta assim essa chamada, pode parecer que pretendo falar de existencialismo, de nihilismo, e outros pareceres e considerandos. Apesar de gostar não estou nem aí para Schopenhauer, nem pra  Nietzsche.   Não é de minha tenção discorrer sobre tão complexas e dissentidas matérias. Há um princípio de compreensão e clareza que afirma assim: falar de forma difícil é fácil, o difícil é falar de forma fácil. O adjetivo fácil  aqui fica traduzido por inteligível e simples. Então fica combinado que nada de metafísico ou engrolado no que aqui será exprimido, para que meu artigo possa ser lido aqui, acolá, alhures e por algures. 
Quando se fala na finalidade da pessoa humana, pode-se partir da ideia e verdade de que o primeiro e grande passo é a sua própria existência que não é de sua autonomia. “ Eu existo não por minha própria vontade, mas  por autonomia de meus genitores, um pai e uma mãe” (Confúcio).
E fundado, como também centrado nessa motivação  da existência humana é que quero expressar minhas concepções da magnânima questão da finalidade de cada um, de seu papel;  seja, no núcleo familiar e no mundo como um todo.
Assim pensado vejamos o quanto significativa é a responsabilidade de cada casal no tocante à geração de um filho. Quando se fala em casal aqui, refiro-me à tradicional e predominante forma de gestação de um filho, qual seja: a conjunção ou relação sexual de um homem e uma mulher. Isto porque com os avanços das técnicas de inseminação artificial, bastam ter uma mulher ou barriga de aluguel e um gameta masculino conhecido ou anônimo para se ter a gestação de um feto, uma criança e futura pessoa. “São sinais dos tempos e da modernidade”. Quem não aceitar as novas tendências e opções  que vá ao menos se adaptando ao que é praticado pelas novas gerações , em suas finalidades como pessoas e gênero humano.
Concordem ou não muitas pessoas e entidades civis ou religiosas, mas, as fecundações “in-vitro”( em laboratório, provetas, em clínicas de reprodução humana) são uma das marcas dos avanços das ciências na área da Biologia e da Medicina. Estamos (os cientistas da biologia e medicina) prestes a proceder a  clonagem humana. É o homem se fazendo passar por Deus ou criador do próprio homem. 
Quando se fala a que fim se presta o homem, necessário e inescapável se torna o papel  de quais , ou  de quem (homem e/ou mulher) dará  causa e nascimento àquela criança e futura pessoa, e seus desígnios e finalidade . Em termos práticos e objetivos o que deveria pensar uma mulher em comunhão com o homem no planejamento de um filho, quando tal planejamento  há ? Suponhamos esta reflexão, porventura muita sensata:  Se estamos nos relacionando sexualmente posso engravidar! Planejado e desejado esse filho( outra reflexão), quais serão os objetivos e fins dessa futura pessoa? Tenho ou temos as necessárias condições afetivas, familiar e financeiras para prover a criação, a educação e formação dessa pessoa para nossa família e para a sociedade?
  Fazendo uma síntese ou epílogo da chamada inicial: finalidade e porquê da existência humana e colocando-a no contexto da realidade brasileira. Nossos governos, todos, um após o outro, se orgulham de sermos mais de 200 milhões de habitantes. Nunca, nesse ufanismo tolo e demagógico, são lembrados os excluídos, desempregados e analfabetos. Eles são também milhões a vagar pelo território, sem a certeza de escolas, abrigo, emprego e sustento de amanhã. São legiões de pessoas classificadas como sem. Daí temos os sem-terra, sem-teto, sem-escolas, sem-empregos, sem-assistência médica.... até os sem-dignidade. Basta olharmos nas vias públicas, nos vãos das pontes, nas estatísticas do IBGE, etc. Se algum gaiato acrescentar que é culpa( ou são culpas) dos sem-vergonhas dos políticos , eu agradeço. 
Não temos pelo SUS ofertas e assistências de controle de natalidade ou planejamento familiar. São questões intimamente relacionadas: analfabetismo, desemprego, desassistência médico-social e filhos não planejados e sem finalidade.
O governo tem anunciado assistência sanitária  às crianças com microcefalia pelo vírus zika. Não custa lembrar que são na maioria, mulheres nordestinas, sem muitas coisas. Têm-se, claro, aquelas com. Com carências de quase tudo.
 Nenhuma palavra foi dita sobre política de planejamento familiar ou controle de natalidade para as famílias carentes e seguradas do SUS. Deveria ser um direito pétreo , do qual o cidadão não deveria abrir mão . E que não venham algumas igrejas com as suas teologias do “crescei e multiplicai-vos “. Sejam as católicas ou evangélicas, elas já atrapalharam muito com essa nociva hipocrisia; por isso dentre os  mais de 200 milhões de brasileiros, temos inclusos os excluídos, os sem-tudo e muitos outros miseráveis deixados ao deus-dará. Todos esses em geral tem bolsas miseráveis e um título de eleitor para eleger os mesmos políticos. 
Em que pese a omissão e negligência do Estado (Brasil), deixo um conselho e advertência a cada homem ou mulher, rapaz ou moça. Se vocês não têm condições de darem, por conta própria, criação e formação digna a uma pessoa não a coloque no mundo. Não conte com o Brasil, ele está ruim e pode piorar! 
Filho, uma criança e concepção de uma pessoa é muitíssimo diferente e de enorme responsabilidade quando comparada com  a gestação , criação e educação de um cachorrinho , um burrinho ou poltrinho. Pensem nisso e não sejam geradores( genitores) de pessoas sem finalidade, infelizes pra  si mesmas  , para sua família e para a sociedade. Isto é muito sério. Novembro/2016. 

RIA, RIA...

 SIMPLESMENTE RISÍVEL E HILARIANTE
João Joaquim 

Eu sou um quase fanático por palavras. Elas são tudo ou nada em nossas vidas. Tudo vai depender de qual, de como e onde emprega-las. Elas tanto podem glorificar como desgraçar a vida de uma pessoa. Vamos pegar o exemplo cristalino que tem ocorrido em nosso cenário político. Surge por exemplo aquela salada de interesses do público com o  privado, no caso  Brasil, do mais privado do que o público, quando se trata do múnus dos agentes públicos. Explico melhor: tem lá o ministro fulano que pressionou o colega sicrano para que este tornasse aquele prédio viável, visto que o fulano era dono de um apê naquele imóvel. Prédio este sujeito a embargos de construção por desfigurar o bairro Ladeira da Barra em  Salvador- BA, bairro esse considerado patrimônio nacional pelo Iphan.
Tal fato, como se diz no vulgo, está bombando na imprensa e redes sociais. Em consequência, o agora ex Marcelo Calero- ele era ministro da Cultura, que anda (des)culturada -  pediu demissão e se justificou que não se compactua com ilicitudes e ilegalidade;  e o agora também ex, Gedel Vieira Lima ( era  ministro chefe da secretaria da Casa civil, governo Michel Temer) . Este   se demitiu pela pressão popular, da imprensa e dos adversários políticos. E ainda explicou que o fez por motivos de muita tristeza, dele e de familiares em Salvador, alguns muito bem apessoados, social e financeiramente. 
Mas, as incógnitas continuam.  O que falou o sr  Gedel ? Com que intenção e em  que contexto? Que palavras foram empregadas? “ . Que termos e vocábulos foram proferidos. As gravações poderão  um dia revelarem. 
" verba volant, scripta manent”. As palavras voam, os escritos permanecem. Trata-se de um provérbio de grande significado no aconselhamento do bom emprego das palavras, dos termos corretos para as circunstâncias certas.
Para melhor análise dessa máxima, atemporal, se faz necessário trazê-la para os nossos dias, épocas do esplendor das tecnologias digitais, quando quase nada se faz de forma anônima e clandestina. Ou seja num mundo e numa  era em que tem-se gravação de vozes e imagens, de quase tudo à nossa volta . E aqui dão-se ênfase e louvor a essa banda útil e eficaz das tecnologias, para o bem do lado bom e honesto da sociedade,  e para o mal e a ruína do lado podre e criminoso dessa mesma sociedade.
 E o mais saudável e admirável desse emprego das tecnologias pelas polícias em seus inquéritos e pelo judiciário nas condenações dos criminosos é que a validade das provas se dá para o delinquente comum,  para o pobre desonesto ,  até para os chamados bandidos e quadrilhas do colarinho branco. Os políticos, governantes e empresários por exemplo. Todos do lado público, em cartel e conluio com o lado privado, com  o propósito único e maior de fraudes e assalto ao Estado e aos cofres dos governos.
Hoje, com as mídias digitais, o antigo provérbio  “as palavras voam e os escritos permanecem” tem que ser reescrito. Sugiro este entre outros possíveis: os escritos se destroem, as palavras ficam para sempre. Graças, claro aos celulares, aos smartphones, às canetas que escrevem e gravam, aos Ipads, tablests etc. 
 E com os novos recursos e avanços da internet, o que se diz (diálogo) é gravado e repicado em cópias aos milhares através das tão difusas e propaladas redes sociais e pelas emissoras  de TV. Nada e ninguém mais escapam às gravações. Viva os recursos digitais.
Muito curioso e esdrúxulo sãos os argumentos e justificativas de nossos políticos e outras autoridades públicas quando  são flagradas em suas conversas e palavras nada republicanas
─ Não, não ,  tais expressões, palavras e diálogos não queriam dizer isto e aquilo que os áudios e a imprensa estão dizendo.  ─  Os termos 5%, milhões de reais, a cota que me toca foram expressas em outro contexto. -  quando eu disse Lava-Jato, estava me referindo a meu carro que ia ser lavado no lava-jato
 – Mas , e estancar as investigações ? pergunta um repórter. -  Não, não, eu me referia as investigações de um roubo que ocorrera em meu bairro, do carro de minha família.
 Só gargalhando mesmo de tais risíveis  e estapafúrdias  explicações.
Tais interpretações e (re)significados dados por nosso meliantes e corruptos do mundo político  são similares aquela resposta do marido adúltero que entrevistado na saída de algum motel com a amante sai com esta: a gente estava ali rezando.
 Simplesmente hilariante e risível -  Só isto.  dezembro/2016.