DIÁLOGO DO CÉREBRO-ESTÔMAGO DE OBESO
DIALÉTICA NEURO-BARIÁTRICA João Joaquim A história começa em domicílio e foi mais ou menos assim: o sujeito acessório do enredo, tinha revertido sua cirurgia para obesidade, ele estava em casa e acabado de acordar de sua sesta. De particular ele se deleitava de seu peso mórbido. Deleitava-se? Como assim? Poderia protestar algum endocrinologista. E já de súbito eu rechaço - Deleite puro. Nós, magros ou macérrimos, é que padecemos de nossa magreza. Gordo além de não sofrer com fadiga e suor de malhação passa a vida na alegria e nos prazeres de comer sem restrição. Pensando nesse lado prazeroso e cheio de desejos não vou chamar nosso personagem de doentio ou mórbido, mas de obeso cúpido, aquele prenhe de fome e compulsões para as mais apetitosas comidas. Assim pensando pensaria o nosso agente: não me venham com alface, tomate, pepino, rúculas e grãos integrais. Nesses pratos eu estou fora. Meu negócio é macarrão, lasanha, calabresa, fritas, ...