Postagens

Mostrando postagens de maio, 2015

DIÁLOGO DO CÉREBRO-ESTÔMAGO DE OBESO

DIALÉTICA NEURO-BARIÁTRICA João Joaquim  A história começa em domicílio e foi mais ou menos assim:  o sujeito acessório do enredo, tinha revertido sua cirurgia para obesidade, ele estava em casa e acabado de acordar de sua sesta. De particular ele se deleitava de seu peso mórbido. Deleitava-se?  Como assim? Poderia protestar algum endocrinologista. E já de súbito eu rechaço - Deleite puro. Nós, magros ou macérrimos, é que padecemos de nossa magreza. Gordo além de não sofrer com fadiga e  suor  de malhação passa a vida na alegria e nos prazeres de comer sem restrição. Pensando nesse lado prazeroso e cheio de desejos não vou chamar nosso personagem de doentio ou mórbido, mas de obeso cúpido, aquele prenhe de fome e compulsões para as mais apetitosas comidas. Assim pensando pensaria o nosso agente: não me venham com alface, tomate, pepino, rúculas e grãos integrais. Nesses pratos eu estou fora. Meu negócio é macarrão, lasanha, calabresa, fritas, ...

MEDICINA...E...

AVANÇOS E DESAFIOS DA MEDICINA  João Joaquim Eu costumo falar para muitos amigos e pacientes que a Medicina hoje encontra-se num estágio de desenvolvimento que dá para escolher por exemplo do que se quer morrer. Ou ficaria melhor a afirmação do que não se quer morrer. Se passar desta para a outra já não é agradável, tem umas formas muito mais sofríveis .  Os avanços conquistados nas Ciências de saúde nos últimos 50 anos é muito maior do que os conhecimentos  nos dois  mil anos anteriores. Não é pouca coisa . Vamos pontuar aqui alguns exemplos. A tuberculose pulmonar há 60 anos atrás tinha a mesma mortalidade da AIDS de hoje. Os primeiros antibióticos eficazes  contra o bacilo de Koch(tuberculose)  surgiram em fins de 1940/50. As doenças virais como varíola e sarampo dizimavam milhões de pessoas porque não havia vacinas. A varíola hoje nem existe mais, foi extinta. A poliomielite (paralisia infantil)em breve deverá ser abolida  da terra graças...

MORTE DAS ARTES PLÁSTICAS

A MORTE DAS ARTES PLÁSTICAS João Joaquim  Hoje deu-me no coco (desculpe-me a gíria) de falar sobre criação. Aliás, conforme defendia o filósofo e teólogo Huberto Rhodden, este termo deveria ser grafado creação e não criação. Segundo ele, criação deveria ser aplicada à geração e produção de animais. Criação de boi, de cavalos, de mosquitos da dengue, de corruptos no  meio politico  etc. Creação, vem do latim “creatione”. Trata-se daquela habilidade ou dom na produção de qualquer arte no sentido concreto e abstrato . Sabe-se que eu não sou dotado de confissões íntimas. Mas, esta eu vou expressá-la. Trata-se da inveja. Não aquela inveja vil, mesquinha, da felicidade ou posses e bens  do outro. Eu exalto aqui aquela inveja saudável e construtiva de se ter o mesmo ou semelhante talento desse ou aquele artista. Eu nem vou buscar exemplos tão longínquos como um Shakespeare ou Oscar Wilde. Quando eu leio por exemplos livros e crônicas do Bariani Ortêncio, ...

O QUE HÁ DE VELHO ?

João Joaquim  É muito comum e repetitivo nós encontramos alguém e lhe tascar a pergunta: o que já de novo? Pois hoje, me deu na telha de fazer a pergunta do contrário. O que há de velho? Ninguém pode esquecer o passado. O passado já foi presente e até futuro. Tudo é questão de tempo. O tempo é o determinante do velho e do novo.  Olha o tempo aí! Um conceito que parece não ter conceito. Se pegarmos 10 pessoas eruditas nos mais diferentes ramos do saber e pedir-lhes um conceito de tempo, cada uma certamente terá uma opinião diversa das outras. Será puramente subjetivo. Einstein por exemplo definiu assim:” O tempo foi uma maneira que Deus encontrou para que as coisas não ocorressem de uma só vez”. Definição axiomática, bela , mas subjetiva. Assim parece também ocorrer com passado, presente e futuro. Com o novo e o velho idem. Deixando a digressão filosófica, à parte, vamos ao que há de mais prático e compreensível em termos de novo e de velho. Todos somos ávidos e cur...

CHARLATÕES DIPLOMADOS

CHARLATÕES DIPLOMADOS, CUIDADO COM ELES    João Joaquim  Eu penso que no Brasil charlatanismo é parecido com assalto em termos de frequência. Quase todo mundo já foi vítima dessa prática. Eu sou uma dessas vítimas. Já fui enganado  por dentista falso e por farmacêutico que se passava por médico. Esses dois tipos de fraudadores são muito frequentes na sociedade. Existem muitos outros que exploram a fé , a boa-fé e credulidade das pessoas. Nas TVs temos desde pastores e bispos que vendem indulgências, curam doentes de câncer , fazem  terapias do amor, até garantia de um lugar no paraíso .   Mas, afinal de contas o que é charlatanismo? Numa definição genérica pode-se conceituá-lo como o exercício de uma atividade para a qual o suposto profissional não tem qualificação para tal. A venda de um produto ou procedimento sem comprovada eficácia . Todavia, tal prática também se dá por profissionais diplomados e atuam  na área da saúde. Médico...

O LEITOR E O CRONISTA

João Joaquim  Dizem que ser poeta é ser fingidor. Ele muita vez finge tão bem que dissimula até a dor. E não é fácil porque tem dor que não dá para disfarçar. Cólica renal por exemplo, que eu já experimentei umas três vezes, vai doer assim lá na consciência ou na Cochinchina . Em outras dores dá para se enganar bem. Por exemplo para as dores da alma e do coração. Mas, falar em fingimento, não é só o poeta que é um bom fingidor. Os escritores também sabem encenar, falsear, dissimular, fingir e se fazer passar por outrem. E cá entre nós, qualquer pessoa comum é um pouco poeta e um pouco escritora. A vida em si é poesia pura, uma arte literária. O que ocorre com muitas pessoas é um processo de acomodação. A maioria esmagadora tem igual talento e aptidão para ser poeta e escritor. Basta o exercício desses pendores inatos. É bem verdade que em qualquer expressão artística há pessoas mais seletivas, com um talento congênito. O indivíduo, às vezes, já nasce com habilidades natur...