HIPERorexia Genito-oral

 

Um interessante ensaio clínico psiquiátrico foi desenvolvido na Universidade de Seul – Coreia do Sul -https://doi.org/10.1590/01/SciELO - Scientific Eletrônica Library Online; trabalho desenvolvido com participação de pesquisadores brasileiros/USP.  Disponível aos cadastrados ou não, de inteiro teor. Muito creditável, pelo tempo de estudo, 5 anos e mais de 5 mil participantes humanos. A questão de fundo foi: a relação entre o tipo educativo do indivíduo, a partir de suas chamadas fases do desenvolvimento sexual, com o apego e obsessão por comida, os ditos glutões e glutonas.

Os que pensam em comida 24 horas por dia. Ou os comilões e comilonas, revelam outras características nesses ensaios e pesquisas psicológicas e psiquiátricas.  Segundo Sigmund Freud (1856-1939), o fundador da Psicanálise, há bem nítidas, as chamadas fases de desenvolvimento sexual da criança. Ao todo 5 fases: fase oral, anal etc. por fim a genital e maturação sexual plena. Não é de se espantar que os estudos dessa corrente freudiana veem um estreito liame, entre uma fase oral e anal mal resolvidas e os hábitos de hiperfagia na vida adulta! Não para por aqui. Há uma conexão sexual/libidinal também.

E tudo vai como que, mesmo antes de comprovação de ensaios clínicos e psíquicos, mostrar verossimilhança. Muito convincente. Porque basta imaginar os gestos pueris e tão inocentes de uma criança que não quer deixar a chupeta (fase oral). De algumas crianças com suas sabidas disfunções de esfíncter anal. A chamada fase do penico é bem relatada pelas mães dos pequenos infantes. E vêm de roldão conclusões de outros estudos; muito estendidos, 20 anos, realizados na Universidade de Tóquio/Sunkyô. Dizem esses estudos: há uma nítida relação de uma fase oral e/ou anal mal resolvidas, estendidas e a preferência homoafetiva de homens e mulheres na vida adulta.  São mecanismos neurossensoriais complexos, intrincados, labirínticos na personalidade do indivíduo que vão determinar sua orientação sexual de forma perene. Ou conforme o conflito social, familiar, de discriminação, gerar disfunções emocionais sofríveis.

Então, na conclusão dessas pitadas e mini resenha científica, essas instigantes conclusões. O nexo estreito, íntimo, correlato. Se não a causa única, mas, que corrobora nos mecanismos sensoriais, na arquitetura de tendência e preferência. Fase oral e anal mal resolvida e muito serôdia, protelada, estendida; e de futuro vem os resultados. A fixação do indivíduo, a centralidade de sua vida e ponto gravitacional, na satisfação gustativa e digestiva e sexual. Nas palavras desses pesquisadores coreanos e japoneses, os gestos mastigatórios, de repimpar de saborosos bocados alimentares, são como gozos libidinais e sexuais para muitas dessas pessoas. De igual forma, a sua preferência sexual fixada na opção homoafetiva/mulheres, homem, não importa! É a Ciência/Psicologia, Psiquiatria, na interpretação dos expedientes e comportamentos humanos. São luzes jogadas no que era muita escuridão e ignorância até tempos idos não muito remotos.

 

João Dhoria Vijle - Crítico Social e Escritor 

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