GENTE REPULSIVA
TODOS hão de convir que existem pessoas benignas e malignas. E elas parecem não reunirem condições de fugir a esse determinismo; assim o dizem muitos sábios. Há como que uma organização interna nesses indivíduos, como se fosse seu software, à semelhança de um computador. Muitos hão de chamar a essas características de destino. Mas, será que funciona? Assim, foi, de acordo com a mitologia grega o que ocorrera com Édipo Rei. Segundo o oráculo de Delfos, Édipo mataria o próprio pai, Laio, que era casado com Jocasta. Estes eram rei e rainha de Tebas. Essa história, daqueles idos tempos antes de Cristo, ficou registrada pelo dramaturgo Sófocles (497 a.C – 406 a.C). Para aquele tempo, o homem viveu uma eternidade.
No caso de Édipo Rei, não é que a sina, a desgraça da sina, rara, nem tanto naqueles tempos, veio a se cumprir! O porquê! Se explica: recebido o oráculo de Delfos, Laio e Jocasta deram o filho Édipo para alguém, um servo de Corinto. E para que? Para que a profecia de Delfos (oráculo de Delfos) não se cumprisse. Coitado de Laio! Sina rábula.
Laio não sabia do destino. Já adulto, Édipo volta a Tebas. E num entrevero com Laio. Este é morto por Édipo. Olha aí o destino! Que Sina, hein. Édipo mata o paio Laio e ainda por cima desposa a própria mãe (casa com a própria mãe), Jocasta. Destino, determinismo.
Tornando ao nosso planetinha, ao nosso entorno social, do qual também não podemos desvencilhar de todo. Assim assistimos de forma semelhante à trajetória dos humanos, de muitos humanos, não todos os humanos. Porque existem humanos e humanos. Pessoas cujo caráter, cujo convívio diário pode ser um aditivo benfazejo, agradável aos olhos e ao coração. E outras pessoas que a simples presença reverbera antipatia, quizila e mal-estar.
Esses tipos humanos são encontradiços em todas as famílias. Agora, há algumas que exacerbam os limites da razoabilidade e tolerância. Está aqui uma razão para tanto dissenso, confronto, ruina relacional e infortúnio. Deusa fortuna! Ah, fortuna!
Doutrinas (espírita e xintoísmo por exemplo) e ramos da Filosofia afirmam que são dois os fatores que tornam certos humanos indigestos e intragáveis, nos quesitos de relações e convivência. Um fator: o genético e inato do indivíduo. Está em seu organograma psíquico e moral. Outro fator determinante o educacional. Família, pais tolerantes, bebuns, viciados, glutonaria, rataria. A criação de um ambiente chulo, de baixo grau sociocultural. Tais tipos sociais são formados e instruídos nesse caldo cultural sem volta.
No convívio amistoso e parental, essas pessoas trazem o chamado caiporismo. Elas contaminam o ambiente. A simples presença estabelece uma aura de negativismo, de mal-estar, de repulsa, engulho. Antipatia e rejeição. Afaste-se de mim, espírito do mal. Ou como proferida nas Sagradas Escrituras, vade retro, espírito do mal e indesejável.