INDIVÍDUOS LABORALMENTE DISFUNCIONAIS
Vários são os ramos Científicos, da Fisiologia e Neurolinguística que estudam muito bem os circuitos psíquicos e neurais do animal humano. Aqui fala-se tanto de pessoas normais como aquelas fora dos trilhos, do que se considera padrão de funcionalidade. E já de plano, uma observação: como é complexo o entendimento do mecanismo ou mecanismos de normalidade da pessoa humana! Por ser complexo é também instigante e deslumbrante para os cientistas, para os psicólogos e psiquiatras; os que gostam de Ciências.
E por que dessa mensagem introdutiva? Para a seguinte proposição: quando alguma pessoa está fora do padrão de normalidade no que tange à sua classificação como animal racional, inteligente e superior, há uma confluência de pareceres de que essa pessoa é doente de suas faculdades psíquicas ou mentais. Entram então os ramos profissionais com fundamentos técnicos e científicos para essas correções. São então os psicólogos, os psiquiatras, os terapeutas, os neurologistas e até outras especialidades nos chamados consertos de gente. Porque havemos de convir, os psicólogos, psiquiatras e clínicas terapêuticas de comportamento são técnicos e oficinas de conserto de gente. Em uma simples analogia, como se fosse um automóvel. Oh, meu auto está com um certo ruído aqui no motor, certas luzes não acendem, quando ligo não funciona direito. Etc. Vêm então o mecânico, vem o eletricista e corrige o sistema inteiro.
Assim ocorre com um sem-número de pessoas, de todas as idades, com avarias, defeitos, déficits desse e outro sistema, depressão, tristeza, TDAH, transtorno bi ou tripolar, esquizofrenia, síndrome borderline, etc. Muitos desses tipos têm controle com os profissionais adequados. Porque havemos de convir, são falhas genéticas, dos circuitos psíquicos, neurais, hormônios cerebrais sem homeostase, desarmonia no funcionamento. A Medicina e seus ramos de conhecimento vão dar jeito na coisa disfuncional: medicamentos psicotrópicos, antipsicóticos, psicodélicos, sedativos, sessões terapêuticas, e até neurocirurgia ou implantes. Corrige-se ou compensa-se muita coisa nesses casos.
Agora, vamos imaginar a seguinte situação, encontradiça, em certas famílias, guetos e condomínios residenciais. O seguinte: a pessoa nasce normal, é criada naquele estilo de educação e instrução de certos pais bonzinhos e atoleimados. Aqueles filhos e filhas que não têm limites. Na verdade, e já bem registrados, são indivíduos gestados e criados, ao modo de pets de estimação. Porque a instrução social, ética e civilizatória é precária! A questão mesológica e ambiental tem muita culpa no cartório. Em síntese: aquele indivíduo que vem de uma família tipo o pai é um hebetado social e culturalmente; bebum constante, chucro, tosco, chulo e de precários valores éticos e sociais. Mãe, semianalfabeta, atoleimada, pateta, toleirona. Sem nenhum atributo de respeito e modelo de ética.
Conclusão desses tipos: são pessoas disfuncionais. Elas não reúnem condições de viver de forma autônoma. E por que se afirma isto peremptoriamente? Porque são sujeitos e indivíduos que estão sempre carentes da ajuda de alguém para as necessidades primárias de sobrevivência: comida, abrigo, roupa de vestir, objetos de futilidades. Não dão conta de viverem sozinhos, por si mesmos! Estranho, não! E horrível, vamos combinar, não é!
João Dhoria Vijle Lisboa