FILHA SER MÃE CUSPIDA E ESCARRADA
Na verdade, a corruptela do original é: aquele filho é o pai cuspido e escarrado. Então vale também para a filha. Nos efeitos de ser a mãe cuspida e escarrada. E para relembrar. Na origem o ditado é: aquele filho que saiu ao pai esculpido e encarnado. Para alguns filólogos, esculpido em Carrara (cidade da Itália, de onde se extrai o nobre mármore). O que importa é a metáfora do grande significado da educação e formação integral da pessoa humana, tendo a família, o pai e mãe como protagonistas nessa construção do filho e da filha. Vem deste princípio o axioma, filho se cria com instrução, ética e educação, já cachorro se cria com ração.
Bem diz também o ditado de que a voz do povo é a voz de Deus, e a voz do povo é a sabedoria pura. Quantos não são os brocados, os anexins, os axiomas, as expressões, as regras e princípios que as Ciências não negam. A realidade pura e certa é a de que a melhor escola é a própria vida. E nesses termos cada família, cada pai e cada mãe.
Um grande ensinamento sociológico e filosófico (tese empirista, filosofia empirista) nos crava com ênfase que todo cérebro (criança) nasce como se uma lousa em branco fosse, uma tábula rasa. Noutros termos, uma criança nasce analfabeta absoluta. A mãe, notadamente; e corroborada pelo pai vai ajudar na formação social, ética, de costumes, de etiqueta, de relações humanas a essa criança. Esse entendimento constitui uma cláusula pétrea, irretocável.
Assim, estabelecido e ainda buscando se sustentar na tese empirista, basta cada pessoa observadora e estudiosa atentar com interesse e zelo o cabedal social, o modus vivendi, o jeito de cada pessoa tocar sua vida, nos aspectos os mais comezinhos e modulares da vida. Uma roupa de vestir, um apego vicioso ao celular, o interesse em prestar gentileza a outra pessoa à sua volta, os apegos às frivolidades e futilidades da vida.
Com efeito, o filho vai mimetizar muitos hábitos e atitudes de pai e mãe. A filha vai repetir e copiar em abundância as banalidades (peruas) nos seus trajes. Não importa na vida mais comezinha e rotineira que se há de tocar.
Quando se faz uma análise psicopedagógica e antropológica da pessoa humana (não é pleonasmo, porque há pessoa jurídica) vemos o quanto os ditados populares vêm de uma base científica. São as Ciências nos seus diversos braços se espraiando pelo vulgo, pela plebe e pela sociedade em geral. Não há falha. Quem estuda e se abebera em fontes confiáveis tem esse amparo científico. Assim, se conclui, quer entender porque um filho ou filha se mostra destoante dos padrões éticos, de etiqueta, no trato com todos à sua volta, parentais ou amistosos, corporativos, de redes sociais.? Quer mesmo interpretar ao certo e justo? Busque ler, ver os cabedais de mãe e pai. Tem-se aí o fundamento, a etiologia do porquê de a pessoa ser assim ou não assim, assada ou crua nos ditames mais frugais de boa convivência civilizada e ética. Assim era lenida, debutante da vida, e mimetizava tudo. Seios carnosos à mostra, gastrocnêmios vistosos, minissaia que sentada carecia de esticamento para não mostrar intimidades e calcinhas. Rebolation, insta, face. Ai, ai, ai. Santa Edwiges