SÓ FESTAS
AS ORGIAS DE NATAL DE CADA PESSOA
O dia 25 de dezembro, natal, por convenção e tradição é o aniversário de Jesus Cristo. Dizem os estudiosos que essa data mudou 7 vezes. Um número cabalístico . Mas, o que importa é o simbolismo da data. Aliás, dada a mania de grandeza de muitos ditadores e imperadores do mundo romano nosso calendário foi mudado várias vezes. Foi o caso dos meses de julho e agosto que foram introduzidos no calendário atual; adivinhem em nome de quais mandatários romanos? Parabéns a quem lembrou de Júlio César e de Otávio Augusto(imperadores romanos). Mas, são detalhes que merecem uma outra crônica.
O simbolismo do natal. O principal significado desta data é nascimento. De ninguém menos do que o menino Jesus, o messias, o salvador. Da pátria? Muito mais do que a pátria-terra, da humanidade pecadora e com muitas culpas ante o juízo final.
Mas, será que a humanidade promove as festas de natal e ano-novo consoante preconizava o Messias, o aniversariante desse dia?
Penso que não precisa nem ser cristão para concluir que cada vez mais somos pessoas distantes e dissociadas do que foram o exemplo, os ensinamentos e o evangelho de Jesus e seus doze discípulos.
Vamos materializar esta inversão de valores com alguns exemplos e cultura mundial nos festejos natalinos. A própria figura do papai-noel ( do francês Pére Noel, pai natal) se tornou totalmente deturpada, corrompida. Devia se chamar Papai-Jesus, objetivando homenagear Jesus Cristo , aniversariante da data.
Sabe-se que a figura do papai-noel já existia antes de Cristo, na cultura dos povos célticos. Para eles havia a figura de um velhinho das neves (gelo) que auxiliava e socorria as pessoas carentes e em risco. Depois, esta tradição de generosidade e fraternidade foi retomada com São Nicolau de Mira (Turquia, Itália – século III/IV)
O papai-noel como o vemos hoje, aquele velhinho de vermelho e barbas brancas, com um saco de presentes, é, na verdade, uma criação da coca-cola. Não é, à toa, que o biótipo do papai Noel lembra uma garrafona do mais propagado e consumido refrigerante. A intenção subliminar das indústrias de bebidas, alimentos e outros objetos de entretenimento é esta. Qual seja, consumo! Tenha o máximo de prazer! Realize os seus desejos! Cada vez mais nossas crianças são impregnadas dos símbolos e mensagens de consumismo, da satisfação instintiva pura e simples de ter os objetos da moda. Nestes tempos digitais, os presentes desejados são um smartphone de última geração, um notebook, um iPad, um iPhone, etc. A chance é esta, nesta data, em que os corações de todos, especialmente de pais e filhos, se tornam mais ternos, moles e generosos.
Gozo, prazer e consumo. Esta é uma herança da ruína do império romano( século III). O bordão da época em derrocada era “carpe diem” . aproveite o dia, goze, tenha o máximo de prazer, porque este pode ser seu último dia. Outro lema desesperado daqueles tempos decadentes era “cada um por si e Deus por todos”. Tudo contrário ao espírito de fraternidade e generosidade cristã que seria um por todos e todos por um.
Contudo, nem todos são idolatrados pelo gozo, pelo prazer, pela posse, pela embriaguez material. Abençoados e bem vistos são aqueles que no Natal, dão um pouco ou muito de si e do quem têm para as pessoas despossuídas, em risco e carentes de pão, água e a mão amiga de seus semelhantes. São estes os presentes que recomendava o aniversariante, o verdadeiro papai-noel, Jesus Cristo.
Por falar em Natal e Ano-Novo, toda passagem de ano cada Estado adora exibir seus festejos, desta data. São gastanças e mais gastanças desmedidas, numa clara demonstração de opulência e grandeza. Só o Rio de Janeiro, gasta toneladas de fogos, queimados e evaporados em 16 minutos. São milhões. Fora, energia elétrica, gasto com pessoal, petróleo, etc, etc. Enquanto isto a saúde pública no SUS, as estradas esburacadas, as escolas sucateadas, os presídios brasileiros, a segurança pública!.....
João Joaquim médico- cronista DM joaomedicina.ufg@gmail.com