RAPAPÉS E SALAMALEQUES

 A Educação do bicho humano, lato sensu, é de fato multifacetária.  Basta lembrarmos que ao nascemos somos todos analfabetos. Absolutamente! Temos apenas como instintos os reflexos de sobrevivência: sentir fome e comer; sentir frio, calor ou dor e chorar pedindo socorro; sentir sede e chorar; sentir sono e chorar para dormir. Nada além disto, a criança reage aos estímulos nocivos e nada além disto sabe ao nascer. E assim, segue o bicho humano em sua jornada vital. O chato e melancólico é o indivíduo nascer, crescer, saber pouco da vida e da vida em grupo e sociedade e morrer sem conhecer nada, em comparação com as inesgotáveis fontes do que deveria saber. Vá lá entender esse gênero animal, o homo sapiens sapiens (escreve-se assim, sapiens sapiens).

 Feita esta inicial, vamos ao que se quer com essas notas sobre uma faceta do que vem a ser a Educação integral da pessoa humana (homo sapiens). As primeiras pessoas como educadoras de qualquer pessoa são os pais dessa criança, futura pessoa e cidadã, onde essa pessoa está inserida, família, condomínio, cidadão (da cidade, da civilitá) e país. Se se pode chamar de grade de educação ou grade curricular com que se guia a ensinar e formar essa criança/adolescente/jovem seria aquela chamada instrução de civilidade. Como viver em família? na casa onde se vive essa criança/adolescente/jovem.

Essa grade curricular, simples, modesta, mas de grande impacto na vida atual e futura dessa criança e futuro cidadão (cidadã) começa-se pelo seu treinamento em higiene, em respeitar e acolher o próximo, o outro, o idoso, os pais, irmãos, auxiliares e empregados domésticos, a empatia com os animais e vegetais. Tudo é vida.

Porque vamos aqui imaginar: aquele adolescente e jovem que é criado ao estilo de um animal, predominantemente de engorda. Porque ele cresce de perna, de braços, de barriga, de glúteos, de bochechas, de adiposidades, de musculatura. Mas, contribuição laboral nos afazeres da casa? Necas de pitibiribas (nada de coisa alguma). Porque havemos ou hemos de entender. A vida das atuais gerações, z e alfa tem sido um vazio absoluto. Se ainda soa é justamente pelo vazio interior.  Ao estilo de um tambor, soa pelo conteúdo vazio.

Para quadrar essa mini resenha. As primeiras palavras são dirigidas àquelas e àqueles que portam o seguinte comportamento. São dois estilos de vida. Do tipo: façam o que eu prego, o que eu ensino ou comunico. Mas, não façam como eu faço e conduzo minha vida, meus hábitos, meus vícios, meus sestros, se sociais ou antissociais, meu padrao de higiene pessoal ou instrumental e organização e coisa e tal. Imagine aquela pessoa que em cenário público anda no estilo gamenho, um dândi, um recamado. Entretanto em casa onde mora é um autêntico tatu bola ou canastrão, de tanto macuco ou fedor.

Outro tipo: aquele pai. E mais encontradiço, aquela mãe. Pessoalmente leva uma vida toda regrada, responsabilidades extremadas, ansiedade em tudo que faz, metódica, honesta. Entretanto, com suas crias, uma filha, um filho. Se torna toleirona, pateta, cúmplice, complacente, apoiadora nos atos e desleixos mais baixos. É bem clássico daquela mãe, que em casa costuma eleger um não filho como o seu bode expiatório (ou respiratório, como diz alguns analfabetos). Mas, há aquele filho favorito: a melhor comida, a melhor bebida, tudo fresquinho e feito na hora, os rapapés, os salamaleques, os afagos e brincos. Encontradiços. Feito adulto, esse antes mimado filho, criado em redoma, imune a sacrifícios e ao trabalho dispendioso, se tornará um sujeito inútil, dependente de quase tudo para viver; inclusive nos afazeres domésticos os mais triviais e simples. Faltou o que? Instrução e a mais eficaz educação, a de berço e familiar. Infalível!

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