FAZER O QUÊ!
FAZER O QUÊ! BY
A pretexto de ser um item de realização na vida de cada pessoa, assim o demonstram os estudos de Sociologia e Psicologia Familiar, a geração de filhos e filhas, a depender dos fatores educacionais e de igual forma o bojo genético, vai como que forjando uma série de frustrações nessa chamada etapa que deveria ser de realização pessoal. Em se tratando do projeto de família. Porque eis que esse planejamento faz parte de todo homem e toda mulher que se casam. É o latente desejo e projeção de a pessoa perpetuar-se nos filhos e filhas, na transmissão desses genes. E vêm os resultados, conforme as influências, que os filhos e filhas, desde pequenos, vão conquistando. É o meio, micro e macro ambiente social a moldar o caráter, os gostos, as atitudes, o modus vivendi de cada pessoa. Ninguém escapa do belo ou do feio, do bom ou do mau. A influência é inevitável. A Ciência só não reponde porque as pessoas se inclinam a aprender fácil e rápido o feio, o indecoroso, ao antissocial, o improdutivo, o fútil, o inútil e inconsútil.
Mas, eis que há como que um determinismo, uma influência, para o bem ou para o mal, das cercanias sociais, dos parentais, do ambiente recreativo, escolar, dos contatos diversos. Porque nas palavras de Ortega y Gasset (1883-1955): “ Eu sou eu e minha circunstância; se não salvo a ela, não me salvo a mim”: significa que o indivíduo é inseparável do seu meio ambiente, contexto histórico e social. No mundo digital e de redes antissociais, é quase impossível, as nocivas marcas das futilidades e frivolidades que pululam pelo facebook, instagram, tik tok. Vivemos o império do fútil e do grotesco em todas as praças presenciais e virtuais.
Ora! Vamos alargar um pouco mais e até, para entendimento, simplificar nosso comentário, a propósito desse princípio existencial na formação, nos costumes e hábitos de cada pessoa. Há que se não olvidar do efeito de um provável determinismo na constituição integral de cada pessoa. Não se pode perder de consideração os efeitos genéticos de pais para filhos. Inevitável! Os determinantes do genoma guardam valores quase milimétricos e matemáticos em muitos aspectos e formação do indivíduo; para o bem e para o mal.
Os efeitos marcantes, hoje em dia, das chamadas circunstâncias se tornam massivas, intrusivas e corrosivas, quando se fala nesses contatos virtuais. A Internet, as redes sociais, usadas em grande intensidade e escala são graciosas. Logo, as influências maléficas se tornam parte do cabedal social, de escolhas e hábitos das novas gerações. Como proteger filhos e filhas dessas pernósticas pessoas? Há os liames afetivos nesse aliciamento maléfico. Em qualquer gueto ou condomínio social e familiar, existem as pessoas desadaptadas, antissociais e sem os qualificativos éticos e civilizatórios. Muitas gentes são como dividendos de uma herança genética e de uma educação familiar.
O casal joga no mundo tipo dois filhos, 4 filhos que supõe o seguirá (o casal, pai/mãe) no que ele (casal) traz de formação social familiar em termos de costumes e escolhas na construção da pessoa humana. Mas, do outro lado da rede, deitados em berços esplêndidos e ociosos, há alguém a cornetear a vida desse jovem, dessa jovem. São escolhas com sugestões. Nem precisa de prédicas, de persuasão, porque ela vai se fazendo paulatinamente. Suavemente. Afetivamente. E pega. Afinal, de conta os bichos humanos, como alguns outros bichos são de rebanho e manada, gregários e sugestionáveis. O padrão feio e fora dos cânones cívicos vãos se incrustando no bojo ético e moral do jovem e moça. Quando se vê, não há mais volta. Fim de construção e formação do indivíduo.
Chegada a vida de adulto, cada qual, possui o seu chamado livre-arbítrio. Palavras de Santo Agostinho, o filósofo católico dos costumes e mudança drástica de chave comportamental. Goste ou não, concorde ou não, aceite expressamente ou não! Tacitamente, cabe aos pais aceitar aquelas marcações de xis do filho e filha. Trata-se até das prerrogativas inarredáveis e inelutáveis das alíneas do Instituto dos Direito Humanos. Faltaram os Deveres Humanos!
Na vida comezinha, nos escaninhos sociais de cada qual. Aquela filha ou filho que definiu por um cônjuge desagradável ao pai e mãe! Fazer o quê? Nada! Ou ainda impactante: filho ou filha que mudou de escolha! Fazer o quê? Nada! Aquela filha ou filho que de cia, adotou 4 quinzinhos! Fazer o quê? Escolhas! Aquela ou aquele parrudo que mudou de gosto sexual. Fazer o quê? E a genitora ou tor, vai introjetando tais e quais frustrações, decepções. Angustia! Deprime! Mata paulatinamente! Mas, fazer o quê? Escolhas! OH vida! Oh céus, oh azar! E sugere mesmo um certo caiporismo! Aquela mãe de certo filho que de avião veio a nora que não é do cabedal imaginado. Fútil e frívola! Fazer o que? Nada
Dado o espírito de leniência e resignação daquela pessoa e mãe que tacitamente se vê como tudo normal e natural. Normalização e naturalização do feio, do fútil e vazio. Imagine aqueles fraternos sicranos e gincanas que nada produzem de útil e consútil. Que se tornam sevandijas e todos os encontros se fazem em regozijos. Imagine outro liame que fez até alguma opção sexual diversa. Normal, natural. Fazer o quê? Nada. Natural, normal
João Dhoria Vijle Lisboa