Pessoas cúmplices e tolerantes
Dois são os ramos do conhecimento humano que se busca nessa análise, a Psicologia e a Psiquiatria. Trata-se da arte da convivência, ou o que também se chama regras de convivência das diferenças de personalidade e de caráter. Como diz um jargão popular, indo direito ao ponto: imagine aquela família onde 4 ou 6 irmãos com condutas e comportamentos diferentes um ou uns dos outros. Ou mesmo em grupos sociais, corporações profissionais, de qualquer trabalho.
Para início de consideração, é de ter em conta que todos somos desiguais em se tratando de caráter, personalidade, educação lato sensu, instrução adquirida de berço, escolaridade e influência do meio social, onde inserido e formado o indivíduo. A Psicologia Positivista e as Neurociências afirmam que os gêmeos univitelinos são idênticos, mas, não iguais ao se tratar de caráter e construção ética e social. Porque inescapavelmente haverá a interação com o meio social, para essa formação integral do indivíduo.
O que nos ensina a Arte da Convivência Humana, com fundamentos nas Ciências Humanas? As diretrizes basilares nos falam que no convívio com as pessoas, cada qual deve ter um olhar para o indivíduo de per si e outro para seus atos, atitudes, conduta, condução moral ante qualquer atividade social e laboral.
O grande e notável filósofo Voltaire disse: “Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las. ” Em outros termos e interpretação, ao indivíduo é dado o chamado Livre-Arbítrio, a livre e espontânea vontade. Todavia, com uma condição: a assunção do corolário e consequências. E mais substancial e incisivo, nem tudo que se pode e quer se deve fazer. Há limites e contrapesos.
Quando se diz do expediente da cada pessoa em lidar com aquele convivente ou parente, confrade ou companheiro de qualquer grupo social e laboral, familiar etc. As pessoas se dividem em duas classes: as que se tornam cúmplices e tolerantes com os atos e gestos ilícitos e antissociais de seus convivas; e aquelas que convivem e não são colaboradoras, omissas e tolerantes com esses tais e quais tipos destoantes das boas regras de convivência e ética. Resumidamente: pessoas tolerantes e complacentes com os fora dos padrões sociais e pessoas intolerantes e críticas dos atos desses antissociais.
Esse segundo grupo de pessoas é o que se pode chamar padrão-ouro em termos de civilidade e ética de convivência. Em outras palavras, que princípio norteia a conduta e caráter dessas pessoas que não se acumpliciam e não protegem esses clássicos sujeitos (parentes ou não parentes) em suas atitudes de folgados, aproveitadores e embusteiros e hipócritas? O princípio humanista de eu estimo você, eu defendo a sua pessoa e sua dignidade, mas, jamais os atos, atitudes e modo de vida praticados.