ZONACONFORTISMO
Estudos realizados pela Universidade Pública da Coréia do Sul, em colaboração outros centos vêm demonstrando o quanto o processo educação empreendido no seio familiar, notadamente na figura da mãe, é fator determinante na construção da pessoa, como um cidadão (cidadã) pleno em termos de equilíbrio emocional, social, laboral e produtivo. É o princípio já amplamente consensual do meio social, mas concentradamente no núcleo familiar na formatação integral do indivíduo. São teses advindas por exemplo de Aristóteles e John Locke. Esses são postulados de uma Educação e de uma Psicologia Positiva Familiar, do bem, do virtuoso, do ético e do civilizatório: a Educação Padrão como bússola na biografia de cada um.
Em uma tradução livre, conforme expressão desses estudos, de há muito já conhecidos (coreanos, americanos), há o lado feio e disfuncional; denominado de zonaconfortismo. Em uma definição simples de interpretar pelo termo criado, zona de conforto. É a chamada educação que não educa, educação frouxa, tolerante, de tantos direitos e regalias. Seja esse conforto em qualquer idade. Crianças, adolescentes, jovens, criados e maturados sem limites básicos.
Os educadores e cientistas desses estudos e ensaios sociais e psicopedagógicos falam em uníssono: aprender, absorver conteúdos, ser instruído e treinado traz fadiga, certo grau de sofrimento. Não há aprendizado e formação de uma criança e jovem sem esses mínimos esforços. Os cientistas desses países, desses citados e consagrados estudos, nas pontas altas do IDH, exibem essa credibilidade do que dizem e concluem por robustos dados comparativos e demonstrativos. Como os compilados com os seriados resultados de teste de avaliação dos alunos de Brasil, Prova Brasil, Pisa, teste em matemática e português.
Não há mais o que dissentir e discordar. Uma educação tosca, tolerante, leniente, de tudo pode ao filho, de lhe dar todas as regalias, de a melhor comida, os melhores objetos, roupa lavada, quarto de dormir sempre limpo por mãe ou empregada doméstica, do tratamento quase cerimonial de “data vênia”, de coitadinho, de ar condicionado no quarto, da comidinha sempre fresquinha da hora, roupas de grife, celulares e tantas outras futilidades.
Este aqui nomeado e outros kits, sejam cerimonial ou de aprovação em tudo, nada de não. Sempre de acolhimento, tolerância, constituem o sistema de muitas mães e pais brasileiros do zonaconfortismo. Receita perfeita para a instrução, construção e formação de caráter, de personalidade e gente disfuncional, com os chamados “autismo secundário”, depressão, baixa autoestima e toda uma desregulação emocional, psíquica, social, civilizacional e familiar. Daí necessitar essas pessoas tornadas adultas, eternos dependentes, improdutivos e clientes perenes de substâncias psicoativas, antidepressivos e frequência em oficinas de conserto de pessoas desadaptadas. Quão triste!