GENTE POBRE-RICA
Agora segura esta informação aqui: nós leitores temos oportunidade de ver como certas pessoas de classe média baixa ou pobres gostam de se comportarem como ricas. Trata-se da pura e genuína aparência; o estilo de vida de parecer ser o que não é. E como há esses tipos sociais. Basta que a pessoa abra por exemplo o Instagram e ver as postagens feitas por essas tais e quais pessoas pobres-ricas. Dá um dó ver essas pobres almas! A Sociologia dá uma outra classificação para essas pessoas (muito mais mulheres que homens). São as pessoas sem noção. Elas sofrem do chamado efeito-manada. Influenciadas que são por outras amigas, pelas redes sociais, pelas aliciantes e persuasivas propagandas. Horrores!
Porque havemos de diferenciar. Existem dois tipos de ricos: há aquele rico exibido, esnobe, soberbo, vaidoso; o que além do atributo e predicado de rico, de fato rico, ele gosta de se passar como rico em qualquer ambiente, inclusive nas redes sociais. E existe o rico, por vezes muito rico, que se passa por não rico. O sujeito é discreto, sem exibicionismo, sem ostentar riqueza; e até omite e faz tudo, se perguntado sobre o seu patrimônio, os bens possuídos, o poder aquisitivo, quantas balas tem na agulha, suas contas bancárias etc. Ou seja, temos aqui uma pessoa com ótimos e admiráveis qualificativos éticos e de relações sociais, visto não padecer desse pecado mortal, a soberba.
Agora, vamos a uma outra escala, ou as escalas mais baixas da prateleira social. Existem os chamados pobres-ricos. Se a gente for ser rigoroso e direto, pode-se dizer que há certas pessoas pobres ou classe média baixa metidas a ricas que muitas vezes não têm onde cair mortas, literalmente, porque não pode fazer face a um ritual post-mortem com dignidade e melhor padrão material e ornamental. No entanto, atenção para esses detalhes, são pessoas que noticiam, divulgam, comunicam e postam imagens, fotos e vídeos falsos, irreais nas redes sociais. Postagens fictícias, porque materialmente aqueles objetos, carros, motos não lhes pertencem. E mais, até certos predicados exibidos e alardeados não dizem nada delas. Falsidades, fantasias, ilusões! São nossos contatos virtuais.
Essas tais e quejandas gentes, homens ou mulheres; pelas estatísticas são mais mulheres do que homens; a se estudar o porquê de mais elas do que eles. Começa-se pela aparência da anatomia. Muitas padecem com até altos compromissos monetários, dívidas, cartões de crédito, consórcio, empréstimos; tudo na satisfação de suas vaidades com cirurgias plásticas, aplicação de botox, próteses mamárias e faciais. Acreditem! Mudam os contornos corporais, turbinam glúteos e pernas na base de substâncias introduzidas nas superfícies corporais, lábios, até dos órgãos genitais, instigante e curioso expediente. Muitas dessas padecem do bucho, mas exaltam o luxo. Tudo para parecer alguém que não é! Como se gente rica fosse!
Imagine essa situação real, sem menção de quem e com quem. As pessoas, porque são de um clã que vive de aparências. Mostram elas o que não são. Inaugura-se uma efeméride, um ato solene. E esse clã, representado majoritariamente por uma, duas que sejam dessas pessoas. Convivas e convidadas compulsórias dos atos solenes. Tudo meticulosamente e luxuosamente bancado por terceiros e de igual forma compulsórios dos eventos seriados. E todo o enredo sai da melhor e mais luxuosa maneira esperada. Entretanto, a altos custos! Não é que certas convivas e ínvidas alardeiam todo o cenário suntuoso e pictórico como seus! Gratidão aos paternais (padre nosso) que é bom e ético, nunca feita. O evento dos sonhos, no lugar dos sonhos e no melhor dos mundos. Que mundo. Pobres-ricas e parentais, enfim, todos iguais e da mesma laia e iguala!
João Dhoria Vijle Lisboa