A FELICIDADE CENTRADO NOS BAIXOS INSTINTOS
Findado o Instituto da Declaração Universal dos Direitos Humanos- DUDH, não se duvida que houve enormes ganhos sociais para as pessoas. Indistintamente. Sem ironia ou discriminação, Direitos Humanos para gente direita (correta, proba, ética, civilizada, propensa ao aprimoramento como racional e dotada de inteligência, produtiva, laboriosa, operosa e cooperativa, intrafamiliar ou extrafamiliar). Ou em termos de Direitos para gente torta (ociosos, vulgares, fúteis, inúteis, desocupados, vagabundos, improdutivos e desadaptados social e providencialmente, os sem autonomia a mera existência).
Assim, veio caminhando rebanhos e levas de gente. Sejam minorias ou majoritários. A grita se estabeleceu mundo afora, pessoas em busca de liberdade, de direitos de tudo quanto possamos imaginar. E assim, veio se confundindo liberdade com libertinagem. Liberalidade com qualidade. O progresso científico e tecnológico em voga e profusão.
Entretanto, tanto abuso dessas prerrogativas foi se estabelecendo que as pessoas deram de confundir progressão pessoal e social com transgressão comportamental. Muita gente vive na sua profusão de futilidades. Do nonsense, no frívolo e volátil mundo das mídias e redes sociais. Quer um mundo e um mural mais inúteis do que os aplicativos e algoritmos de Instagram e Tik Tok. Um rosário de besteiras. Festival de Besteiras que assola o mundo. Quanto de gente imbecil que há nessas plataformas digitais.
Grandes levas e rebanhos de homens e mulheres; muito mais mulheres desocupadas do que os homens vivem plugadas, coladas em seus celulares, postando futilidade, vazios e notas sem nenhum proveito para quem lê, compartilha e perde tempo nesse vazio. Mas, são aliciadas nessas inúteis redes antissociais, do oco, do vácuo, do nonsense.
Muitos homens e mulheres provam o que provam as Ciências Sociais e da educação profícua e científica. Cada pessoa é o corolário, o resultado incontestável de duas magnas heranças: a primária e mais determinante, a herança da educação, da ética, a da instrução promovida pela família nas figuras da mãe e pai; segunda herança: a herança genética; que ainda assim pode ser influenciada pela herança familiar, o meio, o entorno ou núcleo familiar e membros parentais do convívio daquela pessoa. Cada pessoa de per si é resultado então dos legados da família e do entorno social.
Quantas não são as pessoas que fazem de seus instintos primários e de alimárias, como o gustativo, a satisfação pura e pantagruélica, o gozo sexual, a ociosidade e improdutividade, a centralidade, o ápice de sua felicidade. Tudo fazem e se esfalfam para estarem repimpadas de carne e galinha, de vaca atolada, de massas, macarrônicos, biônicos, tônicos. Que horror de evolução! Não é mesmo!
João Dhoria Vijle Lisboa