GENTES FOLGADAS

 Entre os estudos das relações humanas, alguns delineiam de como se deve dar o grau de afinidade ou desavença ou incompatibilidade entre as pessoas. Há como que, assim o afirmam esses braços de estudos, uma energia além do compreensível e ordinário para as pessoas simples e comuns (para as inteligências comuns e medianas). Não são apenas as Ciências que demonstram e discutem essas nuanças, essa natureza de interação social, o grau de afinidade, confluência de interesses, ideias e sentimentos. No outro polo existem a desafeição, a inarmonia, as antipatias, os atritos de gostos, preferências (até sexuais e estilo de vida, modus vivendi). Fala-se aqui da alteridade, da disparidade que exsurge interespécie, gênero e individual.

De fato, olhando os dados empíricos, os useiros e vezeiros encontros e convivência, é de se notar o quanto existem de pessoas que sugerem trazer ou aquela energia ligante, atrativa, de muita identidade ou ao contrário: pessoas classificadas como tóxicas, antipáticas: aquelas no polo do reverso da simpatia, da empatia e generosidade. Quantas são as pessoas que os simples tons vocálicos exalam um som rebarbativo, irritante e irritadiço. Além do que suas ideias, sua cultura ou contracultura, os gostos, as expressões, os cacoetes e posturas são pura frivolidade e um vazio de dar fadiga em quem as ouve (pensando no plural).

Um estudo elaborado pela Universidade Pública de Seul, Coréia do Sul, traz consistência e evidência no deslinde desses dados de comportamento, pura Sociologia e Psicologia Social. São ensaios e protocolos de estudos horizontais robustos porque buscam fundamentos em Ciências e pesquisas de várias etnias.

Entre tantos dados das Ciências, há as compilações empíricas, dados notariais e demográficos. O que demonstram que são conclusões não estanques ou com vieses populacionais. E nem tantos itens de pesquisas precisariam, pelo que pessoas que se debruçam sobre o que pensam doutrinas e Filosofias nos apregoam. As pessoas são dispares, outras subsistem filogenética e ontogenética (mente) essa diversidade humana. Não apenas na pele, na anatomia, na fisiologia. Mas, no caráter, na personalidade, nos gostos e preferências, no estilo de mobilizar a vida. Inescapavelmente.

Nesse turnover das expressões, o instigante é de como se dá a reação de muitas pessoas ao depararem-se com esses tipos sociais. Muitas são as pessoas tóxicas, desadaptadas e vazias que tudo fazem para buscar a adesão, a anuência, a cordialidade de outras pessoas à sua volta. Buscando que elas adotem aquele jeito torto, inadequado e pouco ético e civilizado de viver.   E há, de fato e de adesão, aquelas pessoas lhanas, boazinhas, cordatas, acolhedoras e ingênuas que apoiam, dão guarida e receptividade a esses tipos antissociais e tabaréus e tabajaras. Já outros há que se mostram resistentes a esses tais e quais indivíduos aproveitadores, folgados, expansivos, caraduras e mansos. Gentes!

 

 João Dhoria Vijle Lisboa

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