Cuspida e Sem Empatia

 

CUSPIDA E ESCARRADA E DEGENERADA BY

João Dhoria Vijle

Com efeito e deixando pessoas mais sérias do convívio contrafeitas, aquela jovem mulher era a tradução perfeita e acabada do ditado do gênero oposto. Mas, vale para ela de igual forma e intensidade. Quando se diz que a voz do povo é a voz de Deus, há muito mais do que um prolóquio ou brocardo neste dito popular. Não é à toa, que é redito para os céus e a terra, e reverbera entre as culturas populares. Na origem, veio de Roma, foi assim esse notável provérbio popular. Aquele filho saiu ao pai esculpido e encarnado. Vamos à sua exegese na boca do povo.

Passado de boca em boca, de nação a outra nação, a plebe, a populaça, a arraia-miúda deu um jeito de tornar esse princípio picaresco e hilariante. Houve a corruptela. E aí ele se tornou atemporal e popular. Aquele filho é o pai cuspido e escarrado.

De fato, existe um espelhamento do pai ou mae no filho e na filha. Filho de peixe, peixinho se torna, macho ou fêmea ou transviado, ou Hermes e Afrodite. Quantos não são os filhos que imitam o pai, para o bem e para o mal. Contrariando Platão, a experiência, a instrução, os sentidos fazem o indivíduo. Com quem um filho ou filha aprende? Com os genitores na prioridade e sem falsidade. Fidelidade e cumplicidade.

Aquele filho saiu ao pai esculpido e marmóreo, mármore de Carrara. Nobreza. Este saiu para o bem de si, da família, do entorno, dos convivas. Agora, aquele pai estroina, aquele pândega, aquele golpista e esperto em suas investidas de energias alheias, de explorar  boa-fé e ingenuidade de parentais e correlatos! Golpes, caradurismo, safadeza! O filho tem todos ingredientes de ser a cópia, o pai cuspido e escarrado.

No gênero oposto. Aquela jovem mulher, de vida estroina, pândega, presunçosa, de uma vida de futilidades, de ares petulantes e anelantes. Desorganizada com os apetrechos pessoais e intimistas, roupas sumárias, shorts curtos, seios e bases mamárias à mostra. Saias mini e ridículas. Coloridas e muitas redes sociais. Boas comidas, presunçosa e ousada nas coisas rasas.

Dadas sempre às bona-chiras, boa gourmet, requintada. “Hum! Esse prato tem mancha na louça! Troca para nós” Perdão, madame, troco, sim” – Está aqui um prato de louça toda alva, translúcido. Bom apetite.

Assim, era essa madame, ao estilo francês! De dotes, onde não cair morta. Mas, requintada, às custas alheiras, do consorte. Mulher de muita sorte. Irreconhecível personalidade! Bona-fide, petulante. Um quarto ou o totum em desalinho, que descaminho. Ó vida, ó céus, ó azar (lippy /hardy).

Essa madame, de sorte, porque de bom consorte, porque ritos esponsais dos sonhos. Inigualável. Porque deixava muitos céticos a indagar-se por que? Bonita, inteligente, estudada. Mas, deselegante e fútil, inconsútil no trato com outros.

Vai atrás, pesquisa, inquirição, ver a casa de orates, o pedigree! Eureca. Mae toupeira, na mesma esteira no demais do conluio e convívio. Troglodita, xucra, agreste, adusta das futilidades, besta! Filha de mesma iguala. Só havia continente. Incontinenti, estava deslindado. A filha era a mãe escrita. Cuspida e escarrada e degenerada. Coitada. Nossas exéquias! Vítima, mal-educada. Introjeção, projeção, modelo, espelhamento.

 

JDV


 

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