sexta-feira, 29 de junho de 2018

Vigia Ética

A PATRULHA DO POLITICAMENTE CORRETO
João Joaquim  

Vivemos em uma sociedade e em tempos nos quais tem havido um constante patrulhamento e monitoração de tudo. Estamos sob a égide da vigilância, da censura de tudo quanto fazemos, de como comportamos e mais importante do, do  que falamos, como falamos e de quem falamos. Em resumo: agir em conformidade com o chamado politicamente correto se tornou um zelo, um cuidado e filtro necessários.
E para tanto é bom trazer esse reforço, de todos agora sabido, que vivemos a era da tecnologia da informação, as já populares TI, tempos digitais, da internet, da comunicação instantânea, das globais e massificadas redes sociais.
Traduzindo para termos práticos e para o cotidiano, com um celular à mão o indivíduo pode tudo em TI. Ele comunica, ele grava em áudio, ele fotografa, ele faz um filme (vídeo). Tudo em tempo real, a cores, com a melhor nitidez de tudo quanto queira e não queira à sua volta. Estamos na era imagética, dos vídeos, das fotos, nos tempos cenográficos.
O telefone celular hoje (smartphone) se tornou um grande aliado do cidadão para o bem, quando de fato utilizado para essa finalidade; ou para a maledicência, para o mal e muitas outras intenções fraudulentas, imorais e ilegais. Ou seja, todas as mídias de comunicação vieram destinadas ao bem, em assessor positivamente o seu usuário. Assim pensou e as conceberam os seus inventores, os seus criadores , tecnólogos e cientistas.
Se alguém faz uso de qualquer tecnologia para degradar, para infamar, para caluniar, para fofocar e menosprezar o outro, torna-se questão da pessoa , da mente imbecil e idiota desse difamador, fofoqueiro ou criminoso (falsário, estelionatário,  forjador de fake news).
Quando se fala no tal expediente do politicamente correto, um capítulo por demais vasto de discussão e vieses interpretativos refere-se à fofoca. Termo ao que sugere ter uma origem em algum dialeto africano.
A fofoca refere-se em geral a uma informação divulgada sobre alguma pessoa, podendo ser uma notícia falsa ou até verdadeira. Na maioria dos casos ela representa um ataque indireto à pessoa, porque é divulgada de boca em boca ou empregando os recursos das mídias eletrônicas e as redes sociais.
O bullying difere da fofoca porque ele, geralmente,  se encerra a um ataque direto, na presença da vítima. Ele em geral é feito por um grupo de pessoas que buscam macular, infamar, menosprezar a vítima, referindo pejorativa e negativamente a alguma condição física, anatômica, funcional ou por pertencimento a alguma minoria. São exemplos de referências negativas um estatura alta ou baixa, um sobrepeso, a característica do cabelo, algum déficit físico ou funcional, a etnia negra ou indígena entre outros atributos destoantes da maioria.
Já na era da internet e das tão populares e ubíquas (globais) redes sócias andam em voga as tão pernósticas e rebarbativas fake News. Uma fake News difere da fofoca e do bullying porque ela muitas vezes tem ares de produção jornalística;  ou seja ela pode se referir a alguma personagem, uma pessoa pública, mas muitas vezes ela versa sobre política, estadistas, organizações políticas e sociais. Ela tem a natureza do popular boato. E é sempre parcial ou completamente falsa e tem o objetivo de ser apenas uma falsa notícia de impacto e apelo de marketing para um grupo, um jornal, uma entidade qualquer, sem compromisso com a verdade e a fidelidade dos fatos.
Além da fofoca temos uma outra forma de informação sobre a vida alheia que é a calúnia. Esta quase sempre se define como uma falsa imputação a alguém. É atribuir um ato ou expediente ilícito, fraudulento ou delituoso a alguma pessoa, indevidamente.
Sociólogos, filósofos, psicólogos; os que mais estudam sobre a fofoca e calúnia são uníssimos ao tratar da tema e como reagir a essa forma de comunicação sobre a vida alheia.
Seja aquela fofoca com  teor benigno, jocoso, pilhérico ou desqualificando uma  pessoa. Seja mesmo uma calúnia, uma divulgação inverídica. Como deve reagir a pessoa alvo de tais comentários e atributos?
Em se tratando de uma fofoca, seja ela com teor falso ou verdadeiro. O conselho que se deixa é pelo princípio do gosto do jiló ou jurubeba. Seja ao comer a polpa ou suco da fruta.
Que em outras palavras seria: a fofoca (jiló ou jurubeba) só será amargo e de mau gosto se a pessoa beber ou comer. Ignorar e esquecer o autor. Esta seria a  Melhor resposta.
Na calúnia tem-se a mesma diretriz. Se uma pessoa qualquer refere-se a mim com um qualificativo, um atributo, um comportamento, um caráter que não possuo, eu só posso ter esse fofoqueiro e agressor como um imbecil ou mentecapto. Portador de algum grau de idiotia.  Só isso!

Tipo aquele indivíduo que acusou a cunhada de ser uma golpista do baú. Isto é , aquela madame que se casou , tendo imenso amor, reconditamente falando, pelo emprego do marido, pelos seus bens, seu salário acima do teto funcional público. E esta madame, com meneios e carinhos pelo maridão, nada fazia e nada produzia na vida. Ela vivia da mesada e paixão do consorte. Advertida sobre esse estilo de vida, ela se rebelou, esbravejou , deblaterou e expectorou todos os impropérios contra o fofoqueiro cunhado.  No caso aqui concreto. Tem-se no popular um diagnóstico certeiro. Ela assim reagiu porque a carapuça lhe  serviu. Foi um exemplo de fofoca verdadeira.             Junho/2018. 

Apelidos

NOSSA CAPACIDADE DE DAR APELIDOS E  RÓTULOS
João Joaquim 

Uma das muitas vocações ou tendências inerentes às pessoas refere-se à capacidade ou criatividade delas em nomear, dar títulos, rótulos, qualificativos, adjetivos e outros atributos ao sabor de suas conveniências. Sejam tais conveniências as de mais variadas naturezas. Assim temos desde os  de caráter pejorativo como o são os apelidos discriminatórios ou vexatórios até  aqueles também de senso gentil e afetivo.
Nesse rol de adjetivações entram por exemplo os pronomes e adjuntos ao nome. São os casos de vossa excelência, e de  doutor no sentido de alta dignificação pela condição de autoridade, bem assim pela qualificação profissional ou acadêmica do indivíduo.
No que concerne aos apelidos temos um capítulo à parte. Revela-se questão até de natureza psiquiatra e sociológica dada a revelação da capacidade criativa da mente humana seja para o bem ou para o mal.
Para esse expediente  afetuoso em atribuir nomes e apelidos carinhosos temos um nome, hipocorístico, de origem grega com o significado de diminuto, pequeno. Exemplos, Zezé,Didi, lulu, lucita,Chiquinho joaozinho, zequinha etc.
Na tendência pejorativa e até revelando bulling temos um sem-números de casos. Assim temos o gordo, o cabeção, o zarolho, o vesgo, o cambota, o zoiudo, o bocão, o mané, o pezão, etc.
No campo da antropometria e biotipologia temos outra demonstração da infinita capacidade da inteligência humana em lidar com as características das pessoas atribuindo-lhes qualificativos, classificação e adjetivos . Sejam  eles (nomes) de conotação negativa ou positiva. Assim são os casos dos adjetivos gordo, obeso, jamanta, baleia, magrão, gordinho, pançudo, toquinho de amarrar jegue, girafa, entre outros.
Por fim dois tópicos merecem uma análise social e psiquiátrica quando se fala da aptidão e criatividade de nossa mente em lidar com nomes, apelidos e adjetivos. Primeiro , com situações patológica ou nomeação das doenças ou as consequências e sequelas sofridas. Aqui entram os adjetivos diminutivos ou de minimização dos sintomas e afeções sofridas. Neste rol temos muitas vezes o “início de tal doença”, mas nunca a doença completa. Fulano ou a própria pessoa teve não uma doença tal ou enfermidade tal,  mas o início de pneumonia, de infarto, de derrame, de diabetes, de enxaqueca.
O correto aqui na terminologia é graduar essas doenças, leve, moderada grave, ou grau I,II,III etc. Uma doença tem início, meio e fim. Com cura, com ou sem sequela ou morte.
O câncer ainda é uma doença que traz estigma e discriminação, por isso é muitas vezes referido como aquela doença” ou se bem localizdo também denominado início de câncer.
Segundo e último tópico, se alude em como as famílias, cuidadores e mesma a sociedade e associações representativas tratam os portadores de muitas síndromes genéticas, as malformações somáticas e outros portadores de sequelas, déficits funcionais e anatômicos ou amputados. Para essa classe de pessoas, a sociedade e as famílias encontraram um tratamento eufemístico, uma forma de abrandamento ou minimização daquela alteração ou funcional ou física. Temos os nomeados especais. portadores de necessidades especiais.
São os portadores de necessidades especiais, para um sem-número de condições. Não importa qual o déficit funcional, cognitivo ou anatômico. Lembra-me a propósito um caso que me ocorrera. Uma mãe leva o filho ao  hospital onde eu trabalhava. No atendimento interrogo-a sobre a doença pregressa (que síndrome) o filha tinha, e ela responde: doutor ele é especial! A quem eu devolvi com uma resposta simples e direta, mãe, especial para a sra., mas eu preciso saber qual é o seu déficit para eu medicá-lo corretamente. Ela não sabia precisar o transtorno, o déficit que tornava aquela filho “ especial” .
E especial, nos dias de hoje, com a educação que está sendo dada aos filhos e alunos, muitos deles parecem mesmo especiais , especiais em não saber se comunicar com os outros à sua volta, em não saber redigir um bilhete, em articular corretamente um diálogo formal, em se fazer entender e expressar o que querem da vida. São novos e pós modernos tempos. Tempos dos memes, da Internet, do esvaziamento completo de conteúdo intelectual, de conhecimentos, de ética, de relações humanos.  Todos conectados às redes sociais.
Enfim, e ao cabo é a nossa infinita tendência em criar apelidos, rótulos, tratamentos, títulos, chistes, chacotas, eufemismos. Alguns ora beiram ao hilário, outros ao preconceito e, às vezes, não dizem bulhufas.

JUNHO/2018

Desgovernança do Brasil

UM PAÍS EM DEGRADAÇÃO SOCIAL E EDUCACIONAL E DESGOVERNADO

João Joaquim  
Tinha absoluta razão aquele pai ao estrilar contra todas as autoridades no comando desta nação. Seu filho assim que se assentou na maioridade foi preso por crime de tráfico de drogas. O mais estrambólico da história é que tudo ocorreu de forma dolosa, por displicência de pai e filho, por uma atitude também fraudulenta de ambos.
O pai tinha registrado o filho com 6 anos de atraso. E no cartório  fora consignado com um ano mais velho. Mas, no último aniversário todos tinham certeza: o filho tinha vivido apenas 17 anos. Esqueceram que o que contava era a certidão de nascimento e RG. Dezoito anos de idade já tinham sido excedidos em meses. Não teve choro, nem argumento adiantava, o delinquente estava em cana mesmo, por comércio de 700 g de cocaína em pasta base.
Seja como for o desassossego agora daquele pai com o filho no cárcere, se revestia de sentido e fundamento. A precarização do ensino público, a falta de uma educação de qualidade, a omissão do Estado nesse quesito constitucional e de direito têm sido presente em todo o ciclo fundamental das escolas.
Analfabetismo absoluto e funcional, formação técnica e profissional insuficiente ou deficitária, desemprego crescente têm constituído um campo fértil e formador de violência, do tráfico de drogas, de pirataria e crimes de toda ordem.  As estatísticas provam  tudo isso.
Falta mesmo educação em toda a sua abrangência. Educação é um processo complexo, uma corrente de responsabilidades, da qual o governo tem participação e deve ser um  acionista majoritário no concernente aos investimentos. Sejam  com instituições escolares bem equipadas com bibliotecas, laboratórios, imóveis seguros, refeições de qualidade para os alunos e no quesito mais importante, o professor. É justamente no professor o investimento mais produtivo.
O professor é o protagonista da educação. Não só na sua digna remuneração, mas em sua contínua formação e reciclagem. A responsabilidade dos governos de municípios, do Estado ou da união deve ser solidária e questão insusceptível de controvérsia . O que resulta ponto pacificado. Entretanto outras responsabilidades e corrente de atuação se fazem necessárias, como se discorre a seguir.
A gênese, os pontos fulcrais e basilares de toda a teia e malha da educação das crianças, dos filhos e dos jovens se dão nos ensinos da família. A verdadeira formação do indivíduo, do caráter, de honestidade, de participação produtiva, começa no berço, no lar , na casa paterna.
A formação ética, social, moral; mais que isto, as normas de boas relações sociais e de cidadania quem as ministra e as plasma no caráter do educando sãos os familiares, cuidadores e tutores desse indivíduo em formação. Nesse processo o pai e a mãe, quando presentes são protagonistas decisivos. Na falta destes,  com exceções, o substituto(a) desses dois genitores e educadores terá o mesmo desempenho a mesma eficácia. Como exemplos, uma avó, avô, tia, tio ou outro parente nessa missão.
 Assim, se torna de dedução consensual que a tarefa educacional se faz de forma hereditária, ou quase atávica. É o princípio ou teoria da pessoa como resultado do meio onde ela recebeu a sua criação;  como um processo biológico, onde recebeu sua primeira educação, a sua primeira formação como um indivíduo. Enfim, todos os predicados e qualificações (para o bem ou para o mal) constituem uma herança que esse primeiro meio  social lhe transmitiu e modelou.
A escola como instituição de ensino terá um papel paralelo também significativo, no sentido da complementação ética e técnica e científica da criança, do filho, do educando.
No concernente específico ao Brasil, temos que há um número crescente, ou se otimista, constante de analfabetos absolutos e funcionais. Bem assim uma  legião de desempregados e de trabalho informal, sem qualificação profissional. São condições reflexas da falência dos governos do partido dos trabalhadores, com os gigantescos esquemas de corrupção, programas assistencialistas eleitoreiros e baixa investimento em educação e criação de empregos.
Assim caminha o Brasil, que parece em  uma marcha irrefreável para o fracasso e a deterioração em tudo.  O fenômeno se faz no efeito dominó.
Famílias e pais dominados por ignorância e analfabetismo, seja ele absoluto ou funcional. Falta de escolas e ensino de qualidade. O que esperar de filhos, de crianças e jovens desse meio familiar e social tão precário e tão bronco e ignorante. Os frutos, a prole desse meio, dessa influência se torna o que se constata nesses estratos sociais de pobreza e desassistidos das políticas dos governos de todos os níveis. Os milhões de analfabetos absolutos e funcionais são uma prova viva desse descalabro que tem sido um governo após outro.
No complemento desse dantesco quadro social temos um outro cancro que dilacera, carcome e dissemina suas metástases em todos os setores da vida brasileira, a corrupção com suas garras que dilapida e corrói o erário e a riqueza dos órgãos de governo.

Assim, tem razão o pai do jovem traficante. Como  tantos outros adolescentes e jovens que são  arrebanhados pelos tentáculos do crime. Falta  mesmo educação, falta formação ética e social das famílias em salvar seus filhos de tanta desgraça, do império do mal, do descaso e abandono de nossos governantes, que de roldão e num efeito dominó atinge a imensa maioria dos desvalidos, pobres e faltos de educação. Fevereiro/2018.    

Caloteiros

O CALOTE E OS CALOTEIROS
João Joaquim  

Na verdade eu gostaria de escrever um tratado. Se não um tratado ao menos um ensaio. Mas, na falta de ânimo que anda meio frouxo e o tempo que nos desafia de forma inclemente, vai esta módica crônica. O título seria -O calote e os seus caloteiros-  
Gente, francamente, o que têm crescido nas estatísticas  esse tipo de atitude e essa malta de gente não está escrito em nenhum compêndio. Na minha terra calote é também conhecido por manta. Minas Gerais, berço de muita cultura, bens e malsinados políticos e alguns caloteiros. De minha parte juro e perjuro que nunca foi de meu feitio dar calote em alguém. Se deixei de pagar alguma coisa  não foi de forma dolosa, como se diz em bom  juridiquês. E nem será desta vez, sou bom pagador.
O calote, conforme a região leva outros nomes. Vigarice, conto do vigário, trapaça, rasteira, pernada, são outros possíveis nomes para esse ato fraudulento.  Pode-se  considerar que o calote é uma ação fraudulenta intencional de lesar o outro. Deveria até ser codificado no código penal e ter as suas cominações a altura de cada embuste. Mas, se houver farta documentação e o devedor tiver bens, pode-se buscar pelo código civil a reparação, talvez até com danos morais.
Curiosa é a origem do verbete. Na verdade algumas explicações. A mais convincente nos garante que a palavra vem do Francês Cullote. Segundo os registros, a atitude intencional de burlar alguém, de tomar-lhe de empréstimo algum valor em dinheiro e não pagar se assemelha a ação  de um jogador trapaceiro. Assim, culote que deu em calote no português era a pedra, a peça que em qualquer jogo sobrava na mão do jogador (caloteiro). Trata-se da semântica das coisas, dos sentidos das palavras que o tempo, ah!  o imperdoável tempo, que tudo transforma, tudo consome e até altera o sentido e significado dos vocábulos e verbetes.
Conta-se também de um personagem que gostava muito de dar calote nos outros;  foi Luis XVI. Isto mesmo, aquele neto do Luis XIV, cognominado o Rei Sol. Muita  pretensão, não? Mas, o XVI nos jogos de voltarete, dama e gamão, raramente levava calote. Ele aplicava calote em quase todos os parceiros, inclusive em sua consorte, Maria Antonieta. Pobre Antonieta.
Só para rememorar,  o rei Luis XVI foi o rei na época da revolução Francesa, de 1789. Ele e seus apaniguados foram degolados na guilhotina. Não tiveram nem chance de experimentar a bastilha, já destruída pelos revoltosos.
Pensam que era só no jogo que o todo poderoso Luis XVI era embusteiro e burlador. O homem dava calote também em empréstimos tomados de outros nobres, de ouro e joias que importava de outras nações. Segundo contam alguns folcloristas da época, foi daí que teve origem o termo com o sentido de logro, de enganar alguém em alguma negociata. Pelo que se deduz não foi só a lei, a revolta da turba, mas o próprio destino se encarregou de justiça, com a perda da cabeça e do pescoço. Tenebrosos  tempos! , mas com resultados a favor da democracia e direitos humanos.
Uma outra versão dá conta de que a palavra também tem origem de calo, com o significado de fatia ou naco. De um fruta qualquer, melão, melancia, mamão. Como se dá esta ligação? Simples, o freguês chega na feira livre e pede para degustar (experimentar) tal fruta. Ele saboreia uma aqui outra acolá e não paga nenhuma. Daí o elo de significado, calo, calote, caloteiro.
Aliás, nesse ramo existem sujeitos tarimbados e velhacos. Quem na vida nunca caiu na lábia de um embuste que sinta-se imunizado ou por demais precavido. Há casos folclóricos que saem até editados em jornais.
Tem por exemplo aquele caso de malandro e inzoneiro das novilhas. Ele tomou de empréstimo, de uma senhora muito honesta, trabalhadeira, mas ingênua. Ele pegou então  30 vacas. O trato era que a cada mês ele daria 1 cria de lucro. Com a promessa de que em dois anos devolveria as matrizes mais uma cabeça por mês, ou seja 50 reses.
Resultado, passados 10 anos, ele não pagou, e pela sua intenção todo o acerto ficará para as calendas brasileiras. Numa palavra, nunca.
 E assim prosperam os caloteiros do Brasil. Os que dão pernada, capote e os mais variados calotes em quem ou quais se mostram ingênuos e distraídos.  Eu já fui vítima de alguns, inclusive parentes. Mas , hoje me vacinei. Fujo deles como o demo esquiva da cruz.  Junho / 2108


Visibilidade...

SOBRE OS PORTADORES DE VISIBILIDADE OU INVISIBILIDADE
João Joaquim  

Uma das palavras muito elegantes e largamente empregada pelos homens de estado, adivinhem quem for capaz. Esta mesmo. Visibilidade. Significa aquela condição ou qualificação que torna a pessoa, o objeto, empresa ou feito conhecido (visível) pela sociedade, pelos meios de comunicação, sejam os tradicionais ou modernos a exemplo da internet e suas ubíquas redes sociais.
Existe uma classificação para a visibilidade. Quanto à duração, ela pode ser fugaz, temporária ou permanente. Exemplos, um figurante big brother ou de outro reality show, essa mediocridade da modernidade de tanta audiência, de nossos tenebrosos tempos. Esse  ator pode ter visibilidade fugaz ou temporária.
As missões do homem à lua, com Yuri Gagarim e cia, visibilidade permanente. A atuação de Nelson Mandela para o fim do apartheid na África do Sul. Eternamente será lembrando pelos sul-africanos e pelo mundo. Pelo fim daquela ignominiosa discriminação étnicorracial e pelo grande estadista que foi Mandela.
Quanto à organização, a visibilidade pode ser pública ou privada. A Ford por exemplo é uma empresa privada de visibilidade eterna. Já a nossa querida Petrobras se tornou uma organização pública de visibilidade permanente. Com os nossos lamentos de que para o bem e para o mal. Para o bem porque foi, ainda o é a nossa maior produtora de petróleo e derivados.
 Para o mal e eu explico. Não que nossa estatal petroleira seja predestinada ao mal. Ao contrário, pessoas, gestores dela mesma, executivos, políticos de mau caráter, dilapidaram-na, saquearam-na, assaltaram-na em bilhões de reais, e quase levaram-na à ruína, à bancarrota. Passado o esquema de corrupção cognominado petróleo, a justiça, na operação Lava-Jato, vem, paulatinamente, salvando-a dessa triste e permanente visibilidade. Oxalá que seja temporária. Mas, que está difícil, está.
Disse no pórtico do artigo do gosto de muitos estadistas pela palavra da moda, visibilidade. Há poucos dias ouvi de um governador e aspirante a presidente. Numa entrevista de cerca de 3 minutos ele repetiu a palavra 6 vezes. A cada 30 segundos, visibilidade. Ele fala da construção de uma ponte, em um “rio natural”. Segundo esse governante a inauguração daquela obra era no sentido de dar mais visibilidade aos fatos e feitos de sua administração. No mínimo ele teve uma visibilidade fugaz. Talvez temporária.
Ao contrário de sua antônima, pouco apreço ou distinção tem o verbete invisibilidade. Que à semelhança de sua antagonista pode ser fugaz, temporária, permanente, pública ou privada.
Conceitualmente, invisibilidade é a condição ou estado no qual uma pessoa, fato, feito ou empreendimento passa despercebido (invisível) do conhecimento da sociedade, dos meios de comunicação e do mundo.
Estendendo melhor os signos e significantes da invisibilidade vamos delinear no estrito sentido da natureza humana. Para mais clareza e consistência falemos primeiro das pessoas de visibilidade. Nesse quesito pode-se separá-las em apenas famosas, famosas e importantes. Muitas são algumas de fama fugaz ou até permanente. Vale caracterizar que muitos famosos não têm nenhuma importância. Como exemplos um ator global da Rede Globo ou de cinema,  o maior craque de futebol do Brasil,  um vencedor de big brother , etc.
Nesse grupo estão aqueles que nada fazem para além de sua cicatriz umbilical. Muitos são esses tais que ganham fama, têm visibilidade, mas nada trazem de bem estar ou construtivo para além dos muros de seus bens, seu patrimônio e visibilidade.
No outro extremo temos um grupo de abnegados, filantrópicos, voluntários que, embora sem acúmulo de riqueza e fortuna têm grande importância. São importantes não famosos e sem  visibilidade, mas com enorme utilidade moral.
Assim é o gênero humano, assim são as ambições humanas. Assim se poderia escrever laudas, tomos, ensaios e livros sobre esses dois estados, um tão em voga,  outro anônimo, recôndito, a invisibilidade humana.
Por outro  lado a visibilidade pessoal pode repimpar e revitalizar  o ego, a estima pessoal. A perda da liberdade de locomoção, talvez seja superada pelo aparato e logística de segurança oferecida ao indivíduo de alta visibilidade. São muitos estadistas.
Nesse sentido e como exemplo Imagine o ex presidente Lula, Donald Trump, Vladimir Putim. Eles que são populares e impopulares nos rincões do Brasil, nos cantões da Suiça e outros cantos do planeta. Eles não sabem o sabor e o regalo de ir a uma praça (do povo),  a uma cachoeira ou recanto natural sem a costumeira guarda pessoal armada. Qual o sentido  dessa visibilidade sem liberdade de ir e vir ?

Grande são as fileiras, as legiões e classes de homens e trabalhadores invisíveis. São os operários e proletários que compõem os órgãos e corporações deste Brasil e do mundo. Sejam elas públicas ou privadas. Entre centenas desses representantes temos os serviçais de condomínios  de residências, ou de serviços públicos e privados, os jardineiros, copeiros, porteiros, guardas de trânsito, os garis. Todos, literalmente todos, nunca são referidos, anunciados ou chamados pelo nomes, quando muito pelo trabalho, obra ou ofício que prestam. Esses constituem a maior população das pessoas ou homens invisíveis. O porteiro, o garçom, o jardineiro, o vigia, o policial, o gari entre outros que em meio à multidão se tornam invisíveis. São os portadores de invisibilidade permanente.   JUNHO / 2108

Como Bois em Boiadas

João Joaquim  

 Quando se fala em cultura, em escolaridade, em cidadania, em formação de senso crítico, em participação do indivíduo na vida social e política do país, etc, uma pergunta de grande significado e contundente se torna muito pertinente e presente. A pergunta seria: que organização ou órgão teria uma grande contribuição nesse sentido.  Enfim , em outras palavras, que instituições ou segmentos da vida pública ou privada poderiam melhorar ou piorar o nível de conhecimentos e conscientização do cidadão? Como exemplos neste sentido: a escolaridade do sujeito, os conhecimentos técnicos e científicos de cada pessoa nas relações civis e profissionais, os seus direitos e deveres entre outros atributos na sua formação global .
Como resposta eu imagino que todos vão pensar em uníssono que sejam os veículos de comunicação. Vamos pensar agora em termos de Brasil, nosso país tem no mínimo 15 milhões de analfabetos absolutos, numa cegueira escolar e cultural total. No que se refere aos analfabetos funcionais, as estatísticas não são muito confiáveis. Mas, com certeza esse rebanho de gente  ultrapassa os 50 milhões de pessoas. E os de baixa escolaridade outros 50 milhões.
E aqui então tem-se uma questão nevrálgica. Se a maioria das pessoas tem inaptidão para a leitura ou não compreendem um parágrafo de jornal, qual o veículo de comunicação que ela( maioria) mais compreende? Obviamente que a televisão. Tem-se também a opção de internet com áudios e vídeos, mas a televisão por questão de acessibilidade ainda é o veículo mais assistido e mais popular. Porque seu uso também se dá de forma coletiva.
Eis que então está posta a questão mais nevrálgica nessa comunicação e nessa contribuição. Vamos refletir aqui nas opções da TV aberta, aquela em que com um monitor (televisor) tem-se acesso a todos os canais.
Estamos em junho de 2018, mês quando se passa o torneio de futebol mundial Copa Fifa Rússia 2018. Para nortear o presente artigo, eu dispus-me durante 10 dias a  “navegar” por cerca de 20 canais de TV, aqueles abertos e os por assinatura. Com isso ter como fazer uma resenha crítica do que se passa nessas redes de televisão nos períodos diurno e noturno. Quanto ao jornalismo. Em relação ao noticiário social e político, todos os canais são repetitivos, mostrando os principais fatos e ocorrências, no mesmo tom e fidelidade, numa linguagem e português bem acessível às pessoas, mesmo para os analfabetos.
Quanto aos programas culturais, aqueles na modalidade de entrevistas ou “talk show”. Existem vários, mas cujo conteúdo cultural são na maioria de um nível ou proveito extremamente pobre e deficitário ao se cogitar  algum acréscimo na vida de qualquer pessoa.
Ainda na modalidade de jornalismo, temos alguns canais de TV aberta que exibem o chamado jornalismo policial, porque envolve toda forma de crime. Os programas, à maneira de um reality show tratam de todas as dinâmicas do submundo as mais imundas deste mundo. Neste mês em que se passa a copa FIFA Rússia 2018, têm-se aqueles canais que não transmitem os jogos da competição. No sentido de competição por audiência veem-se as cenas mais macabras e sinistras do mundo policial. No fundo e nos bastidores essas emissoras querem competir por telespectadores dos jogos de futebol das outras Tvs. Assim passa-se o caso do sequestro e assassinato de uma adolescente em São Paulo capital. Duas emissoras numa espécie de reality show macabro têm disputado a audiência diária sobre o episódio. Não basta a  notícia do andamento do inquérito e  oitivas de suspeitos, as cenas e depoimentos os mais sangramentos e ignóbeis têm que ser mostrados em toda sua crueza e perversidade.
Duas semanas do crime se passaram e a identidade do assassino continua uma incógnita . Este tem se constituído no mote do funesto seriado da duas redes de televisão em âmbito nacional. Ao que parece, vão exibir a horrorosa matéria até o final da copa do mundo. Os fins por audiência justificam todo o padrão desse jornalismo macabro e vilanias na mais genuína essência .  A conferir, vendo e assistindo a tais programações.
O padrão inqualificável e sofrível nos outros canais não param por aí. Tomemos a temática do momento, o futebol, debatido nos canais de transmissão dos jogos. Foram cinco os canais assistidos neste período de 10 dias. A primeira impressão que fica vendo tais programas com integrantes de variadas formações (jornalistas, ex jogadores, repórteres)  a primeira sensação então é que esses interlocutores falam apenas para nossos analfabetos. Assim pensando eles abrigam razão, porque são mesmo milhões espalhados pelo país como referido no início deste artigo. A audiência auferida com tal padrão inqualificável (fim) já justifica o faturamento com os patrocinadores que vendem suas marcas.  E os meios empregados desses canais televisivos.
Enfim, ouvindo e vendo as platitudes, os lugares-comuns, as abobrinhas, as futilidades e superficialidades de tais programas chega-se prontamente a conclusão: em nada, em absolutamente nada eles acrescentam alguma coisa de construtivo e melhoria  à cultura e na vida das pessoas. Se o sujeito já é bronco e acrítico, mais ignorante e bruto ele se tornará.
O que se tira e deduz de todo esse cenário, analisando as grades de programação de nossas redes de televisão, é que temos um expediente a que Nietzsche e Schopenhauer chamaram de efeito manada. Tem-se um sistema mercadológico , capitalista e consumista no comando.  Seus autores, atores, gestores e comunicadores se comportam como boiadeiros, peões e capatazes. Os comandados, as massas de pessoas, muitas acríticas e ignaras seguem esses comandos como bois-madrinhas. São massas de pessoas bovinas, num processo aviltante  de plena alienação e marginalização educativa e  social .

Ou seja, a televisão que poderia ter um papel aditivo na promoção do cabedal de cultura e cidadania, representa na verdade  um retrocesso, um engodo e alienação das pessoas. E tal efeito é sobretudo nocivo e destrutivo para nossas crianças e juventude. Quão triste e melancólico.                Julho/2018.  

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Paredistas do diesel

A IMOBILIZAÇÃO PAREDISTA DOS IRMÃOS CAMINHONEIROS

João Joaquim  


De repente eu me permiti uma parada reflexiva ao assistir o “movimento paredista” dos irmãos caminhoneiros. Permito-me a expressão ” movimento paredista” porque ela faz todo sentido. Trata-se de uma greve onde não se tem um líder ou comandante. Constitui um engajamento de pessoas, de uma categoria profissional, com reivindicações únicas ou diversas. O termo paredista deriva de parede. Traz como que a conotação de que o líder ou chefe da mobilização se acha oculto atrás de uma parede, muro ou escudo. E de fato essa é a “verdade real” porque em qualquer empreendimento, fato ou feito coletivo sempre existirá um comando, haverá uma ou até algumas cabeças pensantes para difundir e persuadir os demais do grupo ou categoria na participação ativa no processo. Na manifestação paredista esse líder não aparece.

Na estrita questão do “movimento paredista”, dos manos caminhoneiros, várias questões despertaram-me os meus sentimentos. De  tristeza, melancolia, misericórdia e fraternidade. Sentimentos que suponho faltaram aos irmãos das rodovias. Os motoristas que levam e trazem toda sorte de carga. Entre essas, as que são vitais para o país como alimentos, animais, ração animal, medicamentos e combustíveis de toda natureza, em especial etanol e gasolina, para os demais irmãos não caminhoneiros.

O primeiro sentimento que tive em relação aos grevistas do asfalto foi justamente o de fraternidade. Não se trata aqui de estar criando imagem ou fazendo estilo, e explico o por quê.
Os caminhões, carretas, todos os veículos de carga dos caminhoneiros usam como combustível o óleo diesel e ele está muito caro. Em contrapartida o preço do transporte muito barato. E esta distorção diesel caro e frete barato foi o gatilho ou estopim para as reivindicações desses trabalhadores das estradas. E nesse quesito, que não é uma “simples questiúncula” os irmãos caminhoneiros estão cobertos de razão. De motivos para referida mobilização, ou paralisação , como quer alguns.

De outro lado tem que se consignar que o governo federal fez uma contraproposta de redução do preço do litro de diesel em R$ 0,46. Mesmo assim os grevistas, decorridos 10 dias de greve, se mostraram recalcitrantes e mantiveram paredistas. E aqui vêm nossa tristeza e melancolia por essa resistência e insensibilidade de nossos “irmãos do asfalto”. Passada mais de uma semana da paralisação do transporte rodoviário já se contabilizam mais de 100 milhões de aves mortas por falta de ração, quase um bilhão de ovos jogados fora, milhares de litros de leite perdidos, toneladas de hortifrutigranjeiros e outros alimentos perdidos. Mais de 3 bilhões de prejuízos no Brasil todo.

Frente a tamanha tragédia, fica a pergunta:  por que tantas perdas para um Brasil com a economia já  em frangalhos ? Têm que assim ser considerada, tragédia. E tragédia inominável, porque representa em graves perdas de vida animal, com riscos de mais perda de vida humana. Porque um irmão caminhoneiro já foi assassinado em Rondônia, por um outro motorista, de quem ainda não se tem identidade. A arma do crime foi uma pedrada, que estilhaçou o para-brisa e a cabeça da vítima.

Ante então o enorme descalabro para um país em crise pus-me a repensar. Primeiro, longe de imaginar  na fraternidade (amor de irmão) de nossos patrícios caminhoneiros. Sequer  longe de haver  tal sentimento generoso na  mente e consciência desses grevistas. Não foram eles  nada fraternos e solidários. Primeiro , com os milhões de perdas de animais e alimentos. Segundo, com o próprio abastecimento de alimentos para as centrais de distribuição e combustíveis como etanol e gasolina nos postos de venda aos consumidores. Não teriam eles outras formas de protestos ?

Uma outra luz (insight) que me ocorreu sob a forma de melancolia e compaixão foi pela lembrança de nossos “hermanos” Venezuelanos. O mundo todo tem ciência do estado calamitoso porque passa nossa vizinha nação bolivariana( quanto tristeza para Simon Bolívar, deve estar se revirando no túmulo). A crise vivida por aqueles nossos irmãos é infinitamente maior que a que vivem os brasileiros. Está surgindo em nosso país vizinho uma legião de pessoas esfomeadas, desnutridas e raquíticas. A escassez de alimentos tem sido crítica e mortes por fome podem aparecer. Porque de mortes sociais , muitos já estão mortos. Além de mortes por direitos de expressão, direitos políticos e de protestos. Temos ali, sim, uma ditadura socialista bolivariana, sob a batuta do ex caminhoneiro Nicolás Maduro, o atual presidente do país.

Foi então que veio-me tal ideia. Na Venezuela não há crise de combustível, porque ela é grande produtora de petróleo, através da estatal PDVSA. Duas seriam as possibilidades, o Brasil poderia trocar alimentos por petróleo, no caso gasolina e diesel. Seria bom e proveitoso para as duas nações.

Ou em uma segunda opção, nem troca, nem nada. Ao invés de tantas perdas de aves, ovos e outras toneladas de alimentos, o Brasil poderia estar  doando tudo aos irmãos famintos e desnutridos. Nessa hipótese, com uma condição: toda a logística e transporte por conta de aviões vindos da própria Venezuela. Até porque combustível lá é praticamente de custo zero. Com uma questão ressurgida de última hora. Como fazer tais alimentos, do território brasileiro, chegar até os aeroportos, e embarcar nos aviões vindo da Venezuela ? Uma solução, seria trazer caminhões de lá mesmo. E isso não interferiria nos propósitos de nossos grevistas. O desabastecimento aqui continuaria, postos nossos sem combustíveis, até uma solução final. Eh, daria para ter essa saída.

Aí, sim, poderíamos ser por eles chamados de irmãos brasileiros. Seria um belíssimo exemplo de generosidade! De nossos irmãos brasileiros, políticos, cidadãos empreiteiros, sejam esses do ramo das transportadoras , empreiteiras ou não.  Porque , repitamos, se está tendo alimentos perdidos por falta de transporte, nesse quesito a Venezuela, tem de sobra, aviões parados e combustível em superávit. Muitos dizem que nosso país, o Brasil, está , aos poucos , se venezuelando. Isto é, está sendo sucateado em tudo, em economia, em honestidade e administração. Além do cancro da   corrupção. Nisso , nós não devemos acreditar, e fazer a nossa parte, naquilo que  nos cabe.    Junho /2018