sexta-feira, 30 de março de 2018

O QUE É A VIDA ?

A VIDA  É O PRESENTE, O FUTURO POSSIVELMENTE
João Joaquim  

Dois são os fenômenos muito recorrentes nas vidas e sentimentos das pessoas. Sonho e desejo, ou sonhos e desejos. No mundo atual, na era da intitulada hipermodernidade ou de quase tudo virtual e digitalizado, como será que andam os sonhos e desejos das pessoas? Época em que tudo parece se esfarinhar e derreter em tão pouco tempo. Assim teorizou  e propôs Zigmunt Bauman. Será que sonhar se torna mais preciso (exato, concreto) do que viver). “Navegar é preciso, viver não é preciso” (Fernando Pessoa).
Para melhor contextualizar o fenômeno sonho e o sentimento desejo reportemo-nos à psicanálise de Sigmund Freud com o estudo do inconsciente (id, ego, superego). E sempre pode-se fazer um liame entre o fenômeno psíquico sonho com o sentimento desejo. Para Freud o sonho é um fenômeno tão significativo e construtivo que ele representa um guardião do sono. Os sonhos constituem uma prova concreta de um sono saudável e reparador.
Por isso também e com propriedade se emprega o termo sonho com o símbolo e significado de desejo, projeto ou intenção de concretização ou aquisição de um estado, uma condição ou bem material. Assim se tem o desejo de uma formação profissional, de uma bela viagem, de um feliz casamento ou compra de um belo carro ou casa própria.
A conquista e a popularização da internet bem representam um divisor e marco de duas épocas.
Assim podemos nos referir em era pré e pós internet. Tendo em conta esses dois tempos. Vamos imaginar os idos de 1980. Ao que parece eram tempos em que o futuro era mais perceptível, mais planejável ,  mais alcançável. Imaginemos, para mais clareza, projetos os mais singulares e universal na vida das pessoas. Para uma jovem. Se formar no 2º grau ou faculdade, um bom casamento. Para o homem jovem. Se formar, ingressar numa faculdade, ser um bom profissional, uma carreira profissional, constituir uma família.
Como bem teorizam os vários ramos da filosofia nem o passado, nem o futuro existem. É imperativo que somos, estamos e vivemos o agora, o presente. O passado é nossa história, o futuro impreciso, uma ilusão. Analisando a sociedade de antes da internet, fica a sugestão de que os pessoas tinham uma melhor conexão com o passado e com o futuro. E de fato, em tese tem razão os pensadores que assim o afirmam. O presente, o momento atual é preciso, o passado se foi o futuro não é  preciso.
De novo sonho ou desejo. A civilização pós-moderna vive a angústia não do futuro, mas do presente. Não impropriamente o pensador Zigmunt Bauman denominou nossa era de modernidade (ou hipermodernidade) de  líquida. Essa fluidez e rapidez de tantas transformações trazem sentido a essa nominação. Tudo escapa ao nosso controle em curtos espaços de tempo , tudo flui e corre de forma célere.
Em tempos mais remotos menos energia se canalizava para produção. Hoje, em tempos de internet e redes sociais há uma sofreguidão, uma azáfama e neurose para a máxima posse possível e para o consumo. O mundo mais se materializou. A sociedade e todos os apelos do ter , em vez do ser e do existir com significado, nos tornaram mais frios, empedernidos, brutos e menos humanizados.
Contudo, ante tanta transformação e fragmentação dos valores, a juventude em especial, mesmo nascida, crescida e educada na intitulada modernidade líquida( geração z) não pode perder a capacidade de sonhar e desejar um mundo mais humano e fraterno.
“ As pessoas felizes lembram o passado com gratidão, alegram-se com o presente e encaram o futuro sem medo”.  (Epicuro). Março /2108

TI e Psicopatias

TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E DOENÇAS MENTAIS
João Joaquim 


Eu não sou psicanalista nem psiquiatra por formação, sou apenas por informação. Por isso e por direito sinto-me livre para opinar sobre o tema da área de outros profissionais e ensaístas. A minha reflexão de hoje vai para a probabilidade existencial , ou da relação entre tecnologia da informação (TI) e doenças mentais. 

Para melhor contexto, TI se entende por todos os recursos, meios e objetos de conexão com a internet e redes sociais. Assim têm-se do tradicional computador de mesa ao smartphone, iphone,  tablets  e ipads. Entendido também que tais aparelhos podem ser usados, sem estar conectados com a internet, como na execução de áudios e vídeos.
O uso massivo da internet no Brasil tem cerca de duas décadas. O mesmo tempo  também para o telefone celular e as mídias digitais. Em que pesem ser conquistas recentes, já se conhecem estudos conclusivos das consequências do emprego abusivo e imoderado dessas tecnologias. Há por exemplo na USP e Unifesp( universidades do estado de São Paulo) grupos de profissionais (psicólogos e psiquiatras) dedicados aos efeitos e consequências da chamada dependência da conexão ou web dependência. O mecanismo desse “vicio tecnológico “se assemelha ao vício da dependência química (adicção). Como são os adictos de nicotina, da cocaína, do álcool e muitas outras substancias licitas e ilícitas.
O mecanismo dessa forte aliança do usuário com sua mídia (smartphone, celular) se dá na área cerebral. Nas mesmas sinapses e neurônios da dependência química. Assim , essas áreas cerebrais vão insidiosamente, cronicamente, sendo adestradas, condicionadas e treinadas a funcionar “melhor” ou “pior” tendo esses recursos e mídias à disposição, o adicto das mídias não consegue mais viver independente dos objetos em estado online. 
Um dos efeitos bem característico da adição tecnológica é a fobia da desconexão com a internet, telefone celular e das mídias digitais. Nomofobia é a fobia dessa desconexão , O vício no sistema de recompensa de redes sociais – como os likes de facebook, retuítes, views em vídeo de youtube, e ‘corações’ no Instagram – também pode ser um fator que contribui na dependência, pois é uma forma de obter pequenos prazeres psicológicos de forma fácil e rápida. 
Essa fobia da desconexão é na verdade um corolário de outro grave distúrbio da dependência, o transtorno de ansiedade. É uma angústia ou ansiedade pela necessidade do porte permanente de um instrumento de mídia conectado (online) com a internet  e suas populares redes sociais, facebook, WhatsApp, etc.
Como referido, embora de conhecimento recente, já se sabe dos danos psíquicos e na saúde mental que essa dependência traz aos usuários com esse perfil. E cada vez mais tais questões deverão merecer mais atuação, cuidados de pais, de educadores e profissionais e pesquisadores da matéria. Uma última questão de porte igualmente grave se refere às doenças psiquiátricas mais especificas. Como são os casos das esquizofrenias, do transtorno bipolar e a intitulada personalidade psicopática.
Até então a gênese da maioria das doenças psiquiátricas é desconhecida. O entendimento da psique humana ainda tem muitas incógnitas. Se a normalidade já é de difícil compreensão, imagine então a patologia das doenças mentais, um labirinto sem começo e sem saída. Fazendo um paralelo entre as doenças mentais e as orgânicas. Para muitas doenças cardiovasculares e degenerativas como o câncer existem os chamados fatores de risco. Como exemplo, o tabagismo, o alcoolismo e a obesidade que aumentam a prevalência destas doenças.
De forma análoga quando se fala em psicopatias aventa-se a teoria dos gatilhos. Seria um fator social, ambiental, cultural, comportamental ou químico que propiciasse o surgimento de uma doença psiquiátrica em um individuo com essa predisposição constitucional e genética. Em suposição de que minha mente ou psique  continua normal, invadem-me esta inquietação e esta interrogação. Não estaria o emprego abusivo das tecnologias da informação funcionando como gatilhos para muitas enfermidades mentais?
Com a palavra os especialistas e estudiosos do assunto. Se tanto, deixo outra tese igualmente relevante. Muitos são os casos de bullying virtual (ciberbullying), de suicídios (vide jogo da baleia), de homicídios e atentados. Vários são os relatos, registros e documentos de que os autores de tais crimes e atentados se inspiravam em episódios semelhantes e registrados na internet.
Assim se pode concluir que no mínimo o uso irracional, nocivo e delituoso da tecnologia da informação propicia a que surjam essas crises psicóticas, como primeira manifestação, nesses doentes mentais . E eles  Cometam crimes os mais bárbaros aqui pelo Brasil e pelo mundo.   Março /2108

Médicos SF

FRATERNIDADE E AMOR SEM FRONTEIRAS

João Joaquim 


Uma das lições mais significativas que nos passa o programa Médicos Sem Fronteiras (MSF) se chama generosidade. Como de resto o faz toda forma de trabalho voluntário. Não há discordância que todos aqueles profissionais que integram o MSF representam o suprassumo nesses sentimentos de bondade, de altruísmo,  de extremo desejo de ajudar o outro. Isto em poucas palavras  porque esses voluntários: médicos, enfermeiros ,  paramédicos e outras categorias, trabalham com pessoas em extrema vulnerabilidade social, física e psicológica.
Uma realidade é trabalhar como voluntário em um hospital ou instituição pública com fins sociais e médicos, o que é altamente solidário e gratificante; outra realidade é enfrentada pelos voluntários do MSF.
Aqui os cenários são representados por terremotos, tragédias naturais, vítimas de guerra, refugiados e feridos em conflitos étnicos e políticos. É a vida na máxima vulnerabilidade.
Cenários que bem ilustram todas essas pessoas, nessas tragédias são os casos dos desastres naturais. Um exemplo, o terremoto do Haiti, ocorrido em Janeiro de 2010, com cerca de 300 mil mortos, milhares de desabrigados, de mutilados e outras sequelas definitivas.
Os conflitos étnicos e políticos do Congo, do Sudão e Sudão do Sul. Conflitos , ao que parecem, intermináveis, como são os  países em conflagração como a Síria, Iraque e Afeganistão. E se prevalecer as teses de Murphy, as potenciais vítimas, de uma possível guerra entre EEUU e Coréia do Norte. Basta assistir às escaramuças verbais entre o falastrão e histriônico presidente Donald Trump e o idiofrênico KIm( uma simbiose acabada  de idiotia e esquizofrenia), o  ditador Kim Jong Un.
Um grupo de vítimas encontradiço pelos voluntários do MSF é formado de  pessoas vítimas de violência sexual. São os casos de estupros, sobretudo de meninas e mulheres. Aqui mesmo no Brasil, esses abnegados profissionais enfrentam esse grave desafio de ajuda a essas pessoas em sofrimento. Em geral são comunidades pobres, com desassistência de quase tudo como saneamento “básico”, escolas, saúde e justiça.
Os Estados do nordeste têm sido os mais representativos nessa triste realidade. E  quem bem a conhece são  todos os abnegados profissionais desse heroico programa que é o Médico Sem Fronteiras/MSF.
Tem-se como certo que as cenas e as privações mais pungentes e doloridas com que deparam os voluntários estão nos campos de refugiados dessas nações conflagradas em permanente guerra. São os já citados conflitos bélicos da República do Congo e da Síria.
Uma classe de vítimas de extrema vulnerabilidade refere-se às mulheres vítimas de violência sexual. Porque nesses países, sejam de religião muçulmana ou de várias outras religiões, existe uma banalização no tratamento aos  direitos humanos. As mulheres, nessas culturas tribais africanas, são as que menos direito têm antes os órgãos de justiça. Os próprios gestores de governo, os agentes do Estado são omissos com essas mulheres, por questão cultural e impositiva dos chefes de governo .
Imagine, uma mulher vítima de estrupo, porque sob tortura é   ainda banida da casa, tratada como culpada ou até morta pelo pai, familiares ou companheiro. É no mínimo uma ideia de direitos humanos e de justiça de natureza esquizofrênica. É ser vítima duas vezes, pelo agressor (estuprador) e pela cultura e pelo Estado. Paranoia na sua forma mais pura! Esses são relatos trazidos por esses abnegados e voluntariosos profissionais do programa MSF. Eles são como que uma última base de apoio e refúgio dessas vítimas, dessas barbaridades, em pleno século XXI.
Enfim, o que se pretende como mensagem final é esta. A mensagem da generosidade, do altruísmo, da gentileza, do desejo de levar a bondade, o conforto e a solidariedade e esse outro ser humano, tão vil e indignamente atingido pela cobiça e maldade do próprio homem. Humano! Será ?
Esse outro que sofre, que padece, que se encontra em alto risco de morte, que sofre as consequências de um desastre natural como o terremoto do Haiti e outras tragédias naturais. Assim também são as vítimas de conflitos étnicos e políticos perpetrados por déspotas e tiranos, homens  de mentes insanas e paranoicas como são os ditadores da Coreia do Norte, da Síria e vários países africanos.

Falamos então aqui desses abnegados anjos de branco que são os médicos;  ou de vermelho como são os bombeiros civil e militar; e tantos outros abnegados voluntários que dão até a própria saúde e vida em prol de ajudar o outro, o próximo ou distante que se acha em privação, em dor e tanta humilhação!
O nosso louvor e honrarias a todos esses voluntários(as) a favor do bem, da saúde e vida de quem grita por socorro!

Lixo e Civilidade

O DESTINO DE NOSSO LIXO E NOSSO GRAU DE INCIVILIDADE
 João Joaquim  
Se há um exemplo de sandice ou falta de civilidade que possa exibir o homem civilizado, eu citaria o descaso ou abandono com o lixo que ele produz. Que fique bem repisado este resto da frase: não o lixo produzido em si, mas o abandono ou destino que se dá aos resíduos, descartes, objetos inúteis, papéis, plásticos, embalagens, alimentos não aproveitados e sobras de tudo quanto  se faz uso.
As palavras cidade (do latim civitate), cidadão (o habitante da cidade e no gozo de direitos e deveres para com o Estado e outros cidadãos) e civilidade (latim civilitate) são cognatas. Elas têm a mesma origem e são inter-relacionadas. Politica , também tem tudo a ver, vem de polis, cidade. A arte de administrar uma cidade ou Estado.
Civilidade deve ser entendida como uma cartilha ou manual de atitudes observadas por todos nas relações mútuas, em sinal de respeito e consideração ao outro. Outros verbetes equivalentes seriam urbanidade, gentileza, cooperação, solidariedade, delicadeza e fraternidade.
Existem também um tempo e um espaço nos quais podemos expressar nosso grau e nossa evolução civilizatória. Assim têm-se uma data comemorativa e os espaços festivos e de celebrações. Basta lembrar que as pessoas são useiras e vezeiras de dois espaços em suas vidas, banheiro (sanitário) e mesa de refeições. Estes são dois espaços mais comezinhos na rotina de qualquer pessoa. Não importa onde situados estes espaços, diariamente usufruídos pelos cidadãos. Aqui, cada qual, inescapavelmente, deixará o seu grau de civilidade (ou de incivilidade). Para tanto, basta uma comparação do antes e depois do uso desse espaço , desses móveis, desses bens públicos ou privados.
De como o indivíduo recebeu e deixou esse espaço? Pode-se qualquer um perguntar. O grau de limpeza e organização, o acondicionamento dos utensílios, o destino do lixo, dos dejetos etc. Aqui, sim, ficarão os sinais, os indicadores, as marcas do grau educacional, de civilidade e respeito de qualquer pessoa.
Imagine-se agora em uma casa de eventos festivos, de festas de aniversário, casamento e outras datas solenes. Todo aquele cenário está ricamente preparado e organizado em limpeza, decoração, disciplinado e vistosamente mobiliado. Finda a festa tem-se um cenário de completa desorganização, com mesas tomadas de restos de alimentos, forros sujos e desalinhados, guardanapos sujos e deixados no chão, banheiros fétidos, lixos fora dos recipientes próprios, excrementos fora do vaso sanitário, entre outros desleixos. Todo esse cenário, passada a satisfação dos instintos do estômago, passadas as libações de toda ordem e os gozos gastronômicos, no mínimo, esse desfigurado cenário revela  o que? Uma regressão aos instintos animalescos, a um comportamento irracional, ou quando menos, de absoluta incivilidade e desrespeito ao outro cidadão, seja esse outro o funcionário ou empregado (garçom, funcionário de limpeza) ou mesmo outra pessoa, a próxima a usar aquele espaço. Toda forma de civilidade, de relação solidária e respeitosa com os ambientes públicos e privados e com as pessoas devem ser uma constante na educação às crianças.
Ética, cidadania e civilidade são práticas aprendidas, ensinadas pelas famílias e escolas (nas pessoas de monitores e educadores). Virtude e honestidade, assim como civilidade e solidariedade são expedientes que devem integrar os ensinamentos das grades curriculares do ensino fundamental. Aristóteles deixou essa tese, de que a Ética e virtude devem ser ensinadas e praticadas com as crianças. Não são qualidades inatas, mas adquiridas.
Tem sido muito falada e repetida a palavra sustentabilidade, o mundo sustentável, o clima, o efeito estufa, a emissão de CO2, a poluição, o equilíbrio ecológico, o destino dos lixos, o respeito ao meio ambiente. São esses os tantos termos do tão propalado mundo sustentável. Fala-se tanto, tantos encontros, painéis, protocolos, reunião do G10, do G20, das nações mais ricas e poluidoras.
Muito se fala, pouco se faz. Assim têm sido os estadistas dos países mais poderosos, assim têm sido as advertências dos cientistas do clima, dos ecologistas. Assim têm sido os cidadãos, ditos civilizados que cientes dos repetidos atos de desrespeito e lesão à natureza continuam nas mesmas atitudes e expedientes de falta de civilidade e sujeira   em datas solenes  e espaços comemorativos.
Tome-se como modelo uma festa de réveillon. Que seja, numa via pública, num clube. Imaginem-se as orgias regadas de bebidas e comidas na passagem de ano novo em Copacabana RJ. Ao amanhecer, têm-se um cenário destruidor  de furação. Nessa data e ambiente, intitulados de alegria e celebração, tem-se uma prova, um certificado autêntico do grau e da evolução civilizatória do animal humano. São toneladas de lixos, dejetos e excrementos que exigirão centenas de trabalhadores braçais, os garis, um trabalho hercúleo  para o correto destino produzido pelos convivas e comensais daquela noite. Isto sim, é uma mostra repetida e vivida pela sociedade de nosso estágio de não educação, de incivilidade  e  não fraternidade. Enquanto os convivas, satisfeitos dos festejos orgíacos e dionisíacos , regados a vinho, champanhe e manjares vão embora, de ressaca;  os pobres e malvestidos trabalhadores braçais, num trabalho escravista e mal remunerado irão limpar os lixos, restos alimentares, papeis, garrafas pets e dejetos( cocô, xixi) deixados pelos festeiros da noite. Quanta incivilidade, não ?  março/2018.     

Impostos

IMPOSTO PELO USO DO VENTO E DO SOL, ACREDITEM!
João Joaquim  
Aqui no Brasil existe um obrigação que qualquer cidadão, inclusive o analfabeto, tem uma verdadeira antipatia por ela. Se alguém adivinhou, parabéns! É esta mesmo, imposto. O nome por si só já gera uma certa ojeriza e repulsa porque se revela opressivo, absolutista e tirânico. Mais que isto, é injusto e desonesto. Porquanto deveria retornar aos pagantes e contribuintes sob a forma de serviços. E nada disto chega de forma digna às pessoas pagadoras.
Por uma simples questão diferencial, imposto não é sinônimo de taxa. O imposto se mostra tão injusto que o governo cobra sem a contrapartida na prestação do serviço. São os casos por exemplo de uma profissão autônoma. Mesmo o indivíduo não trabalhando, ele tem que pagar ao conselho da categoria, para ter o direito daquele registro. De um imóvel seria outro tipo. O proprietário utilize ou não aquele bem ele se vê obrigado (imposição legal) de pagar imposto daquela propriedade. Taxa, se refere a um percentual de um serviço prestado, sempre.
O Brasil, notoriamente é um país campeoníssimo em tributação ao cidadão. Beira aos 38% do que o cidadão ganha, compra e consome. Agora pergunte o quanto e com que qualidade o brasileiro recebe de volta? Praticamente nada. Se comparado a outros países como Suécia, Suíça e Escócia, seriam justos tantos impostos para tantas necessidades do contribuinte. Porque nessas nações europeias, se paga também muitos impostos mas há também um justo retorno como educação de qualidade, saúde digna, segurança eficaz, serviços públicos outros eficientes e rápidos, obras de infraestrutura garantidas e justiça na sua acepção a mais próxima do ideal.
 Fazendo então esse paralelo, basta se perguntar: quantas vezes eu fui bem atendido pelo SUS? Em situação de emergência o paciente morre por absoluta falta de atendimento;  por omissão do estado; como aliás é comum ocorrer em muitos cenários da vida brasileira.
Dois outros setores mostram bem o quanto os brasileiros são desassistidos. Segurança pública e rodovias. Juntando essas duas omissões do pais, são 120.000 mortos por ano. Ao sair de casa o indivíduo tem dois grandes riscos: ser assaltado e executado ou morrer nos crimes de trânsito, por motoristas infratores, e também estradas mal conservadas.
E aqui não precisa nem trafegar pelas rodovias. A violência provocada por infratores no trânsito começa nas vias urbanas mesmo. As avenidas se tornaram pistas de motovelocidade e rachas de automóveis. Vez e outra os pedestres e motoristas prudentes saem todos rachados, mutilados e mortos dessas criminosas porfias e disputas. São cenários de sandices e insanidades. 
Agora para pasmo e estupefação da sociedade e dos cidadãos eu trago à baila um tema que parece desconexo. Mas, não é, e eu provo. Tem se falado nos últimos tempos em sustentabilidade, em ecologia, em degradação do meio ambiente, em poluição, emissão de CO2 e efeito estufa. Dentre as questões de sustentabilidade há que se falar na modalidade energia limpa. Como fontes de energia que degrada o meio ambiente têm-se a hidroeletricidade e uso de combustível fóssil.
Duas significativas fontes de energia limpa são a eólica e a fotovoltaica. Com o emprego do vento (moinhos ou usinas eólicas) e o próprio sol ,com emprego de placas solares. Agora pasmem os brasileiros, os políticos, nossos digníssimos legisladores estão com planos e projetos (de lei) de tributar , não . Não ,  porque imposto para eles é uma obviedade. Existe umas cabeças pensantes no congresso com a estapafúrdia ideia de propor cobrança de royalties pelo uso de energia eólica e fotovoltaica.
Acreditem! Macacos me mordam. Mas, correm na câmara dos deputados ideias desse naipe. Um desses tem nome até filosófico e curioso. Heráclito Fortes (PI). Eu não posso afirmar que o deputado Heráclito se inspirou na xará de Éfeso. Mas, que o parlamentar se mostra forte nessa ideia basta ouvir sua retórica com o projeto de lei para cobrar royalties pelo uso de energia dos ventos e da luz solar. Acreditem, está lá no congresso para ser levado à votação no plenário daquela casa legislativa. Eu reitero, eu não estou com piadinha de mau gosto. Março/ 2018.

Casamento

O CASAMENTO NOS TEMPOS DA MODERNIDADE LÍQUIDA
João Joaquim 
 Cada vez através dos meios de comunicação e acesso à informação (internet, redes sociais) se vê muitas mudanças na legislação atinente ao direito de família. São as questões ligadas às relações parentais, dos deveres dos pais, dos direitos dos filhos e das ligações  conjugais. Uniões estas que, hoje, ganharam novos formatos, novos arranjos. A forma conjugal mais tradicional se refere ao casamento ou união entre um homem e uma mulher. Mas, hoje têm também os arranjos homoafetivos. São fatos e acontecimentos da chamada hipermodernidade. Ou modernidade liquida conforme Zigmunt Bauman, onde tudo acontece e se desfaz rapidamente.
Discorrer sobre gênero, sobre homossexualidade e sobre o movimento LGBTI não é de competência desse artigo. Aliás, devido ao patrulhamento do politicamente correto ou incorreto tem-se tornado até perigoso pelo enxame de xingamentos e críticas ferinas daqueles que opinam sobre tais melindrosos temas. Sejam tais pareceres contra ou a favor dessa ou aquela minoria ou opção sexual, estilo de vida entre outras escolhas .
Esse artigo se propõe a dissertar sobre a relação conjugal tradicional, homem mais mulher, uma vez que ela se dá desde que o homem se organizou em sociedade como Estado. Notável é também de se registrar o quanto as leis, o código civil tiveram que sofrer reformas e adaptações com a evolução e aprimoramento dos direitos sociais, individuais e humanos. E como se propagam os chamados grupos (OAB por exemplo) dos direitos humanos!  Bom e útil seria também criar os grupos de Deveres Humanos. Questão de equilíbrio direitos/deveres.
E esse ativismo numa sociedade democrática é muito positivo e construtivo, em termos de liberdade, igualdade e fraternidade (“liberté, egalité, fraternité,” lema da revolução francesa).
Uma questão que tem me despertado o interesse o observação no casamento tem sido a frequência das separações. E nesse contexto a legislação sofreu uma flexibilização na obtenção do divórcio. Por exemplo, se o casal decide separar e não tem filhos, ou os filhos são maiores de idade, o processo se tornou simples, não se exige mais advogado. Basta os cônjuges ir ao cartório e oficiar o pedido, sem a participação do profissional do direito. O próprio cartório formaliza o processo e o juiz da vara de família assina e pronto. Isto, é evidente, em se tratando de uma separação consensual e amigável. Se litigioso, continua como antes. Advogado, audiência na justiça e outros aborrecimentos.
Uma outra questão seriíssima e encontradiça na hora da separação têm sido as desavenças na partilha dos bens do casal. Muitos litígios e contendas surgem e não raro resultam até em assassinatos, feminicídios. Muitos desses crimes executados por encomenda. Os motivos em geral envolvem seguros de vida a ser resgatados, rixas na divisão de bens e outros conflitos envolvendo patrimônio obtido na vigência do casamento.
No Brasil, quando se compara o casamento antes e depois da constituição de 1988, ou antes e depois do novo código civil, percebem-se muitas mudanças. Independentemente de legislação, pode-se fazer um paralelo no concernente ao padrão cultural de antes, e com os avanços dos direitos humanos e conquistas tecnológicas e científicas de era da internet. Então antes e pós internet.  
No tocante ao papel da mulher no casamento. A jovem, na maioria das vezes, nos idos tempos pré-constituição de 88, se casava para literalmente ser “doméstica” ou do lar.
Em outros termos, ela contraia casamento para procriar, cuidar dos filhos, da casa e servir ao marido em todas as suas exigências, em três palavras, na cama, mesa e banho. E era um trabalho árduo com ou sem uma emprega doméstica, porque muitas vez tinha-se um marido mandão e exigente. Além, de muitas vezes, ciumento e possessivo, tendo a mulher como um mero objeto animado para cuidado das prendas da casa, na educação dos filhos e um papel como amante.
Com o progresso que se tem hoje em todas as áreas, com a conquista da liberdade em todos os ramos de atividade e igualdade em termos de direitos humanos constata-se um novo comportamento da mulher no casamento. Basta registrar o quanto a mulher busca sua realização profissional e socioeconômica. Em todos os ramos profissionais a mulher tem assumido o seu protagonismo. E no casamento, ela tem se comportado de igual forma. De um papel antes de muita dependência do marido ela passou a gerir seu próprio orçamento, pela sua atuação no mercado de trabalho. Prova disto é que na maioria das uniões conjugais o regime adotado é a comunhão parcial de bens ou até de cada um administrar os próprios rendimentos o que se mostra justo e mais simples numa eventual separação.
Ops, agora cá entreouvidos, verdade que têm muitas mulheres que gostam de dar o golpe do baú, ainda se têm até hoje, nos tempos modernos, da internet, redes sociais e mídias sociais. Disto ninguém duvida.

Eu x Ciências..

NOSSA GRATIDÃO AOS CIENTISTAS E ÀS CIÊNCIAS
João Joaquim  

Eu sou muito grato aos grandes homens da história e  das ciências, a todos os cientistas que tornaram a vida, a sociedade e este mundo melhores. Muitos são os benefícios, muito melhores se tornaram as condições de saúde e da vida, graças ao heroísmo, à dedicação, à pertinácia, à ousadia e inteligência de homens da ciência e da tecnologia, do passado e do presente.
Assim ocorre, assim aflora minha gratidão quando vêm-me à memória os feitos daqueles sábios da antiga Grécia, como o foram Pitágoras, Euclides, Aristóteles, Sócrates, Platão ; entre tantos outros, nos  séculos e séculos antes de cristo. Dando um grande salto na história, como esquecer as contribuições de um Galileu Galilei, de um Copérnico.
Só para refrescar nossa memória , Nicolau Copérnico e Galileu foram os precursores do heliocentrismo. Demonstração científica do sol como centro do universo, e não a terra como defendia o achismo da igreja católica da época. Pode-se afirmar que este era um dos dogmas da igreja. Uma verdade( para a igreja) que não aceitava contestação e dúvida. Ou se aceitava como verdade definitiva ou era julgado pelo santo ofício (inquisição), com risco de pena de morte por incineração. Havia uma dupla finalidade: execução e cremação. Ao que sugere o processo, os pecados eram queimados no mesmo forno. Tomás de Torquemada foi um grande inquisidor da época .
O próprio Galileu foi processado e condenado, caso persistisse com sua teoria do sol como centro do universo. Não em  2ª  ou 4ª  instância, como se dá aqui no Brasil.  Era  justiça de grau único, soberana e definitiva. Galileu escapou do braseiro porque ele abjurou de sua tese em público. Ele negou sua descoberta para os homens da lei, no caso, das leis canônicas ou dogmáticas da igreja  católica. Foi liberto, mas sob liberdade vigiada. Foi proibido de pregar suas ideias na época.
Giordano Bruno, foi outro teólogo e pensador que não teve a mesma sorte. Era dele ,na época, a teoria do infinito. Deus e o cosmo são infinitos. Para ele cada ser neste universo de natureza biológica ou não, tinha uma energia interior a que chamava alma ou espírito. Ele contrariava alguns cânones e dogmas da igreja. Não renunciou às suas ideias e foi condenado pela santa inquisição e queimado vivo. Um horror!
Ele foi de um caráter e espírito socráticos. Morreu fiel ás suas ideias e teses.
Dando mais um salto na história, o exemplo de Isaac Newton (1643-1727) com o estudo das  leis da gravidade e da matemática. Um outro  cientista e filosofo por que tenho uma admiração é o Immanuel Kant (1724-1804). Ele é autor das obras críticas da razão pura e críticas da razão prática. Um dado significativo na vida e trabalho desses cientistas, a partir do século XVIII, foi a desvinculação com as crenças, “verdades” e imposições da igreja. Ao menos no campo das ciências, a maioria dos estados eram laicos, sem interferência de diretrizes de cunho religioso, bem reiterado, pelo menos na seara das ciências, porque no campo político muitas nações ainda sofriam as ingerências da igreja. Fazendo um trampolim para o século XIX, três foram as grandes invenções que mudaram para sempre a vida das pessoas e da sociedade. São a eletricidade, a telefonia e o automóvel. Não verdade a eletricidade foi uma descoberta, o telefone e o automóvel duas invenções. Há que se diferenciar uma invenção, a roda por exemplo, de um achado ou descoberta, a gravidade por exemplo.
Algumas palavras sobre esses grandes cientistas. Graham Bell foi o britânico da  invenção do telefone, em 1876. Além de inventor foi empresário do ramo, ele fundou a cia Bell. O automóvel, embora tenha havido quem registrasse patente anteriormente, quem de fato criou e se tornou empresário e fabricante foi o americano Henri Ford. A popularização do carro e a sua  comercialização se dão  mesmo em 1900, ou seja, já nos albores do século XX. Já a eletricidade, como a conhecemos, e dela utilizamos nos dias de hoje, se torna acessível para uso doméstico e industrial por volta de 1880.
Três foram os cientistas nessa contribuição: Nicola Tesla, Thomas Alva Edison e Westhinhouse. Para ser justo esses três personagens, Tesla, Edison e Westinghouse foram a um só tempo cientistas e empresários do ramo (1880-1891).
Sem descer a pormenores, a curiosidade que se estabeleceu nessa época foi a denominada guerra das correntes. Nada mais do que a preferência de um e outro inventor pela corrente contínua ou alternada. E por que dessa chamada guerra? A corrente alternada (CA) era considerada muito mais perigosa do que a corrente continua (CC). Mas logo em seguida, tudo se pacificou e quem lucrou foi toda a humanidade. Até  hoje e sempre, como imaginar o mundo sem eletricidade?
No século XX temos dois gigantes das ciências que eu destacaria, Albert Einstein, autor da lei da relatividade. Stephen Hawking( 1942-2018) autor da teoria das cordas e estudioso dos buracos negros.
Enfim e como conclusão, eu me declaro grato a todos esses gênios cientistas, que tanto bem e qualidade de vida deixaram para a humanidade. Tenho certeza que todos, numa breve reflexão , ao lembrar, também têm no íntimo sua eterna gratidão por esses benfeitores, que merecem o nosso galardão e um acento eterno no panteão dos heróis da humanidade.    Março/2018