Alienação mental e intelectual via redes sociais
Quando se estuda o fenômeno alienação, o termo é bem abrangente, e sempre de uma conotação muito negativa. Ele se aplica a várias áreas do conhecimento como sociologia, psicologia, psiquiatria e direito. De forma simplificada pode-se entender como a pessoa ou um bem fora de si. Uma pessoa alheia, estranha, fora de si mesma ou de outrem. É a pessoa sem domínio de si, de suas decisões, escrava e cativa de alguém, de um sistema ou de outra entidade qualquer, abstrata ou física.
Alargando ainda esse entendimento. Seria de igual forma o indivíduo perder a sua autonomia, o seu discernimento, sua própria consciência, a sua finalidade social e no mundo. Vem desse entendimento o significado de alienação como loucura ou doença mental incapacitante. Já no Direito, no Judiciário, existe a expressão alienação de um bem, de um direito. Um outro exemplo a alienação parental, quando um dos ex cônjuges, para desqualificar o outro, usa, induz um filho menor a acreditar que o outro é uma pessoa sem caráter, de mau comportamento etc. Ou seja, em qualquer área empregada, a palavra se mostra muito negativa e nociva. Alienação pode envolver loucura, polícia e justiça.
Em nossa era, intitulada de pós modernidade, existe um sistema, que se pode classificá-lo como muito alienante, para uma parcela substancial de gente, fala-se aqui no Internet e muitos dos seus recursos derivados. Como exemplos os jogos online, os games, os aplicativos de contatos, as redes sociais, a “deep web”, as redes sociais. Não é demais lembrar que a Internet e seus variados recursos utilitários foram concebidos para o bem, a produção, e qualidade operacional e cultural das pessoas. O mal e nocivo e fútil estão na consciência e mente das pessoas más usuárias dessas ferramentas. A Internet é neutra.
A Neurociência/ou Neurolinguística e a Psicologia Social explicam o estado de alienação a que as pessoas são submetidas. Essa condição é muito movida pela curiosidade, pela inércia e passividade cognitiva. Fisiologicamente, o cérebro humano é um órgão dado à preguiça, à ociosidade inútil, e instigante esse dado, à curiosidade. Para essa atividade não há preguiça. São esses os mecanismos neuropsíquicos e cognitivos de grandes rebanhos e multidões de gente se tornarem adictas, viciadas e dependentes (como um drogaditos de maconha e ecstasy e álcool) de tudo divulgado pela Internet e redes sócias. Fazendo-se aqui um adendo para o alcoólatra. Esse dependente chega um estágio do vício, vêm as doenças e sequelas, que o sujeito se torna um estrupício, um trambalho, peso negativo para os seus filhos que dele cuidam.
Para finalizar, sobre a ALIENAÇÃO mental e social da Internet. Trata-se de um cenário e comportamento muito presente e prevalente no (des) convívio das pessoas. O processo da alienação virtual se torna muito grave e preocupante para as crianças, adolescentes e jovens. E mesmo para pessoas já maduras, que se tornaram embevecidas, namoradas, embriagadas e altamente adesistas de tudo quanto se oferece de inútil, de fútil e frívolo na Internet e suas redes sócias. Oh céus, oh, vida, oh azar. Uma tecnologia que trouxe alienação virtual para muita gente descuidada e ingênua! Além da alienação em que vivem muitas mulheres e homens ligadas na internet, essas viciadas gentes fazem das redes sociais instrumento de fofoca, difamação alheia, difusão de fake news, entre outras nocividades contra rivais e desafetos. Que horror!