Gente cachorro e cachorro gente

Na Finlândia, capital Helsinque, na “University of Helsinki”, interessante estudo foi desenvolvido, em uma cooperação do Departamento Animal/veterinária de pequenos animais domésticos com o departamento de Psicologia Social –Faculdade de Ciências Humanas, NeuroCiências e Neurolinguística– De plano, pessoas menos afeitas ou de pouca curiosidade científica, poderia se espantar e perguntar: Mas, o que tem a ver veterinária de animais pets com Psicologia Social Humana? E não é de ver que os pesquisadores desse país nórdico, encontraram. A ver. www.universtiy.hlx.vet.psi ou www.petz.com.br

Os escopos do estudo foram buscar as conexões, porque sabidamente elas existem, entre o grau de afeição e apego aos chamados animais de estimação, os pets, e as características da saúde social, psíquica e mental dos tutores de seus bichos de estimação. Não se discriminando que animais fossem, cães, gatos; principalmente. Mas, incluso outros bichos e seu grau de proximidade com os donos. Em uma expressão, esse a meta maior: há um liame, uma conexão indicativa, da afeição, do apego, qualidade da conjunção da pessoa com o seu bicho domesticado, de estimação: os pontos fulcrais da pesquisa.

Algumas linhas e características do estudo. Foi ele foi representativo, dividido em grupo A e grupo B, 5000 tutores e seus pets em cada grupo. No grupo A, as pessoas e tutores que tinham uma relação, em tradução livre, uma relação estanque com seus animais. Explica-se: eram os donos e animais que tinham os espaços específicos, animais em áreas restritas a eles. Espaço e limites do animal e donos os seus espaços e limites. Não importando se casa ou apartamento. No grupo B, as pessoas tutoras com muita proximidade com os pequenos animais. Nesse grupo abarcando os indicativos da antropomorfização dos bichos, isto é: dotar os animais de tratamento humanizados.

Para melhor compreensão e definição algumas características desse tratamento. Sabe-se que os animais de estimação cada vez mais vêm sendo afetados por essa distinção. Existem grupos de pessoas que são admiradoras e possuidoras de animais. Entretanto os tratam como animais. Existe a chamada proximidade estanque. Eles dormem em suas casinhas e abrigos de animais, vivem nos espaços a eles destinados, e com restritos contatos físicos, mãos, abraços, colos. Nos princípios de biossegurança animal/humano. E existem pessoas que cada vez mais antropomorfizam os pets, os tratam como humanos. Interessante que entram nas planilhas do estudo, como os donos dirigem aos bichos, “vem mamãe, vem papai”. São os donos pais e mães de bichos. Agora, dá para imaginar, se uma mulher engravida, pré-natal ok, e então nasce um nenê cachorro! Espanto geral. Uê, mas você mãe, não é mãe de cachorro? Em vez de choro, latido! Dentro do contexto, na relação mãe/ cachorro.

Às conclusões do estudo, os pontos em destaque. O grupo de pessoas A, apresentaram poucas alterações e alternâncias de saúde psíquica e emocional em comparação com as estatísticas de qualidade de saúde mental e psíquica da população geral do país, em torno de 13,5%. O instigante e surpreendente foram as questões de salubridade (definição original do estudo), em se concernindo da estabilidade psíquica, mental e social dos tutores, donos ou “pais e mães” (itens do estudo) do grupo B, as pessoas de muito próxima ou íntima convivência com seus bichos. O estudo conclui de haver uma carência afetiva e humans.

Em conclusão, as pessoas, donas e donos desses pets grupo B, os intimistas e muito de contatos físicos com os seus pets de estimação, padecem em demasia dos variados graus de desníveis emocionais, psíquicos, sociais e mentais. O que certamente, sugestão do estudo, levam-nos a muitos danos psicossomáticos. Foram 67,5% das pessoas do grupo B, com acometimento de sua saúde inorgânica. Os distúrbios mais prevalentes: as distimias (desníveis de humor), a anedonia (os prazeres frágeis de toda natureza, inclusive baixa libido e baixa autoestima), a depressão, a ansiedade, as insônias, a cefaleia como conceito de doença funcional, baixa cognição em atividades mais desafiadoras ou complexas, pensamento abstrato ora errante e sem logicidade. Enfim, um cenário, onde os braços científicos podem colaborar na compreensão deste e tantos outros expedientes na dinâmica social e gosto, afeição e preferência das pessoas, na sua lide cotidiana.

Postagens mais visitadas deste blog

Pessoas e seus diabinhos

Animalização ou Humanização, QUEM ?

Gente Fake e Gente hipócrita