Náufragos e atropelados da Internet

 “Internauta é o nome que se dá a pessoas que passam mais tempo da sua vida na internet, redes sociais, como Instagram e whatsapp, com o principal objetivo de atualizar-se de um modo geral, em sua cultura individual e grupal, “falar” com seus contatos identitários, com as pessoas lé com lé, cré com cré etc.; etc.;” Evolutivamente, temos os sociais midiáticos. Os digitálicos e digitais. Há essa diferença e queiram ver em www.portuga.org.br. Alguns são na certa e verdade náufragos, tal o estado de danação e perdição em que se encontram.

Vejamos como são criativos os sistemas, o mundo tecnológico e imperialista, nas estratégias e ardis, ciladas e engodos de, sem retrocesso, tornar as massas populares, levas, multidões, rebanhos de gente, povo e consumidores cativos do sistema. Criou-se o telefone fixo, foi muito útil e benfazejo, para agências públicas e privadas. Mas, não bastava. Criou-se a telefonia móvel, o uso de um telefone sem fio moderno, portado pelas pessoas, falar à distância.

Veio a Internet, criada nos USA, pela NASA, e seus cientistas e tecnólogos para servir ao Estado, órgãos públicos, comunicações de Estado. Houve deliberação para a exploração privada, provedores, rede mundial de computadores www. A princípio, o objetivo era ser utilitária na qualidade, eficiência e rapidez das comunicações, divulgação cultural, entretenimento, pesquisas escolares, cientificas, cultura, ferramentas didáticas. Hum! Espere para ver.

O quê, disseram os provedores e indústria digital, queremos mais! Houve um boom, o insight comum ao império capitalista, consumista, escravagista. Cartelização de internet, provedores, sites. Com quem? Com as operadoras de telefonia móvel, várias, concorrência leal. Vamos estabelecer um pacto, uma simbiose=internet, provedores, operadoras de celulares. Abaixo o telefone antigo, abate global do fixo, vamos ao celular, aos smartphones. Façamos dele um objeto atrativo, multitudinário, múltiplo, persuasivo, cativante, inebriante, alienante, venal e vendável, mercantil, sutil, inconsútil. Não Retrátil.  Pegou, pegados e plugados nos tornamos. Somos todos cativos da Internet.

Aqui temos então um breviário, uma súmula de como se deu a webcracia, dona e referencial do mundo virtual da internet e suas derivativas. O cartel representado por provedores de internet e operadoras de celulares tornou-se essa escravatura vigente, lícita e legal. Porque é livre, libertária e democrática. Além de livre e libertária, também libertina, para quem a usa nesses moldes.  Nunca em termos coercitivos haverá tráfico de usuários (internautas, náufragos).

Objetivamente, pode-se dividir a internet nesses grupos e objetivos. São como dois cenários, o marítimo dos nautas; o terrestre dos pedestres e andarilhos. No mar o consumidor pode navegar em mares revoltos e infestados de tubarões e ser devorado, moral e culturalmente. Em terra, de igual forma. As vias e ofertas urbanas são essas: cultura e entretenimento saudáveis e seguros; ou as contrafações, os delitos, as futilidades, as frivolidades, o vazio e insensato, a prostituição dos submundos e guetos fétidos e bolorentos. Escolhas, opções.  

Assim, então, já quadrando essa mini resenha. Os analistas das sociais mídias e das redes sociais, ao estudarem o caráter, o comportamento, as preferências (inclusive as sexuais) dispõem de vários sintomas, predicados, particularidades e sinais valorativos desses internautas e pedestres. É só seguir a conhecida máxima: “diz-me o que posta no seu Instagram, no seu WhatsApp para as pessoas, nos seus vídeos, nas fotos; e nós pesquisadores e psicólogos sociais, diremos quem é você. “

“Oh, você viu, o meu totó, fez aquele cocozinho como sempre. Olha que gracinha! Olha aqui que comida deliciosa, experimente! Sabe aquele ponto, aquele prato. Hum! experimente! Eu amei! Olha que foto linda, minha princesa! Não, não viu? Foi o aniversário do heb (o pet né)! Olha como ele estava feliz! “

Ops, registre-se por fim. Viva a liberdade de expressão! Postulado do Instituto dos Direitos Humanos. Já dizia um supremo ministro, Ayres Brito: A liberdade de expressão é a maior expressão de liberdade”. E artigo 5: todos somos iguais perante a lei. A Internet com suas redes sociais e aplicativos se torna esse mural, essa vitrine, onde cada um a seu modo, na sua cultura e valores sociais, morais, culturais e produtivos de trabalho e arte mostra sua embalagem formativa. Por isso, libertária, livre para expressões. Ou libertina para os palavrões!

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