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Mostrando postagens de agosto, 2014

ACOMODAÇÃO E PASSIVIDADE

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João Joaquim  Estes dias eu debrucei-me a pensar sobre duas questões comportamentais dos brasileiros, que já concluo não ser uma exclusividade nossa, mas do gênero humano. Minhas reflexões foram sobre dois fenômenos que nos envolvem muito, a acomodação (ou adaptação) e a aceitação passiva do que o outro, um grupo, a sociedade ou até um estilo de vida nos obriga, ou imposições de um  governo corrupto, inepto e incompetente. Eu pego aqui alguns exemplos ligados à saúde para consubstanciar esses dois comportamentos(nossa adaptação e passividade) frente a muitas coisas com as quais nos defrontamos. Numa primeira ilustração trago à tona uma epidemia que cada vez mais tem uma prevalência ameaçadora para a humanidade, para a saúde pública em geral. Expresso aqui a questão preocupante da obesidade. Preocupação, óbvio e desnecessário dizer, para a comunidade médica (endocrinologistas e obesólogos).  Porque  para os seus portadores ou doentes desta cond...

LULA E DILMENOS

LULA  FALA DEMAIS E DILMA  GOVERNA DE MENOS  João Joaquim  Num artigo anterior eu discorri sobre dois comportamentos de que  é acometido o gênero humano. Não na sua totalidade, mas com uma prevalência significativa. Eu falei então do comportamento da acomodação ou adaptação e da passividade. Eu disse , e repito aqui,  que trata-se de um característica não do brasileiro, mas da espécie humana. Eu repiso ainda a questão, não como opinião pessoal, mas foco de estudo científico. Dei como exemplos questões de saúde onde a obesidade, os vícios, o estilo de vida insalubre materializam esta característica da atitude  de não se  reagir ao problema. Hoje eu continuo nas minhas reflexões com outro viés, isto é, de nosso mesmo comportamento frente aqueles que nos governam ou no caso do Brasil que nos desgovernam.  É assustador e desanimador quando olhamos para certos fatos e realidades de nosso cotidiano e temos quase a certeza de que daqu...

A CULPA É DA ETERNA

    A CULPA É DA ETERNA  João Joaquim            Aquela senhora bateu em meu consultório sem um sintoma bem definido. Maria de Fátima da Piedade. Pia era a alcunha com que era conhecida de amigos e vizinhança. - Mas, dona Pia o que motiva a sua consulta? - Doutor, nem eu sei direito o que sinto. Na verdade se contar  tudinho é um rosário de coisas de muitas horas. - Não importa dona piedade, quer dizer dona Pia, o que interessa é a senhora me contar o que mais lhe aflige e incomoda. - Sabe doutor, sinto muita ausência, uma ausência não dos sentidos, uma ausência de isolamento, de estar no mundo sem ninguém em volta de mim, mesmo sendo mãe, avó e bisa de filhos, netos e bisnetos. - Tá bem dona Pia, mas vamos aos outros informes de sua saúde, do passado de doenças, de como a senhora viveu e toca a vida  . Para encurtar o perfil clínico de nossa personagem, dona Piedade era potiguar de nascimento...

PORTA ARROMBADA

FECHADURA E CADEADO DEPOIS DA PORTA ARROMBADA João Joaquim         Há um ditado ou princípio popular que diz :  nós só preocupamos em colocar um cadeado ou boa fechadura na porta quando ela é arrombada ou quando o ladrão entra na casa. Por esse e tantos outros adágios ou provérbios pode-se avaliar o alto grau do bom senso e da inteligência das pessoas, mesmo aquelas  sem alta escolaridade. Fazendo uma análise e interpretação deste princípio do cadeado depois da porta arrombada entramos no campo da imprevidência do ser humano frente a toda forma de ameaça, risco e prejuízo. E aqui nesta mesma perspectiva eu puxo um outro senso popular que tem tudo a ver com a falta de prevenção da pessoas. Refiro-me à reação das pessoas em perceber o valor de algum bem, de algum conforto na ausência, falta ou perda deste bem ou conforto. Já de pronto eu cito alguns exemplos da cultura vulgar para realçar esta realidade. Vamos tomar alguns se...

GUERRAS SEM FIM...

                GU ERRAS SEM FIM João Joaquim          Tirantes Deus e os santos, de fato santos, quase tudo o mais neste mundo, neste presente universo, tem um início, meio e fim. Nós mesmos, animais humanos que somos, temos um início (nascimento) meio ( vida) e um fim (morte). Acredito que meus caros leitores (as)  estarão em uníssono comigo e pacificados nestas realidades. A par destas verdades triviais de abertura, eu quero pontuar sobre alguns fatos, acontecimentos e realidades que parecem contra os princípios de início, meio e fim a quase tudo existente . Vamos começar aqui pelo Brasil, desde que o país foi descoberto (ano de 1500) certos fatos e hábitos foram trazidos pelos navegantes que se quer diminuíram. Eles pululam em nosso dia-a-dia  e só aumentam . A mentira e a corrupção por exemplo. Aliás, estas duas são irmãs siamesas. Nunca de...

ELEITORES E O BOI-MADRINHA

ELEITORES   COMO RESES ATRÁS DO BOI OU   VACA-MADRINHA  João Joaquim    Eu fico de cá a refletir com meus cadarços e botões sobre o mundo em que vivemos, na era digital. O que é pacífico, unânime e positivo são os avanços que conseguimos em comunicação instantânea quase grátis, não importa o ponto do planeta em que estivermos ; houve  melhora tecnológica em vastas áreas. Nas ciências também. O salto de qualidade foi imenso. Entretanto, uma coisa me intriga e me incomoda muito, o nível cultural das pessoas;  cultura aqui num sentido abrangente, isto é, do homem (gênero humano) como um ser crítico, pensante, participativo, proativo e capaz de transformar e mudar o seu meio social, preservar e melhorar o meio ambiente, enfim, tudo à soa volta. Nós, os brasileiros, estamos atingindo um estágio de tanto comodismo, de tanta inércia, de tanta passividade que mais parecemos reses em uma boiada, que seguem o boi ou vaca-madrinha.   F...

WC E CIVILIDADE

CIDADANIA E CIVILIDADE SE MEDEM PELO USO DO SANITÁRIO João Joaquim Dias desses eu precisei de usar um sanitário público em Goiânia e então o seu deplorável estado de limpeza e higiene me deu azo a que fizesse algumas reflexões. Mas, a que tipo de reflexão poderia motivar um banheiro (WC) imundo, fedorento e emporcalhado de excrementos humanos? Não, não meu caro leitor(a), aquele ambiente que era pior do que muitas pocilgas de porcos selvagens ou estábulos de gado vacum não me remetia a uma chusma de bactérias, parasitas, pestilências várias e coliformes fecais. A estes cenários também, verdade seja dita. Antes disso, aquele pútrido cenário me impelia a questionar nosso estágio de civilização. Que muitos segmentos civis  também chamam de cidadania. Existem muitos meios e instrumentos para se avaliar o grau de civilização de uma pessoa, de uma comunidade, de um povo. Civilização que num jargão mais popular pode-se chamar também de educação. Termo com o qual eu também co...

COMO RESES NUMA BOIADA

EH, ÔÔ, VIDA DE GADO, POVO FELIZ Clik no link e veja infográfico http://www.dm.com.br/jornal/#!/view?e=20140814&p=22 João Joaquim            Eh, ôô, vida de gado / Povo marcado, ê / Povo feliz / Eh, ôô, vida de gado / Povo marcado, ê / Povo feliz -  ( Vida de Gado - Zé Ramalho )  Um país como o Brasil que não investe em escolas, cultura e livros está fadado a continuar entre os piores da América Latina e do mundo, como sempre têm demonstrado os indicadores socioeconômicos  da UNESCO, ONU E OCDE. Nossa posição no último IDH não traz nenhuma novidade. Continuamos entre os primeiros lugares dos piores do planeta, 75º lugar. Curiosa e arrogante tem sido a reação do atual governo, que a cada avaliação de organismos internacionais, vem logo com alguma contestação e tentando desqualificar nossa classificação nesses indicadores, que simplesmente, se baseiam em feitos e políticas, de todos sabido, sem resul...

NOTICIAS ANTI-ÉTICAS CFM

NOTÍCIAS NÃO ÉTICAS DO CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA http://www.dm.com.br/jornal/#!/view?e=20140818&p=19 Joao Joaquim  Dia desses um paciente perguntou-me quais eram as atribuições de um conselho de medicina. Respondi-lhe, boa pergunta. Entre outras explicações asseverei que cada regional tem a indelegável missão de ser o guardião da ética, da boa e virtuosa relação entre o profissional e paciente. E de fato, a meu sentir, esta é a função precípua e magna de um conselho de classe profissional, defender de forma equânime, imparcial, incorruptível o exercício profissional de seus filiados. Sem ideologia política,   com imparcialidade. No organograma de um conselho temos de principal uma presidência, uma diretoria, uma ouvidoria, um departamento jurídico e os conselheiros. Pode-se garantir que o departamento jurídico e corpo de conselheiros são o arcabouço de um conselho. As sessões plenárias dos conselheiros conduzidas pelo presidente, se dão de forma ...